CABALÁ TWITTER: 079

Dedicatória do Tweet:

“Mensagem: Por gratidão à D’us por ter me permitido conhecer o Mestre e me transformado em uma outra pessoa”.

Por ALEX SOUZA DANTAS


“O homem pode receber a sua “nutrição espiritual” das
câmaras do lado do mal ou das câmaras da santidade.
Tudo dependendo das suas escolhas.”


CABALÁ TWITTER: 078

Dedicatória do Tweet:

“Eu quero agradecer a HASHEM por tudo o que eu sou e tenho nessa vida, peço que HASHEM provenha de saúde, paz e vida longa ao Sr Rabino Avraham Chachamovits”.

Por WELLINGTON ROBERTO VIERIA DA SILVA


“Torne-se um agente do bem de acordo com o que D-us
deseja. E para isso você precisa estudar Torá, a palavra
do D-us Vivo.”


CABALÁ TWITTER: 077

Dedicatória do Tweet:

“Pela elevação da alma de meu saudoso pai, o Sr. Deoclides Capelletti, de abençoada memória”.

Por FABRICIO CAPELLETTI


“Torne-se um agente do bem não de acordo com as suas
opiniões, ou as opiniões de uma sociedade desconectada
das verdades espirituais…”


CABALÁ TWITTER: 076

Dedicatória do Tweet:

“Pela elevação da alma da minha querida e saudosa filha, Carolina Capelletti, de abençoada memória“.

Por FABRICIO CAPELLETTI


“As Nações são espiritualmente muito confusas. Sua
sabedoria profana os engana e eles não se retificam.
Conheça as ‘7 Leis de Noé’ da Torá.”


CABALÁ TWITTER: 071

 

Dedicatória do Tweet:

“Em desejo de plena recuperação a minha mãe, cura total, Madalena Ercília Souza Lopes”.

Por RAQUEL LOPES


“O único modo de começar a servir a D-us é através do
temor da Retribuição Divina. Sem isso é impossível
tomar até mesmo os primeiros passos.”


CABALÁ TWITTER: 070

 

Dedicatória do Tweet:

“O corpo e o recipiente para a luz de HASHEM é o atributo da bondade e a generosidade do coração, por meio das quais uma pessoa dá e transmite vitalidade para aquele que nada tem em sua posse”.

Por RODRIGO PERES CUNHA


“Uma das piores coisas para a ligação da pessoa a D-us
são os livros de filosofias estranhas à Torá. Este lixo
espiritual contamina sua alma.”


CABALÁ TWITTER: 069

 

Dedicatória do Tweet:

“A caridade é recompensada somente de acordo com a bondade dentro dela, como está escrito: ‘Semeiem para vocês mesmos tsedacá, colham de acordo com a bondade'”.

Por RODRIGO PERES CUNHA


“Rico não é quem tem mais, mas sim quem precisa de
menos e é feliz com seu lote.”


O CAMINHO DA PROSPERIDADE

A Torá na Parashá Toledot relata as disputas do patriarca Yitschak quando ele e seus servos tentaram encontrar fontes de água (Bereshit 26:15-22). Depois que seus servos cavaram e descobriram um poço de água fresca, os Felisteus locais brigaram e clamaram que este poço era deles. Portanto, Yitschak deu o nome para este poço de Éssek, o qual denota batalhas e problemas. Isto ocorreu uma segunda vez depois que os homens de Yitschak encontraram outro poço, e então ele deu o nome para este poço de Sitna, significando “ódio”. Finalmente, eles descobriram um terceiro poço, o qual não foi contestado e se chamou Rehovot (“largura”). E assim, o patriarca Yitschak proclamou, כי-עתה הרחיב ה’ לנו ופרינו בארץ Ki-ata Hirhiv Hashem Lanu U’farinu Ba’aretz “Agora que houve a paz, eles podem crescer e prosperar/frutiticar na terra” (Bereshit 26:22). Vemos a essência deste verso em sua gematria (290), a mesma de פרי peri, “fruto” e כרמל carmél, “frutífero”.

A proclamação de Yitschak nos ensina uma lição fundamental sobre os perigos da machloket/contenda/brigas, a saber, que ela nega a habilidade de termos sucesso e prosperidade. Nós sabemos que a Torá não pôde ser dada ao Povo de Israel que estava acampado aos pés do Monte Sinai, até que todos estivessem “como uma pessoa com um só coração” (Ráshi no Shemot 19:2). Os efeitos espirituais da Torá são bloqueados pela contenda e discórdia, e assim a união e paz são pré-requisitos necessários para a Torá. Aqui, na Parashá Toledot, aprendemos que o sucesso material é também impossível sem união e harmonia em todos os nossos contatos (principalmente na casa e família). De fato, os Sábios da Torá ensinam que Mahloket Ahat Doheh Me’a Parnassót, “Uma única briga pode causar a pessoa de perder cem oportunidades de ganhar seu sustento financeiro”. Como sabemos todos, as oportunidades de fazer dinheiro são raras e difíceis de surgirem. Todas as vezes que nos envolvemos em qualquer espécie de discussão ou contenda, dezenas de valiosas oportunidades que de outro modo nos permitiriam de ganhar nosso sustento confortavelmente, desaparecem. Eis o poder destruidor das machloket.

De fato, o grande mestre, o Rabino Chayim Palachi (Turquia, 1788-1869) disse que durante o período da revolta guiada por Kôrach no deserto contra Moshé o nosso mestre, o Maná não caiu do Céu para o Povo de Israel. A machloket que veio disso naquele tempo bloqueou os canais de bênçãos materiais, por assim dizer, e deste modo o Povo de Israel foi negado seu sustento. Enquanto eles estavam envolvido em discussões, eles não puderam receber sustento. E isto não é verdade somente no deserto, mas em todos os tempos e locais, incluindo o hoje e agora, em todos os locais da terra. Veja, um dos “truques” do Satán é nos convencer que devemos literalmente lutar e argumentar para que através do nosso jeito e caminho, possamos conseguir o que desejamos. Ele nos faz crer que se permanecermos em silêncio, se humildemente ignorarmos os insultos e injustiças cometidos contra nós, então colocamos em risco o nosso bem estar. Mas, a verdade é exatamente o oposto disso. É através das brigas e ódio que nós colocamos em risco o nosso bem estar.

Nossos Sábios da Torá ensinam que a amizade e harmonia entre as pessoas é fundamental para reverter os decretos celestiais severos, e deste modo servem para transformar o julgamento Divino, no atributo de bondade. A melhor coisa que podemos fazer para nós mesmos, tanto em termos de Parnassá, sustento material, como em termos de realizações espirituais, é viver em paz e harmonia com as pessoas de nossas vidas. E isso requer que perdoemos, que sejamos pacientes e tolerantes, evitando todo tipo de discussão e brigas, mesmo quando temos certeza que estamos com a razão. É vital nos lembrarmos que toda vez que nós cedemos ao invés de discutir, nós estamos abrindo os portões das bênçãos de Hashem e ajudando a garantir que elas serão despejadas sobre nós e nossas famílias.

tzedakah

O HÉREM DAS GERAÇÕES ANTERIORES

A pessoa não pode falar lashón hará sobre pessoas que já faleceram.

  • Existe uma ordenação e hérem (uma proibição feita pelos Sábios da Torá das gerações anteriores) que a pessoa não pode falar de modo depreciativo sobre um indivíduo já falecido (Chafêts Chaím, Vol. I, 8:9).

É considerado ainda mais sério falar de modo depreciativo sobre um talmid chacham (“erudito da Torá“) ou ridicularizar a Torá que ele ensinou (Chafêts Chaím, Vol. I, 8:9).

Mussar (ética e moral):

“‘Pois a vida e a morte estão nas mãos da língua’ [Provérbios 18:21]. Tudo depende da fala. Se a pessoa tem mérito, existe a vida. E se a pessoa não tem mérito, então a morte. Se a pessoa usou sua língua para falar palavras de Torá, ele merecerá vida porque a Torá é a árvore da vida, assim como o verso diz: ‘Pois é uma árvore da vida para aqueles que a seguram’ [Provérbios 3:18]. E ela é também a cura para lashón hará, assim como o verso traz: ‘Para a cura da língua é a árvore da vida, e a pessoa que a distorce será quebrado como o vento’ [Provérbios 15:4]. E ela se ocupa com a lashón hará, ela traz morte sobre ela mesma, pois lashón hará é mais sério do que o assassinato” (Midrash Tanchuma, Metsora 2).

Comentário do Rabino Avraham: “’O verme para o morto é mais difícil do que agulhas na carne do vivo’ [Talmud, Berachót 18b]. Após o hibút hakéver [ou seja, uma das punições da cova] e o luto, a alma ainda se encontra na cova. Então, um outro anjo poderoso a agarra e leva ao processo de transformação espiritual chamado de kaf ha-kélah [ou seja, uma das punições da cova], quando limpezas espirituais necessárias são realizadas devido às conversas fúteis e vãs enquanto em vida. Esta intensa fase a permite também ver com os ‘olhos da mente’ ora as verdades espirituais, ora as falsidades do mundo físico, causando-lhe grande confusão e angústia” (Darósh Darásh, pág. 72). Quando a pessoa viva fala lashón hará de uma falecida ela adicionada angústia e sofrimento para a que se foi. E como sua existência agora é imaterial, portanto sutil e sublime, a força espiritual da lashón hará perturba muito seu haluká d’rabanán [o corpo de energia espiritual] de modo a bloquear seu foco natural evolutivo, além da desonra causada. E isto é como um assassinato. Sua punição por ousar a aumentar sofrimento para os que já foram julgados pela corte celestial e buscam agora somente a luz será como tudo: medida por medida.

tzedakah

 

CABALÁ TWITTER: 068

 

Dedicatória do Tweet:

” Que Hashem traga boas notícias e tranquilidade sobre o resultado do exame de seio de Vanessa Helou”.

Por THIAGO GRANATO


“Quando todo dia se inicia, coloque cada movimento seu
nas mãos de D-us e peça a Ele que eles todos sejam de
acordo com o Seu desejo somente.”


CABALÁ TWITTER: 067

 

Dedicatória do Tweet:

“Que Hashem traga saúde e cura para a minha mãe Maria Stella que passará por consulta médica e procedimento em breve para tratar de aneurisma”.

Por THIAGO GRANATO


“O conhecimento das verdades espirituais da Torá
distancia a má inclinação. É por esta razão que os anjos
não têm má inclinação.”


NÃO É PERMITIDO FALAR LASHÓN HARÁ DE… (Parte 3)

A pessoa não pode falar lashón hará sobre uma pessoa, seja ela aparentada ou não (Chafêts Chaím Vol I, 8:1).

  • Falar lashón hará sobre um parente é proibido apesar de que usualmente, o parente não se importa. Adicionalmente, mesmo que o motivo (da lashón hará) não seja para depreciar o parente, mas sim uma expressão de um desejo pela verdade, a pessoa é proibida de falar lashón hará.

A pessoa não pode falar lashón hará sobre sua própria esposa (Chafêts Chaím Vol I, 8:2).

  • É muito comum cair neste tipo de lashón hará, por exemplo, quando o marido fala (lashón hará) para os seus parentes sobre a sua esposa ou a família dela.
Comentário do Rabino Avraham: Pela Providência Divina, a leitura de hoje da Torá (Gênesis 13:5, terceira porção, Lech Lechá) traz o assunto de falar sobre parentes: “E disse Avraham a [seu sobrinho] Lóte: Não haja, te rogo, briga entre mim e ti, e entre meus pastores e teus pastores, porque homens irmãos somos nós” (Gênesis 13:8). E porque Avraham então comentou sobre o grupo todo de pastores e ainda mais sendo eles todos parentes? Porque, primeiro, seu comentário não foi depreciativo (algo impensável para o patriarca Avraham). E segundo, pois verdadeiramente, “Os pastores de Lóte eram perversos” (Ráshi no Gênesis 13:7). E sobre os perversos hereges é uma mitsvá falar mal (Chofêts Chaím, Kelát 8:5. Contudo, existem definições e parâmetros adicionais importantes sobre este assunto. Ver Talmud, Sanhédrin 99b; Kelát 8:7, Mekor HaChaím et. al.). Em outro nível, sobre o escrito, “homens irmãos somos nós”, Ráshi explica que “Eles [Avraham e Lóte] pareciam um com o outro nas suas feições”. A guemátria (mispár gadól) de domín (“eles pareciam”) é 110, a mesma de ám (“povo”). O acaso é Hashem agindo no anonimato, mas Sua Providência é perfeita. Todos os parentes de uma pessoa formam um grupo ou “povo” com “feições parecidas”, misticamente significando os partsúfim (“faces”) – os grupos de características espirituais que estas pessoas representam e que exatamente através de sua união familiar propiciam reais oportunidades de retificação para todos deste “povo”. Isto é assim uma vez que cada atributo que um membro do grupo não possui, se encontra revelado em outro parente por desígnio Divino. Portanto, quando se fala mal de um parente, se deprecia uma qualidade ainda latente do próprio falante ele mesmo. E certamente ele muito necessita da sublimação do seu caráter no ponto particular deste atributo de caráter enxergado e julgado no parente. Agora, quando um parente é inquestionavelmente um rashá (“maldoso”) – se todos do “povo” concordarem com isso – ele então representa o refugo mais intenso de todos deste grupo. E certamente uma kilpah (“força negativa”) tão intensa precisa ser expurgada do povo, assim “Destruindo sua impureza e consumindo sua sujeira” (Ezequiel 24:11). E assim são as histórias da vida encenadas em arquétipos pelos patriarcas (ma’aseh avót siman le vanim, “os atos dos patriarcas são sinais para sua descendência”), pois como está escrito: “[E Avraham disse a Lóte]: Separa-te, rogo, de mim; se vais à esquerda, irei à direita, e se à direita vais, irei à esquerda” (Gênesis 13:9). É preciso ainda falar sobre o assunto da esposa. O Rabi Yossêf Chaim (o “Ben Ish Chái“) nos recorda que “uma das primeiras mitsvót da Torá [igualmente aplicáveis aos judeus e os não judeus] é amar a esposa, assim como está escrito: ‘O homem deve deixar seu pai e sua mãe e unir-se à sua mulher, e assim serão como uma só carne’ [Gênesis 2:25]. O casamento com a esposa é uma indicação de alma gêmea, portanto é essencial que o casamento seja permeado por amor e devoção de um para o outro. Segue que qualquer forma de alienação [sem justificativas sérias] de um para com o outro [proposital, inadvertida, pelo marido ou sua esposa] implica em uma transgressão direta da lei de Hashem” (Chukêi HaNassím cap. 2, com meus parêntesis). Mais ainda, todo aquele que fomenta discórdia entre marido e sua esposa – podendo até causar o divórcio – será amaldiçoado. Agora, é evidente que no mundo secular que é antagônico a Hashem, o divórcio se tornou um “meio de vida” que visa destruir a humanidade. E isso é um assunto muito antigo e de grande conhecimento das forças do mal que confundem e iludem aos tolos e arrogantes sem entendimento espiritual. Veja: está escrito, “Não é bom que o homem fique sozinho etc.” (Gênesis 2:18). E sobre isso comenta Ráshi: “Para que ninguém dissesse que existem duas autoridades no mundo – Hashem, que é único nos domínios superiores, e Ele não tem companheira; e este aqui [o homem], único nos domínios inferiores, e ele não tem companheira”. E como a sítra áchra (“lado do mal”) deseja exatamente que o homem pense sobre si como um deus inferior – a sua própria autoridade superior – inflando sua arrogância e tolice para se corromper e ao mundo, então grandes e evidentes planos maléficos têm obtido êxito para estabelecer o divórcio como sendo algo comum e inócuo na consciência caída dos homens. Aprenda isso muito bem.

tzedakah

CABALÁ TWITTER: 061

 

Dedicatória do Tweet:

“Para os empreendedores e empregadores brasileiros saírem dessa crise sob as bençãos e misericórdias de D’us”.

Por JOÃO PAULO MACHADO R. C.


“O homem é um ‘mundo pequeno’, um microcosmos. Se
ele se acha que é o mundo, ele é pequeno. Se ele se
acha pequeno, então é o mundo.”


NÃO É PERMITIDO FALAR LASHÓN HARÁ DE… (Parte 2)

A pessoa não pode falar lashón hará sobre um talmid chacham ou sobre uma pessoa que não é educada na Torá (Chafêts Chaím Vol I, 8:4).

  • Falar lashón hará sobre um talmid chacham (“estudioso/erudito da Torá“) é uma transgressão extremamente séria e pode causar dano espiritual adicional.

A pessoa não pode falar lashón hará sobre um adulto ou uma criança (Chafêts Chaím Vol I, 8:3).

  • Falar lashón hará sobre uma criança é proibido porque pode prejudica-la ou causar-lhe constrangimento.
Comentário do Rabino Avraham: Os juízos de Hashem são independentes dos pensamentos dos homens, assim como está escrito: “Os Meus pensamentos não são iguais aos vossos, nem Meus caminhos são os que trilhais – diz o Eterno. Assim como muito acima da terra estão os céus, Meus caminhos são mais elevados que os vossos, e Meus pensamentos muito mais profundos que os vossos” (Isaías 55:8). Deste modo, o fato de uma pessoa julgar que outra não é um talmid chacham (mesmo se devido à sua shitah, “filiação religiosa partidária judaica”), não significa que, em primeiro lugar, a pessoa sobre quem se falou lashón hará não seja verdadeiramente um talmid chacham de acordo com o julgamento do Céu. E em segundo lugar, que deste modo o falante da lashón hará ficará eximido do grande peso adicional de ter falado lashón hará sobre um talmid chacham.

tzedakah

NÃO É PERMITIDO FALAR LASHÓN HARÁ DE… (Parte 1)

A pessoa não pode falar lashón hará sobre um indivíduo ou um grupo (Chafêts Chaím Vol I, 5:8).

É um pecado sério falar de modo depreciativo sobre todo um grupo ou comunidade.

Por exemplo, não é permitido dizer:

  • “Todos os alunos do quinto grau são lentos em aprender”
  • “Todos os residentes da tal cidade são inóspitos”.
  • “Pessoas que provêm de tal lugar, geralmente, não são misericordiosas”.

Mussar (ética e moral):

E Rav Chisda disse no nome de Mar Ukva: ‘Quem fala lashón hará sobre seu amigo, Hashem diz, ‘ele e Eu não podemos residir juntos no mundo’. Assim como é dito: ‘Aquele que secretamente calunia seu próximo eu destruirei; aos de olhar insolente e coração presunçoso não tolerarei’ [Salmo 101:5]. Não leia tolerarei ‘ele’, mas sim ‘com ele'” (Talmud, Arachin 15a).

 

Comentário do Rabino Avraham: Absolutamente tudo no mundo é de acordo com o juízo de Hashem. Ainda que as Suas decisões pendam para o lado da misericórdia, pois caso contrário o mundo não sobreviveria, os “acusadores celestiais” (que registram os pecados dos homens) demandam sempre a lei de midah k’négued midah (“medida por medida”). E aqueles indivíduos que têm mérito precisam cuidar de seus erros de “generalização”, pois em acordo com a midah k’négued midah, eles também poderão ser julgados “dentro da maioria”, que afinal os anulará de um modo geral. E por isso os Sábios da Torá ensinaram: “Uma vez que a permissão é dada ao anjo destruidor, ele não distingue entre os retos e os perversos” (TalmudBava Kama 60a). E sobre os juízos que são entregues no mundo, está escrito também: “Não se mostre lá fora [em público] para que o Julgamento não repouse sobre você… E no tempo em que a Benevolência repousa sobre o mundo, ela repousa sobre tudo. Mas também, quando o Julgamento paira sobre o mundo, ele paira sobre tudo. Aquele que arrisca sobre isso será pego” (Zohar 54a, Metsora)”. E “não se mostrar lá fora” significa também, não julgar grupos inteiros, locais e cidades, pois assim como o seu julgamento “irradia no todo” (se mostrando “lá fora”, por assim dizer), o todo irradia no particular (ou seja, no falante de lashón hará). Por isso é proibido pela halachá (“lei da Torá“) viver em um bairro aonde a lashón hará é falada pela maioria (Chafêts Chaím, Kelát 9:4): para que a pessoa correta não seja contada como como um maldoso. Contudo, se houverem dez retos na cidade, ela será poupada, assim como está escrito: “E Hashem disse a Avraham: ‘Pela causa de dez retos Eu não destruirei'” (Gênesis 18:32). Por isso é vital que a pessoa se ligue a um reto e sempre “Ame a retidão e abomine a maldade” (Salmo 45:8), pois “O reto é a fundação eterna do mundo” (Provérbios 10:25). Existem muitos outros detalhes sobre estes assuntos que não posso revelar aqui.

tzedakah

SOBRE E PARA QUEM NÃO SE PODE FALAR LASHÓN HARÁ

A proibição de falar lashón hará existe mesmo quando a pessoa é pressionada a falar.

 

Mussar (ética e moral):

Hashem disse: ‘Se você deseja escapar da punição do Guehinôm [Inferno], se distancie da lashón hará, e você merecerá ambos este mundo e o mundo vindouro'” (Midrash Tanchuma, Metsora).

Comentário do Rabino AvrahamTofteh, o conhecido “apelido” para o Guehinôm, já explica algo importante sobre este domínio espiritual: “MiTafteh significa ‘se abrir’ para a sua iêtser hará [‘má inclinação’]; e vocês [que permitem este ‘acesso’ dela] são aqueles que caem lá” (Rabi Yehuda Fatiyah, Minchat Yehudah, Yeshayah, siman lamed, pêi bet, pg. 123. Ver Ráshi no Talmud, Eruvin 19a). É preciso entender que ser pressionado a transgredir as proibições de lashón hará é algo que inclui a incrível “pressão interior” que a má inclinação exerce quando uma “oportunidade” se abre para que se transgride assim. É como se as palavras criassem vida, e subissem do fôlego dos pulmões, passando para a garganta, crescendo na boca e língua e chegando até os dentes da pessoa, como a lava quente que sobe de um vulcão. No entanto, saiba que é por isso que a língua é cercada dos dentes, para que estes sirvam como uma barreira para a lashón hará.

tzedakah

LASHÓN HARÁ FALADA NA PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE UMA PESSOA

Não faz diferença alguma se a pessoa sobre quem está se falando lashón hará está presente ou não (Chafêts Chaím, Vol. I, 3:1).

 

Cada um das duas situações é grave por uma razão que não se aplica a outra.

  1. Se a pessoa sobre quem está se falando lashón hará não está presente:
    • então o falante transgride a proibição de “Amaldiçoado aquele que ferir ao seu companheiro em segredo” (Deuteronômio 27:24).
  2. Se a pessoa sobre quem está se falando lashón hará sim está presente:
    • então o falante, à parte de transgredir a proibição de lashón hará, é também considerado como sendo um descarado e semeador do ódio.
Comentário do Rabino Avraham: O ausente está sempre errado, portanto falar mal de alguém em sua ausência é além de tudo, um ato de covardia espiritual – uma forma de abdução e abuso. Isto é assim, pois quando se fala mal, o foco mental do falante atinge a alma da pessoa sendo maldita, amarrando e sequestrando-a espiritualmente – obrigando ela a ser atormentada pela lashón hará. Por isso, o verso imediatamente seguinte (Deuteronômio 27:25) afirma: “Amaldiçoado aquele que receber suborno para matar uma pessoa de sangue inocente”, querendo dizer, o falante da lashón haráé “subornado” pelo seu próprio orgulho, que é força angelical ruim dos homens chamada de “má inclinação”. E é deste modo, pois a má inclinação afirma na mente do incauto, assim sussurrando: “Você quer se desabafar, pois julgou como culpada e com razão uma pessoa, seja porque você não concorda ou gosta dela etc., certo? Muito bem. Então eu trarei para fora este seu julgamento, um desabafo tão razoável, mas somente se você abrir a boca e falar mal dela, pois isso é como ‘matar uma pessoa de sangue inocente’ e a vitalidade deste sangue é o meu preço para te ‘ajudar'”. Alguém poderia pensar: “Como é possível que uma pessoa ausente tenha a vitalidade de seu sangue usada pelas forças do mal? Afinal, a lei da Torá diz: ki néfesh kol bassár damo hu, ‘a alma da carne está no sangue’ (Levítico 17:14). No entanto, eis o engodo das forças do mal: o dito “sangue inocente” é do próprio falante de lashón hará que será por sua transgressão amaldiçoado, ou seja, ligado às forças nefastas.

tzedakah

LASHÓN HARÁ SOBRE UM PALESTRANTE OU PROFESSOR

A pessoa não pode dizer sobre um palestrante ou professor (Chafêts Chaím, Vol. I, 2:2 e notas in loco):

  • “Não vale a pena ouvi-lo”.

  • Ele não sabe o que está falando.

  • Ele só fala porque gosta de se escutar

Muitas pessoas não são cuidadosas e caçoam do palestrante ou professor depois de escutar uma aula ou palestra. Eles não têm consciência de que:

  • Eles causam embaraço e aflição ao palestrante, professor etc., o que frequentemente causa perda financeira também.

  • Costumeiramente, estas pessoas cometem estas transgressões publicamente, só aumentando a gravidade de seus pecados.

  • Geralmente, a qualidade do palestrante depende do ouvinte e cada pessoa tem sua impressão baseada nos suas próprias necessidades.

  • Este tipo de denigrir usualmente inclui exagero e em geral, falsidade direta.

Comentário do Rabino Avraham: O santo Zohar explica (Raya Mehemna, 43a), que “Hashem preparou o Trono Celestial com as hierarquias angelicais para assim servi-Lo: os malachim, erêlim, seráfim, chayót, ofaním, hamshalím, êlim, elohím, bnêi elohím, íshim”. Se todos os anjos celestiais servem o Criador, que dirá os homens? Absolutamente, todos as criaturas e em todos os instantes são Seus súditos. Isso é verdade mesmo sem que entendam isso. Qualquer indivíduo ou coisa no universo pode ser um emissário de mensagens apropriadas aos ouvintes que assim necessitam ouvi-las e de ações determinadas a ocorrerem por juízo celestial. Portanto, nunca se deve debochar de nada e ninguém: a mensagem ouvida pode ser vital para a pessoa. De fato, até o Samech-Mem, o “Anjo do Mal” e a própria “má inclinação” do homem – ainda que se apresente como rebelde à vontade de Hashem – cumprem sim Seus desígnios (ver Zohar 163a, Terumah).

tzedakah

DUAS PESSOAS QUE FALAM LASHÓN HARÁ

O pecado é ainda maior quando duas pessoas falam lashón hará. A pessoa que está escutando dará maior credibilidade se duas pessoas contam a mesma história, do que ela daria se tivesse sido somente uma pessoa que a contasse. Consequentemente, o dano causado é maior (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:8).

Mussar (ética e moral):

Rabi Eliézar ben Parta ensinou: Venha e veja o poder negativo da lashón hará. Como isto pode ser visto? Através do relato sobre os espiões enviados para viajar na Terra de Israel [Números 13]. Se os espiões que apenas falaram pejorativamente sobre as árvores e pedras foram severamente punidos, quem fala de modo depreciativo sobre um amigo é verdadeiramente sujeito à punição severa” (Talmud, Arachín 15a).

Comentário do Rabino Avraham: Na medida em que a pessoa se imbui da lashón hará em todo seu corpo e alma – com todo o seu coração – maior ainda é a gravidade contabilizada desta transgressão. Segue que, os ambientes familiares (e íntimos em geral) precisam ser muito cuidados e preservados desta praga. E isto é difícil exatamente devido à intimidade e amizade que geram naturalmente um sentimento de permissibilidade, justificativa e empatia sobre o assunto e a pessoa que faz lashón hará. Os pais precisam dar exemplos para seus filhos, jamais cometendo esta transgressão com eles, pois além de tudo, quando os filhos são menores do que a idade que o pecado é contado – vinte anos – o débito da transgressão recairá quase que integralmente sobre os próprios pais, porque eles que são espiritualmente responsáveis pelos filhos. Cuidado! Sua alma pode estar em perigo.

tzedakah

FALANDO LASHÓN HARÁ EM PÚBLICO

Quantas maior o número de pessoas falando lashón hará, tanto maior o pecado do falante, que causa mais pessoas de transgredirem (Chafêts Chaím, Introdução, Quarta Proibição).

Portanto, a pessoa que regularmente fala em público – por exemplo, um político, palestrante ou professor etc. – deveria ser excessivamente cuidadoso para se restringir de falar qualquer coisa que seja depreciativo em seu pronunciamento.

Mussar (ética e moral):

“O poder da fala do homem é  uma força espiritual e tem grande efeito nas esferas mais altas. Consequentemente, o dano causado pela fala inapropriada nos mundos superiores é severa e espantosa. E quanto maior o dano, tanto maior a punição” (Shmirát HaLashón, Sha’ar Hazchirah, cap.1 ).

Comentário do Rabino Avraham: O mundo é marcado por comportamentos anti-Torá, significando, anti-D’us. É comum cada vez mais pessoas se encontrarem para se embriagarem, rirem muito (com grande força e deboche), tendo como foco falar mal de outras pessoas. E tudo é “justificado” pelo falso valor do entretenimento vazio que eles buscam. E este é o caminho do perverso: daqueles que vivem estritamente pela idolatria de seu corpo e suas vontades passageiras, da sua arrogância. E assim como está escrito: “‘Seguindo seu próprio coração’ [Números 15:39], e isto se refere á heresia. E ‘O tolo diz em seu coração: Hashem não existe’ [Salmos 14:1], e isso o leva à imoralidade etc.” (Talmud, Berachót 12b). Aliás, uma das características mais marcantes da sociedade secular, dos valores imorais e da vida baixa e sem Hashem é o traço de caráter de ser o “palhaço” de um grupo de pessoas – de constantemente buscar fazer o outro rir, contando piadas e de insistir continuamente em fazer humor de tudo. Existe uma pesada klipah/força negativa chamada de lêitz (“zombador” ou “escarnecedor”) que é a origem espiritual deste traço tão negativo de caráter. Não é à toa que o mal no seu retrato da iêtser hará/má inclinação é chamado também de “O velho e tolo rei” (Eclesiastes 4:13.). A tolice do palhaço o faz cair nas profundezas da transgressão das leis de YKVK, levando outros junto com ele.Ainda que uma pessoa acumule enormes transgressões ao causar outros de caírem, os tolos que assim se permitem cair, também serão responsabilizados por seus atos contrários a uma vida digna e reta.

tzedakah

AJUDA APROVADA NO ALTO

Baruch Hashem, quando eu ouvi as boas notícias sobre uma tsedacá fui guiado à meditar no passúk/verso do Bamidbar 35:2 (parashá Maasêi), צו את-בני ישראל ונתנו ללוים מנחלת אחזתם ערים לשבת ומגרש לערים סביבתיהם תתנו ללוים “Ordena aos filhos de Israel que dêem aos Levitas cidades para habitar, da herança de sua possessão; e dareis aos Levitas terrenos baldios para as cidades, em seus arredores”. Em particular, eu me focava nas três palavras ישראל ונתנו ללוים Israel venatnu la’Leviyim, pois a tsedacá viria de um membro da tribo de Israel* para mim, que afinal ensino Torá como os Levitas faziam. E foi então que o Shem Havaya que se manifestou muito se movia como sempre ocorre, pois Ele é o D-us Vivo. E eu vi o Nome soletrado assim (ainda que omita aqui vários detalhes): Yud, YudVavDálet; Hêi, HêiHêi; Vav, VavVav; Hêi, HêiHêi. O Nome Santo se apresentou verticalmente em fogo, a saber, o Yud soletrado no alto, o Hêi abaixo, depois o Vav e abaixo dele o Hêi, todos soletrados como expliquei e com as nekudot/vogais também. E em Asiyah, YKVK é soletrado completamente com a letra Hêi. Este Nome é chamado Havaya d’Hehin e é conhecido como Shem BeN, de guemátria 52. E como explica o Ari’zal na parashá Lech Lechá, as klipot que são as sobras, portanto o mal, que foram separadas deste reis caídos. Apesar de que são 7 reis que caíram, na verdade são 9 correspondentes as 9 letras do Shem Havaya de 52 letras. E o Shem da meditação é este exato com as mesmas nekudot. Mais tarde eu vi que a guemátria ordinal (versão sofít) de אברהם Avraham é 52. Aqui vemos como absolutamente tudo que ocorre no mundo primeiro precisa ser aprovado no Céus, baruch Hashem.

* Os judeus são divididos atualmente em três tribos: Cohen, Levi e a maioria, Israel.

Nota: Como explicou o Rabino Avraham para a Equipe Beit Arizal, este é mais um exemplo de um recebimento místico que não é para ser racionalmente entendido, mas sim, mostra a compreensão do rabino em um nível intuitivo-psíquico avançado. Só um grande arrogante ousaria a comentar este texto. Ele deve ser apenas apreciado.

tzedakah

O BA’AL LASHÓN HARÁ

A pessoa quem regularmente fala lashón hará e não faz esforço algum para tentar se restringir de continuar a cometer este pecado, é referida pelos nossos Sábios como um

Ba’al lashón hará

(literalmente o mestre da lashón hará) e sua punição é mais severa ainda.

Mussar (ética e moral):

“Nossos Sábios disseram: Existem três pecados pelos quais o homem é arrebatado deste mundo e que também previnem ele receber uma porção no mundo vindouro. Eles são: adorar falsos deuses, relações sexuais ilícitas, assassinato. Mas, a proibição de falar lashón hará é equivalente a todos eles. E os Sábios trouxeram prova das Escrituras para sustentar esta opinião. E nossos mestres anteriores explicaram que eles se referiam às pessoas que se se tornaram acostumadas de violar constantemente esta proibição e que não fazem tentativa alguma para se restringir, pois eles vêem isso como sendo permitido” (Chafêts Chaím, Vol. I, 1:4).

Comentário do Rabino Avraham: Mesmo pessoas mais dignas e retas estão sujeitas a cair através da lashón hará. Em um mundo tão profundamente irreverente, repleto de escárnio e falta absoluta de pudor em tudo, é uma tarefa enorme se restringir de fazer (e ouvir) lashón hará. De fato, é a marca de um gigante espiritual, pois como disseram os Sábios: “Quem é poderoso? Aquele que subjuga a sua má inclinação” (Pirkê Avót 4:1). Para os retos é fácil observar a perversidade de um ba’al lashón hará (mesmo se disfarçada). Mas como pode uma pessoa mais simples tomar consciência sobre alguém assim, para que se afaste dele correndo? Está escrito: “Quando a pessoa faz lashón hará, todos os seus membros são manchados… Esta fala maldosa sobe para o Alto e chama para baixo, para a pessoa, um espírito ruim” (Zohar 53a, Metsora). Ela fica possuída. E na linguagem comum vê-se isso quando é observado como esta pessoa é “afetada”, seja com maneirismos bizarros , através de suas noções morais ultrajantes e que quando exibidas fazem os tolos e baixos rirem insensatamente (tipicamente nos bares, festas e reuniões familiares), das suas ações ‘estranhas’ (uma palavra pesada na Torá usada para idolatria), entre inúmeras outras formas. É vital se afastar de um ba’al lashón hará, pois ele representa perigo de vida (para si mesmo) e mais ainda, para quem o escuta. Aprenda isso bem.

tzedakah

MANTENDO-A ERGUIDA

Pela Graça de D-us:

Caros amigos do Beit Arizal,

Vivemos em tempos complexos e repletos de desafios nunca antes imaginados. A grande missão do Beit Arizal é trazer entendimento cashér sobre as causas e consequências de nossas ações na vida através da luz da Torá. E para que possamos continuar com esta missão nobre e tão importante, precisamos da ajuda de vocês que aqui estudam e têm recebido este entendimento profundo há anos. Precisamos agora e sempre de sua tzedakah para que o Beit Arizal tenha condições materiais de continuar a existir, se D-us quiser. Quando uma pessoa contribui para o sustento da Torá, ela é chamada de uma “perna da Torá“, pois através deste sustento vital a Torá é mantida erguida. Fazemos este apelo para que todos pensem bem sobre o papel que exercem no mundo. Veja, influenciados pela Torá e com maior entendimento sobre as realidades que nos circundam, todos têm a obrigação de difundir esta luz superior para assim revelá-la no mundo, transformando-o em um local digno e reto. Assim, ajudando a manter o Beit Arizal vocês estão investindo em sua próprias vidas, tornando-as “recipientes” de bênçãos de paz, sustento e segurança se D-us quiser.

Façam tzedakah, e ajudem a manter a Torá aqui revelada.
Rabino Avraham Chachamovits

tzedakah

PROTEGENDO A TORÁ

E está escrito, פינחס בן-אלעזר בן-אהרן הכהן השיב את-חמתי מעל בני-ישראל בקנאו את-קנאתי בתוכם ולא-כליתי את-בני-ישראל בקנאתי “Pinchas ben Elazar, o neto de Aharon, o sacerdote, desviou Minha ira de sobre os filhos de Israel, ao levar Minha vingança entre eles, e assim não consumi os filhos de Israel com Minha ira” (Bamidbar 25:11, Pinchas). Veja, “Quando o Nome Havayah [YKVK] se uni com o Nome Elokim, a negatividade do Nome Elokim/Julgamento é “adoçada” pela misericórdia do Nome Havaya” (Ari”zal, parashá Pinchas). Assim como o Nome Elokim é associado com o atributo Divino de Julgamento, o Nome Havaya é associado com o atributo Divino de Misericórdia. Julgamento não é algo intrinsecamente negativo, uma vez que discernimento apropriado é necessário para reconhecer o bem e o mal e separá-los. É somente quando o julgamento é permitido de sobrepujar a consciência da pessoa, que ele se torna uma força negativa, resultando eventualmente na raiva. Portanto, cuidado precisa ser tomado para moderar e mitigar o julgamento com a misericórdia. Mais ainda, misticamente, a raiva impele o mundo a reverter ao estado inicial de Tohu/Caos, pois através da severidade, julgamento e auto centrismo (que é o próprio manifestar da raiva) o indivíduo causa a regressão da “harmonia espiritual” das sefirot na realidade atual. E o Ari”zal continua: “Quando o Nome Havayah é então separado do Nome Elokim, isto produz o estado de julgamento severo, o qual por sua vez leva à raiva. A raiz desta raiva são as 120 permutações do Nome Elokim… O Nome Elokim expande até os elohim acheirim, ‘outros deuses’ [idolatria na linguagem da Torá], ou seja ele expande nas 120 permutações, todas as quais ainda se encontram no domínio da santidade. Contudo, tudo aquilo que expande além disso se torna os ‘outros deuses’ que são enraizados nestas permutações”.

A explicação é a seguinte: quando o julgamento do Nome Elokim é permitido de se estender além de suas “fronteiras naturais”, ou seja, quando a pessoa julga excessivamente com rigor, isto se torna a “receita para idolatria”. A pessoa vem então a negar a unicidade de Hashem, que implica que tudo no mundo é causado e dirigido diretamente por Hashem. Esta forma sutil de idolatria leva, como dito, à raiva. E continua o Ari”zal, “Hashem disse para Moshé o Nosso Mestre, ‘Eles fizeram um bezerro fundido’ [Shemot 32:8]. A guemátria da palavra para fundido [masêcha, mem-samech-chaf-hei] é 125, aludindo as 120 permutações das 5 letras do Nome Elokim… Este é o significado místico do mandamento, ‘Elokêi masechá lo taá-selach’ – Deuses fundidos não faças para ti – Shemot 34:17. Ou seja: não permita que o Nome Elokim se expanda até suas 120 permutações – 120 sendo o valor numérico/guemátria de masechá – pois isso faz com que isso se torne a fonte das forças do mal, conhecidas como ‘outros deuses’”. Note que 120 é também a guemátria de tsel/sombra. Misticamente, o tsel/tsélem protegem a alma da pessoa, que quando transgride as leis de D-us, cria aberturas para que elementos espirituais antagônicos – os outros deuses – “entrem” nesta proteção pessoal, portanto, preenchendo e ligando a alma da pessoa com estas forças, como foi explicado. (Não trarei mais detalhes sobre isso aqui). É por isso que quando a pessoa então expressa sua raiva e peca com a lashon hará, a transgressão particularmente associada a tsa’arat/lepra espiritual entre outras transgressões, ela se mancha com intensidade, revelando a tsa’arat, pois todos os membros do seu corpo são afetados, uma vez que a fala ruim sobe ao Alto e chama para baixo um ruach ra’ah/espírito ruim (ver Zohar 53a, Metsorá). Vemos então que a regressão da realidade mencionada, produto da raiva, significa que na sua essência, a raiva é uma forma idolatria (pois inicia o processo de abertura aos ‘outros deuses’). E note que vimos anteriormente (em Tazria) que o verso que diz, Veôr-bessarô le-nêga tsa’arat, “E se tornar na pele de sua carne como chaga/praga de lepra” (Vayicra 13:2) alude a isso, pois a sua guemátria atbash (1027) equivale exatamente ao verso Elokêi masechá lo taá-selach “Deuses fundidos não faças para ti”. Mas, se a pessoa faz teshuva verdadeiro, ela será והובא אל-הכהן vehuvá el-hakohen, “Será trazida ao cohen/sacerdote/rabino”, que a ajuda em sua recuperação espiritual. E se ela não faz teshuva, ela é trazida para Samakel (o nome do anjo conhecido como Satán e que é o “anti-sacerdote”) de guemátria regular 131, a mesma de vehuvá el-hakohen.

Agora, a ‘raiva santa’ de Pinchas – que afinal protegeu a Torá e fez cessar a praga que matou vinte e quatro mil homens (ver Bamidbar 25:9) – foi completamente diferente da raiva degenerada e ordinária (explicada anteriormente). Pinchas agiu com grande zelo pela Torá. E ainda que este não seja um comportamento simples e nem comum, querendo dizer, são poucos os indivíduos no mundo que possuem o nível espiritual para agir desta maneira zelosa, ainda sim, foi algo sancionado pelo Céus, pois foi produto da Sabedoria Divina que o influenciou e agitou neste momento dramático quando a Torá precisava ser cuidada. Veja, השיב את-חמתי מעל בני-ישראל Heshív et-chamáti meál bnei-Israel, “Ele [Pinchas] desviou Minha ira de sobre os filhos de Israel“. E a guemátria ordinal mais seis para o kolel das seis palavras deste verso é igual a 251, este sendo o mesmo valor numérico de בחכמה העליונה b’chochmah ha-eliyona, “Com sabedoria superior”. Existem muitas outras considerações, para outra oportunidade se D-us quiser.

tzedakah

 

FRUSTRANDO OS PERVERSOS

E está escrito: ועתה שבו נא בזה גם אתם הלילה Veatá shevú na vazê gám-atém ha-láila, “E agora, tu também ficai aqui, rogo-vos, esta noite” (Bamidbar 22:19, Balak). O comentarista Ráshi traz neste passúk/verso sobre o profeta profano Bila’am, na expressão gám-atém que: “Sua boca o tropeçou [ou seja, ele involuntariamente previu a sua queda]. ‘Tu também’ é destinado a ir embora com um espírito abatido, tal como os outros primeiros [ou seja, que vieram também a ti a mando do rei Balak, pedindo sua intervenção para amaldiçoar o povo de Israel]”. O Zohar na parashá Chukat diz que, quando uma pessoa fala algo que não diria “normalmente”, isto é por que houve de fato um decreto celestial que agora será assim e então realizado no mundo, ou em sua vida. Vemos que o “deslize” da fala de Bila’am foi um din/juízo para rebaixá-lo. Veja: a guemátria atbash de gam-atém é 621. O Ari”zal explica que: “Z’eir Anpin possui todos os três álefs, significando três tipos completos de luz, ou seja, três vezes o valor numérico da palavra ór [‘luz’] 207, o valor de kéter [620 mais o kolel]. Isto indica que kéter de Z’eir Anpin está completo” (Sefer HaLikutim, Ki Tazria). E como é sabido, quando a luz de chéssed/bondade (que provém de Ima que é binah, assim como uma “inspiração”) chega ao nível do kéter de Z’eir Anpin, o desejo é influenciado (o Ari”zal, Ta’amei HaMitsvot, Beha’alotecha). Assim eu entendo que o “tropeço” da fala de Bila’am foi produto da influência celestial que bondosamente protegeu de mais esta maneira o povo de Israel e o mundo, rebaixando este rashá/perverso. O seu desejo natural foi alterado, fazendo-o afirmar algo distinto e que seria revelado e assim feito: mais uma de suas quedas. De fato, a mudança de desejo foi uma elevação, a saber, seu desejo foi amadurecido, pois a influência veio do chéssed celestial. O fluxo de energia positiva enraizado na kedusha/santidade modifica as emoções (Z’eir Anpin), amadurecendo-as (ou seja, quanto mais elevado a pessoa é, tanto mais ela é amadurecida psicologicamente/emocionalmente). Em um reto ou mesmo em uma pessoa comum, esta luz ergue a pessoa nos insights (o grau de chochmah) e desenvolvimento intelectual (binah). No rashá, este fluxo diminui seus atributos negativos, fazendo-o errar nos seus julgamentos. Ele é influenciado a “tropeçar” nos seus planos: Hashem hefir atsat goyim heni machshevot amim, “D-us frustra o projeto das nações e anula os intentos dos povos” (Tehilim 33:10) e “Ele confunde seus pensamentos profundos para que eles não possam reger e não permanecerem no mundo” (Zohar 199b, Balak). Aprenda isso bem.

tzedakah