CABALÁ TWITTER: 071

 

Dedicatória do Tweet:

“Em desejo de plena recuperação a minha mãe, cura total, Madalena Ercília Souza Lopes”.

Por RAQUEL LOPES


“O único modo de começar a servir a D-us é através do
temor da Retribuição Divina. Sem isso é impossível
tomar até mesmo os primeiros passos.”


CABALÁ TWITTER: 070

 

Dedicatória do Tweet:

“O corpo e o recipiente para a luz de HASHEM é o atributo da bondade e a generosidade do coração, por meio das quais uma pessoa dá e transmite vitalidade para aquele que nada tem em sua posse”.

Por RODRIGO PERES CUNHA


“Uma das piores coisas para a ligação da pessoa a D-us
são os livros de filosofias estranhas à Torá. Este lixo
espiritual contamina sua alma.”


CABALÁ TWITTER: 069

 

Dedicatória do Tweet:

“A caridade é recompensada somente de acordo com a bondade dentro dela, como está escrito: ‘Semeiem para vocês mesmos tsedacá, colham de acordo com a bondade'”.

Por RODRIGO PERES CUNHA


“Rico não é quem tem mais, mas sim quem precisa de
menos e é feliz com seu lote.”


O CAMINHO DA PROSPERIDADE

A Torá na Parashá Toledot relata as disputas do patriarca Yitschak quando ele e seus servos tentaram encontrar fontes de água (Bereshit 26:15-22). Depois que seus servos cavaram e descobriram um poço de água fresca, os Felisteus locais brigaram e clamaram que este poço era deles. Portanto, Yitschak deu o nome para este poço de Éssek, o qual denota batalhas e problemas. Isto ocorreu uma segunda vez depois que os homens de Yitschak encontraram outro poço, e então ele deu o nome para este poço de Sitna, significando “ódio”. Finalmente, eles descobriram um terceiro poço, o qual não foi contestado e se chamou Rehovot (“largura”). E assim, o patriarca Yitschak proclamou, כי-עתה הרחיב ה’ לנו ופרינו בארץ Ki-ata Hirhiv Hashem Lanu U’farinu Ba’aretz “Agora que houve a paz, eles podem crescer e prosperar/frutiticar na terra” (Bereshit 26:22). Vemos a essência deste verso em sua gematria (290), a mesma de פרי peri, “fruto” e כרמל carmél, “frutífero”.

A proclamação de Yitschak nos ensina uma lição fundamental sobre os perigos da machloket/contenda/brigas, a saber, que ela nega a habilidade de termos sucesso e prosperidade. Nós sabemos que a Torá não pôde ser dada ao Povo de Israel que estava acampado aos pés do Monte Sinai, até que todos estivessem “como uma pessoa com um só coração” (Ráshi no Shemot 19:2). Os efeitos espirituais da Torá são bloqueados pela contenda e discórdia, e assim a união e paz são pré-requisitos necessários para a Torá. Aqui, na Parashá Toledot, aprendemos que o sucesso material é também impossível sem união e harmonia em todos os nossos contatos (principalmente na casa e família). De fato, os Sábios da Torá ensinam que Mahloket Ahat Doheh Me’a Parnassót, “Uma única briga pode causar a pessoa de perder cem oportunidades de ganhar seu sustento financeiro”. Como sabemos todos, as oportunidades de fazer dinheiro são raras e difíceis de surgirem. Todas as vezes que nos envolvemos em qualquer espécie de discussão ou contenda, dezenas de valiosas oportunidades que de outro modo nos permitiriam de ganhar nosso sustento confortavelmente, desaparecem. Eis o poder destruidor das machloket.

De fato, o grande mestre, o Rabino Chayim Palachi (Turquia, 1788-1869) disse que durante o período da revolta guiada por Kôrach no deserto contra Moshé o nosso mestre, o Maná não caiu do Céu para o Povo de Israel. A machloket que veio disso naquele tempo bloqueou os canais de bênçãos materiais, por assim dizer, e deste modo o Povo de Israel foi negado seu sustento. Enquanto eles estavam envolvido em discussões, eles não puderam receber sustento. E isto não é verdade somente no deserto, mas em todos os tempos e locais, incluindo o hoje e agora, em todos os locais da terra. Veja, um dos “truques” do Satán é nos convencer que devemos literalmente lutar e argumentar para que através do nosso jeito e caminho, possamos conseguir o que desejamos. Ele nos faz crer que se permanecermos em silêncio, se humildemente ignorarmos os insultos e injustiças cometidos contra nós, então colocamos em risco o nosso bem estar. Mas, a verdade é exatamente o oposto disso. É através das brigas e ódio que nós colocamos em risco o nosso bem estar.

Nossos Sábios da Torá ensinam que a amizade e harmonia entre as pessoas é fundamental para reverter os decretos celestiais severos, e deste modo servem para transformar o julgamento Divino, no atributo de bondade. A melhor coisa que podemos fazer para nós mesmos, tanto em termos de Parnassá, sustento material, como em termos de realizações espirituais, é viver em paz e harmonia com as pessoas de nossas vidas. E isso requer que perdoemos, que sejamos pacientes e tolerantes, evitando todo tipo de discussão e brigas, mesmo quando temos certeza que estamos com a razão. É vital nos lembrarmos que toda vez que nós cedemos ao invés de discutir, nós estamos abrindo os portões das bênçãos de Hashem e ajudando a garantir que elas serão despejadas sobre nós e nossas famílias.

tzedakah