BOM HÁLITO

E como está escrito, פינחס בן-אלעזר בן-אהרן הכהן השיב את-חמתי מעל בני-ישראל Pinchas ben-Elazar ben-Aharon ha-kohen heshiv et-chamati meal bnei-Israel, “Pinchas filho de Elazar filho de Arão o sacerdote, desviou Minha ira de sobre os filhos de Israel etc.” (Bamidbar 25:11, Parashá Pinchas).

Traz o Zohar: “Através das ações humanas, a ishtemoda partsufa [‘forma espiritual’] é reconhecida pairando sobre as ações e em sua aparência… E na forma da face que paira sobre o indivíduo é aparente a face das chaiyot ha-kodesh [‘animais espirituais santos’] que reside sobre ele, seja a de um leão, um boi, uma águia ou um homem. Assim, seja a merkava [‘carruagem celestial’] do Sagrado Um, abençoado seja Ele e Sua Shechina/Presença Divina, ou do anjo chefe príncipe da Merkava perversa, o Samech-Mem/Satán, ou da Merkava dos quatro elementos do universo os quais não contêm nem as boas inclinações e nem as más inclinações, mas são como bestas comuns. Portanto, existem vários tipos de ‘hálitos’ nas pessoas, cada um de acordo com seu próprio tipo” (Zohar, Ra’ya Mehemna 4:42, Pinchas). Este Zohar, ainda que usando uma linguagem oculta é bastante claro e revelador. Assim eu o entendo, com a ajuda do Céu: Para o indivíduo reto e sensível espiritualmente, cada pessoa lhe revela na face sua força principal, seja ela do lado da kedusha/santidade, do lado da tumah/impureza, ou em algum estágio transitório intermediário. Através da força das suas ações, estes estados se firmam, por assim dizer, sendo que se do lado da kedusha, a pessoa se ilumina devido à Presença Divina que paira sobre ela. Neste mundo escuro, esta luz pode ter vários efeitos, não necessariamente excludentes: o de facilitar a influência para que os judeus façam teshuva/retornem aos caminhos da Torá, ou de receber forte rejeição devido à projeção do mal de outros bem menos elevados que sem saber, ficam diante desta luz que os cegam e incomodam, e seus egos explodem. Este é o assunto que explica a vida difícil dos neviím/profetas e dos bnei neviim/filhos dos profetas. Agora, se uma besta comum, provavelmente indica que esta pessoa é anda em uma ponte estreita sob um desfiladeiro, um passo em falso a mais, e ela pode cair e se ligar ao lado da tumah, cada qual com as suas características particulares e tipo. Neste abismo, criaturas horrendas e funestas de origem na merkava impura do Samech-Mem engolem o indivíduo que se torna um e todo ligado a uma (ou mais) destas formas temerosas impuras, assim representando-as no mundo físico, difundindo suas formas e tipos particulares de pecado associado a elas; contaminando tudo que toca, tanto a sua realidade particular como o mundo de modo mais geral. Veja, no início antes do pecado primordial, “Todas as criaturas de todos os mundos tremiam diante de Adam e o temiam, pois ele foi criado b’Tselem Elokim/na imagem de D-us” (Zohar 38a, HeichalotBereshit). De fato, “Quando as criaturas olhavam para o homem, encontravam sua forma espiritual sagrada nele impressa e assim, se preenchiam de temor que os fazia temer. Contudo, após pecar, o homem é transformado, sua aparência muda [literalmente], e agora são eles que temem e receiam o resto do mundo animal” (Zohar 71a, Nôach). Ou seja, “Pecar [degrada e assim] transfere domínio do homem para os animais, ele agora as temendo revertendo a ordem natural das coisas. Portanto, quando Nôach saiu da Arca, o Sagrado, abençoado seja Ele o abençoou como está escrito: ‘A Hashem abençoou Nôach e seus filhos etc.’ [Bereshit 9:1]” (ibid. Zohar). E por isso que em Sua incompreensível misericórdia, Hashem concedeu um “sinal especial” para erguer espiritualmente e assim proteger Cain das feras, a saber, dos homens arrogantes e impiedosos que vivem como bestas terríveis, pois “‘Após o pecado, Cain estava muito aterrorizado, pois ele viu diante dele figuras, como guerreiros armados vindo em sua direção para matá-lo’ [Zohar 36b, Bereshit]. Na sua capacidade de gigante espiritual caído, ele podia ainda sim ver aspectos do domínio espiritual, a saber, os mekatriguim [‘acusadores celestiais’] e mashchitim [‘espíritos destruidores’] que ele mesmo criou [resultado de suas ações, como explica o Pirkê Avót 4:11] Feliz é aquele que teme ao S-nhor e guarda os mandamentos da Torá” (Rab. A. Chachamovits, Darósh Darásh, págs. 109-110; 122).

E foi Pinchas o retificador quem “adoçou” a realidade e fez com que a praga sobre Israel cessasse (ref. Bamidbar 25:8, Parashá Balak). O povo foi balsamdo por ele. E qual o “hálito” deste justo, o seu cheiro doce e celestial? Veja, a guemátria avgad de seu nome inteiro, פינחס בן-אלעזר Pinchas ben-Elazar é 742, sendo este o mesmo valor numérico da palavra בשמת besamet que significa a fragrância do bálsamo. Está tudo na Torá, se a pessoa abrir seus olhos e coração, que seja assim amém.

tzedakah

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