8 pensamentos sobre “NASSÔ: “SANTO CIÚMES”

  1. Mestre Avraham e amigos da comunidade, peço licença a todos para comentar do meu pequeno entendimento sobre a Parashá Nassô 5768.

    O Mestre dá início ao shiur lendo o Bamidbar capítulo 5 do passuk 11-17:
    “…Disse mais o S-nhor a Moshe: Fala aos Filhos de Israel e dize-lhes o que deve ser feito, se a mulher de alguém se desviar pecando contra ele, e algum homem se deitar com ela, sendo isso oculto aos olhos do seu marido e conservado encoberto, se ela tiver assim se profanado e contra ela não houver testemunha por não ter sido apanhada em flagrante, então se o espírito de ciúmes vier sobre o marido e ele há tinha alertado e ela haver se profanado, ou se sobre ele vier o espírito de ciúmes e de sua mulher tiver ciúmes mesmo que ela não se tenha contaminado, então o homem trará sua mulher perante o Cohen, e juntamente trará sua oferta por ela, a décima parte de uma efa de farinha de cevada sobre a qual não deitará azeite nem porá incenso, porquanto é uma oferta de cereais por ciúmes, oferta memorativa que traz a iniquidade à memória. O sacerdote (Cohen) fará a mulher chegar e a porá perante o S-nhor e o sacerdote tomará num vaso de barro a água sagrada, também tomará do pó do chão que houver no Tabernáculo e o deitará na água, ela beberá essa mistura, se for adúltera morrerá, e se não será abençoada…”

    Esse texto contém a essência do que será abordado pelo Mestre durante o shiur, a Torá descreve o processo a ser cumprido através da Sotá, ou seja, uma esposa que foi advertida por seu marido a não ficar sozinha com outro homem, e que mais tarde fora surpreendida fazendo-o, dando ao seu marido motivos para suspeitar de adultério.

    O Mestre então nos traz considerações importantes para abordagem do assunto da aula, primeiro que a palavra ciúmes que é qin•ʼáth (em hebraico) e a expressão “tinha avisado ou alertado” que é qin•ʼei, são de mesma raiz, portanto a frase chave (quando é dito se o espírito de ciúmes vier sobre o marido) pode ser lida como: ” se o espírito de ciúmes vier sobre o marido e se ele alertou sua esposa sobre tal fato (não ficando isolada com outro homem), sendo isso totalmente inapropriado”. Outra consideração que o Mestre nos conta, é que o Arizal explica no tratado de Sotá que um homem somente alerta a sua esposa se um espírito de pureza entra nele do céu, sendo isso baseado no próprio texto da parashá, quando diz “…se o espírito de ciúmes vier sobre o marido…”, sendo a Torá muito clara quando diz que precisa haver algum tipo de recebimento espiritual, sendo esse espírito vindo sobre o marido para que haja esse aviso ou alerta para sua esposa.

    Com meu pequeno entendimento das coisas, acredito que seja de extrema importância para o marido de que seja feito esse alerta a sua esposa, existe essa orientação espiritual e moral para que seja feito dessa forma e sua esposa não se comporte de maneira inadequada com outro homem (ficando isolada com outro homem, levantando suspeita de adultério), orientação essa dada por D-us. E o Rabino comenta, através de considerações dos sábios, que é extremamente positivo, que mesmo o marido suspeitando de sua esposa, primeiro a julgue positivamente e em segundo lugar, conversar com a esposa e apele para ela em privacidade para que seja evitada a participação de todo um ritual espiritual, através do Cohen, que trará um desgaste e sofrimento de ambas as partes (marido e esposa), pois deixará claro se a mulher é ou não é uma adúltera. Os sábios alertam de como é importante a intenção do marido na busca por esse processo espiritual, devendo essa intenção ser muito pura (apenas um marido que recebeu o espírito de ciúmes e alertou a sua esposa) deverá busca-lo. Essa intenção (Kavanah) é muito importante, pois o marido deverá fazer apenas com a intenção pura e positiva, e não se aproveitar disso para lançar essa suspeita sob sua esposa apenas por motivos de raiva, zombaria, dentre outros.

    O Mestre então nos diz, que existe até uma discussão no Talmud sobre se esse espírito de ciúmes que a Torá nos traz, se ele é realmente um espírito de pureza ou impureza, por causa da importância da Kavanah (intenção), sendo essa pura. Existe também, como traz o Rabino, uma observação no tratado de Sotá que diz que esse processo espiritual somente é valido se o marido, ele mesmo não for um adúltero. Em minha parca compreensão acredito que o porquê dessa situação não ser tão difícil ocorrer com a mulher, como traz o Mestre, destacando as características do aspecto feminino na criação, sendo que esse aspecto possui uma função muito particular sendo esse correlacionado com a sefira de Malchut (o nosso mundo, que recebe todas as luzes espirituais e daqui é manifestada a Divindade), o aspecto feminino representa um recipiente, com o poder/capacidade de recebimento do Divino e difusão dessa Luz Espiritual no mundo. O Lado masculino da criação é bem diferente da feminina, como destaca o Rabino, sendo que o lado feminino não tem as mesmas obrigações da Lei Judaica, o lado masculino possui muito mais obrigações da Lei Judaica, isso ocorre para que a mulher não se perca nos detalhes desse mundo de divisões em que vivemos e fique focada em ser um repositório de Santidade através da pureza familiar, sendo o domínio da casa da mulher um domínio de Santidade.
    Então o Mestre explica que justamente, por a mulher ter essa natureza de recebimento (Malchut) e de foco concentrado na Divindade, às vezes pode acontecer da mulher (principalmente com as informações confusas desse mundo materialista, sem valores e amoral) se perder, se confundir e iludir-se, distanciando-se de seu verdadeiro propósito espiritual. Em meu pequeno entendimento, o que posso extrair do texto é que o propósito da mulher é ser um recipiente (Malchut), que tal como um útero que precisa das Sementes para procriar e florescer, têm a função de receber as luzes espirituais e propagar essa luz, porém, com esse mundo de enganação e profanação de tudo o que é sagrado, a mulher tem se deixado enganar e influenciar conseqüentemente afastando-se de seu papel, que é ser um recipiente espiritual, desejando ter propósitos que não são dela, ou seja, deseja ter propósitos masculinos em sua vida, abandonando seu propósito feminino. Uma maneira totalmente santa e eficaz de fazer com que a mulher virtuosa não se perca com essas distrações mundanas, é o homem em seu papel, possuindo energia ativa, deve trazer a Torá para sua casa, sendo essa a função do Homem. Dessa forma, a mulher em seu papel de recipiente, na medida em que o homem traz Torá pra casa ele semeia esse recipiente, pois em minha pobre compreensão entendo que somente a combinação entre esses dois fatores, permite o verdadeiro semear, unindo o papel ativo de difusão da Torá em sua casa e o recebimento dessa luz, propagando-a, a representação verdadeira e abençoada da união entre marido e esposa, dessa união nascerão os frutos.

    O Mestre então nos conta, através de explicação do Arizal, que Yossef hatzadik (o justo), ele manifestou yesod e que o seu valor numérico é o mesmo que tzion (Yossef representa o yesod o princípio masculino que entra nessa tzion), isso (através das palavras do Mestre) significa, em outras palavras que, inicialmente é preciso lembrar que Yossef representa a sephira de yesod por conta do incidente com a mulher de Potifar e como ele resistiu a isso, sendo que esse incidente tinha como objetivo a queda espiritual de Yossef através de uma relação ilícita, e ele se absteve disso, tornando-se o arquétipo da pureza sexual.
    Todo esse assunto da pureza sexual de Yossef, a sephira de yesod (que representa o órgão sexual masculino), todos os eventos que aconteceram na vida de Yossef (Seu pai Yaacov, O Faraó e seus irmãos) são relatados de maneira literal na Torá, porém com as correlações e explicações da parte mística a compreensão é completa, visto isso temos a certeza e ficamos maravilhados de como a Torá é esplendorosa e magnífica e como todos os eventos relatados tem uma explicação mística e uma conexão profunda. O Rabino então nos diz que yesod tem gemátria 156, e Tzion também tem mesma gemátria, e o Arizal traz que existe uma conexão muito distinta entre Yossef e Tzion, a palavra Tzion significa ponto/sinal/designação e também pode ser conhecida como a terra Santa ( e a terra Santa é local designado para presença Divina se revelar). Tzion é associado ao Sagrado dos Sagrados, o local mais Sagrado dentro do Templo, conhecido também por quarto nupcial, a união entre Hashem e o povo de Israel. Esse local é tão extraordinário pois a presença Divina habita ali, naquele ponto. O Mestre então faz uma alusão de que Tzion seria o útero do mundo, devido a sua associação com o orgão sexual feminino, sendo Tzion o ponto de recebimento da presença Divina , sendo esse o ponto mais elevado material que existe. Essa correlação com o útero da mulher é feita devido ao recebimento e vitalização daquele lugar com a presença de Divina, semeando as sementes, toda sua Luz.

    156 é também três vezes o valor número do Nome Divino de valor 52, como explicado no Salmo 25 (Para Ti S-nhor ergo eu a minha alma), esses três Nomes Divinos de 52 letras são manifestações da Rua’h Neshama, dito isso o Mestre explica que os diferentes soletrar do Tetragrama (O Nome Divino) permitem que conheçamos os diferentes poderes de D-us que são responsáveis por todas as coisas que acontecem. Esse Shem de 52 letras, que tem haver como as letras do Tetragrama são soletradas tem um significado transcedental, Ele é o poder que permite a realização da mudança na realidade. Compreendo que a ciência tenta entender esses assuntos de mudança na realidade, através de estudos profundos de física, matemática, etc…Porém esse conhecimento adquirido é incompleto, e portanto não consegue explicar tudo exatamente devido o distanciamento da ciência com a Torá. O Mestre então faz uma alusão desse assunto ao conceito de Entropia que é a medida da desordem das partículas em um sistema físico (como sabe-se, ao sofrer mudança de temperatura, os corpos alteram o estado de agitação de suas moléculas, daí pode-se considerar essa agitação como desordem do sistema).
    Porém a Torá traz essa mudança da realidade em uma instância muito superior, pois mudar a realidade não significa apenas a degeneração dela (como no conceito de Entropia), no entanto mudar a realidade implica em fazer Teshuvá e a pessoa conseguir transformar seus pecados em mérito, promovendo mudança em sua realidade e na realidade do mundo (ao se afastar da Tumah a Chekinah (Luz Divina) é semeada, pois estamos nos distanciando da escuridão e nos aproximando da Luz permitindo uma reestruturação da nossa Perishá primordial).
    Em meu pobre entendimento e me perdoem se compreendi mal, entendo que ao Erguer ao S-nhor a nossa Alma em oração, como dito no Salmo 25, estamos efetuando a união entre yesod e Tzion, ambos com valor numérico 156, que também é três vezes o Nome Divino Shem Havaiah e ao nos voltarmos a Hashem em oração, ela passará por três mundos (Yetzirah, Beriah e Atzilut) até chegar a D-us, sendo que em cada mundo desses mais Elevados o Nome Divino de 52 letras está presente para que hajam as mudanças necessárias em nossa vida, possamos fazer Teshuvá e transformar a nossa vida, sendo isso o verdadeiro Erguer a Alma a D-us. Compreendi então que onde conectamos o Salmo 25 com o assunto de Yossef hatzadik e a pureza sexual é quando ele pede a D-us para não lembrar-se de suas transgressões da juventude, e a principal dessas transgressões são as relações sexuais inapropriadas. Mais uma correlação é feita pelo Mestre quando ele nos traz que a palavra qin•ʼáth, sendo feita mais uma conexão, dessa vez com o assunto central da Parashá Nassô. Visto isso é possível verificar que tendo qin•ʼáth o mesmo valor numérico que yesod e tzion, o espírito de ciúmes a que vimos na leitura da parashá é um espírito de pureza.
    É possível ver a beleza, grandiosidade e magnitude da Santa Torá em todo o assunto da Parashá Nassô, em todas as correlações feitas até então e como está tudo conectado. O quão D-us mostra que Ele é o Ribono Shel Olam. Toda conexão vista até aqui é impossível para uma mente limitada como a mente humana, e não apenas no assunto dessa Parashá, porém em toda a Torá. É como o Mestre cita, como pode uma pessoa não acreditar em D-us? Apenas loucos o fazem, e andam por aí negando Sua Infinita existência.

    Agradeço ao Mestre pela oportunidade de estudar uma aula tão maravilhosa, com tantas revelações e direcionar meu espírito para uma elevação. Peço perdão por qualquer erro de interpretação.

    Tudo de bom.
    Fernanda.

  2. Shalom rabino Avraham, peço permissão ao Sr., para trazer um pequeno comentário sobre a aula Nassô – Santo ciúmes.

    “Se um espírito de ciúmes vier sobre o marido”

    A Torá ensina que tudo, absolutamente tudo acontece com propósito, e pela providencia Divina, desta forma também o fato do “espírito de ciúmes” ser despertado no homem é para que ambos sejam prevenidos/não permitidos de maiores transtornos em suas vidas, bem como (D-us não permita), transgredirem mandamentos da Torá e causarem severidades em suas vidas e também por conseqüência aos que os cercam, como os filhos e outras famílias também.

    Entendo que este alerta “o espírito de ciúmes” somente é possível para o homem que conhece os desígnios do Criador e Os teme, pois soa como um aviso (olha tua esposa esta flertando etc, e você é responsável por isso…! agora para que você a tenha novamente sem que a desconfiança paire sobre vocês, então você terá que proceder de acordo com a Lei, ou seja: leva lá diante do Sacerdote para que ela se submeta ao teste de pureza, e assim sendo confirmada sua pureza, vocês viveram em paz), compreendo como mais um infinito ato de misericórdia do Criador para com Suas criaturas para que a paz e retificação reine neste plano onde um dia se D-us quiser sofrerá uma nova ordem que será a era messiânica. Que seja em breve. Amém

    Este é o pequeno entendimento que tenho desta aula tão especial que certamente cada dia inculcará maior compreensão através de refletir os vastos ensinamentos contidos.

    Muito obrigado por tudo Rabino Avraham.

    Tudo de bom,
    Edson Bertoldo

  3. SHALOM CARO RABINO AVRAHAM E AMIGOS DO BEIT ARIZAL,

    Peço a licença do Rabino Avraham para expressar meu entendimento limitado sobre o presente shiur:

    Entendo que o shiur mostra claramente como os aspectos masculino e feminino em toda a criação possuem uma relação de interdependência contínua, e assim homem e mulher possuem funções bem diferentes, mas a Torá ensina como esses dois aspectos distintos podem trabalhar de modo harmônico, alterando a realidade para trazer retificação a esse mundo, que D-us permita.

    Este shiur também traz ao meu entendimento a importância de crescer em ciúmes reto/zelo pela Torá que entendo que é expresso através de comportamentos retos e elevados, da coragem para defender a verdade em meio a um mundo cheio de hostilidades contra D-us e Sua Torá. Penso na minha limitação que na prática isso demanda crescer no repúdio/ódio ao mal absoluto tal como é definido pela Torá, não sendo leniente diante de coisas negativas, que D-us me permita forças para isso. Shalom e tudo de bom caro Rabino Avraham e amigos.

    Respeitosamente, Emerson

  4. Shalom mestre.

    Baruch Hashem por mais esse estudo fundamental em um tema elementar para todo homem.
    Somos amplamente testados no aspecto de ordem sexual e recato moral. O assunto é tão sério no âmbito de Torá que inúmeras aulas do Mestre, profetas e sábios trazem à tona esse tema de recato e retidão sexual.
    Yosef foi amplamente testado no aspecto da pureza sexual.
    Interessante a necessidade de a Torá ter que ensinar esse aspecto moral para o homem, ou seja alertar para que sua esposa/mulher não fique sozinha com outro homem que não seja seu marido num ambiente.
    O Rabino comenta que é extremamente positivo que o homem alerte sua esposa dessas regras de retidão e moral.
    Notei que diferente de outros modos de pensar na sociedade e religiões, o judaísmo conclama para que o homem não seja violento se desconfiar de sua esposa. É incitado para que ele busque julgar de forma positiva sua esposa e no seio da privacidade buscar um entendimento e alerta-la para os graves perigos de uma queda.
    O marido deveria somente buscar com uma intenção correta o ritual junto ao Cohen. A pessoa precisa estar com uma kavana correta, ou seja, um espirito correto, um santo ciúmes pois esse ritual é algo muito sério e sagrado.
    A mulher na atualidade está inserida numa sociedade que exorta para que ela seja independente, tenha aspectos que antes cabiam ao homem e isso causa enorme confusão sobre os seus papeis espirituais e no lar.
    A obrigação do homem é levar Torá para casa.
    O Mestre traz as correlações da palavra ciúme com outros idiomas, o qual a palavra “zelo” pode ser mais apropriada para ciúmes.

    É importante que busquemos nas nossas relações sexuais a forma santificada para que possamos ser canais de bênçãos para o mundo e apressar a vinda do único e verdadeiro Massiach,

    Obrigado por mais esse aprendizado.

    Tudo de bom

  5. Shalom Rabino Avraham. Saudações.

    Peço a permissão do sr. para escrever este mínimo comentário neste shiur tão bonito e profundo.

    No meu mínimo entendimento, o revelar da Luz do Criador neste mundo inferior exige a união do masculino e do feminino, do espiritual e do material, de forma retificada. Retificada porque o subjugar das paixões mais baixas transforma a sua própria existência material num canal da Luz de D´us, tornando-se gerador de uma nova realidade sob os influxos da Luz Divina.

    Que D´us permita possamos alcançar este serviço a D´us retificando a nossa animalidade em todas as nossas dimensões de vida, trazendo para nossas vidas conjugais a retidão deste santo ciúmes.

    Baruch Hashem

  6. Shalom rabino Avraham. Peço permissão para comentar um humilde entendimento sobre a aula Nassô: Santo Ciúmes.

    Nesta aula o rabino Avraham explica sobre o espírito de ciúmes despertado sobre o marido, no verso da Torá estudado.

    Ao contrário do que muitos possam entender sobre o sentimento de ciúmes no mundo secular, como algo até negativo, nesta aula, entendi minimamente que o espírito de ciúme é despertado no marido numa forma de precaução santa de como está sua vida espiritual com a esposa, com a família e com D-us.

    Como é sabido, o marido tem a incumbência de trazer o ensino de Torá para sua esposa, para sua casa. Neste sentido, o marido é o ser ativo, e então deve trazer as sementes para germinar no ser passivo, a esposa, para que então juntos, possam proporcionar a formação do lar, dos filhos, da família e em última instância, serem canais de Luz para o próximo, para a sociedade, assim compreendi.

    Então, se há um despertar de que algo não esteja correndo como deveria ser nesse fluxo santo, devemos ser levados ao Cohen, ao sacerdote, ao nosso mentor, para que ele ilumine a situação e assim se possa buscar checar o que realmente está acontecendo, se a esposa está edificando o lar como agente feminino da criação ou se o marido está realmente disseminando o Conhecimento Santo da Torá em sua casa, para que haja correção do caminho a ser seguido e assim, juntos possam estar fazendo o propósito da criação de uma santo lar, para o caminho de redenção.

    Este é o meu mínimo entendimento de mais esta aula preciosa em nosso processo de caminhada para frente e para o alto, como ensina o rabino Avraham.

    Shalom. Tudo de bom.

    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva

  7. Shalom Rabino e amigos da Comunidade

    Com a permissão do sr., Rabino, deixo algumas poucas linhas do pequeno entendimento que consegui lograr no estudo deste shiur.

    Até onde consigui compreender, a Tora estabelece uma correlação entre físico e espiritual no sexual, mas esta correlação somente estará presente diante de uma conduta sexual retificada.

    Pelo pouco que consegui compreender, isso significa que a energia sexual alimenta todo o sistema no homem e de sua dinâmica depende as interações sefiróticas. De alguma forma que não consigo entender, a retidão sexual promove a retificação das interações sefiróticas, de modo que o homem que estava desconectado com o plano espiritual, com D´us, passa a se reconectar, permitindo que os fluxos superiores desçam, pois os canais retificados agora se abrem para as bençãos de cima, de sorte que, através do homem retificado, vale dizer, com uma sexualidade retificada, o físico se conecta com o espiritual.

    O ciúmes, assim, representa o zelo e a retificação sexual do homem, como Yosef personifica a retidão do tsadik. Nisso se resume a unificação do povo judeu, da Tora e D´us.

    Shalom

    Rubens

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