ESPÍRITO GROSSEIRO

O Zohar nesta parashá diz: “Aprendemos que todo aquele que descende até אבדון Avadón, o local [no Guehinom/Inferno] chamado de ‘o fundo’, nunca mais sobe novamente. E este homem é chamado de ‘o homem que foi destruído e perdeu todos os mundos’. E aprendemos que para este lugar terrível são baixados aqueles homens que desprezam dizer Amém [após ouvirem uma brachá/bênção]. Enfim, tal homem é punido no Guehinom pelos tantos Améns que eles perdeu, os quais ele não considerou, e ele é então baixado para o compartimento mais inferior, que não tem abertura alguma. E ele é perdido para nunca mais se erguer de lá” (286a, Vayêlech). Saiba que estes ímpios são ligados somente באדון ba’Adón, um tseruf/permutação de Avadón, significando ‘com o senhor’, a saber, o Satán. Agora, eu calculei e vi que a guemátria de Avadón (alef-bet-dálet-vav-nun, ou 1+2+4+6+50 = 63) é igual a 63 (sámech-guimel, 60+3). Agora, é o gas ruach (“espírito grosseiro”) do indivíduo que faz ele desprezar Hashem e Sua Torá, portanto o fundamental ato de testemunho que é dizer Amém para uma brachá. E o Zohar é sobre isso tão contundente que podemos inferir que negar dizer Amém para uma brachá é a quintessência do espírito baixo de um orgulhoso. Daí sua punição ser tão severa. E veja: o (único) tseruf de sag é gas; e a guemátria albam de Avadón mais um do kolel é igual a 214, a mesma guemátria de ruach (rêish-vav-chet = 200 + 6 + 8 = 214). Avadón é sim o lugar dos que têm um gas ruach.

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TOCHACHÁ

A parashá Ki Tavô traz uma grande tochachá (“admoestação”) da Torá. Existe outra no livro de Vayicra, na parashá Bechucotai. Tochachá também significa “trazer prova”, senda ela um pré-requisito da teshuvá. Uma vez que seres humanos tendem a negar as suas falhas, a tochachá é como um “espelho”, provendo prova irrefutável do “Eu”. A linguagem desta tochachá é intensa, e as maldições afirmadas se iniciam comumente com a expressão ארור האיש Arúr HaIsh (“Almaldiçoado seja o homem…”). A temática então segue com várias maldições, contudo o tema geral é que se a pessoa não seguir o ordenamento Divino, então as coisas ficarão muito difíceis. Veja, a guemátria atbash de Arúr HaIsh (mais 2 do kolel de cada uma das palavras) é 1020. E este é o mesmo exato valor numérico de, “Eis que tombarão os que praticam o mal, cairão e não mais se poderão reerguer” (Tehilim 36:13).

Agora, tochachá também ocorre entre as pessoas, umas com as outras. No entanto, antes da pessoa assumir de dar uma tochachá em alguém, ela deveria refletir muito. Veja, como está escrito: Ach-basar benafsho damo lo tochelu, “A carne com sua alma estando com vida e seu sangue, não comereis” (Bereshit 9:4). E eu entendi que este passúk significa também que a pessoa, ao lidar com outra, não deve penetrar e interpretar demais as supostas intenções e explicações desta outra pessoa. Quando lidamos com alguém, em certo grau estamos ‘comendo’ algo de sua essência. Por isso a dificuldade natural – grande ou pequena, dependendo de vários assuntos – em lidar com outras pessoas. Se já não bastasse os obstáculos comuns no tratar com alguém de acordo com a halachá, o nível de ‘comer a carne’ – a parte mais revelada – o que é necessário para se tentar chegar a um ponto comum entre ambas as pessoas etc., agora ‘comer a alma’ que está na carne – o íntimo da essência da pessoa, a ‘sua alma’ – é uma tarefa psicológica a ser evitada, pois como está escrito imediatamente após no passúk: ‘E por certo o vosso sangue de vossas almas requererei’. Ou seja, esta sua força psicológica usada para adentrar a psique do próximo é examinada por YKVK, midah knégud mida (“medida por medida”). De outro modo, somente um indivíduo reto, com as intenções de ahavat israel pode e deve fazer este ‘esforço psicológico’ com real sucesso nesta grande mitsva de HoChaiach ToChiach (ou seja, a tochachá em geral, como explicado no Talmud, Yevamat 65b). Pois como é sabido, assim como é uma mitsvá adentrar a essência das coisas, é uma mitsvá não falar nada se a pessoa não mostra abertura para escutar as palavras mais profundas. E sem ser elevado, as chances de transgressão destas mitsvót são grandes. E tudo isso vale, apesar de não ser o caminho do mundo.

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DISPENSA MILITAR

“Quando um homem toma uma nova esposa, ele não entrará para o serviço militar [‘para guerrear’, como diz o Rashi]… ele se rejubilará com sua esposa” (Devarim 24:5, Ki Tetsê). Entenda bem, “Na imagem de D’us, Ele o criou, macho e fêmea Ele os criou” (Bereshit 1:27) para que o homem unisse o mundo de cima e o de baixo graças ao chibur/conexão íntimo com a sua esposa, seguindo a regra espiritual de leMinô (Bereshit 1:12) ou seja, cada uma espécie é atraída para o seu próprio tipo. Quando o homem faz isso, ele atua no princípio celestial de Yehi/Que Seja, “o qual indica a união entre Aba/chochmah e Ima/binah simbolizados pelas letras Yud e Hei” (Zohar 16b, Bereshit) do Nome de D’us. Deste princípio efusa outro, a saber, “D’us os abençoou. D’us lhes disse: ‘Sejam férteis e tornem-se muitos’… D’us viu tudo que Ele fez, e eis que era muito bom” (Bereshit 1:28-31). De certo, ao unir-se o homem a sua esposa, ele ‘faz o bem’ (assê tov), e assim ‘se afasta do mal’ (sur me’rá), que é a incompletude e a estagnação do seu ser: ele se afasta de ter que ‘entrar para o serviço militar para guerrear’ com o mal, pois a Shechinah/Presença Divina agora derrama bênçãos em sua casa. E “saberás que a tua tenda está em paz” (Iyóv 5:24), pois a paz, que é o recipiente para receber as bençãos contínuas, estará pronta para os frutos: os filhos dignos, o sustento e a saúde, e assim verdadeiramente ‘ele se rejubilará com sua esposa’, se D’us quiser.

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SEJA PURO!

E está escrito: תמים תהיה עם ה’ אלהיך Tamim tihye im Hashem Elokecha, “Seja puro/perfeito com o S-nhor teu D-us” (Devarim 18:13, Shofetim). A guemátria absoluta deste passúk/verso que é 1112. E vi que esta é a mesma guemátria do passúk ‘ונח מצא חן בעיני ה Ve-Noach matsa chen be’einei Hashem, “E Noé encontrou graça aos olhos de Hashem” (Bereshit 6:8). Mais ainda, o verso seguinte diz: נח איש צדיק תמים Noach ish tsadik tamim, “Noé foi um homem justo e puro etc.”. Agora, a guemátria avgad do verso citado (de Shofetim) é 421, a mesma da expressão לישועה L’yeshuah (“Para a salvação”). E eis meu entendimento: tendo sido um justo tám, Nôach encontrou a graça Divina que o salvou do mabúl/dilúvio, enquanto todos os outros seres humanos pereceram. Ter fé simples/pura – ser um tám – é algo que pode salvar qualquer um de seu “dilúvio pessoal”. Por sua vez, o tsadik ajuda a adoçar o dilúvio dos outros. Quando a pessoa vem ao tsadik b’tsedaka (interpretado como “dando uma tsedaca”), de guemátria 201, isso mitiga (“adoça”) os cinco estados de guevurah (corporificadas nas letras sofit/finais mém-nun-tsadik-pêi-chaf), sendo 201 x 5 = 1005, a guemátria de ish tsadik tamim. Talvez seja melhor compreendido assim: 1005 / 201 = 5. O justo pega a tsedaca e a “distribui” (divide) para adoçar as guevurot/severidades. Existe uma diferença entre ish tsadik e ish tsadik tamim, pois a guemátria do primeiro é 515, a mesma de yesharah (“reto”, ver o Ari”zal, Sefer HaLikutim, VaEtchanan), mas o atributo de tamim/puro confere um grau ainda superior ao tsadik. Deste modo, a completude do ser vem através da retidão com a pureza/simplicidade que honra e faz brilhar a tsélem Elokim/imagem Divina. E vemos que מי כה’ אלהינו המגביהי לשבת Mi ka’Hashem Elokeinu hamagbihi la’shavet, “Quem é como Hashem, o entronado no alto” (Tehilim 113:5) tem guemátria 1005.

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FOGO TRANSFORMADOR

E como está escrito: “Devekut com Hashem é um dos 613 mandamentos. A pessoa precisa se unir com Hashem continuamente, com grande desejo, e com fagulhas de amor incandescentes. Não existe atributo maior do que este, pois todas as coisas estão incluídas nele. A dificuldade em alcançar devekut é diretamente proporcional ao seu grau de importância. Todas as coisas seguem depois das ações das pessoas, de acordo com os esforços feitos nos seus pensamentos, fala e ações, e como diariamente a pessoa se expande e melhora. A pessoa que se santifica em baixo, é santificada em cima por Hashem, até quando venha o tempo em que ela recebe um espírito de cima que a purifica e santifica. É uma obrigação de acordo com a sua habilidade fazer todos os esforços para cumprir de modo apropriado esta mitsvá em todos os momentos” (Rabi Eliezer Papo, Peleh Yoets, Dalet, Devekut). Agora, está escrito: והאש על המזבח תוקד בו Ve-haesh al-hamizbeach tukad-bo,  “E o fogo que está sobre o altar se conservará aceso” (Vayicra 6:5). E se considerarmos este passúk/verso sem o vav (que é a conjunção “e”) e o hêi (que é o artigo “o”) iniciais, percebi então que a sua guemátria é 981, a mesma de ואתם הדבקים ביהוה אלהיכם חיים כלכם היום Ve’atem ha’devekim baHashem Elokeichem chayim kulchem hayom, “E vós, que vos ligastes a YKVK, estais todos vivos hoje” (Devarim 4:4, Vaet’chanan) – possivelmente o verso mais emblemático da mitsvá de devekut na Torá. (Assim como o Devarim 10:20 e 13:5). Enfim, o fogo no altar é a paixão por Hashem que precisa queimar constantemente no coração do homem. Nada é mais transformador do que o devekut.

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ISSO TAMBÉM É PARA O BEM

A conhecida expressão judaica גם זו לטובה Gám Zu L’Tovah, “Isso também é para o bem” (Talmud, Taanis 21a) é um iniyan (“aspecto”, “caminho no pensar”) de “ação prática”. Ou seja, tudo é para o bem porque se a pessoa age com retidão as suas ações resultam em iluminações abençoadas – no shefa/fluxo espiritual que desce do shamayim/céu. A Torá é prática e orienta isso ao homem. E a guemátria absoluta de Gám Zu L’Tovah é 108 a mesma de ואצוה Va’atsavê, “E eu comandei/ordenei” (Devarim 1:16) e de ועבדוך Va’avadúcha “Eles te servirão” (parashá Shofetim). Quem obedece aos comandos de Hashem – as mitsvót – é Seu servo protegido, e tudo então irá para o bem, se D-us quiser. De fato, a guemátria albam desta mesma expressão é 613, o número de mitsvót na Torá.

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O POVO É A TERRA

É preciso se lembrar sempre, que Hashem deu ao Povo Judeu a Terra de Israel, como escrito: ראה נתתי לפניכם את-הארץ Reê natáti lifnêichem et-haArets etc., “Vejam que lhes entreguei a terra”; ide e herdai a terra que o Eterno jurou a vossos pais – a Abrahão, a Isaac e a Jacob – que daria a eles e à sua descendência depois deles” (Devarim 1:8). Esta terra é a bênção deste povo: Reê natáti lifnêichem et-haArets é guemátria ordinal 238, a mesma de ויברך Vayevarech (“E Hashem abençoou”, Bereshit 1:22). A Terra/Shechiná é o Povo e o Povo é a Terra. Israel é o nome do Povo, Israel é o nome da Terra. O Povo é a Terra, a Terra é o Povo. Nunca os dois podem ser separados, jamais. Para o judeu, as mitsvót são os “tentáculos espirituais/energéticos” que o ligam diretamente à terra santa – uma conexão real e verdadeira. Se nós tivéssemos o aparato tecnológico para ver estas conexões espirituais, de fato elas seriam vistas claramente. Mas, isso ocorrerá no futuro, quando “A glória do S-nhor se revelará; e toda a carne juntamente a verá” (Isaías 40:5). E é por isso que os judeus são instruídos pela Torá que os alerta para não comer comidas não cashér, não ligar/residir próximo às pessoas não cashér, não fazer isso ou aquilo etc., porque as impurezas “grudam” na pessoas, por assim dizer, afetando o corpo, a mente e a alma do indivíduo – o coração e os pensamentos. Quando o judeu se desconecta dos ensinamentos sobre seu povo santo e alma, ele então causa desequilíbrio em todo o seu ser. E como Kol Yisrael Aruvim Zeh BaZeh (“Toda Israel é interconectada um com o outro”), se uma parte do corpo está adoentada, todo o corpo é assim afetado. E como o “Corpo de Israel” é a santa Terra de Israel, o desequilíbrio causado pelos que desdenham a Torá atinge toda a Terra Santa que então sofre com as guerras e problemas de várias espécies, tal como um corpo que fica adoentado. E veja: נתתי לפניכם את-הארץ Reê natáti lifnêichem et-haArets tem guemátria absoluta de 1993, a mesma de todo o passúk/verso: “Eles vêm de países distantes, do extremo dos céus – o Eterno e os armamentos da ira, para devastar toda a terra” (Isaías 13:5). Contudo, saiba que a Era Messiânica representa um tempo de total transformação interior e exterior que causará o “realinhamento” de todos estes desequilíbrios na Terra de Israel e no mundo também, os quais ofenderam gravemente as Leis Naturais de Hashem, pelas quais Ele rege todo os universos. E quando este tempo vier, será então o יום יהוה הגדול והנורא Yom Hashem HaGadól Ve’HaNorah, “O grande e temível dia do Eterno” (Malaquias 3:23), quando o Seu verdadeiro e único Mashiach curará o mundo, impondo o retorno da Lei Natural – trazendo-nos a como e aonde nós deveríamos estar. E a guemátria absoluta deste passúk do profeta é 398, a mesma de משחים meshuchim, “ungidos”. E a terra será novamente elevada ao estágio de natural de ordem e paz do Gan Éden, amém.

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PUXANDO AS ORELHAS

Era uma vez um rasha/perverso que veio até um tsadik/justo dizendo que queria aprender Torá. Na verdade ele não queria mesmo, pois desejava só incomodar o tsadik. O tsadik disse para ele: “Então vamos começar pelo Alef-bet. Esta é a letra Alef”. E o rasha respondeu: “Como você sabe que esta é a letra Alef?”. O tsadik pegou a orelha do rasha e a puxou. O rasha disse: “Ai, você está esticando minha orelha”. E o tsadik disse: “Que tem disse que esta é sua orelha?”. Deste mashál/história aprendemos sobre a natureza da yetser hará/má inclinação. Veja: ela conhece bem a yetser hatóv/boa inclinação. Ela diz para ela: “Vai lá fazer uma mitsva, vai estudar Torá ou rezar”. Mas no fundo ela não quer que mitsva alguma seja realizada. Então quando a pessoa vai cumprir a mitsva, como na tefilah, a yetser hará vem e atrapalha ela. Agora, a yetser hatóv também conhece muito bem a yetser hará, afinal elas estão sempre em guerra. Então ela diz para a yetser hará que desta vez sim ela pode fazer uma averah (chaz v’shalom). Aí, a yetser hará fica contente e chega bem perto fazendo a pessoa transgredir, mas antes disso, a yetser hatóv arranca a yetser hará, com se tivesse a puxando (suas orelhas) para longe da averah, deixando-a desanimada e subjugada. E sobre as palavras desta parashá Beha’alotecha, הצר הצרר אתכם chatzer hatzorer etchem, “O adversário que te oprime” (Bamidbar 10:9) o Shlach HaKôdesh diz: “Estas são uma alusão bastante clara para a yetser hará, uma vez que nenhum inimigo nos incomoda tanto como o Sámech-Mém [o Satán]… Existe uma constante guerra entre o homem e sua yetser hará. Por vezes o homem a sobrepuja nesta luta, e em outros momentos as forças do Sámech-Mém ganham ascensão. De qualquer maneira, ambos estão constantemente envolvidos em um estado de guerra”. De fato, a yetser hará é o “inimigo” que somente traz o que é מרת morát, (“amargo”) para o homem. E este termo tem guemátria atbash de 640, a mesma do passúk/verso chatzer hatzorer etchem. Mas, se o homem aprende a subjugar a yetser hará, ele então anda no דרך הקדש dérech ha-kôdesh, (“caminho santo”), de guemátria 633, a mesma da guemátria albam deste passúk.

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CABEÇAS ERGUIDAS

Ka’asher tsiva Hashem et-moshe vayifkedem bemidbar sinai, “Como YKVK ordenara a Moshe, contou-os no deserto de Sinai” (Bamidar 1:19). Veja: a palavra ויפקדם vayifkedem, (“contou-os”) tem guemátria 240, e surpreendentemente a guemátria atbash dela também é 240. No método de guemátria atbash, a primeira letra do alfabeto (alef) é substituída pela última (tav), a segunda (bet) pela penúltima (shin) e assim por diante invertendo o alfabeto. Este método busca na palavra ou frase a “mensagem secreta” oculta no resultado. Conceitualmente, o segredo neste caso é a própria palavra original, querendo dizer que “contar” é o próprio Sód (“o nível oculto/íntimo da Torá”) de “contar”. Isto é na verdade algo profundo e ao mesmo tempo em que pertence à natureza dos números. De modo geral, quando pensamos em um número, sabemos que ele representa alguma quantidade objetiva. Contar é a ação de encontrar o número de elementos de um conjunto finito de objetos, de estabelecer a correspondência entre o conjunto sendo contado e o conjunto de números (maior). Em outro nível, contar é “estabelecer”, no sentido de afirmar a existência e identidade. Portanto, a contagem do Bnei Israel identifica-o no mundo de modo revelado, permitindo assim a sua afirmação como um grupo escolhido, o seu reconhecimento. Sobre a contagem, o Bamidbar 1:2 usa a expressão S’eu et rosh kol adat bnei Israel, que significa literalmente, “Erga a cabeça de todos os filhos de Israel”. E o Shem M’Shmuel neste passúk comenta que, “O censo deu força ao Ego do povo”. Ou seja, o fato de que todos foram contados individualmente foi uma maneira de enfatizar a autoestima de cada judeu que assim vivenciou o “erguer de sua cabeça”.

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BEHAR: “A MÍSTICA DO SHABAT”

Um vórt (“breves palavras de Torá”) sobre o Vayicrá 25:2, parashá Behar 5774.

Nota: este shiur (avançado) da parashá Behar (5768) foi encontrado na parashá Bamidbar 5774 (em 19-05-2014). O Rabino Avraham disse: “Ele estava perdido bamidbar [‘no deserto’], mas sua fagulha brilhou em Iyar e foi assim resgatado, baruch Hashem”.

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MATANDO A FOME

ואכלתם לחמכם לשבע Va-achaltem lachmechem la-sova, “E comereis vosso pão a fartar” (Vayicra 26:5). A guemátria atbash aqui é 1000, sendo este o mesmo valor numérico do milúi (“soletrar”) de Kel Shakai “D-us Todo Poderoso” (mais o valor do kolel), um dos Shemot Kodashim (“Nomes Santos de D-us”). Ou seja, Kel Shakai é escrito: alef-lamed e depois shin-dalet-yud = (1 + 30) + (300 + 4 + 10) = 345. E quando estas letras são “soletradas” temos, Alefalef-lamed-pei (1 + 30 + 80 = 111); Lamed: lamed-mem-dalet (30 + 40 + 4 = 74); Shin: shin-yud-nun (300 + 10 + 50 = 360); Dalet: dalet-lamed-tav (4 + 30 + 400 = 434); e Yud: yud-vav-dalet (10 + 6 + 4 = 20). E o total é 999 + 1 (kolel) = 1000. O Ari”zal explica que “Este valor de 1000 [élef em Hebraico] é em Binah, aonde este Shemot Kodashim se manifestam… e este é o significado místico da frase alef-bet etc.” (Sha’ar HaPesukim, Devarim). E esta frase (alef-beit) pode ser interpretada como significando “aprenda a compreender”, uma vez que a palavra alef também significa “aprender”, e a palavra para “compreender/compreensão”, binah, inicia com a letra bet. A palavra alef é soletrada da mesma maneira que a palavra élef (“um mil”). Portanto, a frase alef-binah também pode ser lida como “o mil de binah”, relacionando assim o número 1000 e a guemátria do valor do milúi dos Shemot Kodashim (Kel Shakai). Disso tudo aprendemos que o sustento provém de um nível muito elevado e que ele é ligado também à necessidade da compreensão do indivíduo sobre a regência de Hashem no mundo e de Suas leis. Quando a pessoa verdadeiramente entende que Ele é o Ribono Shel Olám (“Mestre do Universo”), uma “força espiritual” extraordinária troveja nos céus e faz “cair o Mán [‘maná’]”, que é o sustento (e o meio para subsistir) que Hashem dá ao Seu povo de Israel tão querido e ao mundo também. E veja: a guemátria atbash de Va-achaltem “E comereis” é 541, a mesma de Israel; a guemátria atbash de Lachmechem “Vosso pão” é 130, que equivale a 5 x 26, sendo cinco os estados de Guevurá (“Força Divina”) e 26 a guemátria do Tetragrama (yud-kei-vav-kei, 10 + 5 + 6 + 5 = 26); e a guemátria atbash de La-sova “A fartar/se satisfazer” é 329, a mesma de מזי רעב Mezêi ra’av, “Consumidos pela fome (Devarim 32:24). Se cumprirem as mitsvot e buscarem a compreensão sincera sobre as verdades da Torá, então Israel (e todos que amarem este Povo e a Torá) terá a bênção da força Divina que sobrepuja todas as dificuldades do sustento no mundo físico, anulando assim a “fome”, que é também a falta de entendimento. E deste modo, “Comereis vosso pão a fartar”, amém. Existem ainda inúmeras outras considerações, aqui sendo apenas um início, baruch Hashem.

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BECHUCOTAI: “SOLUÇÃO OU PROBLEMA?”

PALAVRAS CHAVES: A tsedacá/caridade, é necessário porém não suficiente só estudar Torá, a prática das mitsvót (“mandamentos”), alinhamento com D-us depende do cumprimento das mitsvót, se fixar no estudo de Torá sem prática é (quase) como heresia, o problema do acadêmico no Judaísmo, intelectualização arrogante e o auto-sistema de crença, a admoestação desta parashá sobre não cumprir o desejo de D-us, a Torá é nossa “aliança” espiritual com Hashem, o erro do teórico, tikún (“retificação”), a pessoa que anda na Torá ajuda a retificar o mundo, Yesód: o “conector” espiritual entre o mundo físico e o espiritual, Yesód é o justo: a fundação do mundo, a causa do caos no mundo, alinhamento espiritual e as bênçãos, a interrupção da luz e a dor do homem, comportamentos errados: criando caos no mundo, klipót (“forças do mal”), os julgamentos de Íma/Binah, o subjugar da misericórdia, o aumento dos julgamentos aumenta a discórdia entre as pessoas, os atos corretos/mistvót subjugam os julgamentos, o jugo Divino, a escravidão dos desejos, os preconceitos da vida secular, a tsedacá salva da morte, Nôach unificou as luzes das sefirót, trazendo Mashiach, teshuvá (“retorno a D-us”), a tsedacá “adoça” os decretos Divinos, se preocupando com fazer o que é certo, a “doce” Era de Mashiach.

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A DURA EXTRAÇÃO PURA

E está escrito: אמת מארץ תצמח Emet meieretz tizmach, “Da terra sairá a verdade” (Tehilim 85:12). O reshit tavót aqui também é emet/verdade. E a terra também é chamada de adamah, aludindo assim ao corpo, o homem/adam. Veja, no processo de revelação existem mais revelações, assim como escrito: “Tão logo Adam foi criado, tudo na terra foi revelado, ou seja, a terra começou a mostrar os seus poderes e produtos que estavam nela implantados” (Zohar 97a, Vayerá). E este é o grau verdadeiro de birúr (“purificação/extração”). A prova está no tserúf/anagrama do sofei tavót אמת מארץ תצמח (tsadi-chet-tav), que soletra a palavra tzchat (“puro/claro”). Purificação requer esforços tremendos e não o caminho do que é mais confortável/fácil, pois as dificuldades da extração da verdade provém da mentira – a própria dor que a encapsula, prevenindo sua revelação.

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PROCLAME!

Ukeratem deror ba’arets – “E proclamareis liberdade em toda a terra” (Vayicra 25:10). A liberdade da “terra”, que representa a pessoa e seu mundo, demanda uma proclamação. Ou seja, é necessário afirmar com força e verdade que a liberdade é a única opção. Mas, se a pessoa não faz isso, se ela não proclama, ela se mantém presa e rendida pelas klipót que são a essência da terra. De fato, este passúk ensina isso, pois o tsêruf (“anagrama”) do sofêi tavót (“letras finais”) aqui é mem-tzadi-rêish, formando a palavra Mêitser (“Restrição” e a raiz da palavra Mitsrayim/Egito). Proclame em voz alta seu desejo de liberdade, e Hashem o salvará: Hashem tzuri v’goali, “Hashem minha Rocha e meu Redentor” (Tehilim 19:5), com guemátria de 382, a mesma de b’yesha (“com salvação”). E v’goali (“meu Redentor”) tem guemátria 50, o assunto de yovêl (“jubileu”) – o tempo de liberdade – desta parashá santa. Proclame!

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O PATRIARCA COHEN

Após Avraham ter guerreado contra os reis para salvar o seu sobrinho Lote (Bereshit 14:14-17), ele tem um encontro fundamental com Melkizedek (“rei da retidão”) de Shalem (ou melhor, Shem ben Nôach, como explicam os sábios). Os comportamentos retos de Avraham só o fizeram crescer em “atenção celestial”. Deste modo, ele foi escolhido por Hashem para ser o próximo na sucessão especial do entendimento Divino passado (para raríssimos indivíduos) desde Adam. Shem foi o sumo sacerdote do mundo, assim como seu pai Nôach. Através deste encontro, Avraham (ainda chamado Avram) é iniciado na kohanut (“sacerdócio”). Agora, Avraham seria o receptor Divino do sumo sacerdócio para o mundo. Esta herança foi passada para seus filhos etc. Este sacerdócio tem a função de servir o mundo, trazendo a luz de D-us para a humanidade. Esta é sua “assinatura espiritual”. Portanto, temos algumas características essenciais de Avraham: seus questionamentos, sua iconoclastia, zelo e retidão, sua coragem e agora, o sacerdócio. O assunto de sacerdócio é provavelmente o menos compreendido. Ser um cohen significa a honra de se dedicar integralmente ao avodat Hashem (“serviço Divino”). O kabalát ól (“jugo Divino”) da Torá e mitsvot é exatamente este sacerdócio, a saber, a honra de servir o povo e o mundo, “Para ensina-los sobre os estatutos e as leis e os farás saber o caminho por onde andarão e a obra que farão” (Shemot 18:20). Pois como está escrito: “Vós sereis para Mim um reino de cohanim e um góy kadósh [‘povo santo’]” (Shemot 19:6). Agora, Avraham se auto intitulou (e Hashem também) de servo. Como está escrito: “Os homens bons são humildes e modestos e são registrados no livro de D-us como Seus servos… E Hashem chamou Avraham de Seu servo [Bereshit 18]” (Midrash Tehilim §18). E está escrito: “Avraham era dedicado a ensinar as verdades que ele havia descoberto. Sua missão foi a de reintroduzir Hashem à humanidade e opor vigorosamente todas as formas de idolatria. E Avraham somente poderia completar esta missão em uma área populosa” (Sforno no Bereshit 20:1). De modo marcante, Avraham buscou reintroduzir D-us na vida das pessoas, o aumento da devoção e conexão com Ele e o combate à idolatria com grande vigor. Agora, o diálogo de Avraham e Hashem, quando ele tentou salvar Sodom e Gomorra (Bereshit 18:23-33), no meu entendimento, sobre sua procura de pessoas retas em Sodom (para que ela fosse poupada) não ocorreu de modo “contínuo”. Quando Avraham ouviu que se “encontrasse 50 retos”, Hashem então não destruiria a cidade (verso 26), ele foi literalmente até Sodom procurar pessoas retas. E durante algum tempo ele questionou e investigou com profundidade, inclusive usando sua intuição psíquica altamente desenvolvida para perceber os arredores e as pessoas. Avraham perguntou se encontrasse 50 justos, Hashem pouparia a cidade. Ele foi buscar os chamishei tzadikim, guemátria 1762 (+ 1 do kolel, 1763), e a notícia não foi boa: “E o Eterno disse a Moshe: Aquele que pecou contra Mim, riscá-lo-ei de Meu livro” (Shemot 32:33), guemátria 1763. Depois voltou e perguntou a Hashem se fossem 45 (arbayim va’chamisha) de guemátria 1242 (+ 1 do kolel, 1243), se Ele pouparia a cidade, o passuk de mesma guemátria falou: “Muitos são os sofrimentos do ímpio, porém aquele que confia no Eterno, a benevolência o envolve” (Tehilim 32:10). Fez o mesmo depois para ha-arbayim (“os 40”), de guemátria 888 e descobriu que foi a um pechatet, “Um lugar baixo” (Rashi no Vayicra 13:55), de mesma guemátria. Novamente, em seu caráter corajoso e reto, Avraham foi procurar ao menos sheloshim (“trinta”) justos, palavra de guemátria 1249, pois Hashem disse que pouparia se os encontrasse. Mas a verdade sobre a cidade se revelou novamente: “Nem a peste que se propaga nas trevas, nem tampouco o destruidor que ataca ao meio-dia” (Tehilim 91:6), de mesma guemátria. Então Avraham pediu clemência se encontrasse esrim (20) retos, de guemátria 1180. E novamente recebeu psiquicamente o passuk da Torá: “E aquele que maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto” (Shemot 21:17). E por fim, tentou encontrar assêrah (10) retos, pois Hashem concederia. Mas o passuk foi contundente e exclamou em sua mente sobre os habitantes da cidade: ha’rasha (“o perverso”), de mesma guemátria como no Devarim 25:1. Este era o caráter de Avraham: sempre buscando retos no mundo para que não viesse à destruição.

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PROPÓSITO DE VIDA

Ao contrário do que se pensa normalmente, o tachlit (“propósito de vida”) da pessoa não são os outros. Eu quero dizer, pensamos que é através das coisas que fazemos que incluem tudo que tratamos com outras pessoas, que o tachlit se afirma em nossa vida. Deste modo, damos importância exagerada para o “teatro da vida”, quando na verdade o tachlit é o nosso desenvolvimento como kli d’kedusha (“um recipiente santo”). O homem reclama: “Eu quero mais isso, eu gostaria mais daquilo etc.”, mas um foco assim manifesta um tachlit iludido, pois entrega um poder a outrem que de fato deveria ser concentrado nos esforços do auto crescimento. Veja: o mundo e seus assuntos são o caminho para a revelação e refinamento do tachlit e que através disso outras pessoas são afetadas e esperamos, ajudadas. Os assuntos de nossos afazeres no mundo servem principalmente para criar as condições de nossa evolução pessoal. A primeira alma a ser salva para salvar o mundo (aludindo a Mishna Sanhedrin 4:5) é a própria alma da pessoa. Não existe Redenção sem primeiro existir a redenção individual.

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AROMAS ABENÇOADOS

Avraham avinu reconheceu a caverna de Machpelah através de um sinal” (Zohar 127a, Chaiyê Sarah). Os tsadikim/retos reconhecem intrinsecamente a kedusha que é a santidade de qualquer coisas ou local. E “Ya’acov aproximou-se e o beijou. Yitshak aspirou o cheiro de suas roupas e o abençoou. Ele disse: ‘Vê, o cheiro do meu filho é como o cheiro de um campo abençoado por Hashem” (Bereshit 27:27). O reto reconhece o ‘cheiro da roupagem’ que encobre as coisas do mundo (olám). De fato, o mundo é somente ele mesmo um “encobrimento” (hélem, etimologicamente relacionado a olám) da verdade e essência das coisas que efusam dele. Mas este encobrimento, esta roupa, não encobre a verdade da essência espiritual das coisas para o tsadik, que sendo ligado a Hashem, reconhece em tudo o grau espiritual que exala de sua essência. Quanto mais espiritualmente sensível e equilibrada a pessoa é, mais ela percebe o Divino em tudo. O contrário também é verdadeiro. Veja, ao “cheirar” (ou seja, perceber) a realidade, Yitschak avinu a eleva espiritualmente, pois perceber a verdade significa remover a klipah/casca/ilusão por isso está escrito que depois de cheirar Ya’acov, “Yitschak o abençoou”. E também: “E o cohen/sacerdote que faz a purificação fará apresentar ao homem que se há de purificar, e a estas coisas, diante do Eterno, na entrada da Tenda da Reunião” (Vayicra 14:11, Metsora). Agora purificado/elevado, a pessoa pode estar no Sadê asher Hashem berachô, “Campo abençoado por Hashem”, de guemátria (mispar katán) igual a 47, a mesma guemátria de Yigdal, “Seja grande”. E a guemátria (mispar katán) deste passúk/verso do Vayicra é 208, a mesma do nome Yitschak.

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INTELECTOS BEM DIFERENTES

E está escrito: “Assim como todos os partsufim santos [‘grupos de sefirót‘] possuem intelecto, também é do mesmo modo com todos os partsufim impuros, ambos masculino e feminino. Entretanto, a diferença é esta: os partsufim masculino e feminino do mal possuem somente dois mochin/cérebros [chochmah e binah], enquanto os partsufim santos masculinos possuem três: chochmah, binah e da’at. Os partsufim santos femininos também possuem somente dois mochin/cérebros [chochmah e binah], pois como somos ensinados, ‘o da’at das mulheres é leve’ [Talmud, Shabat 33b]” (o Ari”zal, Etz Chayim 48:2). Chochmah é o flash de insight que penetra através do véu do inconsciente na mente consciente. É uma experiência efêmera, uma vez que pela sua própria natureza, o insight é estranho à estrutura mental na qual ele é introduzido. Sendo uma entidade estranha, se ela não é de alguma maneira integrada na mente, ela simplesmente desaparece e é esquecida. Portanto, a tarefa de binah é integrar este novo insight nas estruturas mentais e padrões de pensamentos que o indivíduo já possui. Este é um processo de tradução e avaliação: traduzindo o insight em termos familiares e avaliando as estruturas mentais existentes e ideias em termos do novo insight. Este novo insight confirma ou contradiz o que eu já conheço e acredito, e se existe a confirmação, qual sua extensão? E assim por diante. Binah, portanto, distingue (Hebraico: bêin) entre a realidade como refletida no insight e como concebida antes do insight, e reconstrói (Hebraico: boneh) a mentalidade da pessoa no despertar do insight. Mesmo assim, tudo isso é atividade mental abstrata. É a função do terceiro componente do intelecto, da’at, trazer relevância e significado para esta nova figura da realidade no dia-a-dia da pessoa. Agora que eu entendo a realidade de uma maneira nova e mais elevada, o que este entendimento diz a respeito da maneira que eu tenho vivido a minha vida e como de fato eu deveria vive-la doravante? E assim começamos a ver a diferença essencial entre o bem e o mal, ou mais precisamente, santidade e o mundano. A força motriz do intelecto santo/elevado é sempre de buscar a relevância do insight, compreensão e conhecimento. O intelecto do mal/mundano não possui esta força motriz. Ele é completamente contente de focar na experiência do insight – no “uáu” ou “deslumbramento momentâneo” sem se “poluir” com as preocupações morais ou a relevância. Para este tipo de intelecto, a vida é apenas uma sucessão de experiências estéreis, excitantes por e em si mesmas, mas que não produzem nenhum fruto durador ou mudanças na vida do indivíduo ou sociedade. Esta é a razão que milhares estudam Torá, em particular Cabalá, e mesmo assim nada verdadeiramente significante ocorre, a saber, não existe transformação real, implicando no crescimento necessário das observâncias haláchicas. Isto é importante se o indivíduo deseja se calibrar com Hashem. O que ocorre é que tudo é principalmente tratado como uma nova forma de entretenimento e a experiência do “uáu” descerebrado que ocorre ao ouvir os conceitos elevados. Existem mais conclusões, para outra tempo e local.

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EVITANDO OS ESTRAGOS

A sensibilidade ao próximo, com a sua dor e circunstâncias é o pilar das ações retas da Torá. Este pilar pode erguer um mundo, pois quando se é sensível ao próximo e ações de reparo são prometidas, o “recipiente” acredita na bondade que lhe é estendida. E o crer nesta bondade lhe traz esperanças e conforto – isso é de imensa grandeza, trazendo iluminações para o mundo. Entretanto, somente para Hashem os pensamentos são ações diretas. Os homens precisam “pôr em prática” a bondade que prometem a outros, pois se não este pilar vital é corroído e muita destruição ocorre, que D-us não permita. A moral é que, a “linha” entre o fazer o bem e o deixar de fazer o bem é a sensibilidade. Eis o grande diferencial entre as pessoas. E por isso está escrito: “Corra para fazer uma mitsvá…” (Pirkê Avót 4:2), porque diante de uma necessidade de reparo no mundo – a função das mitsvót – quando mais rápido isso ocorrer, menor a chance que o estrago que precisa de reparo aumente, que D-us não permita. E o aumentar de qualquer estrago no mundo significa dor. Corra para cumprir uma mitsvá para evitar a dor. Absolutamente tudo precisa ser feito sempre para evitar a dor, pois ela é a corporificação do dano espiritual no mundo.

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SILÊNCIO!

Silencie-se diante de Hashem. A sua oração deveria ser: que não seja o meu desejo, mas a Sua vontade que seja feita. Eu sou Teu servo. A vida e a morte diante de Ti são o mesmo. De nós não é esperado agir como anjos, mas é esperado a cada momento que devemos agir como seres humanos e assim buscar atingir os potenciais mais altos possíveis da nossa humanidade. É isso que o Céu espera e demanda de nós, pois todas as almas chegam a este mundo para aprender e crescer. E a preocupação com o próximo é um aspecto fundamental da escola da vida. E saiba que nenhum mal jamais descende do Céu. O mal apenas ascende dos corações dos homens, e ainda que a vida seja complexa, a simplicidade é a chave para abrir os segredos da vida. O foco deve ser no agora e a única questão de valor real é: eu como posso ser uma pessoa melhor. O que posso fazer para melhorar as coisas? Mashiach não virá para o mundo antes que venha para o indivíduo. A redenção começa em cada um, retificando a fagulha de Mashiach que existe em si. Cresça!

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RECALCITRÂNCIA

O caminho da Torá significa a transformação, evolução, retificação e a afirmação da mente humana para que exista integração devida com a realidade. Quando a realidade é integrada com a verdade, temos tikkun, a cura. Agora, devido ao pecado da “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal”, a mente humana se turvou. E deste modo, não temos a clareza de distinguir os pensamentos das emoções. Ambos a mente e o coração precisam existir em harmonia. O caminho da Torá ensina a harmonia necessária para a evolução vital humana. Agora, rejeitar evoluir – a recalcitrância espiritual – é a maior arma da sítra áchra (“o lado do mal”). A recalcitrância é a característica que garante ao indivíduo que ele seja enredado pelos engodos e falsidades do mundo, pela trapaça e sedução do mal. O mal se ergue pela mentira e tolice, e o recalcitrante se abre somente para isso. Ele se distrai do caminho natural de Hashem, ele perde o foco e acredita só na ilusão que o mal o concede: que tudo está bem como está, não existe necessidade de crescer, de se retificar, de evoluir e de afirmar a sua mente mais do que já é feito. Veja: quando uma pessoa é iluminada pela Torá, mas ela se fecha e rejeita a luz, para aonde vai esta energia positiva de iluminação? Ela escoa para o lado do mal, que se aproveita da rejeição ignorante da pessoa, assim como um cão que fica próximo a uma mesa repleta de alimentos, e quando uma comida cai (ou seja, a luz é rejeitada), a besta rapidamente se apossa do pedaço caído, engolindo-o com voracidade. E por isso é tão grave rejeitar o caminho evolucionário da Torá, pois o indivíduo que a assim o faz, sustenta diretamente as forças negativas que buscam estritamente que o homem “involua”, retrocedendo assim a um estado em que a sua mente se desintegra da realidade, promovendo apenas a turbidez de suas emoções e o caos resultante de suas ações fundamentadas em suas ilusões. É preciso se focar no que é realmente importante: na singularidade do universo que é Hashem. E quando a pessoa faz isso, ela então é chamada de um ser criado à imagem de D-us.

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A TSEDAKA SALVA DA MORTE (E DO ROUBO)

Nada é mais Torá do que aprender a emular o Criador. E nenhuma emulação d’Ele é maior do que a de ser generoso. Seja mais generoso e isso o aproximará do Criador. O Zohar (Ra’aya Mehemna, Tsav) explica algo muito importante e extremamente pertinente hoje em dia: “Judeus não observantes da Torá e até não judeus, precisam fazer favores e buscar ajudar dando tsedaka os judeus shomer mitsvot [“cumpridores das mitsvót”]”, pois isso ajuda muito as retificações de suas nefashot (“o único e apenas grau de alma que a excedente maioria no mundo têm”). E está escrito: “Por que o ignorante deve ser paciente com o talmid chacham [“estudioso da Torá”]? Uma vez que um talmid da Torá é como o dia de Shabat, o ignorante deve ser como um indivíduo que não tem nada próprio [tal como um dia da semana e que precisa se preparar para o Shabat]. Se o homem ignorante é generoso para ele com seu dinheiro e tem o hábito de fazer seu desejo, de cuidar dele e cumprir os preceitos como ele deseja etc., então o que é dito: ‘Hashem, Tu preservas homem e besta [como um ignorante da Torá]’ [Salmo 36:7] será realizado. E Ele assim preservará a pessoa do roubo e do Malach HaMavêt [‘Anjo da Morte’], para que ele não tenha poder de abatê-la com a sua faca imperfeita. Tudo aquilo que é abatido com uma faca imperfeita é uma nevilah [‘carcaça’, portanto, não abatida ritualmente e proibida para um judeu de comer], sobre a qual está escrito: ‘Ao cão a jogareis’ [Shemot 22:30], quem é na verdade o Samech-Mem (o Satán), chamado de “cão”. Baseado neste Zohar, eu entendo por que é dito que: “Ele preservará a pessoa do roubo e do Malach HaMavêt”. Por que justamente isso? O assunto do Anjo da Morte é evidente. Estando o ignorante sempre ligado a sitra achra (o lado das forças antagônicas a kedusha/santidade), ele chama para si a própria morte, chaz v’shalom. Portanto, esta proteção da tsedaka é vital para ele, verdadeiramente. Agora, sobre o roubo a explicação é a seguinte. Um homem que usa a maior parte do seu ser para acumular fortuna, e ela de fato cresce, está sempre sujeito aos diversos tipos de roubos através de suas transações e funcionários. Até porque, ele não tem como controlar tudo que ele é dono. E para que ele possa ajudar o talmid chacham, é fundamental que ele possa usar suas finanças também para a tsedaka. Portanto, mesmo que impuro e cheio de defeitos, ele é protegido no mérito da tsedaka e para que possa adquirir mais mérito de tsedaka e redimir a sua alma do Malach HaMavêt.

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PERSEVERANÇA

É importante sempre fazer o Hishdátlut – a perseverança nas ações possíveis que a nós são cabíveis e devidas para nossos fins – para assim poder contar com Hashem nas ações não cabíveis e devidas a nós, ou seja, nas impossibilidades que são resolvidas pela graça e misericórdia Divina e que completam nossos fins. Aprenda isso bem.

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RETOS COMO AS PALMEIRAS

A Torá ensina que os retos são como as palmeiras. Isto é porque outras árvores não crescem retas para o alto, mas se expandem em diferentes direções. A palmeira é diferente: ela cresce reta para o alto, sem os múltiplos membros que se expandem e dividem em inúmeras direções das outras árvores. De mesma maneira são os retos, que não se dobram para as diferentes direções, mas se mantêm sempre na direção ascendente para Hashem, sem se desviar jamais. Crescendo reto e para o alto é como se a palmeira dissesse que Hashem é reto e Ele não Se aproximará de alguém a não ser que este indivíduo seja reto e alto em seus caminhos. Não existe retidão verdadeira sem a busca das verdades espirituais da Torá. Isto é assim, pois estas verdades são Hashem Ele mesmo que sublinha toda a realidade. Para entender isso é preciso limpar o coração e atingir o estado de Nachón Libí Elokim (Salmo 108:2) – Meu coração é firme com D-us. Para ser reto é vital tomar contato com a mente interior, ou seja a psicologia do homem e não se perder nos conceitos intelectuais nebulosos. Para ser reto é preciso internalizar de fato tudo que é aprendido na Torá: as orientações e conceitos, a ética e moral, as posturas retificadas, e os atos de bondade gratuita. Se o aprendizado de Torá não inspira o indivíduo a se tornar uma pessoa melhor, então não houve aprendizado algum, mas apenas um devaneio intelectual vazio, acadêmico e frio. A palmeira cresce muito porque não se espalha no alto – no intelecto e coração – mas se espalha sim nas suas raízes – no temor ao pecado, no entendimento das leis para atuar de modo digno no mundo. E por isso está escrito: “A pessoa cuja sabedoria excede suas ações retas, a que ele é comparado? A uma árvore cujos galhos são numerosos porém suas raízes são poucas, e o vento vem, arranca-a e vira-a de cabeça para baixo. Mas aquele cujas ações retas excedem sua sabedoria, a que ele é comparado? A uma árvore cujos galhos são poucos mas cujas raízes são numerosas, de modo que mesmo que viessem todos os ventos do mundo e soprassem sobre ela, não conseguiriam movê-la de seu lugar” (Pirkê Avót 3:17).

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SEM DUPLICAÇÕES

Os limites e fronteiras definem a realidade em nosso universo físico. Hashem ordenou a criação e separação das coisas de modo que cada coisas tenha seu próprio tempo-espaço únicos. Não existe duplicação no universo. Cada coisa ou indivíduo é absolutamente único e precioso para o plano Divino. Ninguém pode cumprir o papel de outra pessoa e vice-versa. Uma pessoa somente ascende para o próximo estágio de evolução de sua consciência quando o tempo-espaço imediatamente acima dela é vago, podendo ser ocupado, por assim dizer. Agora, somente através de conhecermos o nosso tempo-espaço únicos se torna possível nos “encontrarmos”. Isto significa que para atingir a paz interior é preciso estar dentro de nós mesmos – em contato e entendimento da posição verdadeira no tempo-espaço, sem as ilusões do ego que distorcem os limites. Mais ainda, se não conhecemos nosso tempo-espaço, então pela definição dos limites, estamos violando o tempo-espaço de outra pessoa. Esta é a causa dos conflitos e ressentimentos, pois a paz e harmonia, a pureza do coração e o espírito reto implicam na identificação inequívoca do tempo-espaço da pessoa. Quando a pessoa então conhece seu lugar verdadeiro, aí ela pode receber o espírito da verdade que traz a paz e harmonia. Só assim ela se torna um ser humano equilibrado, conectado com Hashem. E isso é a alegria real.

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PORQUE DEVEMOS SEMPRE CORRER?

Só existe a mitsvá do momento para cada um, pois ela tem função singular no espaço-tempo. Em cada exato momento existe uma elevação espiritual da pessoa e dos mundos que precisa ocorrer e que possui um aspecto particular ligado exatamente ao indivíduo e a raiz de sua alma. Ninguém pode fazer o trabalho espiritual de outrem, e nem refazer uma oportunidade que foi perdida. A teshuva limpa uma mancha, mas não resolve o problema de uma elevação que não foi realizada. E por isso nossos Sábios, de abençoada memória, afirmam: “Corra para cumprir uma mitsvá… E a recompensa de uma mitsvá é outra mitsvá” (Pirkê Avót 4:2), a saber, a mitsvá que foi cumprida.

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TUDO QUE VOCÊ É

A atitude da pessoa é tudo. Nós podemos testemunhar um mundo se encaminhando na direção de sua destruição e condenação, ou um mundo em crise se encaminhando para a adaptação, retificação e renascimento. Tudo depende das atitudes de todos. O modo que a pessoa age revela integralmente aonde verdadeiramente seu coração se encontra: seja com Hashem, ou ligado na sítra áchra (“lado do mal”). Tudo que a pessoa faz, em cada detalhe, seja como ela fala, anda, escreve, etc. revela precisamente quem ela é. Para testemunharmos um mundo doente na direção da cura, o coração das pessoas precisa ser curado. Isto é vital. A cura significa ser sensível e preocupado com o próximo. Porque, tudo que a pessoa faz e pensa só em si mesma, é auto-centrado, portanto distante e estranho da consciência Divina. Assim, um mundo repleto de bilhões de pessoas cada um pensamento só em si é um mundo de indivíduos enfraquecidos e que se move para momentos muito difíceis, mais do que se imagina. Mas, um mundo de bilhões de pessoas agindo um com sensibilidade e preocupação com o outro, atua como um grande corpo com diferentes partes, cada uma agindo para buscar o equilíbrio do corpo, de sua saúde e retificação, o tempo vindouro do verdadeiro Mashiach.

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SEJA UM SER HUMANO!

Hoje mais do que nunca a força da realidade confronta a hipocrisia religiosa para que somente o “relevante” dela sobreviva. A relevância religiosa é a força altamente moral, correta e digna que se afirma naturalmente para todo indivíduo que busca crescimento moral/espiritual sincero. Isto é andar nos caminhos de Hashem. A retificação no sentido mais essencial e psicológico é a busca pelo aperfeiçoamento de caráter, para que assim a sociedade como um todo se torne finalmente dominada pelo que é correto, honesto e elevado espiritualmente, pelo desejo das ações positivas e benevolentes entre todos os seres humanos. Portanto, ainda que o trabalho de ligação com Hashem, da teshuva etc., seja vital, o tratar interpessoal está no âmago do processo de retificação. Isto é assim, pois o que Hashem ensina em Sua Torá constantemente para a humanidade é que todos seres humanos devem buscar agir de modo mais humano uns com os outros. E isto tem um efeito de “adoçamento” inquestionável na realidade que já é tão repleta de severidades – dos julgamentos entre os homens, da própria dureza das coisas. Assim, a devoção a Hashem atinge significado máximo através do cumprimento do código moral da Torá sobre as relações entres os homens. Ki atah tevarech tsadik Hashem catsiná ratsón taterênu, “Pois Tu certamente abençoarás o justo, ó Eterno, envolvendo-o em Teu afeto como um escudo” (Salmo 5:13).

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TRAZENDO O CÉU PARA A TERRA

Muitas religiões do mundo buscam educar e refinar o ser humano para que ele transcenda o plano físico e possa ascender ao Céu. Elas têm como objetivo que o indivíduo se torne puramente espiritual, deixando assim o nível físico para traz. O nosso propósito e caminho na Torá é exatamente o oposto, ou seja, não é ascensão ao Céu que se busca, mas sim e muito pelo contrário o trazer do Céu para a Terra. Esta é a razão que nós não nos separamos da vivência física. Não nos removemos da família, amigos, comunidade e sociedade etc. O trazer do Céu para a terra, por assim dizer, ocorre através de nós mesmos: quando nos tornamos um veículo/recipiente de movimento – uma merkava (“carruagem divina”) – através da qual Hashem pode revelar a Sua luz divina para que ela se “mova” na terra para que Melô kól ha’árets kevodô, “A sua glória preenche toda a terra” (Isaías 6:3).

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NÃO FALE: AJA!

O mundo caído se apoia enganado no racional, no “filisófico”. Assim, qualquer coisa é dita mesmo que sem comprometimento e entendimento, sem valor algum. Contudo, Lo hamidrash hu ha’ikar ela hama’asseh, “O principal não é fala, mas as ações retas” (Pirkê Avót 1:17).

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ENTENDIMENTO REAL

Entendimento é o presente da definição inequívoca. Quanto maior o grau de definição, mais próximo da essência de algo, de sua verdade. Portanto, o entendimento real separa a casca (klipah) do “fruto doce” (a verdade), revelando-o. Conhecer este “procedimento” sobre a realidade é um privilégio, pois abre um caminho legítimo de iluminação. Eis o serviço da Torá: iluminar. Sinta-se feliz em poder ter contato com isso. Permita que esta felicidade domine seu coração e eleve a temperatura do seu viver, pois isto é Hashem falando no coração: “Sol e escudo é o Eterno; graça e glória Ele concede e não nega qualquer bem aos que trilham o caminho da retidão” (Salmo 84:12).

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REDENÇÃO INDIVIDUAL

Antes que a gueulah (“redenção”) possa vir para o mundo, a redenção precisa vir para o indivíduo. O Ba’al Shem Tov afirma isso claramente: “Antes que Mashiach venha para o mundo, uma fagulha de Mashiach em cada um de nós existe e precisa ser ativada e revelada. E através disso, Mashiach virá para o mundo”.

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PRÓXIMO DE HASHEM

Se ligar a Hashem – estar em devekut – não significa se “aproximar” mais d’Ele. A pessoa já se encontra tão próxima quanto ela pode estar. A questão maior do devekut é se tornar sensível e assim, consciente da proximidade com Hashem que já existe. Shiviti Hashem l’neged tamid, “Consciente estou que Hashem está sempre diante de mim” (Salmo 16:8). E quanto mais a pessoa faz o que ela deveria fazer na sua vida, maior a Sabedoria vista o seu caminho. Veja: a descoberta do devekut vem através da permissão que a pessoa dá para que isso ocorra verdadeiramente. Não se trata de algo “religioso”, mas natural. É algo que ocorre intuitivamente, sem as expectativas religiosas, sem os erros e preconceitos intelectuais. O silêncio da mente e boca, o subjugar do ruído insano do mundo exterior e do interior, permite o foco no Divino e a possível descoberta da alma e deste modo, de seu Criador. Sem esta descoberta vital, sem a vivência espiritual real, tudo é mera ilusão do ego, da dramática perda de tempo precioso.

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OUTRO RESUMO DA TORÁ

O resumo da Torá: “E tendo tudo sido devidamente estudado, eis a conclusão final: Teme a D-us e guarda Seus mandamentos, pois nisto consiste todo o dever do homem” (Eclesiastes 12:13). Siga a Sua Torá e permita que a Sua imagem Divina brilhe dentro do seu coração. Faça sempre o que é certo simplesmente porque é o certo a ser feito. É Hashem que deve estar constantemente diante da sua consciência e não as opiniões dos outros. Tenha sempre força e coragem amém.

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OS QUATRO DOMÍNIOS

Toda mitsva que fazemos serve o propósito maior e final de ligar e unificar os mundos supernais: o domínio do espiritual (YUD), o domínio do intelectual (HÊI), o domínio do emocional (VAV) e o domínio do físico (HÊI). O nosso objetivo é se unir e fundir estes mundos dentro de nós em harmonia. E através disso, unir e fundir estes mundos no universo como um todo. Nunca subestime a capacidade de influenciar o universo: para o bem ou para o mal. Tudo depende da escolha.

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