AJUDA APROVADA NO ALTO

Baruch Hashem, quando eu ouvi as boas notícias sobre uma tsedacá fui guiado à meditar no passúk/verso do Bamidbar 35:2 (parashá Maasêi), צו את-בני ישראל ונתנו ללוים מנחלת אחזתם ערים לשבת ומגרש לערים סביבתיהם תתנו ללוים “Ordena aos filhos de Israel que dêem aos Levitas cidades para habitar, da herança de sua possessão; e dareis aos Levitas terrenos baldios para as cidades, em seus arredores”. Em particular, eu me focava nas três palavras ישראל ונתנו ללוים Israel venatnu la’Leviyim, pois a tsedacá viria de um membro da tribo de Israel* para mim, que afinal ensino Torá como os Levitas faziam. E foi então que o Shem Havaya que se manifestou muito se movia como sempre ocorre, pois Ele é o D-us Vivo. E eu vi o Nome soletrado assim (ainda que omita aqui vários detalhes): Yud, YudVavDálet; Hêi, HêiHêi; Vav, VavVav; Hêi, HêiHêi. O Nome Santo se apresentou verticalmente em fogo, a saber, o Yud soletrado no alto, o Hêi abaixo, depois o Vav e abaixo dele o Hêi, todos soletrados como expliquei e com as nekudot/vogais também. E em Asiyah, YKVK é soletrado completamente com a letra Hêi. Este Nome é chamado Havaya d’Hehin e é conhecido como Shem BeN, de guemátria 52. E como explica o Ari’zal na parashá Lech Lechá, as klipot que são as sobras, portanto o mal, que foram separadas deste reis caídos. Apesar de que são 7 reis que caíram, na verdade são 9 correspondentes as 9 letras do Shem Havaya de 52 letras. E o Shem da meditação é este exato com as mesmas nekudot. Mais tarde eu vi que a guemátria ordinal (versão sofít) de אברהם Avraham é 52. Aqui vemos como absolutamente tudo que ocorre no mundo primeiro precisa ser aprovado no Céus, baruch Hashem.

* Os judeus são divididos atualmente em três tribos: Cohen, Levi e a maioria, Israel.

Nota: Como explicou o Rabino Avraham para a Equipe Beit Arizal, este é mais um exemplo de um recebimento místico que não é para ser racionalmente entendido, mas sim, mostra a compreensão do rabino em um nível intuitivo-psíquico avançado. Só um grande arrogante ousaria a comentar este texto. Ele deve ser apenas apreciado.

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ESCOLHA A VIDA

E está escrito: העדתי בכם היום את-השמים ואת-הארץ החיים והמות נתתי לפניך הברכה והקללה ובחרת בחיים Haidoti vachem hayóm et-hashamáyim veêt-haárets hachayím vehamavêt natáti lefanêicha haberachá vehaklalá uvachárta bacháyim, “Tomo hoje os céus e a terra por testemunhas contra vós, que tenho dado perante vós a vida e a morte, a bênção e a maldição; ‘escolha a vida’ etc.” (Devarim 30:19, Nitsavim). Agora, diz o profeta: כי הלבישני בגדי-ישע מעיל צדקה Ki hilbisháni bigdêi-yeshá meíl tsedacá, “Porque me cobriu com vestes de salvação e Me envolveu com o ‘manto da justiça'” (Isaías 61:10). A Torá ensina que Avraham avinu (“o patriarca Abraão“) foi o protótipo de chésed/bondade, dando tsedacápara as pessoas. Ele foi o pilar moral que o mundo se sustentava. A sua vida foi uma de se importar com os outros e de ajudá-los com tsedacá de várias maneiras. E por sua vez, esta maneira de viver o ergueu e vitalizou a níveis extraordinários. E graças a isso, Hashem considerou todos os seus atos virtuosos como pura tsedacá (ver Bereshit 15:6), dotando Avraham com um espiritual meíl tsedacá – um “manto de justiça” santo – para assim coroar a “completude de seus anos” (ver Bereshit 25:8). Uma dica disso, a guemátria atbash de מעיל צדקה meíl tsedacá é a mesma da guemátria absoluta de חיי אברהם chái Avraham, “A vida de Avraham“. Verdadeiramente, tsedacá é vida! Mais ainda, בחרת בחיים vachárta bacháyim, “Escolha a vida”, tem guemátria atbash 814. Este é o mesmo valor numérico que a guemátria milúi (“soletrar/preencher”) do Nome de D-us Sha-dái (shin-yud-nun, dalet-lamed-tav, yud-vav-dalet, ou [300+10+50] + [4+30+400] + [10+6+4] = 814). O Nome Sha-dái também corresponde ao nível na Divindade chamado de Shechiná (“Presença Divina”). Quando a pessoa dá tsedacá ela literalmente “escolhe a vida”, pois se conecta diretamente com a Shechiná, a Origem de toda a vida no universo. E assim foi com o patriarca Avraham**, e também pode ser com qualquer um, amém.

* Na verdade não é uma palavra que é melhor traduzida do Hebraico como “caridade”, mas sim como justiça. Quando ajudamos alguém com tsedacá, estamos de fato usando o “manto da justiça”.
** No primeiro contato que Hashem fez com Avraham (Bereshit 15:1), a Torá usa o Nome Santo Sha-dái/Todo Poderoso (ver também Zohar 88b, Lech Lechá).

 

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ABRINDO OS OLHOS DA MENTE

O aluno principal do Ari”zal, o Rabino Chayim Vital, de abençoada memória, ensinou: “Meu mestre, o Ari’zal, disse que cada mandamento é associado com uma das 22 letras do alfabeto Hebraico, e que quando alguém cumpriu uma mitsvá, a letra associada com aquela mitsvá brilha na sua testa, substituindo a letra que brilhava na sua testa relativa a mitsvá anterior que ele cumpriu. A letra permanece na sua testa somente enquanto ele está cumprindo a mitsvá com a qual ela é associada. Depois disso, ela é absorvida dentro dele. Mas, se ele cumpre a mitsvá de tsedaca, a letra associada a ela não desaparecerá rápido quanto as letras associadas com outras mitsvót, mas sim, continua a brilhar na sua testa por toda a semana. Este é o sentido místico do verso וצדקתו עמדת לעד Vetsidkatô omédet la’ád, ‘Sua retidão [tsedacá] dura para sempre’ (Tehilim 111:3”. Agora, a tsedacá vai ainda mais longe, por assim dizer. Quando a pessoa faz tsedaca, a sua própria consciência é enaltecida e expandida, literalmente. A ela se torna mais claro, em algum nível e grau, vários aspectos sobre a realidade que encobre às verdades espirituais da Torá. A pessoa se torna mais espiritualmente sensível e elevada. E veja, a guemátria absoluta do Tehilim citado, Vetsidkatô omedêt la’ad, é igual a 1224. Este é o mesmo valor numérico do verso אכן יש ה’ במקום הזה ואנכי לא ידעתי Achên yesh Hashem bamakóm hazé veanochí lô yadáti, “Certamente o Eterno está neste lugar, e eu não sabia” (Bereshit 28:16), dito quando Ya’acov despertou de seu sono (após sonhar com a escada). Deste modo, podemos interpretar este verso e a sua ligação com a tsedacá da seguinte maneira: quando a pessoa dá tsedacá, ela então “desperta do sono”, que representa a realidade inconsciente e que encobre as verdades da Torá. E através deste despertar, ela então alcança um nível espiritual maior para assim perceber que, “Certamente o Eterno está neste lugar, e eu não sabia”, ou seja, antes de ter feito tsedacá. E quando a pessoa cresce espiritualmente ela então terá maiores condições de seguir o que Hashem instrui nesta parashá santa: ראה אנכי נתן לפניכם היום ברכה וקללה Reê anochí notên lifnêichem hayóm berachá u’kelalá, “Veja [literalmente]: Eu coloco diante de você uma bênção e uma maldição etc.” (Devarim 11:26. parashá Reê). Verdadeiramente, os “olhos da mente” se abrem através da tsedacá, algo muito sabido pelos iniciados.

Aula recomendada: REÊ 5771

 

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BECHUCOTAI

PALAVRAS CHAVES: A tsedacá/caridade, é necessário porém não suficiente só estudar Torá, a prática das mitsvót (“mandamentos”), alinhamento com D-us depende do cumprimento das mitsvót, se fixar no estudo de Torá sem prática é (quase) como heresia, o problema do acadêmico no Judaísmo, intelectualização arrogante e o auto-sistema de crença, a admoestação desta parashá sobre não cumprir o desejo de D-us, a Torá é nossa “aliança” espiritual com Hashem, o erro do teórico, tikún (“retificação”), a pessoa que anda na Torá ajuda a retificar o mundo, Yesód: o “conector” espiritual entre o mundo físico e o espiritual, Yesód é o justo: a fundação do mundo, a causa do caos no mundo, alinhamento espiritual e as bênçãos, a interrupção da luz e a dor do homem, comportamentos errados: criando caos no mundo, klipót (“forças do mal”), os julgamentos de Íma/Binah, o subjugar da misericórdia, o aumento dos julgamentos aumenta a discórdia entre as pessoas, os atos corretos/mistvót subjugam os julgamentos, o jugo Divino, a escravidão dos desejos, os preconceitos da vida secular, a tsedacá salva da morte, Nôach unificou as luzes das sefirót, trazendo Mashiach, teshuvá (“retorno a D-us”), a tsedacá “adoça” os decretos Divinos, se preocupando com fazer o que é certo, a “doce” Era de Mashiach.

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