LASHÓN HARÁ SOBRE UM PALESTRANTE OU PROFESSOR

A pessoa não pode dizer sobre um palestrante ou professor (Chafêts Chaím, Vol. I, 2:2 e notas in loco):

  • “Não vale a pena ouvi-lo”.

  • Ele não sabe o que está falando.

  • Ele só fala porque gosta de se escutar

Muitas pessoas não são cuidadosas e caçoam do palestrante ou professor depois de escutar uma aula ou palestra. Eles não têm consciência de que:

  • Eles causam embaraço e aflição ao palestrante, professor etc., o que frequentemente causa perda financeira também.

  • Costumeiramente, estas pessoas cometem estas transgressões publicamente, só aumentando a gravidade de seus pecados.

  • Geralmente, a qualidade do palestrante depende do ouvinte e cada pessoa tem sua impressão baseada nos suas próprias necessidades.

  • Este tipo de denigrir usualmente inclui exagero e em geral, falsidade direta.

Comentário do Rabino Avraham: O santo Zohar explica (Raya Mehemna, 43a), que “Hashem preparou o Trono Celestial com as hierarquias angelicais para assim servi-Lo: os malachim, erêlim, seráfim, chayót, ofaním, hamshalím, êlim, elohím, bnêi elohím, íshim”. Se todos os anjos celestiais servem o Criador, que dirá os homens? Absolutamente, todos as criaturas e em todos os instantes são Seus súditos. Isso é verdade mesmo sem que entendam isso. Qualquer indivíduo ou coisa no universo pode ser um emissário de mensagens apropriadas aos ouvintes que assim necessitam ouvi-las e de ações determinadas a ocorrerem por juízo celestial. Portanto, nunca se deve debochar de nada e ninguém: a mensagem ouvida pode ser vital para a pessoa. De fato, até o Samech-Mem, o “Anjo do Mal” e a própria “má inclinação” do homem – ainda que se apresente como rebelde à vontade de Hashem – cumprem sim Seus desígnios (ver Zohar 163a, Terumah).

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DUAS PESSOAS QUE FALAM LASHÓN HARÁ

O pecado é ainda maior quando duas pessoas falam lashón hará. A pessoa que está escutando dará maior credibilidade se duas pessoas contam a mesma história, do que ela daria se tivesse sido somente uma pessoa que a contasse. Consequentemente, o dano causado é maior (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:8).

Mussar (ética e moral):

Rabi Eliézar ben Parta ensinou: Venha e veja o poder negativo da lashón hará. Como isto pode ser visto? Através do relato sobre os espiões enviados para viajar na Terra de Israel [Números 13]. Se os espiões que apenas falaram pejorativamente sobre as árvores e pedras foram severamente punidos, quem fala de modo depreciativo sobre um amigo é verdadeiramente sujeito à punição severa” (Talmud, Arachín 15a).

Comentário do Rabino Avraham: Na medida em que a pessoa se imbui da lashón hará em todo seu corpo e alma – com todo o seu coração – maior ainda é a gravidade contabilizada desta transgressão. Segue que, os ambientes familiares (e íntimos em geral) precisam ser muito cuidados e preservados desta praga. E isto é difícil exatamente devido à intimidade e amizade que geram naturalmente um sentimento de permissibilidade, justificativa e empatia sobre o assunto e a pessoa que faz lashón hará. Os pais precisam dar exemplos para seus filhos, jamais cometendo esta transgressão com eles, pois além de tudo, quando os filhos são menores do que a idade que o pecado é contado – vinte anos – o débito da transgressão recairá quase que integralmente sobre os próprios pais, porque eles que são espiritualmente responsáveis pelos filhos. Cuidado! Sua alma pode estar em perigo.

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FALANDO LASHÓN HARÁ EM PÚBLICO

Quantas maior o número de pessoas falando lashón hará, tanto maior o pecado do falante, que causa mais pessoas de transgredirem (Chafêts Chaím, Introdução, Quarta Proibição).

Portanto, a pessoa que regularmente fala em público – por exemplo, um político, palestrante ou professor etc. – deveria ser excessivamente cuidadoso para se restringir de falar qualquer coisa que seja depreciativo em seu pronunciamento.

Mussar (ética e moral):

“O poder da fala do homem é  uma força espiritual e tem grande efeito nas esferas mais altas. Consequentemente, o dano causado pela fala inapropriada nos mundos superiores é severa e espantosa. E quanto maior o dano, tanto maior a punição” (Shmirát HaLashón, Sha’ar Hazchirah, cap.1 ).

Comentário do Rabino Avraham: O mundo é marcado por comportamentos anti-Torá, significando, anti-D’us. É comum cada vez mais pessoas se encontrarem para se embriagarem, rirem muito (com grande força e deboche), tendo como foco falar mal de outras pessoas. E tudo é “justificado” pelo falso valor do entretenimento vazio que eles buscam. E este é o caminho do perverso: daqueles que vivem estritamente pela idolatria de seu corpo e suas vontades passageiras, da sua arrogância. E assim como está escrito: “‘Seguindo seu próprio coração’ [Números 15:39], e isto se refere á heresia. E ‘O tolo diz em seu coração: Hashem não existe’ [Salmos 14:1], e isso o leva à imoralidade etc.” (Talmud, Berachót 12b). Aliás, uma das características mais marcantes da sociedade secular, dos valores imorais e da vida baixa e sem Hashem é o traço de caráter de ser o “palhaço” de um grupo de pessoas – de constantemente buscar fazer o outro rir, contando piadas e de insistir continuamente em fazer humor de tudo. Existe uma pesada klipah/força negativa chamada de lêitz (“zombador” ou “escarnecedor”) que é a origem espiritual deste traço tão negativo de caráter. Não é à toa que o mal no seu retrato da iêtser hará/má inclinação é chamado também de “O velho e tolo rei” (Eclesiastes 4:13.). A tolice do palhaço o faz cair nas profundezas da transgressão das leis de YKVK, levando outros junto com ele.Ainda que uma pessoa acumule enormes transgressões ao causar outros de caírem, os tolos que assim se permitem cair, também serão responsabilizados por seus atos contrários a uma vida digna e reta.

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AJUDA APROVADA NO ALTO

Baruch Hashem, quando eu ouvi as boas notícias sobre uma tsedacá fui guiado à meditar no passúk/verso do Bamidbar 35:2 (parashá Maasêi), צו את-בני ישראל ונתנו ללוים מנחלת אחזתם ערים לשבת ומגרש לערים סביבתיהם תתנו ללוים “Ordena aos filhos de Israel que dêem aos Levitas cidades para habitar, da herança de sua possessão; e dareis aos Levitas terrenos baldios para as cidades, em seus arredores”. Em particular, eu me focava nas três palavras ישראל ונתנו ללוים Israel venatnu la’Leviyim, pois a tsedacá viria de um membro da tribo de Israel* para mim, que afinal ensino Torá como os Levitas faziam. E foi então que o Shem Havaya que se manifestou muito se movia como sempre ocorre, pois Ele é o D-us Vivo. E eu vi o Nome soletrado assim (ainda que omita aqui vários detalhes): Yud, YudVavDálet; Hêi, HêiHêi; Vav, VavVav; Hêi, HêiHêi. O Nome Santo se apresentou verticalmente em fogo, a saber, o Yud soletrado no alto, o Hêi abaixo, depois o Vav e abaixo dele o Hêi, todos soletrados como expliquei e com as nekudot/vogais também. E em Asiyah, YKVK é soletrado completamente com a letra Hêi. Este Nome é chamado Havaya d’Hehin e é conhecido como Shem BeN, de guemátria 52. E como explica o Ari’zal na parashá Lech Lechá, as klipot que são as sobras, portanto o mal, que foram separadas deste reis caídos. Apesar de que são 7 reis que caíram, na verdade são 9 correspondentes as 9 letras do Shem Havaya de 52 letras. E o Shem da meditação é este exato com as mesmas nekudot. Mais tarde eu vi que a guemátria ordinal (versão sofít) de אברהם Avraham é 52. Aqui vemos como absolutamente tudo que ocorre no mundo primeiro precisa ser aprovado no Céus, baruch Hashem.

* Os judeus são divididos atualmente em três tribos: Cohen, Levi e a maioria, Israel.

Nota: Como explicou o Rabino Avraham para a Equipe Beit Arizal, este é mais um exemplo de um recebimento místico que não é para ser racionalmente entendido, mas sim, mostra a compreensão do rabino em um nível intuitivo-psíquico avançado. Só um grande arrogante ousaria a comentar este texto. Ele deve ser apenas apreciado.

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