A VERDADE SOBRE OS SONHOS

Neste shiur de referência legítima judaica no assunto de sonhos, o Rabino Avraham Chachamovits traz uma abordagem ampla e singular. Além do material judaico autêntico, principalmente baseado no santo Zohar e no Talmud, o rabino traz insights psicológicos inovadores sobre a origem, natureza e desdobramentos dos sonhos, suas espécies e funções. O shiur aborda a parashá Mikêts, quando Yossêf, filho do patriarca Ya’acov, interpretou com total maestria o sonho do Faraó do Egito. Com um enfoque profundo sobre a simbologia dos sonhos, o Rabino Avraham explica também conceitos que se tornaram clássicos na psicologia Junguiana. Além do enfoque psicológico, também são revelados aspectos espirituais sobre os sonhos de origem angelical e demoníaca. Certamente, todos que buscam esclarecimentos verdadeiros sobre este assunto tão importante e misterioso precisam ouvir e estudar esta aula inusitada.

(Recomenda-se também os áudio-shiurim da série “A CABALÁ DOS SONHOS“, e o texto “RETIDÃO NOS SONHOS“).

Música: O Bostoner Rebe shlit”a, Ma’oz Tzur (מעוז צור), na Sétima noite de Chanuká em Goivat
Pinchas, Har Nof (Israel), Chanuká 5774.

tzedakah

Um pensamento sobre “A VERDADE SOBRE OS SONHOS

  1. Shalom Rabino Avraham, peço permissão para postar um breve comentário sobre a extraordinária aula ” A Verdade Sobre os Sonhos”, desde já grato pela oportunidade.

    Acordamos para continuarmos dormindo em relação ao que há de mais Real em um sonho, todo sonho contém um portal para algo cuja compreensão é um impossível. Proponho dividir a temporalidade do sonho em três partes de um tempo lógico, a primeira parte é a que alguns se detêm no instante em que as imagens oníricas fascinam, quando a intuição recebe a mensagem do sonho. Na segunda parte essas imagens são compreendidas segundo algum principio ordenador diferenciando-as umas das outras o que tende a fazer parecer algo confuso e sem sentido. Contudo, o principal perdemos no momento certo de se penetrar no que causou o sonho, pois quando o núcleo da mensagem está próximo é justamente quando subitamente acordamos. Rejeitamos a síntese daquilo que vimos e compreendemos, mas justamente nessa síntese, nessa conclusão, é que estaria desvelada a origem do sonho: o seu “umbigo”.

    E por que é assim? Porque a nossa capacidade de entendimento é degradada no sentido mundano e materialista da linguagem/fala que o compreende em um primeiro momento, ela está sempre direcionada para um ‘outro’ que reflete para nós a imagem do nosso ‘Eu’ que pela sua natureza rejeita o Divino. Enquanto a causa do sonho pode ser um pedaço de uma “luz” que caiu, ou o semblante de um Shed (D’us nos livre), ou o traço psíquico/espiritual de alguém que recebemos através do convívio, do contato com sua obra, ou o traço psíquico do bairro, da cidade, da nação, ou ainda uma alma que teve autorização de D’us para se comunicar conosco.

    O problema é que nos preocupamos prematuramente com o sentido que as imagens e símbolos teriam para os outros (e para o nosso Ego), enquanto que a essência da mensagem do sonho origina-se em um ponto de singularidade aberta de outro ‘lugar’, isto é, uma estrutura do tipo Garrafa de Klein que condensaria elementos independentes de suas localizações no tempo e no espaço, mais ainda, desse outro lugar não há sentido pré-estabelecido ‘daqui’. Os sentidos dados prematuramente a imagens oníricas já veem determinados pelas “verdades” impostas pela linguagem que estamos inseridos e sujeitados e que é uma linguagem Egóica, or isso achamos confuso.

    Vejam: “vacas gordas e vacas magras AO MESMO TEMPO nas margens do Nilo, “ah ISSO é impossível!” –Diriam os egípcios-, para os egípcios era o “deus Nilo” quem determinaria a prosperidade ou a fome da nação de acordo com seus ciclos, esse ‘AO MESMO TEMPO’ era sempre rejeitado pelos sábios do Faraó que se detinham apenas no sentido das imagens como magras ou gordas das vacas e das espigas, assim eles continuavam dormindo para o ‘umbigo do sonho’ e não concluíam nada satisfatório. Perder o último tempo do sonho equivale a ficar aprisionado na parte exterior de sua estrutura, a abertura mais “externa” da garrafa.

    Yossef inspirado por D’us viu o “furo”, e, interpretou o sonho como se ele já estivesse do outro ‘lugar’ aonde sonho vinha, ele concluiu a partir do próprio impossível lógico-matemático que o sonho se originava, ou seja, os armazéns na conclusão da interpretação já estariam no “AO MESMO TEMPO” em que as vacas e as espigas magras devoravam as gordas. Todos acordaram para o que de fato ocorreria, a solução para o sonho já estaria contida na própria essência da comunicação sobre o sonho.

    Carlos Bengio Neto,

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