LASHÓN HARÁ FALADA NA PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE UMA PESSOA

Não faz diferença alguma se a pessoa sobre quem está se falando lashón hará está presente ou não (Chafêts Chaím, Vol. I, 3:1).

 

Cada um das duas situações é grave por uma razão que não se aplica a outra.

  1. Se a pessoa sobre quem está se falando lashón hará não está presente:
    • então o falante transgride a proibição de “Amaldiçoado aquele que ferir ao seu companheiro em segredo” (Deuteronômio 27:24).
  2. Se a pessoa sobre quem está se falando lashón hará sim está presente:
    • então o falante, à parte de transgredir a proibição de lashón hará, é também considerado como sendo um descarado e semeador do ódio.
Comentário do Rabino Avraham: O ausente está sempre errado, portanto falar mal de alguém em sua ausência é além de tudo, um ato de covardia espiritual – uma forma de abdução e abuso. Isto é assim, pois quando se fala mal, o foco mental do falante atinge a alma da pessoa sendo maldita, amarrando e sequestrando-a espiritualmente – obrigando ela a ser atormentada pela lashón hará. Por isso, o verso imediatamente seguinte (Deuteronômio 27:25) afirma: “Amaldiçoado aquele que receber suborno para matar uma pessoa de sangue inocente”, querendo dizer, o falante da lashón haráé “subornado” pelo seu próprio orgulho, que é força angelical ruim dos homens chamada de “má inclinação”. E é deste modo, pois a má inclinação afirma na mente do incauto, assim sussurrando: “Você quer se desabafar, pois julgou como culpada e com razão uma pessoa, seja porque você não concorda ou gosta dela etc., certo? Muito bem. Então eu trarei para fora este seu julgamento, um desabafo tão razoável, mas somente se você abrir a boca e falar mal dela, pois isso é como ‘matar uma pessoa de sangue inocente’ e a vitalidade deste sangue é o meu preço para te ‘ajudar'”. Alguém poderia pensar: “Como é possível que uma pessoa ausente tenha a vitalidade de seu sangue usada pelas forças do mal? Afinal, a lei da Torá diz: ki néfesh kol bassár damo hu, ‘a alma da carne está no sangue’ (Levítico 17:14). No entanto, eis o engodo das forças do mal: o dito “sangue inocente” é do próprio falante de lashón hará que será por sua transgressão amaldiçoado, ou seja, ligado às forças nefastas.

tzedakah

2 pensamentos sobre “LASHÓN HARÁ FALADA NA PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE UMA PESSOA

  1. Shalom estimado Mestre Rabino Avraham e amigos deste site iluminado,

    Apesar de tão grave, ao fazer lashón hará na presença ou ausência da vítima, o falante se esquece que existe um olho que tudo vê, um livro onde absolutamente tudo é minuciosamente anotado, que D-us permita-me escapar deste grande mal a despeito da severa hostilidade que me rodeia neste mundo. Agradeço á D-us e ao Sr. caro Mestre por essas lições preciosas, tudo de bom á todos.

    Respeitosamente,
    Emerson

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