NAQUELE DIA SEU NOME SERÁ UM

E como está escrito: “No futuro, o Sagrado, abençoado seja Ele, retornará com a Shechina para Sua posição, tal como tudo se encontrará em união, assim como escrito: ‘Naquele dia Hashem será Um e Seu Nome Um’ [Zechariah 14:9]. E se agora você questiona: ‘Mas Ele não é Um?’ Não, pois os perversos causam desuniões: a Shechina se distancia do Rei, e Eles não se encontram então unidos. A Ima supernal se encontra distante do Rei e não o nutre, pois o Rei sem a Rainha não é coroado com as coroas de Ima, como ele costumava ser no princípio, quando Ele ela unido com Ela com várias coroas, inúmeras luzes, com as coroas supernais… Quando Ele se une com a Rainha, a Ima supernal apropriadamente coroa Ele, e quando não ela toma as coroas de volta, impede as fontes dos rios e Ele não é parte de uma conexão e assim não é encontrado como Um, por assim dizer” (Zohar 77b, Acharêi Mot). O assunto aqui é profundo, tratando de uma dinâmica fundamental do tikkún olám/retificação do mundo. Veja, a união do Sagrado, abençoado seja Ele e a Shechina é expresso misticamente pelos partsufim (“conjunto sefirótico”) de Z’eir Anpin e Nukva. Quando eles estão unidos “face a face”, o fluxo integral de bênção recai sobre a criação. Esta união depende essencialmente das mitsvot, da vida santificada e reta dos judeus. Quando os judeus vivem suas vidas focadas na Torá, isto tem um efeito celestial de trazer brachot para Israel e também para o mundo, que depende disso. Agora, quando é dito que Z’eir Anpin e Nukva estão “de costas” um para o outro, implica-se a posição menos favorável desta dinâmica, e deste modo, o fluxo da beneficência Divina é severamente limitado. Ou seja, a atenção e energias não estão focadas um no outro, por assim dizer. Esta desunião causada pela rejeição da vida reta e digna tem grandes consequências na realidade. Além das várias dificuldades que provêm da ausência das bênçãos, ergue-se também a oportunidade primária para os poderes do mal de roubarem esta força vital que de outro modo deveria vir como benevolência para os “súditos do Rei”. Não viver uma vida santa implica em dar forças para as klipot e a ramificação disso é a pobreza material no mundo físico. As luzes superiores/bênçãos “descem” até Malchut através de Z’eir Anpin (em particular de Yesód de Z.A.). Malchut ou Nukva (ou seja, o aspecto feminino, pois Malchut é um recipiente, tal como um útero que precisa das “sementes” de Z.A. para poder procriar e florescer). Malchut é a nossa realidade conhecida. Se existem impedimentos que causam desunião entre as luzes sefiróticas e o recipiente final de Malchut, a força do fluxo Divino é prejudicado como dito e Malchut fica “carente” (pobre). O estado de união, do Nome YKVK é o de face a face, e representa o ideal que existiu no Gan Éden até antes do pecado. O mesmo ocorreu no Sinai até o chet/pecado e com o Beit HaMikdash também. Mas, com a destruição deles e a queda espiritual subsequente, a desunião dos partsufim se “instalou”, e deste modo a nossa realidade de hoje é uma de severidades, a saber, a expressão do julgamento, ou seja, do Nome Elokim. De modo psicológico e igualmente pertinente, quando dizemos que Z’eir Anpin e Nukva estão de costas um para outro, implica-se que as emoções (Z’eir Anpin) estão em algum grau divorciadas ou desconectadas de seus meios de expressão (Malchut é aonde tudo na realidade se expressa). Esta desconexão marcante é facilmente observada nas pessoas que não aceitam tikkún, tendo como característica as dificuldades de expressão de seus sentimentos e incoerências das suas ações. Sem a inspiração engendrada por um estado de união entre as emoções/psique e as ações retificadas, o caos impera, permitidos deste modo que as klipot se “agarrem” e roubem a força vital já prejudicada pelos erros de pensamento, emoções e ações, “amargando-a”. Isto se reflete na vida das pessoas com seus tsa’arot/problemas, na falta de completude da realidade. Mas, algo profundamente significativo desta reconexão fundamental ocorre no grande presente de Hashem para o Bnei Israel: o Shabat. Isto é assim, pois mesmo minimamente, o judeu que cumpre Shabat vivencia um estado mais elevado de realidade – unido e retificado, emocionalmente eletrizado, e deste modo ele experimenta um “gosto” da Era Messiânica: quando ‘Hashem será Um e Seu Nome Um’. Existem muitas outras considerações. Em particular, o assunto de Ima que o Zohar traz significa que acima das emoções (Z’eir Anpin) existe o fluxo da mentalidade Divina (Ima é o partsuf de Binah). Com a desunião, a própria mentalidade das pessoas fica corrompida, confusa e repleta de severidades, pois o intelecto não é alimentado pela força santa de Binah. De fato, as klipot afetam fortemente o fluxo de entendimento que provém da mente, pois deste modo têm influências sobre os julgamentos das pessoas. E quanto mais severos estes juízo são, mas existem as machloket/brigas entre as pessoas etc., impedindo a kedusha/santidade e assim as brachot de chegarem até elas. Isso afeta a sua fé e confiança em YKVK, causando todo um ciclo de queda espiritual. É vital usar todas as forças possíveis para empurrar para fora as klipot e fazer mituk hadinim (“adoçamento dos julgamentos”). E o ponto central do ataque das klipot é a auto ilusão. Saiba isso bem.

 tzedakah

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