NÃO SEJA UMA MERA SOMBRA

E está escrito, זאת תהיה תורת המצרע Zot tihye torat ha-metsorá… “Esta é a lei do leproso etc.” (Vayicra 14:2, Metsorá). Veja, chochmah é o flash de insight que penetra através do véu do inconsciente na mente consciente. É uma experiência efêmera, uma vez pela sua própria natureza, o insight é estranho à estrutura mental na qual ele é introduzido. Sendo uma entidade estranha, se ela não é de alguma maneira integrada na mente, ela simplesmente desaparece e é esquecida. Portanto, a tarefa de binah é integrar este novo insight nas estruturas mentais e padrões de pensamentos que o indivíduo já possui. Este é um processo de tradução e avaliação: traduzindo o insight em termos familiares e avaliando as estruturas mentais existentes e ideias em termos do novo insight. Este novo insight confirma ou contradiz o que eu já conheço e acredito, e se existe a confirmação, qual sua extensão? E assim por diante. Binah, portanto, distingue (em Hebraico, bêin) entre a realidade como refletida no insight e como concebida antes do insight, e reconstrói (em Hebraico, bonêh) a mentalidade da pessoa no despertar do insight. Mesmo assim, tudo isso é atividade mental abstrata. É a função do terceiro componente do intelecto, da’at, trazer relevância e significado para esta nova figura da realidade no dia-a-dia da pessoa. Agora que eu entendo a realidade de uma maneira nova e mais elevada, o que este entendimento diz a respeito da maneira que eu tenho vivido a minha vida e como de fato eu deveria vive-la doravante? Agora começamos a ver a diferença essencial entre o bem e o mal, ou mais precisamente, santidade e o mundano. A força motriz do intelecto santo/elevado é sempre de buscar a relevância do insight, compreensão e conhecimento. O intelecto do mal/mundano não possui esta força motriz. Ele é completamente contente de focar na experiência do insight – no “Uáu” ou “deslumbramento momentâneo” sem se “poluir” com as preocupações morais ou a relevância. Para este tipo de intelecto, a vida é apenas uma sucessão de experiências estéreis, excitantes por e em si mesmas, mas que não produzem nenhum fruto durador ou mudanças na vida do indivíduo ou sociedade. Uma pessoa assim, a grande maioria do mundo, é manchada pela “lepra espiritual”, que assim literalmente o conduz a viver apenas à sombra de seu real potencial. E uma dica disso, temos que a guemátria atbash do termo המצרע ha-metsorá, “o leproso” é 115, com mais as suas 5 letras, temos o total de 120 que é a guemátria absoluta de צל tsêil, “sombra”.

tzedakah

2 pensamentos sobre “NÃO SEJA UMA MERA SOMBRA

  1. Shalom Rabino Avraham, boa noite, peço permissão para publicar um pequeno cometário sobre esta aula, “NÃO SEJA UMA MERA SOMBRA”

    A Torá ensina e nas palavras do mestre entendo que tudo é providência Divina, os insights contem informações que foram permitidas de chegarem até o homem, sendo que os flashs que podem proporcionar algum nível de entendimento para a pessoa, quando ela está devidamente preparada para receber e internalizar estes ensinamentos tão especiais que podem desenvolver mudanças significativas na vida humana.

    Reflito sobre a frase: “Portanto, a tarefa de binah (entendimento) é integrar este novo insight nas estruturas mentais e padrões de pensamentos que o indivíduo já possui. Este é um processo de tradução e avaliação”. Entendo nas palavras do mestre, a grande responsabilidade/seriedade que o homem deve ter na busca por compreender e internalizar as informações contidas nos insights, pois eles a maioria das vezes acontecem e ‘escapam’ da percepção da pessoa, e também podem conter significados de difícil entendimento, então fica clara a necessidade de aperfeiçoar através de manter-se conectado na Torá, e assim desenvolver a mente para que o indivíduo posso armazenar estas informações que muitas vezes são imperceptível,

    Busco desenvolver o entendimento que a sabedoria contida no interior da pessoa pode ser avaliada quando ela consegue realizar autoanalise, comparando a nova realidade agora vivenciada com aspectos do passado, ou mesmo tendo o discernimento de procurar questionar e assim reconhecer o bem ou mal, ou até mesmo reconhecendo que adquiriu desenvoltura em uma atividade, rapidez no raciocínio lógico etc.. acredito que o agradecer ao Criador pela oportunidade, pode internalizar o novo insight. No entanto, entendo que somente com o crescimento em humildade a pessoa poderá caminhar intuindo reconhecer distintivamente o Santo e profano, sendo que o mal tenta disfarçar-se de bondoso e não poderá ser contido com arrogância, é preciso ser astuto e muitas vezes recuar.

    É necessário cuidado constante para que as interferências que tentam roubar/perverter o entendimento santo não vigorem, pois pode trazer grande perigo, no deslumbrar de coisas materiais ou mesmo em sensações momentâneas de algo aparentemente bom e bonito, isso pode acontecer de diversas forma para quem não mantêm a mente focada com amor e temor, o mundano é uma verdadeira armadilha que aprisiona e causa males espirituais causados pela fala, acoes e sensações ilícitas, que D-us não permita.

    Graças a D-us aqui estudando tenho a oportunidade de viver momentos únicos, tenho absoluta certeza que sem esta oportunidade de desenvolver, complementar cada vês mais os pensamentos no sentido de alinhar a vida com Leis do Criador, estaria na porcentagem que infelizmente não conhecem limites ou Leis que podem conduzir à um caminho Único.

    Obrigado Rabino Avraham por tanto trabalho dedicado as nações, é grande a alegria por esta oportunidade.

    Edson

  2. Com a permissão do Rabino Avraham Chachamovits, meu humilde comentário dos ensinamentos que recebi, Graças a D-us:

    No shiur “NÃO SEJA UMA MERA SOMBRA”, o Rabino Avraham nos traz um ensinamento profundo sobre o insight. No meu humilde entendimento, essa é uma importante lição quanto à postura que devemos ter ao almejar estudar a Torá, através das aulas do Rabino Avraham. Dessa forma, é essencial para toda a humanidade.
    O Rav nos ensina que esse flash de insight, em uma mente cujo intelecto é santo/elevado, irá se integrar “nas estruturas mentais e padrões de pensamentos que o indivíduo já possui”. Esse insight, então, confirmará ou irá contradizer os pensamentos prévios e reconstruirá “a mentalidade da pessoa”. Após isso, essa mentalidade renovada se tornará parte presente do dia-a-dia e transformará seu julgamento frente à realidade do mundo físico. Ou seja, como o Rav nos ensina a “força motriz do intelecto santo/elevado é sempre de buscar a relevância do insight, compreensão e conhecimento”.
    Eu entendo, humildemente, que isso destaca a importância de que o estudo da Torá não pode ser algo meramente intelectual ou filosófico. Algo que irá ser guardado em um “caderno de curiosidades” para ser aberto quando se quiser “exibir” algum “conhecimento”, de uma forma acadêmica secular. Ao contrário disso, esse estudo deve levar a uma mudança constante em nossas vidas, através da prática da Torá e do cumprimento das Leis. Assim, trazer esse insight para o nosso dia-a-dia ao “ver a diferença essencial entre o bem e o mal, ou mais precisamente, santidade e o mundano”. Apenas dessa forma iremos nos afastar do intelecto do mal/mundano que se faz na experiência momentânea do insight ao não se permitir ser transformado para uma mentalidade de “julgar para adoçar” o mundo. Como o Rav nos ensina: “Para este tipo de intelecto, a vida é apenas uma sucessão de experiências estéreis, excitantes por e em si mesmas, mas que não produzem nenhum fruto durador ou mudanças na vida do indivíduo ou sociedade”.
    Sobre esse tipo de intelecto, o Rav concluiu o shiur com um ensinamento de extrema profundidade e que deve ser lido com bastante atenção: “Uma pessoa assim, a grande maioria do mundo, é manchada pela ‘lepra espiritual’, que assim literalmente o conduz a viver apenas à sombra de seu real potencial. E uma dica disso, temos que a guemátria atbash do termo המצרע ha-metsorá, ‘o leproso’ é 115, com mais as suas 5 letras, temos o total de 120 que é a guemátria absoluta de צל tsêil, ‘sombra’”. Em complemento, o Rav nos ensina no shiur “METSORA: GEOLOGIA ESPIRITUAL”, ao falar da raiva, que o Nome Elokim tem 120 permutações. O Rav nos traz: “O Nome Elokim expande, por assim dizer (expandir significa, através dessas permutações), até o que são chamados de elohim acherim (‘outros deuses’) que é idolatria na linguagem da Torá. Ou seja, Ele expande nas 120 permutações, todas as quais ainda se encontram no domínio da Santidade. Contudo, aquilo que se expande, além disso, se torna os outros deuses – que são enraizados nessas permutações.”
    Assim, em meu humilde entendimento, ao não darmos um significado real a esse insight de origem superior, ao contrário de permitirmos que ele modifique nossa mentalidade e comportamento, estamos agindo como a idolatria – que D-us não permita. O Rav também nos traz no shiur “METSORA: GEOLOGIA ESPIRITUAL” que a guemátria da palavra “fundido” de “Hashem disse para Moshé: eles fizeram um bezerro fundido (Shemot 32:8)” é 125, como ele ensina: “aludindo às 120 permutações das 5 letras do Nome Elokim. Esse é o significado místico do Mandamento ‘deuses fundidos não faças para ti’ (Shemot 34:17)”.
    Ainda mais além, o Rav nos ensina (nos shiurim “TAZRIA: AMARRAS PORDEROSAS” e “METSORÁ: GEOLOGIA ESPIRITUAL”) que a guemátria atbash do verso “deuses fundidos não faças” para ti é 1027, a mesma do verso “e se tornar na pele de sua carne como chaga (ou praga) de lepra” (Vayicrá 13:2). Por tudo isso, no meu humilde entendimento, é que não devemos ser como meras sombras. Ao contrário, devemos buscar uma mente retificada pelo estudo da Torá, através dos ensinamentos do Rabino Avraham – se D-us permitir.

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