O HOMO SECULARIS

E sobre a parashá Tazria-Metsora, está escrito, “Enquanto a alma santa é ligada ao homem, ele é amado do seu Mestre. Ele é guardado por todos os lados, ele é marcado para o bem acima e em baixo, e a santa Presença Divina repousa sobre ele. Mas, se ele perverte seus caminhos a Presença Divina o abandona, a neshama/alma superior não se liga a ele, e do lado da serpente do mal um espírito se ergue, o qual somente reside em um local aonde a santidade dos céus partiu. E assim o homem se profana e sua carne, sua aparência facial e todo o seu ser, distorcido” (Zohar 46b, Tazria).

A essência da sítra áchra/lado do mal pode ser compreendida pela filosofia neo-pagã que sublinha a “religião” atroz e preconceituosa que mais se alastra no mundo: o Secularismo Fundamentalista. Hoje em dia no mundo Ocidental, sua influência nefária permeia e predomina em quase todas as esferas e meios sociais, jurídicos e culturais. Ela se embasa na casca filosófica de uma “ética fluida” que diviniza a democracia e afirma o voto majoritário acima de qualquer custo moral (mas que sempre pode ser mudado na próxima eleição). Sua ética rejeita o biblicamente moral, portanto ataca frontalmente todas as pessoas retas do mundo – de todas as religiões. Com o mesmo zelo de uma jihad Islâmica, a agenda secular fundamentalista faz uso das “forças da democracia”, como as cortes do país, para atacar qualquer assunto religioso (literalmente, moral) de domínio público. Seu pensamento é baseado no princípio de que toda e qualquer oportunidade de derrubar cercas morais bíblicas “antiquadas” – inclusive as antes impensáveis – deve ser explorada. O homo secularis é sempre incrédulo e tem uma visão desequilibrada, ansiosa e perigosa sobre a realidade. Isto é devido à sua superficialidade, pragmatismo e cinismo sobre tudo. Seu foco estrito é nos prazeres da carne. Portanto, esta máscara da sítra áchra é marcada pela permissividade e toda a hipocrisia que a circunda. O homem secular é essencialmente permissivo. Ele afirma que nada deveria interferir no seu desejo de aproveitar a vida: nenhuma norma, ordem ou responsabilidade moral (salvo as que ele, por algum gosto pessoal considere como “razoável”, até que em tempo ele mude de ideia). Ele não aceita restrições. Se ele pensa que certo caminho é a sua maneira de aproveitar a vida, então ele tem este direito, pois se trata da sua liberdade. Ele tem o direito de gratificar todas as suas necessidades carnais e não precisa se render à lei alguma, muito menos às de Hashem e Sua Torá. Para este tipo pessoa, amoral e repleta de preconceitos contra o espiritual/moral, nada a profana ou contamina. De fato, ela deve fazer apenas uma única coisa na vida: satisfazer seus desejos. Esta filosofa pagã é o pilar fundamental deste secularismo fundamentalista que hoje atinge seu pico, pregando o humanismo liberal sem limites. O Talmud (Sanhedrin 63b) explica que o povo judeu sabia que a idolatria era tola e sem sentido, mas eles serviram aos ídolos (ref. pecado do “bezerro de ouro”) meramente para se “sentirem livres” de cometerem relações imorais em público. O mesmo espírito de rebeldia contra Hashem é novamente usado para justificar o amplo espectro imoral dos membros desta perigosa religião da “nova ordem do mundo”, da “anti-religião” do secularismo que hoje mais do que nunca, guerreia agressivamente contra todas as religiões bíblicas do mundo.

 tzedakah

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