AJUDA APROVADA NO ALTO

Baruch Hashem, quando eu ouvi as boas notícias sobre uma tsedacá fui guiado à meditar no passúk/verso do Bamidbar 35:2 (parashá Maasêi), צו את-בני ישראל ונתנו ללוים מנחלת אחזתם ערים לשבת ומגרש לערים סביבתיהם תתנו ללוים “Ordena aos filhos de Israel que dêem aos Levitas cidades para habitar, da herança de sua possessão; e dareis aos Levitas terrenos baldios para as cidades, em seus arredores”. Em particular, eu me focava nas três palavras ישראל ונתנו ללוים Israel venatnu la’Leviyim, pois a tsedacá viria de um membro da tribo de Israel* para mim, que afinal ensino Torá como os Levitas faziam. E foi então que o Shem Havaya que se manifestou muito se movia como sempre ocorre, pois Ele é o D-us Vivo. E eu vi o Nome soletrado assim (ainda que omita aqui vários detalhes): Yud, YudVavDálet; Hêi, HêiHêi; Vav, VavVav; Hêi, HêiHêi. O Nome Santo se apresentou verticalmente em fogo, a saber, o Yud soletrado no alto, o Hêi abaixo, depois o Vav e abaixo dele o Hêi, todos soletrados como expliquei e com as nekudot/vogais também. E em Asiyah, YKVK é soletrado completamente com a letra Hêi. Este Nome é chamado Havaya d’Hehin e é conhecido como Shem BeN, de guemátria 52. E como explica o Ari’zal na parashá Lech Lechá, as klipot que são as sobras, portanto o mal, que foram separadas deste reis caídos. Apesar de que são 7 reis que caíram, na verdade são 9 correspondentes as 9 letras do Shem Havaya de 52 letras. E o Shem da meditação é este exato com as mesmas nekudot. Mais tarde eu vi que a guemátria ordinal (versão sofít) de אברהם Avraham é 52. Aqui vemos como absolutamente tudo que ocorre no mundo primeiro precisa ser aprovado no Céus, baruch Hashem.

* Os judeus são divididos atualmente em três tribos: Cohen, Levi e a maioria, Israel.

Nota: Como explicou o Rabino Avraham para a Equipe Beit Arizal, este é mais um exemplo de um recebimento místico que não é para ser racionalmente entendido, mas sim, mostra a compreensão do rabino em um nível intuitivo-psíquico avançado. Só um grande arrogante ousaria a comentar este texto. Ele deve ser apenas apreciado.

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O BA’AL LASHÓN HARÁ

A pessoa quem regularmente fala lashón hará e não faz esforço algum para tentar se restringir de continuar a cometer este pecado, é referida pelos nossos Sábios como um

Ba’al lashón hará

(literalmente o mestre da lashón hará) e sua punição é mais severa ainda.

Mussar (ética e moral):

“Nossos Sábios disseram: Existem três pecados pelos quais o homem é arrebatado deste mundo e que também previnem ele receber uma porção no mundo vindouro. Eles são: adorar falsos deuses, relações sexuais ilícitas, assassinato. Mas, a proibição de falar lashón hará é equivalente a todos eles. E os Sábios trouxeram prova das Escrituras para sustentar esta opinião. E nossos mestres anteriores explicaram que eles se referiam às pessoas que se se tornaram acostumadas de violar constantemente esta proibição e que não fazem tentativa alguma para se restringir, pois eles vêem isso como sendo permitido” (Chafêts Chaím, Vol. I, 1:4).

Comentário do Rabino Avraham: Mesmo pessoas mais dignas e retas estão sujeitas a cair através da lashón hará. Em um mundo tão profundamente irreverente, repleto de escárnio e falta absoluta de pudor em tudo, é uma tarefa enorme se restringir de fazer (e ouvir) lashón hará. De fato, é a marca de um gigante espiritual, pois como disseram os Sábios: “Quem é poderoso? Aquele que subjuga a sua má inclinação” (Pirkê Avót 4:1). Para os retos é fácil observar a perversidade de um ba’al lashón hará (mesmo se disfarçada). Mas como pode uma pessoa mais simples tomar consciência sobre alguém assim, para que se afaste dele correndo? Está escrito: “Quando a pessoa faz lashón hará, todos os seus membros são manchados… Esta fala maldosa sobe para o Alto e chama para baixo, para a pessoa, um espírito ruim” (Zohar 53a, Metsora). Ela fica possuída. E na linguagem comum vê-se isso quando é observado como esta pessoa é “afetada”, seja com maneirismos bizarros , através de suas noções morais ultrajantes e que quando exibidas fazem os tolos e baixos rirem insensatamente (tipicamente nos bares, festas e reuniões familiares), das suas ações ‘estranhas’ (uma palavra pesada na Torá usada para idolatria), entre inúmeras outras formas. É vital se afastar de um ba’al lashón hará, pois ele representa perigo de vida (para si mesmo) e mais ainda, para quem o escuta. Aprenda isso bem.

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MANTENDO-A ERGUIDA

Pela Graça de D-us:

Caros amigos do Beit Arizal,

Vivemos em tempos complexos e repletos de desafios nunca antes imaginados. A grande missão do Beit Arizal é trazer entendimento cashér sobre as causas e consequências de nossas ações na vida através da luz da Torá. E para que possamos continuar com esta missão nobre e tão importante, precisamos da ajuda de vocês que aqui estudam e têm recebido este entendimento profundo há anos. Precisamos agora e sempre de sua tzedakah para que o Beit Arizal tenha condições materiais de continuar a existir, se D-us quiser. Quando uma pessoa contribui para o sustento da Torá, ela é chamada de uma “perna da Torá“, pois através deste sustento vital a Torá é mantida erguida. Fazemos este apelo para que todos pensem bem sobre o papel que exercem no mundo. Veja, influenciados pela Torá e com maior entendimento sobre as realidades que nos circundam, todos têm a obrigação de difundir esta luz superior para assim revelá-la no mundo, transformando-o em um local digno e reto. Assim, ajudando a manter o Beit Arizal vocês estão investindo em sua próprias vidas, tornando-as “recipientes” de bênçãos de paz, sustento e segurança se D-us quiser.

Façam tzedakah, e ajudem a manter a Torá aqui revelada.
Rabino Avraham Chachamovits

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PROTEGENDO A TORÁ

E está escrito, פינחס בן-אלעזר בן-אהרן הכהן השיב את-חמתי מעל בני-ישראל בקנאו את-קנאתי בתוכם ולא-כליתי את-בני-ישראל בקנאתי “Pinchas ben Elazar, o neto de Aharon, o sacerdote, desviou Minha ira de sobre os filhos de Israel, ao levar Minha vingança entre eles, e assim não consumi os filhos de Israel com Minha ira” (Bamidbar 25:11, Pinchas). Veja, “Quando o Nome Havayah [YKVK] se uni com o Nome Elokim, a negatividade do Nome Elokim/Julgamento é “adoçada” pela misericórdia do Nome Havaya” (Ari”zal, parashá Pinchas). Assim como o Nome Elokim é associado com o atributo Divino de Julgamento, o Nome Havaya é associado com o atributo Divino de Misericórdia. Julgamento não é algo intrinsecamente negativo, uma vez que discernimento apropriado é necessário para reconhecer o bem e o mal e separá-los. É somente quando o julgamento é permitido de sobrepujar a consciência da pessoa, que ele se torna uma força negativa, resultando eventualmente na raiva. Portanto, cuidado precisa ser tomado para moderar e mitigar o julgamento com a misericórdia. Mais ainda, misticamente, a raiva impele o mundo a reverter ao estado inicial de Tohu/Caos, pois através da severidade, julgamento e auto centrismo (que é o próprio manifestar da raiva) o indivíduo causa a regressão da “harmonia espiritual” das sefirot na realidade atual. E o Ari”zal continua: “Quando o Nome Havayah é então separado do Nome Elokim, isto produz o estado de julgamento severo, o qual por sua vez leva à raiva. A raiz desta raiva são as 120 permutações do Nome Elokim… O Nome Elokim expande até os elohim acheirim, ‘outros deuses’ [idolatria na linguagem da Torá], ou seja ele expande nas 120 permutações, todas as quais ainda se encontram no domínio da santidade. Contudo, tudo aquilo que expande além disso se torna os ‘outros deuses’ que são enraizados nestas permutações”.

A explicação é a seguinte: quando o julgamento do Nome Elokim é permitido de se estender além de suas “fronteiras naturais”, ou seja, quando a pessoa julga excessivamente com rigor, isto se torna a “receita para idolatria”. A pessoa vem então a negar a unicidade de Hashem, que implica que tudo no mundo é causado e dirigido diretamente por Hashem. Esta forma sutil de idolatria leva, como dito, à raiva. E continua o Ari”zal, “Hashem disse para Moshé o Nosso Mestre, ‘Eles fizeram um bezerro fundido’ [Shemot 32:8]. A guemátria da palavra para fundido [masêcha, mem-samech-chaf-hei] é 125, aludindo as 120 permutações das 5 letras do Nome Elokim… Este é o significado místico do mandamento, ‘Elokêi masechá lo taá-selach’ – Deuses fundidos não faças para ti – Shemot 34:17. Ou seja: não permita que o Nome Elokim se expanda até suas 120 permutações – 120 sendo o valor numérico/guemátria de masechá – pois isso faz com que isso se torne a fonte das forças do mal, conhecidas como ‘outros deuses’”. Note que 120 é também a guemátria de tsel/sombra. Misticamente, o tsel/tsélem protegem a alma da pessoa, que quando transgride as leis de D-us, cria aberturas para que elementos espirituais antagônicos – os outros deuses – “entrem” nesta proteção pessoal, portanto, preenchendo e ligando a alma da pessoa com estas forças, como foi explicado. (Não trarei mais detalhes sobre isso aqui). É por isso que quando a pessoa então expressa sua raiva e peca com a lashon hará, a transgressão particularmente associada a tsa’arat/lepra espiritual entre outras transgressões, ela se mancha com intensidade, revelando a tsa’arat, pois todos os membros do seu corpo são afetados, uma vez que a fala ruim sobe ao Alto e chama para baixo um ruach ra’ah/espírito ruim (ver Zohar 53a, Metsorá). Vemos então que a regressão da realidade mencionada, produto da raiva, significa que na sua essência, a raiva é uma forma idolatria (pois inicia o processo de abertura aos ‘outros deuses’). E note que vimos anteriormente (em Tazria) que o verso que diz, Veôr-bessarô le-nêga tsa’arat, “E se tornar na pele de sua carne como chaga/praga de lepra” (Vayicra 13:2) alude a isso, pois a sua guemátria atbash (1027) equivale exatamente ao verso Elokêi masechá lo taá-selach “Deuses fundidos não faças para ti”. Mas, se a pessoa faz teshuva verdadeiro, ela será והובא אל-הכהן vehuvá el-hakohen, “Será trazida ao cohen/sacerdote/rabino”, que a ajuda em sua recuperação espiritual. E se ela não faz teshuva, ela é trazida para Samakel (o nome do anjo conhecido como Satán e que é o “anti-sacerdote”) de guemátria regular 131, a mesma de vehuvá el-hakohen.

Agora, a ‘raiva santa’ de Pinchas – que afinal protegeu a Torá e fez cessar a praga que matou vinte e quatro mil homens (ver Bamidbar 25:9) – foi completamente diferente da raiva degenerada e ordinária (explicada anteriormente). Pinchas agiu com grande zelo pela Torá. E ainda que este não seja um comportamento simples e nem comum, querendo dizer, são poucos os indivíduos no mundo que possuem o nível espiritual para agir desta maneira zelosa, ainda sim, foi algo sancionado pelo Céus, pois foi produto da Sabedoria Divina que o influenciou e agitou neste momento dramático quando a Torá precisava ser cuidada. Veja, השיב את-חמתי מעל בני-ישראל Heshív et-chamáti meál bnei-Israel, “Ele [Pinchas] desviou Minha ira de sobre os filhos de Israel“. E a guemátria ordinal mais seis para o kolel das seis palavras deste verso é igual a 251, este sendo o mesmo valor numérico de בחכמה העליונה b’chochmah ha-eliyona, “Com sabedoria superior”. Existem muitas outras considerações, para outra oportunidade se D-us quiser.

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FRUSTRANDO OS PERVERSOS

E está escrito: ועתה שבו נא בזה גם אתם הלילה Veatá shevú na vazê gám-atém ha-láila, “E agora, tu também ficai aqui, rogo-vos, esta noite” (Bamidbar 22:19, Balak). O comentarista Ráshi traz neste passúk/verso sobre o profeta profano Bila’am, na expressão gám-atém que: “Sua boca o tropeçou [ou seja, ele involuntariamente previu a sua queda]. ‘Tu também’ é destinado a ir embora com um espírito abatido, tal como os outros primeiros [ou seja, que vieram também a ti a mando do rei Balak, pedindo sua intervenção para amaldiçoar o povo de Israel]”. O Zohar na parashá Chukat diz que, quando uma pessoa fala algo que não diria “normalmente”, isto é por que houve de fato um decreto celestial que agora será assim e então realizado no mundo, ou em sua vida. Vemos que o “deslize” da fala de Bila’am foi um din/juízo para rebaixá-lo. Veja: a guemátria atbash de gam-atém é 621. O Ari”zal explica que: “Z’eir Anpin possui todos os três álefs, significando três tipos completos de luz, ou seja, três vezes o valor numérico da palavra ór [‘luz’] 207, o valor de kéter [620 mais o kolel]. Isto indica que kéter de Z’eir Anpin está completo” (Sefer HaLikutim, Ki Tazria). E como é sabido, quando a luz de chéssed/bondade (que provém de Ima que é binah, assim como uma “inspiração”) chega ao nível do kéter de Z’eir Anpin, o desejo é influenciado (o Ari”zal, Ta’amei HaMitsvot, Beha’alotecha). Assim eu entendo que o “tropeço” da fala de Bila’am foi produto da influência celestial que bondosamente protegeu de mais esta maneira o povo de Israel e o mundo, rebaixando este rashá/perverso. O seu desejo natural foi alterado, fazendo-o afirmar algo distinto e que seria revelado e assim feito: mais uma de suas quedas. De fato, a mudança de desejo foi uma elevação, a saber, seu desejo foi amadurecido, pois a influência veio do chéssed celestial. O fluxo de energia positiva enraizado na kedusha/santidade modifica as emoções (Z’eir Anpin), amadurecendo-as (ou seja, quanto mais elevado a pessoa é, tanto mais ela é amadurecida psicologicamente/emocionalmente). Em um reto ou mesmo em uma pessoa comum, esta luz ergue a pessoa nos insights (o grau de chochmah) e desenvolvimento intelectual (binah). No rashá, este fluxo diminui seus atributos negativos, fazendo-o errar nos seus julgamentos. Ele é influenciado a “tropeçar” nos seus planos: Hashem hefir atsat goyim heni machshevot amim, “D-us frustra o projeto das nações e anula os intentos dos povos” (Tehilim 33:10) e “Ele confunde seus pensamentos profundos para que eles não possam reger e não permanecerem no mundo” (Zohar 199b, Balak). Aprenda isso bem.

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A SEVERIDADE DE FALAR LASHÓN HARÁ

Alguns exemplos aonde a severidade da proibição de Lashón Hará é particularmente grande.

Mussar (ética e moral):

“E a maneira mais importante na qual a pessoa pode ganhar uma porção no mundo vindouro é guardar a sua fala. E isso é maior do que toda a Torá e as boas ações, pois fala é o mais santo do santo”  (O Gaón de Vilna, Iguéret HaGra).

Comentário do Rabino Avraham: Veja a profundidade desta transgressão! De fato, poucas se comparam a ela em termos de seu efeito maléfico. Aprendemos na porção Shelách Lechá que devido a lashón hará feita pelos espiões de Moshe Nosso Mestre (sobre a terra santa, prometida por Hashem ao Povo de Israel) o povo não foi permitido de entrar nela. Mais ainda, esta geração toda (menos Josué e Caléb) que testemunhou a milagrosa outorga da Torá no Sinái pelo D-us Vivo, morreu no deserto. O santo Zohar ensina que “Todo aquele que ousou a adentrar a terra de Israel naquele tempo, morreu imediatamente ao entrar. Que mal terrível foi feito pela lashón hará” (Zohar 161a, Shelách Lechá). E por gerações e gerações o povo judeu teve que chorar e se lamentar pelo decreto Divino deste incidente. A terra santa de Israel é um intenso aspecto do mundo vindouro que então foi negada ao povo até aquela primeira geração que saiu do Egito morrer, mas que mais presenciou milagres esplendorosos em toda história humana: “Mesmo uma escrava que atravessou o Mar Morto viu mais revelações proféticas do que o profeta Ezequiel” (Zohar 22b, Vayicrá). Portanto, entendemos que guardando a língua, a pessoa merecerá uma porção do mundo vindouro – de ser permitida entrar na Terra Santa de Israel, se D-us quiser.

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A LASHÓN HARÁ “AMÁVEL”

A proibição de lashón hará inclui falar sobre uma pessoa como se o falante não soubesse que o assunto discutido era lashón hará, ou relatar algo sem mencionar nomes quando é conhecimento comum que a história diz respeito a um indivíduo específico (Chafêts Chaím, Vol. I, 3:5).

Mussar (ética e moral):

“‘Não digas ao anjo que foi inadvertido’ [Eclesiastes 5:5]. Sobre isso, a pessoa não deve dizer (a si mesma), ‘Eu farei lashón hará e ninguém saberá’.  Hashem diz para a pessoa, ‘Saiba que Eu enviei um anjo e ele se está ao seu lado e grava tudo que você diz sobre as outras pessoas’. E de onde isto é derivado? O verso [em Eclesiastes 10:20] afirma: ‘Mesmo em seus pensamentos não amaldiçoe um rei’ E porque é dito isso? ‘Pois os pássaros no céu carregarão a voz’ [íbid. Eclesiastes]. E qual o significado de ‘aqueles com asas recontarão’ [íbid.]? Isto se refere aos anjos, sobre quem é dito: ‘E eles tinham seis asas, seis asas atrás deles’ (Isaías 6:2)” (Midrash, Devarim Rabah 6:5).

Comentário do Rabino Avraham: O assunto de responsabilidade espiritual sublinha todas estas halachót/leis. A paz gerada pelos comportamentos retos é um “recipiente espiritual” para as bênçãos na vida da pessoa. Qualquer coisa – sabida ou não – que perturbe a paz implica no afastar do fluxo de bênçãos da vida da pessoa, pois a Presença Divina jamais paira aonde existe a contenda. A lashón hará tem uma grande força perturbadora e é responsável pela destruição de mundos: eis o poder da fala. E sem entendimento, a pessoa que faz lashón hará destrói, inclusive, o seu próprio mundo, diminuindo assim o fluxo de seu sustento, vida e filhos. Aprenda isso bem

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QUANDO A IMPLICAÇÃO DO DEPOIMENTO DEPENDE SOBRE QUEM É FALADO

A mesma conversa pode ser lisonjeira quando falada sobre Reuvên ou depreciativa quando falada sobre Shimón (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:6).

 

  • A HISTÓRIA: Ele estuda Torá três horas por dia.
  • ELOGIO: Se a pessoa sobre quem se falou precisa trabalhar longas horas para ganhar seu sustento.
  • DEPRECIATIVO: Se a pessoa tem um tempo livre considerável.
  • ———————————————————————————-
  • A HISTÓRIA: Ele deu “x” quantidade de dinheiro para tsedacá ou para comprar comida para o Shabat.
  • ELOGIO: Se a pessoa é pobre.
  • DEPRECIATIVO: Se a pessoa é rica.
  • ———————————————————————————-
  • A HISTÓRIA: Descrevendo como a pessoa trata seus empregados.
  • ELOGIO: Se a pessoa é um indivíduo simples.
  • DEPRECIATIVO: Se a pessoa é um indivíduo de grande reputação moral.

Falas semelhantes que constituem um elogio para Reuvên e depreciação para Shimón abrangem todas as áreas da vida.

Comentário do Rabino Avraham: Como tudo na Torá, as leis de tsedacá são inúmeros. Não somente dinheiro é considerado tsedacá, ainda que  seja o mais comum. exemplo sobre a comida para o Shabat é estritamente aplicável aos judeus, mas certamente outras situações semelhantes poderiam ser exemplificadas para uma aplicação geral. O ponto é a relatividade do que se fala sem pensar e conhecer as leis de Hashem, mas os erros desta espécie podem ser lashón hará absolutas. Por isso que uma pessoa que busca crescer espiritualmente precisa antes de mais nada aprender a não presumir nada. Nada! E sim, perguntar a uma autoridade qualificada, um homem de D-us de fato. O Talmud explica muito bem este ponto e diz: “Se um rabino [que você procura para te ensinar] é como um anjo de D-us, então busque aprender Torá dele [e seja  muito humilde]. Contudo, se ele não é como um anjo de D-us, não busque aprender Torá dele” (Tratado de Moêd Katan 17a).

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LEILÃO DO LIVRO

Pela Graça de D-us:

Caros amigos do Beit Arizal,

O leilão da cópia final do livro do Rabino Avraham Chachamovits, “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo” foi concluído.

Graças a D-us, com o lance final, o livro agora seguirá seu caminho pela Providência Divina.

O Rabino Avraham agradece a todos que participaram de mais este projeto honrado.

Equipe Beit Arizal

 

SEJA INFLUENCIADO

E está escrito: דבר אל-אהרן ואמרת אליו בהעלתך את-הנרת אל-מול פני המנורה יאירו שבעת הנרות Dabêr el-Aharón veamárta eláv behaalotechá et-hanerót el-múl penêi hamenorá yairú shivát hanerót, “Fala a Aarão e diz-lhe: Quando acenderes as lâmpadas, faz de modo que as 7 lâmpadas iluminem a lâmpada central do candelabro” (Bamidbar 8:2, ‎Behaalotechá). Veja que a guemátria katán deste verso é 204, sendo este o mesmo valor numérico da palavra tsadik/justo. Agora, qual a ligação do justo/reto com a Menorá/candelabro? O santo Zohar explica: “O tsadik é a vida do universo”. E que, metaforicamente, “Hashem mantém o mundo pela Sua força”, e o tsadik é o representante “da Sua força” (Zohar, Bereshit). É claro que existem muitos diferentes graus e níveis de tsadikim/justos. Cada um tem sua psique particular e capacidade de recebimento das mensagens divinas da Torá e ordenamentos para revelá-las. Mas, de fato, cada um traz “vida” para o mundo, pois o propósito de sua existência é iluminar a realidade no nível que for o seu quinhão. E isso ocorre na medida em que um justo traz para baixo, na realidade material, o chéssed/bondade do “Intelecto Superior” (chamado de Íma/Binah). Ou seja, o real e autêntico entendimento da Torá. Quando esta luz de chéssed de binah/bondade do intelecto – um entendimento intenso e verdadeiro – atinge as pessoas que “podem ser atingidas” (uma vez que algumas são arrogantes e teimosas demais para serem influenciadas), algo profundo ocorre: uma mudança na mentalidade da pessoa. Esta transformação e limpeza lenta e gradual é produto desta luz especial atingir o que é chamado de o Kéter das Midót/caráter, ou seja, o ponto “mais alto” do sistema emocional do indivíduo/caráter e assim, o estágio mais próximo do seu intelecto abstrato. Sim, pois antes que as emoções/sentimentos se manifestem, existe um ponto inicial, por assim dizer, que deriva do entendimento intelectual abstrato que a pessoa faz sobre algum assunto/julgamento na realidade. Logo antes da manifestação emocional, na fase de “transição” entre o intelecto e as emoções, portanto do ponto de máxima influência nas emoções primárias, lá a luz do tsadik atua, deste modo influenciando o desejo e vontade da pessoa. Veja, o desejo não é algo consciente. Uma pessoa não sabe dizer porque gosta mais de chocolate amargo do que do branco. O poder das vontades/desejos da pessoa está “acima” do entendimento, assim como uma coroa (Kéter em Hebraico) que se assenta no topo da cabeça/intelecto. Daí a relação entre afetar o caráter/emoções da pessoa num estágio não consciente, o que muitas vezes leva às transformações dela. Em outras palavras, o justo tem em algum grau, a bênção de influenciar pessoas para que elas amadureçam seus caráteres, e deste modo busquem se retificar e assim se aproximar de Hashem. Mais ainda, de modo geral, o reto pode tanto ajudar uma pessoa no caminho da Torá a se erguer ainda mais, bem como a “ajudar” um rashá/malvado a se rebaixar mais, e “se perder” em sua maldade. De fato, as pessoas que são influenciadas pelo tsadik são aquelas que se encontram em sua “rede espiritual” e as vezes, dependendo do “tamanho espiritual” do justo, até pessoas que não tiveram contato com ele, e até mesmo o mundo todo!

Veja, ‎Behaalotchá et-hanerót, “Quando acenderes as lâmpadas” tem guemátria katán 44, o mesmo valor numérico da palavra להט lahát, “flamejante”. E o reshêi tevót/acróstico de “as 7 lâmpadas iluminem a lâmpada central do candelabro” tem guemátria ordinal 72, que é o valor numérico da palavra chéssed/benevolência. Portanto, temos aqui uma alusão do candelabro ao justo, pois a bondade flamejante/o fogo do tsadik é um brilho que ilumina/influencia o desejo do indivíduo para que esta sua vontade se torne o desejo de Hashem. Todas as vezes que uma pessoa busca influenciar positivamente outra, ou seja, de estrito acordo com as leis e orientações da Torá, ela naquele momento vivencia uma medida do poder do tsadik. Aprenda isso bem.

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CABALÁ TWITTER: 057

 

Dedicatória do Tweet:

“Que Hashem abençoe a Cecilia com prosperidade, Todá rabá, Rabino Chachamovits”.

Por CECÍLIA LEITE

 


 

“Logo no início do seu livro, o profeta Isaías avisa que o desalinhamento com a vida reta da Torá leva ao desequilíbrio mental e do coração.”

 


 

CABALÁ TWITTER: 056

 

Dedicatória do Tweet:

“Que Hashem abençoe ao Chris com sabedoria para romper as klipot”.

Por CECÍLIA LEITE

 


 

“Quando você se sentir desesperado, confuso, ou triste, eleve sua mente para D-us e chame Ele com todo o seu coração. Você será surpreendido.”

 


 

CABALÁ TWITTER: 055

 

Dedicatória do Tweet:

“Que Hashem abençoe a Camila com plenitude”.

Por CECÍLIA LEITE

 


 

“Flácidos de caráter, a maioria somente busca atalhos infantis e improdutivos para as suas fantasias sobre o Divino. Eles abominam a verdade.”

 


 

CABALÁ TWITTER: 054

 

Dedicatória do Tweet:

“Para a paz e tranquilidade de a Terra Santa de Israel”.

Por MARCELO JANSEN

 


 

“Você quer sabedoria? Então minimize a sua fala e se mantenha ao máximo em silêncio. Evite deixar sair de sua boca a ‘fala inútil’.”

 


 

CABALÁ TWITTER: 053

 

Dedicatória do Tweet:

“Para elevação da alma de minha irmã Liliane bat Anna”.

Por FANNY MATTATIA

 


 

“De todos os métodos de fazer Teshuvá (‘retorno a D-us’), o mais efetivo é resisitir às ofensas e insultos e <NÃO> reagir a elas.”

 


 

ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 8

8. Depreciando uma pessoa por sua falta de alguma qualidade a qual qualquer pessoa deseja possuir.

Sobre a riqueza (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:5):

  • Um indivíduo não pode dizer que outra pessoa não é tão rica quando as pessoas pensam ou que ele está muito endividado.

Fazer isso pode causar indivíduos de cessarem de emprestar dinheiro para esta pessoa ou estender mais crédito.

Sobre o caráter da pessoa (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:9):

  • Um indivíduo não pode dizer que outra pessoa é arrogante ou que ela facilmente se enraivesse.

É possível que a pessoa se arrependa sinceramente por seus maus hábitos ou que ela seja inconsciente das proibições que são relativas aos traços de caráter.

Comentário do Rabino Avraham: Mesmo se for verdade, falar de modo depreciativo sobre uma pessoa é lashón hará, portanto uma transgressão da Torá. Da mesma forma como hoje em dia inúmeros comportamentos imorais se tornaram comuns, a maledicência é feita sem pudor algum. Pelo contrário, pois aquele que quer se afastar dela é criticado e zombado. Isto é produto do rebaixamento humano crescente e não do que é natural e correto, ou seja, das Leis da Hashem. Existem várias formas de revelar os constantes pensamentos severos das pessoas. Todas são formas de imposição egotista que desdenham a paz e harmonia necessárias para o mundo. A lashón hará é um hábito arraigado que muitas pessoas até se espantam (e se ofendem) quando corrigidas. Isto é sintomático dos constantes julgamentos severos que pessoas fazem sobre outras pessoas e de sua distância de Hashem. Esta distância é a força anti-D’us chamada de ego, orgulho e arrogância. Estes são os demônios mais nefastos! Enfim, deste modo (ou seja, devido aos julgamentos severos que as pessoas fazem sobre outras pessoas e as coisas da vida), a realidade se torna um recipiente preenchido por juízos, dor e angústia. Portanto, é vital romper com esta praga da maledicência e de fato, julgar o próximo com benevolência e mérito. Saiba que no modo que a pessoa julga, assim ela é também julgada pelo Alto.

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 7

7. Depreciando uma pessoa por sua falta de alguma qualidade a qual qualquer pessoa deseja possuir.

Sobre as habilidades (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:4):

  • Um indivíduo não pode dizer que outra pessoa não é habilidosa no seu trabalho.

Fazer isso pode causar perda real para a pessoa, pois como resultado outros indivíduos podem relutar em contratá-la.

Sobre os bens (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:7):

  • Uma pessoa não pode falar de modo depreciativo sobre os bens que outra pessoa vende.

Por exemplo, uma pessoa não pode dizer que os bens vendidos por um lojista são inferiores porque ao fazer isso é possível causar-lhe perda substancial. Este tipo de fala é muito comum entre competidores etc.

Comentário do Rabino Avraham: Sobre as habilidades, cada pessoa vem ao mundo com virtudes e defeitos específicos e singulares, que se combinam em sua vida e que são o meio exato pelo qual a pessoa deve aproveitar a chance de sua vida para se retificar. Antes da alma descer para o mundo físico, a ela é revelada todas as habilidades e deficiências que terá na vida terrestre. No domínio superior, a alma tem a oportunidade de aceitar ou negar a sua missão. Isto é assim, pois Hashem é o Daiyán HaEmêt/Juiz da Verdade, e tudo vem ao mundo pelo din/juízo perfeito d’Ele. Veja: um sábio não pode se orgulhar de sua facilidade em ter sabedoria, porque esta é uma virtude natural sua. Assim como um homem forte vem ao mundo com força maior do que outros, mas de fato isso é apenas natural a ele etc. Agora, sobre os bens vendidos, aqui vivemos no olám ha-shéker/o mundo da mentira. Algo pode “parecer” superficialmente melhor, mas sua raiz espiritual ser bem inferior. Existem incontáveis exemplos disso. Evidentemente que nos assuntos materiais é preciso sim estar atento sobre a qualidade e honestidade dos produtos e quem os vendem. Não se deve “prestigiar” locais idólatras (em particular próximo às datas que celebram as entidades idolatradas por estes indivíduos), imorais e corruptos, lá “comprando e frequentando”, pois o dinheiro certamente será usado para perpetuar estes desvios nefastas (e tão comuns na sociedade secular pagã e idólatra) e assim escurecer o mundo, que D-us tenha misericórdia. Aliás, din é a raiz da palavra “dinheiro”, significando que a maneira como a pessoa gasta seu dinheiro é contabilizada no “livro” do seu registro de vida para assim ser julgado no tempo certo. Enfim, nunca se deve causar dano a alguém como ensinado sobre a lashón hará, pois este é o caminho dos perversos. As exceções sobre este assunto serão tratadas aqui oportunamente, se D-us quiser.

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O ÚLTIMO!

Pela Graça de D-us:

Caros amigos do site Beit Arizal,

Muitos nos escrevem com interesse em adquirir o grande e iluminado livro “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo”.

Cuidado! Sua alma pode estar em perigo (versão 2)

Por vários motivos, as obras escritas do Rabino Avraham Chachamovits nunca foram republicadas, como pode ser visto na listagem das obras aqui.

Com o tempo, os poucos exemplares que sobraram foram vendidos, e agora existe apenas um último e único exemplar do livro “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo”.

A fim de ajudar a manter o Beit Arizal e o Rabino Avraham Chachamovits, estamos leiloando este mais raro dos livros. Uma obra mística e reveladora sem paralelos na língua portuguesa. Todos que lerem este livro foram muito influenciados de modo a crescer espiritualmente em suas vidas de Torá. 

O leilão é aberto a todos, e quem se interessar de saber maiores detalhes deve escrever para: secretario@beitarizal.org.br

Equipe Beit Arizal

“THE HIDDEN VALLEY”: ASSUNTOS

Segue abaixo a tradução do que está escrito na página do site aonde se encontra o novo livro do Rabino Avraham.

Clique –> THE HIDDEN VALLEY

Equipe Beit Arizal

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Este livro traz comentários cabalísticos nas porções semanais da Torá e assuntos místicos relacionados. Muitos hidushim/novas revelações da Torá, insights muito profundos e análises da Torá/Cabalá.

Os tópicos abrangem desde Adam no Gan Éden, Nachash/o “Serpente”, Tardemah/o sono profundo de Adam, os Gigantes, os descendentes de Adam, as Sete Terras Interiores, Telepatia, o “Érev Rav“, Sombras, o segredo do Tziniyut/Recato no vestir, Nomes Santos, a Ets Chayim/Árvore da Vida, Chanoch (Bereshit 5:24), Lót/o sobrinho do patriarca Avraham, Guilgulim/Reencarnação, Amálek/inimigos da santidade, Shedim/Demônios, Ketoret/Incenso, Milagres, etc.

Com mais de 600 guemátrias e 100 notarikon, este é um livro único: um elaborado discurso revelando pensamentos cabalísticos e insights espirituais.

SEMANA ILUMINADA

Pela Graça de D-us:

O Rabi Chaim Vital, aluno maior do Ari”zal, escreve: “Meu mestre, o santo Ari’zal, que sua memória seja abençoada, dizia que todas as Mitsvót/Madamentos que a pessoa faz são inscritas na sua testa. Toda e cada Mitsvá é escrita com uma letra diferente, a letra que é especificamente associada com a Mitsvá particular. Se a pessoa cumpre uma Mitsvá, então a letra brilha. Se ela então cumpre outra Mitsvá, então a letra da Mitsvá anterior vai embora, pois é reabsorvida na testa. Entretanto, se a pessoa cumpre a Mitsvá de Tzedakah, a letra não é reabsorvida na testa, como as luzes das outras letras, mas sim continua brilhando por toda a semana sobre a sua testa, pois este é o segredo de ‘Sua retidão [tzidkato/caridade] permanece para sempre’ [Salmo 103:17]” (Pri Etz Chaim, Sha’ar Shabat, cap. 4).

Vemos claramente aqui a importância da Mitsvá de Tzedakah e como a pessoa que a cumpre tem sua luz espiritual brilhando na sua testa por toda uma semana.

Seja um iluminado. Faça sua Tzedakah agora!

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 6

6. Depreciando uma pessoa por sua falta de alguma qualidade a qual qualquer pessoa deseja possuir.

Sobre a sabedoria (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:2):

  • Um indivíduo não pode dizer que outra pessoa é pouco inteligente/boba.

Fazer isso pode causar angústia ou mesmo perda real. Por exemplo, se a pessoa sobre quem se falou não é casada, uma parceira potencial pode decidir evitar o casamento com ele devido ao que foi falado. De modo semelhante, se a pessoa trabalha com negócios, outras pessoas podem decidir não lidar com ela por isso.

Sobre a força física (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:5):

  • Um indivíduo não pode dizer que outra pessoa é fraca fisicamente.

Fazer isso pode causar perda substancial para uma pessoa. Por exemplo, se ele é um trabalhador assalariado e seu empregador escuta que ele é fisicamente fraco, ele pode perder seu emprego.

Comentário do Rabino Avraham: A arrogância do homem traz incontáveis danos à sua própria realidade e ao mundo. Existe uma manifestação “sutil” do orgulho que é a severidade no julgamento do próximo. Ou seja, salvo quem foi (por algum motivo de interesse) “elegido” pela pessoa como merecedor de apreciação e deferência, os outros em geral são sempre julgados para baixo – com falhas e deficiências notáveis. O orgulho se encarrega de presumir que o outro está sempre errado e é inferior. Os sábios da Torá ensinam com clareza inequívoca: Havêi dán et kól ha-adam lekáf z’chut, “Julgue a cada pessoa favoravelmente” (Pirkê Avót 1:6). Eis o caminho a seguir sempre.

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A EVOLUÇÃO DIVINA

ל”ג בעומר Lag Ba’Ômer, o grande dia do recebimento da Cabalá há 2.000 atrás, é uma expressão com guemátria 351. Este valor numérico é o valor/número triangular de 26, sendo que o valor triangular é a soma de cada número inteiro de 1 a 26, ou calculado pela fórmula (n² + n)/2. Os número triangulares exibem qualidades “evolucionárias”. Como exemplo, o verso que inicia a Torá, בראשית ברא אלקים את השמים ואת הארץ “No início D-us criou o céu e a terra” (Bereshit 1:1) contém 7 palavras, num total de 28 letras. E o valor triangular de 7 é 28 = (7² + 7)/2. Deste modo, ilustra-se a relação evolucionária entre o Criador e a criação. Vemos então que a guemátria de Lag Ba’Ômer (351) representa a evolução da Sabedoria Divina da Cabalá disseminada neste novo estágio do mundo pelo Rabi Shimon Bar Yochai, sendo que 26 é a guemátria do Tetragrama (YKVK), ou Hashem.

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 5

5. Depreciando uma pessoa por sua falta de alguma qualidade a qual qualquer pessoa deseja possuir.

Sobre o estudo da Torá (Chafêts Chaím, Vol. I, 5:4):

  • Uma pessoa não pode falar sobre alguém considerado um erudito da Torá que a ele falta algum conhecimento particular em alguma área.

Ao fazer isso, o falante diminui o respeito que o erudito da Torá tem, assim como causando-o dano monetário. Além disso, este tipo de fala causa a honra da Torá ela mesma de ser diminuída.

  • Uma pessoa não pode dizer que um rabino ou educador da Torá não é um erudito da Torá.

Além da afronta pessoal feita sobre quem se está falando, este tipo de fala causa a honra da Torá de ser diminuída, podendo resultar no declínio geral no grau de cumprimento religioso.

Comentário do Rabino Avraham: Este assunto da honra do erudito só é aplicável de fato na própria comunidade judaica. É preciso dizer que existem vários indivíduos não preparados para ensinar nada sobre Judaísmo, mas que fazem uso dos meios de comunicação como a Internet etc. para disseminar conhecimento sem valor de Torá, distorcidos de modo que inclusive prejudica os não judeus que desejam aprender sobre as “Sete Leis dos Filhos de Nôach“, bem como mentindo sobre a possibilidade de conversões (no Brasil), Anussím, “Cabala”, etc. Isto é muito grave. Estes indivíduos não são eruditos da Torá e todos os não judeus precisam ser muito cuidadosos com suas almas e não achar que podem confiar em qualquer pessoa que os aceita em qualquer grau, assim como é feito normalmente em outras religiões. Estes que procuram Hashem, mas em sua ignorância caem nas garras destes ímpios se tornam presas fáceis, pois não têm conhecimento algum de Judaísmo e se impressionam com qualquer coisa, principalmente com indivíduos que tudo facilitam e dizem que toda a Torá é sim aplicável aos não judeus etc. Se estes indivíduos enganando judeus e não judeus são de fato do Povo de Israel, eles são completamente rejeitados pela comunidade observante (ortodoxa) da Torá e suas palavras não têm qualquer valor. Eles são grande pecadores que serão duramente julgados no tempo certo. Se estes indivíduos nem são judeus de fato (ou seja e unicamente, se nascidos de ventre materno judeu ou convertidos pela halachá/lei judaica ortodoxa), então é absurdo, insensato e infantil ouvi-los, pois a Torá é do Povo de Israel. Portanto, é vital ter muito cuidado com estes charlatões perigosos e que se multiplicam em nosso tempo cínico e dissimulado. Cuidado! Sua alma pode estar em perigo.

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O TEMER DAS MONTANHAS

    Recentemente escrevi sobre o passúk/verso da Arca de Nôah pousando nos montes Ararat, e o novo presidente do Brasil. É preciso investigar mais profundamente o que foi revelado no sentido de entender melhor o significado do contexto de “arca” e “montanhas”, e as lições em vários níveis daí depreendidas.

O verso que descreve as dimensões da Arca, וזה אשר תעשה אתה שלש מאות אמה ארך התבה חמשים אמה רחבה ושלשים אמה קומתה “E assim a farás: 300 cúbitos será o comprimento da arca, 50 cúbitos de largura e 30 cúbitos de altura” (Bereshit 6:15) oculta coisas importantes. A guemátria katán deste verso inteiro é 205, este sendo o mesmo valor numérico da palavra הר Har, “montanha”. Isto é uma alusão direta ao verso citado anteriormente, ותנח התבה בחדש השביעי בשבעה-עשר יום לחדש על הרי אררט והמים היו הלוך וחסור עד החדש העשירי בעשירי באחד לחדש נראו ראשי ההרים “E pousou a Tevah/Arca no 7º mês, aos 17 dias do mês, sobre os montanhas/harêi de Ararat. E as águas foram recuando e minguando até o 10º mês; no 10º, ao 1º do mês, apareceram os cumes dos montes” (Bereshit 8:4-5). Ainda que a palavra usada no verso, הרי Harêi, esteja no plural, a ideia é a mesma, como será explicado com a ajuda do Céu.

Veja, o assunto da arca pousar nas montanhas de Ararat pode ser entendido como metaforicamente correspondendo ao amadurecimento espiritual do homem. Este ensejo é revelado através da guemátria atbash de אררט Ararat que é 248, sendo este o mesmo valor numérico de בצלם אלקים b’tselem Elokim, “à imagem de D-us” (Bereshit 1:27; 9:6). O homem sendo criado à b’tselem Elokim reflete ambos no seu corpo e alma a estrutura das emanações Divinas (sefirot). Mais ainda, a sua criação implica na alma intelectual investida nas emoções e por fim no corpo material. E eis o homem: o ser completo físico-espiritual que amadurece espiritualmente pelo desenvolvimento e evolução das suas midót/caráter. Agora[1], as ‘montanhas’ podem ser vistas como protuberâncias da terra, a saber, a expressão dos seus “desejos” ou “tendências” para sair e alcançar além de si mesma, por assim dizer. Analogamente, os atributos do caráter mais orientados para a realidade externa são as “protuberâncias” do conjunto sefirótico que os formam. Uma vez que a intensidade de consciência é maior em certos atributos – como os que nos aproximam das coisas/chéssed ou nos afastam/guevurá delas – do que em outros (nêtsach e hód), os anteriores são chamados de “montanhas” relativos ao posterior, os quais são chamados de “montes”. Alegoricamente, o homem é uma “montanha”, ainda que esta configuração inclua várias montanhas e montes distintos, tal como seus desejos e tendências.

Agora, os pecados contínuos e intensos causam as bênçãos Divinas de diminuírem e as amarguras do mundo aumentarem. E a Dór HaMabúl/Geração do Dilúvio foi muito pecadora, o que removeu os fluxos de benevolência Divina sobre ela. Veja, o Nome Divino associado aos juízos severos é אלקים Elokim, e a regressão deste Nome (mais 5 pelo valor das cinco letras do Nome) tem também o valor numérico 205.

E assim:

A palavra “montanha” é har (hei-rêish): 5 + 200 = 205.

A regressão do Nome Elokim (alef-lámed-hêi-yud-mém) é: alef, alef-lámed, alef-lámed-hêi, alef-lámed-hêi-yud, alef-lámed-hêi-yud-mém.

O valor numérico para esta regressão é: 200 + 5 (para as cinco letras do Nome Elokim) = 205.

 

Desde modo vemos que o estado espiritual daquela geração pecadora é aludido pelas “montanhas” de chéssed e guevurá (as tendências/vontades mais evidentes/conscientes), então “submergidas” nas águas do mabúl/dilúvio, aludindo também à regressão do Nome Elokim, o Nome Santo associado ao julgamento rigoroso. E a regressão deste Nome significa uma situação especialmente negativa na qual a beneficência Divina é severamente limitada. Sendo assim, a consciência Divina implícita nesta situação precária não é mais suficiente para “civilizar” a realidade, portanto ela é deixada “fora de seu domínio”, querendo dizer, afundada nas águas isentas dela. O mundo se tornou então um “deserto” (marítimo) sem vida. Contudo, Hashem desejou que Nôah preservasse as “sementes” da consciência Divina para que em tempo elas pudessem ser replantadas em um novo mundo. E o pousar da arca em אררט Ararat representa um estágio fundamental da reintegração desta consciência na humanidade. Veja, a guemátria achas-beta de Ararat é 90, sendo esta a mesma guemátria da letra tsadik (צ), que significa o “justo”. Mais ainda, como é sabido na Torá, o número 50 é associado à “Compreensão”: חמשים שערי בינה Chamishim Sha’arei Binah “Cinquenta portais de entendimento”[2]. E a guemátria ordinal de Ararat é 50, indicando a santidade deste local. Portanto, a Arca trazendo Nôah o justo e pousando assim em Ararat representa o estágio final do recebimento e integração da consciência Divina nele. Este conhecimento superior inculcado em Nôah o capacitou então para a sua grande função de promulgar a consciência Divina na realidade do novo mundo. Portanto, este estágio significou um pacto de Hashem com Nôah, haja visto também que a guemátria avgad de אררט é 612, sendo esta a mesma guemátria de ברית brit, “pacto”. É preciso entender melhor a natureza deste pacto, com a ajuda de D-us.

O Sêfer Yetsirá[3] explica que existem dois pactos: o da língua e o do órgão sexual. Ambos estes órgãos são instrumentos através dos quais a pessoa se articula para o mundo exterior. Eles são muito poderosos, pois ambas a energia sexual e a palavra falada possuem o poder de construir ou destruir. A fala sem limites e cuidado, assim como a sexualidade sem limites e cuidado, pode trazer o caos na vida do indivíduo e naqueles que ele encontrar. De outro modo, a fala apropriadamente canalizada bem como a sexualidade apropriada, elevam o indivíduo para níveis altos de consciência espiritual, inspirando aqueles com os quais ele tem contato. Portanto, enquanto yêssód é geralmente associado ao órgão sexual – pela mesma razão – é também associado ao órgão da fala, a língua. A fala inapropriada ou maldosa mancha a sefirá de yêssód da mesma maneira que a sexualidade não sancionada o faz. No caso da terrível geração de Nôah, tanto a fala como a sexualidade foram completamente desrespeitadas, manchando e por fim, “cortando/bloqueando” o canal de bênçãos para o mundo que é yêssód. Agora, em um grau mais profundo, o “yêssód do intelecto” (yêssód de Ima) significa a força do intelecto para a expressão/articulação na realidade. Ou seja, esta força mental “desce” para os graus emocionais (chéssed e guevurá), pois o sistema emocional é o ponto psicologicamente mais “baixo” que o intelecto (através da força de yêssód de Ima) se manifesta. Isto quer dizer, que o resquício intelectual chega como uma força mental atuante nas emoções, pois ainda neste domínio ele “sustenta” a memória da ideia inicial que deu origem às emoções. Os estágios psicológicos subsequentes também precisam desta “inspiração” original do intelecto, mas agora em um domínio mais diretamente ligado às expressões reveladas, a força intelectual se torna “subordinada” a fim de que se possa concluir a ideia no mundo de modo prático – através das ações. Como explicado, as emoções/midót representam o caráter. Na geração do dilúvio, devido à falta de retificação do caráter, a força de yêssód de Ima/consciência Divina não pode “descer” e ser “absorvida” devidamente no caráter tão falho daqueles indivíduos, causando com que esta consciência precisa retornar à sua origem/Ima para ser retificada. Portanto, como explica o Ari”zal, o mabúl foi a imersão do mundo no intelecto (Divino) original que o criou em primeiro lugar, para que a realidade pudesse assim ser renovada. Verdadeiramente, o dilúvio foi um processo de purificação tal como o retorno de uma construção intelectual (ideia) original que recria o sistema emocional é uma experiência purificadora. Entretanto, tal dilúvio de forças renovadoras pode ser destruidor também, ou seja, destruindo o sistema emocional imperfeito, corrupto e degenerado do mundo que surgiu desta ideia, mas que se desenvolveu em caminhos egoístas. Por isso também, é tão difícil para as pessoas serem “espelhadas” e aceitarem de rever as suas posições. Ainda que o mapear das posições existenciais até à sua origem traz a promessa de renovação, purificação e rejuvenescimento, existe um preço: a destruição potencial do “mundo” interior da pessoa (ou civilização) que foi cuidadosamente até então construído para assim servir aos interesses de cada um.

Continuando, a Arca é intrinsecamente associada à “língua/fala”, no sentido da importância do “cuidar da fala” (שמירת הלשון shemirat ha-lashón[4]), evitando manchar este pacto. A habilidade de “guardar a língua” é uma cerca importante para proteger o indivíduo de ser arrastado pelo dilúvio de águas que buscam destruir a humanidade. E automaticamente, aquele que guarda a fala também guarda a sua sexualidade. E como yêssód é associado à fala, seu cuidar/retificar possibilita com que a força mental (yêssód de Ima) desça até o grau emocional e as subsequentes ações, mas que deste modo retificado se expressam com retidão no mundo. E agora podemos entender o pacto de Hashem com Nôah sendo intrinsecamente marcado na própria descrição da Arca, pois como está escrito: ‘E assim a farás: 300 cúbitos será o comprimento da arca, 50 cúbitos de largura e 30 cúbitos de altura’. E estas dimensões ilustram diretamente a fala retificada, pois a guemátria da letra shin (ש) é 300; a guemátria da letra nun (ן) é 50; e a guemátria da letra lámed (ל) é 30. E estas três letras formam a palavra לשן lashón, “língua/fala”. Vemos também que Ararat prenuncia desenvolvimentos fundamentais no reestabelecimento da kedusha/santidade no mundo, uma vez que através de Nôah virá o grande justo, o patriarca אברהם Avraham, sendo que a guemátria albam de אררט é 248, a mesma de Avraham e as “duas montanhas” de Ararat (aludindo à chéssed e guevurá) significam a guemátria de אררט (205) vezes dois (410), o valor numérico de משכן Mishkan, “Tabernáculo” aonde a Shechina/Presença Divina. Vemos que no desenvolver do novo mundo, a Shechina é prometida de voltar ao mundo e se estabelecer. Existem outras considerações, para outra oportunidade se D-us quiser.

Por fim, em referência ao nome do atual presidente Michel Temer ter sido encontrado no verso da parashá Nôah que fala exatamente do pousar da Arca nas montanhas de Ararat, o que se aprende destas lições aqui trazidas é que ele precisa ser muito zeloso com a sua fala: evitando desvios, hesitações e dissimulações, pois disso dependerá muito o seu sucesso. As hesitações que ele tem mostrado, e que o fazem retroceder, são muito negativas, porque representam dilúvios internos como demonstrado aqui. Ou seja, a luz intelectual não está sendo apropriadamente internalizada no âmbito emocional, deste modo “voltando” para o grau do intelecto como explicado. Este ciclo é causado pela ausência de retificação emocional. Mas, para que ações retas sigam e possam ser um instrumento vital de reparo dos imensos danos da consciência brasileira e tudo que disso depende, é imperativo que ele seja firme, focado, e venha a temer a D-us e nada mais. Pois o temor a D-us é uma cerca para a sabedoria – a essência do que foi aniquilado no mabúl do Brasil.

 

Rabino Avraham Chachamovits

Pêssach Shêni 5776

 

Leia também:

NÃO HÁ NADA A TEMER PRESIDENTE, SÓ A D-US!

SEGREDOS PRESIDENCIAIS

tzedakah

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[1] Baseado no Ari”zal, Likutêi Torá, Nôah.

[2] Talmud, Rosh Hashanah 21b. A guemátria atbash desta expressão é 613, aludindo as 613 mitsvót.

[3] Capítulo 6.

[4] A guemátria ne’elam desta expressão mais as suas dez letras é igual a 613, aludindo as 613 mitsvót.

 

NÃO HÁ NADA A TEMER PRESIDENTE, SÓ A D-US!

    A Torá relata que na época de Nôah/Noé Hashem determinou que o mundo não era mais merecedor de existir e seria então destruído. Entretanto, um homem – Nôah – seria salvo, junto com sua família. Apesar que Nôah foi considerado um “justo”, isso foi assim apenas em comparação a toda uma geração tão corrupta. Agora, o verso final da parashá Bereshit diz: Nôah Mássa Hen [חן] Be’eneh Hashem, “Nôah achou ‘graça’ aos olhos do Eterno” (Bereshit 6:8). Normalmente, quando um decreto é lançado contra toda uma sociedade, ele se aplica inclusive à minoria de justos que existem nela. No entanto, Hashem determinou a exceção, pois Nôah tinha a qualidade de חן, “graça” através da qual ele ganhou favor diante do julgamento Divino. Como uma pessoa alcança esta qualidade de Hen? Como se encontra ‘graça’ perante a Hashem, uma qualidade que traz favor divino, protegendo contra decretos severos? Uma resposta é La’anavim Yiten Hen, “Ele dá graça ao humilde” (Provérbios 3:34). A pessoa pode conseguir a graça Divina através da humildade, se conduzindo na vida modestamente sem se exibir, ou sem se vangloriar buscando atenção para si mesmo. Sabemos que isto é verdade quando se busca graça e favor de outros. As pessoas são naturalmente atraídas a mostrar bondade e favor para aqueles que são humildes e não estão buscando somente se promover, enquanto naturalmente rejeitamos os indivíduos que se exibem. E assim como é em baixo, também é no alto. Continuando, em tempo, o dramático Mabúl, “Dilúvio” na geração de Nôah veio pelo severo Julgamento Divino sobre aquela geração tão corrupta. A sua função foi de limpeza espiritual para que fosse possível então começar o mundo novamente. Agora, a Torá descreve períodos distintos do dilúvio. O primeiro período foi o dilúvio propriamente dito. O segundo período ocorreu quando as águas se fortificaram. E no período final, as águas diminuíram e a terra secou. Durante este último período, quando as águas decresceram, a Torá menciona dois eventos críticos: Primeiro, o tempo quando a Tevah/Arca veio finalmente a parar nas montanhas de Ararat. E segundo, quando finalmente a ‘terra seca’ foi avistada. Em graus diferentes, estes eventos representam momentos de alívio, sobrevivência e esperança para que o mundo então pudesse voltar ao estado de normalidade.

Tudo está na Torá, pois suas letras compreendem um grande Nome de D-us. O cenário descrito é também um grande arquétipo de fases e eventos que afetaram, afetam e afetarão as nações do mundo, tudo em maior ou menor escala. Portanto, podemos usar a “moldura” arquétipa descrita para os recentes fatos históricos que tem perturbado o Brasil. O dilúvio social e econômico resultante da corrupção moral e seus ecos em todos os aspectos da sociedade brasileira. E agora, o início do “aquietar das águas”, ainda que tênue, aludindo à recente transição de governantes, e a esperança para um futuro em “terra seca”, aonde se poderá reerguer um mundo novo brasileiro. Cada dimensão revelada pelos cálculos numéricos e interpretações representam diferentes níveis de influência Divina. Quanto mais se explora, mais se encontra com a ajuda do Céu.

E veja, assim como está escrito: ויזכר אלקים את נח ואת כל החיה ואת כל הבהמה אשר אתו בתבה ויעבר אלקים רוח על הארץ וישכו המים “E D-us se lembrou de Nôah e de todo animal selvagem e de todo animal que havia com ele na arca, e D-us fez passar um vento sobre a terra e aquietaram-se as águas” (Bereshit 8:1). E a guemátria de על-הארץ וישכו המים é 833.

E também está escrito: ויסכרו מעינת תהום וארבת השמים ויכלא הגשם מן-השמים “E fecharam-se as fontes do abismo e as janelas dos céus, e deteve-se a chuva dos céus” (Bereshit 8:2), igualmente com guemátria 833. E a guemátria atbash de בראזיל “Brasil”[1] é 833. O contexto de diminuição das águas após o dilúvio é fundamental nesta exploração. Entretanto, a revelação mais impressionante está nos versos 4 e 5 deste capítulo da parashá Nôah. E como está escrito:

ותנח התבה בחדש השביעי בשבעה-עשר יום לחדש על הרי אררט והמים היו הלוך וחסור עד החדש העשירי בעשירי באחד לחדש נראו ראשי ההרים

“E pousou a Tevah/Arca no 7º mês, aos 17 dias do mês, sobre as montanhas de Ararat. E as águas foram recuando e minguando até o 10º mês; no 10º, ao 1º do mês, apareceram os cumes dos montes” (Bereshit 8:4-5).

O sofêi tevót (“letras finais”) acima revela as letras:

רםשליטם

Agora, substituímos a letra ם mém que aparece aqui na forma usada estritamente no final de uma palavra em Hebraico, pela sua forma normal que é מ, e temos então a sequência:

רמשליטמ

E fazemos a permutação (tsêruf) das letras até que se forme a seguinte sequência:

מישלטמר

Por fim, dividimos este grupo de sofêi tevót em dois, formando assim a sequência:

מישל טמר

Incrivelmente, a Torá mostra uma personalidade associada ao momento arquetípico em que a ‘Arca pousa’, aludindo ao início da nova fase de ‘alívio, sobrevivência e esperança’ para o Brasil. As duas palavras reveladas formam o nome…

>>> clique aqui <<<

E a guemátria albam[2] de מישל טמר é 524, sendo esta a mesma da guemátria milúi[3] de חן, “graça”.

Iyar 5776 / Maio 2016

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[1] Em atbash, שגתעמכ. O valor 833 também é a guemátria do verso ויחל נח איש האדמה ויטע כרם “E começou Nôah a ser um mestre da terra, e plantou uma vinha” (Bereshit 9:20, ver Rashi para crítica a Nôah aqui). A guemátria albam do reshêi tevót deste verso (ונאהוכ) é 663, sendo este o mesmo valor numérico do achas-beta de מישל טמר.

[2] De acordo com o Ari”zal, e por razões místicas que transcendem o escopo deste texto, a guemátria albam é altamente significativa.

[3] O milúi é o soletrar das letras que formam uma palavra em Hebraico. O milúi de חן é חית נון. As notícias destacam: “Michel Temer é conhecido pela discrição“.

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 4

4. Referências as mitsvót ou proibições entre o homem e seu próximo (Chafêts Chaím, Vol I, 5:1).

Por exemplo:

  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa se recusa a dar empréstimos.
  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa é descortês/rude ou que ela se recusa a ajudar ao próximo.
  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa é vingativa.
  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa é contenciosa nos negócios ou tira proveito injusto de outros (Chafêtz Chaím, Vol. I, 4; Be’er Mayim Chaím 3).
Comentário do Rabino Avraham: Estas leis não se aplicam “em toda a sua dimensão” aos não judeus (Noéticos). Contudo, toda conduta digna e moralmente exemplar certamente avança o estado de retificação da pessoa e ajuda no estabelecer de um mundo mais santificado. E isto é igualmente verdadeiro para os gentios, pois afinal a halachá afirma (ver Mishnêi Torá) que muitas mitsvót são permitidas de serem cumpridas pelos gentios Noéticos para que recebam mérito (z’chút) e aumentem sua porção no mundo vindouro.

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SEGREDOS PRESIDENCIAIS

Atualizado em 12/05/2016

    O nome “Dilma Rousseff” (דילמה רוסף) é repleto de “severidades”. Veja que o nome próprio “Dilma” em Hebraico significa “dilema”. E o avgad reverso deste nome é 291, este sendo o mesmo valor numérico do milúi (o “soletrar completo”) do Santo Nome אלקים Elokim, que é associado aos julgamentos divinos severos. Deste modo, o nome Dilma Rousseff atrai rigorosos juízos celestiais! Mais ainda, o milúi de רוסף/Roussef é ריש וו סמך פא, com guemátria 723. Incrivelmente, este é o mesmo valor numérico de השחית, hishchit “corrompida”, assim como está escrito: “E D-us viu a terra, e eis que estava corrompida/hishchit, pois toda criatura havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Bereshit 6:12). E o seu nome “Dilma” (דילמה) seja em qual permutação das suas letras, alude a ideia de ‘destruição’, como será demonstrado. Veja, examinando o sofêi tevót (“letras finais dos versos”), temos alguns resultados surpreendentes, com uma impressionante repetição temática sobre ‘destruição’ através do contexto dos versos:

  1. מעל פני האדמה מאדם עד “o homem que eu criei da face da terra; ambos” do verso “E D-us disse: I destruirei o homem que eu criei da face da terra; ambos homem, e besta…” (Bereshit 6:7). A permutação do nome aparece no sofêi tevót: ליהםד.

  2. על-פני האדמה מאדם עד “sobre a face da terra, ambos homem, e” do verso “E foi destruída toda existência que havia sobre a face da terra – do homem ao animal, ao réptil e à ave dos céus – todos foram destruídos da terra” (Bereshit 7:23). A permutação do nome aparece no sofêi tevót: ליהםד.

  3. מאדם ועד-בהמה ובכל-אלהי “ambos homem até o animal; e em todos os deuses” do verso “Passarei pela terra do Egito nessa noite, e ferirei a todo primogênito na terra do Egito, do ambos homem até o animal; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Eterno!” (Shemot 12:12). A permutação do nome aparece no sofêi tevót: םדהלי.

Contudo, temos esperança baruch Hashem. Veja, através dos justos ela será derrotada, as severidades serão adoçadas! Vemos no nome “Dilma Rousseff” (דילמה רוסף) que a sua guemátria ofanim é 776. Isso por si só já é muito significativo, pois “776” é como falamos no Hebraico o ‘atual’ ano no calendário Judaico de 5776. Mais ainda, este é o mesmo valor numérico da expressão המלכות האחרונה ha’malchut ha’achronah, “O último reino”. E a guemátria de דילמה רוסף é 435, sendo este o mesmo valor numérico de תלה talah, “enforcou”, assim como escrito: “Mas ao chefe dos padeiros enforcou, como Yossef lhes havia interpretado” (Bereshit 40:22:).

Por fim, vemos o nome “Dilma” no sofêi tevót de ובני ישראל יצאים ביד רמה “Mas os filhos de Israel saíram triunfantemente” do verso “E o Eterno endureceu o coração do Faraó, o rei do Egito, que perseguiu os filhos de Israel – e os filhos de Israel saíram triunfantemente” (Shemot 14:8).

Parashá Kedoshim 5776 (11 de Maio de 2016)

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 3

3. Referências as mitsvót ou proibições entre o homem e D-us (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:1).

Por exemplo:

  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa violou ou falhou em cumprir uma proibição da Torá ou requerimento. (Exemplo: o fato desta pessoa não estudar Torá ou que ela tem o hábito de mentir. É importante observar que apesar de ser um tipo de fala muito comum e o potencial constrangedor é consideravelmente menor, é considerado lashón hará).
  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa não é zelosa no cumprimento dos detalhes das mitsvót. (Exemplo: que uma pessoa é avarenta. Ou, que ela não honra o Shabat de modo apropriado*).
  • Um indivíduo não pode relatar que uma pessoa é negligente em cumprir os decretos Rabínicos de acordo com o modo preferido deles serem realizados (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:2).

Mesmo se estas coisas são verdadeiras, ainda sim elas são proibidas como lashón hará. Um indivíduo deve assumir que que a pessoa ou falhou inadvertidamente de agir de modo apropriado e não sabia que suas ações eram proibidas ou assumir que a proibição que ele violou foi apenas de um rigor opcional.

Comentário do Rabino Avraham: Sobre a questão de ser avarenta, isso é devido ao fato que toda pessoa que acredita em Hashém e Sua Providência constante deveria dar tsedacá de acordo com suas possibilidades etc., sem temer que este valor doado para uma causa justa  lhe faltará. De fato, é muito pelo contrário. Ela será abençoada por este ato retificador. Sobre o não honrar do Shabat, obviamente, um assunto estritamente judaico. É proibição da Torá e perigo de vida para um não judeu buscar cumprir o Shabat. Sobre o assunto de “rigor opcional”, ou chidurím, existem níveis de cumprimento das mistvót que vão além da halachá (“lei”), como os rigores dos cabalistas, para que possam viver uma vida mais santificada. Raros são os indivíduos que vivem assim, mas alguns rigores e os minhaguim (“costumes da comunidade ou família”) são frequentes no mundo judaico ortodoxo.

* Note que o Shabat is um mandamento exclusivo do Povo de Israel.

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 2

1. Referências às ações dos ancestrais de uma pessoa ou seus parentes (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:1)

Por exemplo:

  • “O pai de Reuvên era conhecido como uma pessoa corrupta”.
  • “Eu conheci o avô de Shimón. Era difícil fazer negócios com ele”.

2. Referências às ações anteriores de uma pessoa (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:1)

Por exemplo:

  • “Quando criança, ele não era considerado um bom aluno”.
  • “Até alguns anos atrás, ele não era tão cuidadoso sobre cumprir as mitsvót como ele é agora”.

Estes tipos de referências são depreciativas (Chafêts Chaím, Vol. I, 4:1) e não tem valor algum (retornaremos a este assunto mais adiante, se D-us quiser).

A pessoa sobre quem é falado algo negativo pode ter mudado e um indivíduo não pode falar sobre os erros anteriores desta pessoa e nem sobre o s seus ancestrais.

Comentário do Rabino Avraham: O assunto de “ter mudado” é fundamental. Uma pessoa que busca retificação a alcançará de acordo com seu desejo fiel de se ligar a Hashem e corrigir os seus inúmeros erros e distorções de caráter. Este é o propósito real do homem na vida: a correção de seu caráter.  E quando o aluno está pronto, o mestre aparece.

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ASSUNTOS INCLUÍDOS NA PROIBIÇÃO DE LASHÓN HARÁ – PARTE 1

A fala depreciativa sobre uma pessoa abrange muitas áreas. Nos próximos posts, faremos um esboço de muitas delas, incluindo:

  • referências às ações dos ancestrais da pessoa ou às ações do seu passado.
  • referências aos mandamentos e proibições entre o homem e Hashém (Mitsvót Bêin Adam L’Makóm).
  • referências as mitsvót (“mandamentos”) e proibições entre o homem e seu próximo (Mitsvót Bêin Adam L‘Chaveirô).
  • referências aos traços de caráter de uma pessoa.

Mussar (ética e moral):

Hashem disse a Israel: ‘Meus filhos amados, estou Eu faltando em algo que preciso pedir-lhe para prover? E o que eu peço de vocês? Que vocês amem uns aos outros, que vocês respeitem uns aos outros e que vocês temam uns aos outros” (Tanna D’vei Eliyahu, cap. 28).

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CABALÁ TWITTER: 050

 

Dedicatória do Tweet:

“Desejo muita saúde e felicidades reveladas para o rabino Avraham Chachamovits e família”.

Por MOSHÉ TZVI SOCOLIK

 


 

“Se você não sente vontade de descobrir por que você existe, e o propósito de sua vida, então você apenas está passando tempo, sem rumo.”

 


 

CABALÁ TWITTER: 049

 

Dedicatória do Tweet:

“Refuah shleimah para Léa Devora Socolik”.

Por MOSHÉ TZVI SOCOLIK

 


 

“É preciso rezar para Hashém e pedir absolutamente tudo. Até se você não encontrar uma vaga para estacionar, reze para Ele, etc. Tudo!”

 


 

CABALÁ TWITTER: 048

 

Dedicatória do Tweet:

“Para elevação da alma de minha avó Sara Gitla Wajchenberg”.

Por MOSHÉ TZVI SOCOLIK

 


 

“A restrição mental que impede você de se aproximar da Torá, implica diretamente no seu afastamento da Santidade, e assim, na sua escravidão.”

 


 

O QUE É LASHÓN HARÁ?

1. Falar de modo depreciativo sobre outra pessoa (Chafêts Chaím, Vol. I, 1:1; 5:1-2)

Torá proíbe falar de modo depreciativo sobre alguém

  • mesmo se nenhum dano é causado como resultado (Chafêts Chaím, Vol. I, 3-6)
  • mesmo se o falante tem certeza que nenhum dano resultará no futuro.

2. Fala que possa causar prejuízo para outra pessoa, ou sua propriedade, ou que possa causar-lhe dor ou a amedrontar (Chafêts Chaím, Vol. I, 3:6)

  • Fala que possa causar qualquer forma de dano monetário, dor ou constrangimento é proibida mesmo se não for depreciativa.
Comentário do Rabino Avraham: Vale ressaltar que o significa de dor aqui tem várias interpretações, desde a física até qualquer aspecto emocional. A questão da dor física é complexa, pois uma lashón hará pode causar com que eventos ocorram e até levem a atos perversos. Contudo, mesmo causar dor emocional por lashon hará é proibido. Note que a dor emocional tem um componente físico também, uma vez que o domínio emocional tem um aspecto abstrato/mental e um físico/biológico.

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O QUE CONSTITUI LASHÓN HARÁ?

Formas de fala proibidas como Lashón Hará

“Muitas pessoas no Dia do Juízo serão mostradas uma lista de seus atos meritórios. Falhando em reconhecer alguns deles, eles dirão: ‘Nós nunca fizemos isso!’ A eles será dito que os feitos se realizaram através das pessoas que falaram de modo depreciativo sobre eles. De modo semelhante, quando aqueles que falaram mal de alguém descobrirem que atos bons realizados não foram contabilizados, eles ficarão pasmos e se perguntarão: o que foi feito deles? E a eles será explicado pela Corte Celestial: ‘Eles foram removidos de sua contabilidade espiritual e creditados na conta da pessoa sobre quem vocês falaram mal’. Adicionalmente, eles encontrarão registros de atos negativos que nunca cometeram de fato. Quando eles disserem, ‘Nós nunca fizemos isso!’, eles serão informados que estas ações foram debitadas deles, pois eles falaram mal de alguém” (Chovót HaLevavót, Sha’ar Hakniah 7).

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ZIKA NEWS 1

Graças a D-us, o Rabino Avraham nos ilumina com mais estas revelações sobre o vírus do Zika recebidas hoje.

Equipe Beit Arizal

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Em geral, o vírus do זיקה  Zika causa vários tipos de inflamações, em Hebraico דלקת daléket, uma palavra com gematria atbash mais o kolel igual a 126. E este é o mesmo valor numérico do mispar musafi de זיקה. Agora, sobre as inflamações específicas causadas pelo Zika, vemos que o avgad reverso de דלקת המוח daléket ha-môach, “encefalite” mais 8 para o kolel de cada letra e um para o kolel da expressão é 469, este sendo a mesma guemátria albam de זיקה. Também dramático é o achado na guemátria de outra doença causas pela infecção do vírus do Zika: a mielite (ou mielite transversa), uma inflamação aguda da espinha dorsal. Em Hebraico, mielite é chamada de דלקת חוט השדרה dakélet hut shd’rah, “inflamação do fio da espinha”, que é uma expressão com guemátria ordinal 135, sendo este o mesmo valor numérico da guemátria ofanim de זיקה. Rabino Avraham Chachamovits.

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CABALÁ TWITTER: 047

 

Dedicatória do Tweet:

“Que seja este novo ano de Libertação e Elevação Espiritual para Alex Souza Dantas, se D’us quiser”.

Por ALEX SOUZA DANTAS

 


 

“É impressionante como esta geração não sabe estudar. Falta foco, intensidade, e envolvimento. Nas questões espirituais, isto é ainda pior.”