O PATRIARCA COHEN

Após Avraham ter guerreado contra os reis para salvar o seu sobrinho Lote (Bereshit 14:14-17), ele tem um encontro fundamental com Melkizedek (“rei da retidão”) de Shalem (ou melhor, Shem ben Nôach, como explicam os sábios). Os comportamentos retos de Avraham só o fizeram crescer em “atenção celestial”. Deste modo, ele foi escolhido por Hashem para ser o próximo na sucessão especial do entendimento Divino passado (para raríssimos indivíduos) desde Adam. Shem foi o sumo sacerdote do mundo, assim como seu pai Nôach. Através deste encontro, Avraham (ainda chamado Avram) é iniciado na kohanut (“sacerdócio”). Agora, Avraham seria o receptor Divino do sumo sacerdócio para o mundo. Esta herança foi passada para seus filhos etc. Este sacerdócio tem a função de servir o mundo, trazendo a luz de D-us para a humanidade. Esta é sua “assinatura espiritual”. Portanto, temos algumas características essenciais de Avraham: seus questionamentos, sua iconoclastia, zelo e retidão, sua coragem e agora, o sacerdócio. O assunto de sacerdócio é provavelmente o menos compreendido. Ser um cohen significa a honra de se dedicar integralmente ao avodat Hashem (“serviço Divino”). O kabalát ól (“jugo Divino”) da Torá e mitsvot é exatamente este sacerdócio, a saber, a honra de servir o povo e o mundo, “Para ensina-los sobre os estatutos e as leis e os farás saber o caminho por onde andarão e a obra que farão” (Shemot 18:20). Pois como está escrito: “Vós sereis para Mim um reino de cohanim e um góy kadósh [‘povo santo’]” (Shemot 19:6). Agora, Avraham se auto intitulou (e Hashem também) de servo. Como está escrito: “Os homens bons são humildes e modestos e são registrados no livro de D-us como Seus servos… E Hashem chamou Avraham de Seu servo [Bereshit 18]” (Midrash Tehilim §18). E está escrito: “Avraham era dedicado a ensinar as verdades que ele havia descoberto. Sua missão foi a de reintroduzir Hashem à humanidade e opor vigorosamente todas as formas de idolatria. E Avraham somente poderia completar esta missão em uma área populosa” (Sforno no Bereshit 20:1). De modo marcante, Avraham buscou reintroduzir D-us na vida das pessoas, o aumento da devoção e conexão com Ele e o combate à idolatria com grande vigor. Agora, o diálogo de Avraham e Hashem, quando ele tentou salvar Sodom e Gomorra (Bereshit 18:23-33), no meu entendimento, sobre sua procura de pessoas retas em Sodom (para que ela fosse poupada) não ocorreu de modo “contínuo”. Quando Avraham ouviu que se “encontrasse 50 retos”, Hashem então não destruiria a cidade (verso 26), ele foi literalmente até Sodom procurar pessoas retas. E durante algum tempo ele questionou e investigou com profundidade, inclusive usando sua intuição psíquica altamente desenvolvida para perceber os arredores e as pessoas. Avraham perguntou se encontrasse 50 justos, Hashem pouparia a cidade. Ele foi buscar os chamishei tzadikim, guemátria 1762 (+ 1 do kolel, 1763), e a notícia não foi boa: “E o Eterno disse a Moshe: Aquele que pecou contra Mim, riscá-lo-ei de Meu livro” (Shemot 32:33), guemátria 1763. Depois voltou e perguntou a Hashem se fossem 45 (arbayim va’chamisha) de guemátria 1242 (+ 1 do kolel, 1243), se Ele pouparia a cidade, o passuk de mesma guemátria falou: “Muitos são os sofrimentos do ímpio, porém aquele que confia no Eterno, a benevolência o envolve” (Tehilim 32:10). Fez o mesmo depois para ha-arbayim (“os 40”), de guemátria 888 e descobriu que foi a um pechatet, “Um lugar baixo” (Rashi no Vayicra 13:55), de mesma guemátria. Novamente, em seu caráter corajoso e reto, Avraham foi procurar ao menos sheloshim (“trinta”) justos, palavra de guemátria 1249, pois Hashem disse que pouparia se os encontrasse. Mas a verdade sobre a cidade se revelou novamente: “Nem a peste que se propaga nas trevas, nem tampouco o destruidor que ataca ao meio-dia” (Tehilim 91:6), de mesma guemátria. Então Avraham pediu clemência se encontrasse esrim (20) retos, de guemátria 1180. E novamente recebeu psiquicamente o passuk da Torá: “E aquele que maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto” (Shemot 21:17). E por fim, tentou encontrar assêrah (10) retos, pois Hashem concederia. Mas o passuk foi contundente e exclamou em sua mente sobre os habitantes da cidade: ha’rasha (“o perverso”), de mesma guemátria como no Devarim 25:1. Este era o caráter de Avraham: sempre buscando retos no mundo para que não viesse à destruição.

tzedakah

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