BECHUCOTAI: “PARTE DA SOLUÇÃO OU DO PROBLEMA”

PALAVRAS CHAVES: A tsedacá/caridade, é necessário porém não suficiente só estudar Torá, a prática das mitsvót (“mandamentos”), alinhamento com D-us depende do cumprimento das mitsvót, se fixar no estudo de Torá sem prática é (quase) como heresia, o problema do acadêmico no Judaísmo, intelectualização arrogante e o auto-sistema de crença, a admoestação desta parashá sobre não cumprir o desejo de D-us, a Torá é nossa “aliança” espiritual com Hashem, o erro do teórico, tikún (“retificação”), a pessoa que anda na Torá ajuda a retificar o mundo, Yesód: o “conector” espiritual entre o mundo físico e o espiritual, Yesód é o justo: a fundação do mundo, a causa do caos no mundo, alinhamento espiritual e as bênçãos, a interrupção da luz e a dor do homem, comportamentos errados: criando caos no mundo, klipót (“forças do mal”), os julgamentos de Íma/Binah, o subjugar da misericórdia, o aumento dos julgamentos aumenta a discórdia entre as pessoas, os atos corretos/mistvót subjugam os julgamentos, o jugo Divino, a escravidão dos desejos, os preconceitos da vida secular, a tsedacá salva da morte, Nôach unificou as luzes das sefirót, trazendo Mashiach, teshuvá (“retorno a D-us”), a tsedacá “adoça” os decretos Divinos, se preocupando com fazer o que é certo, a “doce” Era de Mashiach.

tzedakah

4 pensamentos sobre “BECHUCOTAI: “PARTE DA SOLUÇÃO OU DO PROBLEMA”

  1. Agradeço de todo coração esta bela aula, ornada com um Cântico vibrante e aproveito para sugerir, melhor, pedir-lhe, meu querido Rabino, se possível o Senhor anexar junto às palestras o modo de MP3 para a gente estudar de novo as suas excelentes instruções. Parabéns, as suas palavras realmente são brilhantes! Paz e Alegria hoje e sempre. Adeir T.Reis

  2. Shalom Rabino Avraham, e amigos deste portal, manancial de ensinamentos santos, desejo que todos estejam bem e com paz.

    Gostaria de dissertar sobre alguns pontos da aula Bechucotai “parte da solução ou parte do problema”, onde reflito sobre a responsabilidade ideal que um individuo deve ter para com a Torá, seu Mestre e a humanidade como um todo.

    “pena da humanidade por não saber prestar atenção e consideração para honrar seu mestre” Entendo que é necessário reconhecer a importância de manter o foco legitimo com o propósito Divino (as sete Leis para nós), sendo que somente é possível buscando alinhamento e ascensão no “caminho do meio”, com o direcionamento de um verdadeiro Mestre Torá. É fundamental a humildade para admitir que as nações ou alguém, não tem estofo para seguir sozinho neste caminho cheiro de armadilhas criadas pelo secularismo e tantas idolatrias travestidas de algo “bom”. O Mestre nos proporciona este direcionamento, portanto não devemos flertar com a oportunidade de estar próximo, pois um Mestre dispensa seu tempo, energia, emoçoe para ensinar um aluno e este por sua vez deve honra-lo com muito amor e temor em auxilia-lo no que for possível. Sinto desejo de cada vez mais estar próximo do senhor Mestre que Hashem em Sua infinita Misericórdia confiou para conduzir me na árdua busca pela retificação e assim ajudar o mundo se D’us quiser.

    “… Porque que todo mundo não sai então se comportando da mineira correta?”Ao refletir sobre esta frase, entendo que justamente a má inclinação do homem, o lado do mal é tão forte que arrasta o individuo para que o sirva, muitas vezes inconsciente pela tamanha arrogância que o envolve, e é levado a total insensibilidade sobre os assuntos santos. Muito se tornam hereges / incautos, que D’us não permita. É preciso conhecer o que é certo de fato, muitos defendem religiões e filosofias estranhas a Torá sem ao menos se permitirem olhar “por um outro ângulo”, a secularidade arraigada, as cascas não permitem e isso é a pura arrogância, assim entendo.

    “Porque razão que eu não faço o que o rabino esta falando” Compreendo que por todos os motivos citados no parágrafo a cima e mais, são os verdadeiros agentes que trabalham para não permitir que algum grau de fé seja depositada na consciência de cada pessoa, sejam nos que passam por aqui, alguns até escutam algumas aulas mas, falta disciplina e desejo de acreditar que este é o caminho, que as 7 Leis para um não-judeu é seu quinhão. As pessoas deveriam se permitir conhecer mais, ter coragem para sobrepujar os obstáculos que certamente tentarão desviá-la do entendimento real de que a vida vai muito além do secularismo que impera na humanidade.

    “…na medida que ele age de uma maneira alinhado com a Torá ele propicia que recaia sobre ele a Luz espiritual” A Torá/Cabalá ensina que neste é mundo do caos, dependemos da retificação de nossos atos, fala etc… para que as nossas ações sejam dignas “recompensa ou punição” cada movimento aqui em baixo, corresponde com um movimento também uma estrutura celestial, espiritual, que por sua vez retorna a este mundo com Luz/Bênçãos na vida da pessoa que acreditou na Torá, acreditou no direcionamento de um Mestre verdadeiro, praticou caridade e acima de tudo seguiu firme e com Fé que tudo neste mundo, absolutamente tudo é regido pelo UM (Bendito seja).

    Meus sinceros agradecimentos ao senhor, as pessoas que compartilham suas experiências aqui (honrando o mestre), tornando assim a vida mais doce e com perspectivas muito positivas, auxiliando/alinhando o mundo para receber o Único e Verdadeiro Mashiach ainda nestes dias.

    Edson Bertoldo

  3. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar o presente shiur com a ajuda dos Céus.

    Vejo que o próprio título do shiur já ensina que não tem como ficarmos neutros na guerra espiritual entre as forças da Santidade e da profanação. Para os não judeus entendo que esta guerra espiritual ainda é mais complexa, pois eles não têm uma herança santa como os judeus e percebo com os ensinamentos do Rabino Avraham que as forças negativas possuem inúmeras armadilhas que impedem não judeus de viverem vidas noéticas autênticas.

    Entendo que o shiur mostra a importância das ações retas, pois estamos no mundo da ação, pois ficar só no estudo teórico da Torá pode se tornar muito cômodo e perigoso, pois agindo assim a pessoa não se transforma, seu estado psicológico imaturo fará com que ela decida errado na hora H dos testes da vida, que D-us não permita. Assim compreendo que preciso estudar Torá para retificar meu daát que é o poder da alma que faz a pessoa entender e conhecer as verdades da Torá intelecto e emocionalmente ao mesmo tempo, algo que o Mestre ensina bastante em suas obras, pois só assim entendo que o estudo influencia a pessoa a mudar seu estilo de vida de fato. Assim o estudo verdadeiro une mente e coração no serviço ao Criador, afetando positivamente o indivíduo por completo se D-us quiser.

    Como explica o Mestre, nossas ações reverberam nos mundos superiores, isso me leva a pensar que tudo que faço (bem ou mal) afeta não só a minha vida mas o universo como um todo e devido aos meus pecados ao longo da vida preciso praticar atos bondosos, tsedaká, etc.; fazer todo o esforço que me for possível para que a misericórdia Divina prevaleça e subjugue o lado da severidade, que D-us permita. Assim busco julgar todas as situações e as pessoas para o bem, reconhecendo que preciso muito da misericórdia Divina, pois meus aspectos ainda não retificados precisam ser desafiados corajosamente por mim colocando em prática os ensinos que o Mestre nos transmite com grande zelo. Rezo para que ao me unir com os amigos da minha comunidade possamos juntos crescer se D-us quiser, permanecendo unidos mesmo nos momentos mais difíceis, pois não é fácil num país como o nosso as pessoas se unirem em prol de algo tão elevado. Agradeço á D-us e ao nosso Mestre Rabino Avraham por estas lições tão preciosas, tudo de bom!

    Respeitosamente, Emerson

  4. Saudações Rabino e amigos desta comunidade.
    Se me for permitido, gostaria de registrar algumas reflexões que destilei no estudo deste shiur.
    Pelo pouco que me é possível compreender, sob tudo que nos é dito está a noção de que o recebimento que nos requer a Cabalá não é passivo. Tendemos a ver o recebimento como algo que nos acontece,não como uma ação nossa de receber. E o que o Rabino reiteradamente procura nos advertir é que o recebimento da Cabalá é ativo. Quero dizer que não se pode simplesmente se colocar a ouvir as aulas tão gentilmente gravadas e esperar que as palavras do Rabino penetrem em nossa mente e realizem a transformação em nós.
    No máximo, teremos o despertar de um brilho, de um lampejo, mas se não houver o necessário trabalho para que este lampejo se traduza em transformações concretas de nós mesmos não haverá assimilação.
    Só recebemos quando transformamos a nós mesmos, ao nosso modo de vida, quando percebemos o quanto somos diminutos perante a onipotência de D´us e o quanto nossos maneirismos nos afastam de sua presença.
    Temos que ser suficientemente humildes para reconhecer que as cascas que nos separam da luz são o nosso ego e quão difícil é admitir que somos culpados perante D´eus.
    É sempre mais fácil falar do mal como algo externo, tratar as cascas como limitações que são impostas sobre nós, sem reconhecer que, em verdade, constituem a forma que somos, nossos maneirismos, nossos gostos, nossos pensamentos e ações. Sem meias palabras, somos o mal e a casca que nos afasta de D´us e que deve ser combatida.
    E sempre teremos um pensamento doce e consolador porque nunca vamos admitir que somos tão maus assim.
    A dificuldade está exatamente nisso: em confrontar a nós mesmos com a verdade gritante que o mal está em nós porque é a forma secular e sem fé com que nos moldamos e vivemos e enquanto não pudermos perceber que o problema está exatamente no que somos não poderá haver transformação e, consequentemente, recebimento.
    E o pior de tudo é que se não colocamos estes santos ensinamentos em nós, se não tomamos as aulas que nos são oferecidas para constatar e extirpar as perversidades que habitam em nós, que são o que somos, estaremos subjugando a luz pelas trevas, e dano alimento ao outro lado – que D´us não permita.
    Porque, como diz o Rabino, se a Cabalá não é recebida, então ela é pervertida e o que não reverte em luz, em santidade, vai reverter em alimento para yetzer hará, pois não existe meio termo.
    Precismos nos esforçar urgentemente para ver o mal que há em nós e extirpá-lo de nossos comportamentos. É o único meio de receber. Para além disso, o trabalho é perdido e os ensinamentos pervertidos.
    Shalom

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