ANIMAIS FALANTES

“E o Eterno abriu a boca da jumenta, e ela disse a Bilam: O que eu te fiz para que tu me batesse já 3 vezes?” (Bamidbar 22:28, Parashá Balak).

Toda verdade Divina pode ser compreendida por qualquer aspecto, dimensão ou particularidade desta mesma verdade. Isso se dá ao fato de que, as verdades Divinas são infinitamente conectadas e unidas, sem emendas. Emêt, “verdade” em Hebraico, é o “selo” de Hashem sobre tudo. Portanto, se é algo verdadeiro no Alto, será sempre verdade, aqui em baixo também. Desde modo, se observarmos a realidade com o objetivo de entendermos a essência desta realidade, ou seja, no aspecto das verdades da Torá, seja por qual ângulo se buscar, para os olhos sábios, estas observações revelarão a verdade mesmo se ela for mascarada pelas ilusões do mundo de mentiras. Dito isso, voltemos ao verso sobre o milagre da jumenta que falou. É sintomático que este milagre da Torá seja verdadeiramente o milagre mais trivializado na cultura secular. Sim, pois não faltam personagens em diferentes mídias, de natureza estritamente animal – deste ou d’outro planeta – que falam. Animais falantes representam uma maciça infestação da cultura comum secular, que é tão espiritualmente ignorante e amplamente permissiva, aplaudindo cada vez mais tudo que puder em algum grau ou nível desbancar a “posição arcaica” dos princípios bíblicos. Animais falantes são como “janelas” desta cultura sem D-us. Em sua extraordinária trivialização, e portanto, da aceitação como absolutamente natural, sujeita-se as crianças em formação de caráter aos princípios mais levianos e amorais do planeta. Basicamente, a mensagem oferecida por estas anomalias é muito clara: tudo “pode ser”, bastando imaginar sem limites. E os animais, alguns promovem, “não são tão diferentes assim de nós. Eles (quase que) têm os mesmos direitos, certo?”. Outros ainda afirmam: “O que se diz por aí, que D-us diferençou o homem do resto da criação através da capacidade humana exclusiva de expressão verbal inteligente, é pura balela. Não existem diferentes marcantes”. Aliás, a cultura herege no seu íntimo deseja inculcar cada vez mais estes princípios nefários, pois existe uma agenda oculta. Veja, a humanidade se aproxima rapidamente de quedas morais ainda mais terríveis do que se vê atualmente, ainda que de fato sejam estas degradações humanas muito mais antigas do que se conhece ou lembre. Por exemplo, no Bereshit (Gênesis) é relatado que a geração de Nôach (Noé) transgredia todas as cercas morais imagináveis. De fato, até mesmo os animais cruzavam entre as espécies inapropriadas, uma transgressão abominável da ordem moral que eles imitavam dos humanoides da época que assim o praticavam também. Na Torá, é sabido que pessoas ofereciam seus próprios filhos e filhas a um ídolo, através delas oferecidas jogadas vivas ao ídolo de metal incandescentes. Outros, como é trazido na parashá Pinchas (da próxima semana), idolatravam através da defecação. E muito antes disso tudo, práticas impensáveis de Sodoma e Gomorra (e que agora encontram apoio dos tolos acéfalos e suas fotos hipócritas com “cores do arco-íris”), se tornaram tão aceitas, que até governos querem que sobre elas seja ensinado material sancionado pelo próprio ministério da educação. E tudo isso e mais, está certamente voltando. Mas quem se importa?

Mas, retornando aos “bichinhos” que falam e infectam a psique das crianças de modo tão inócuo, assim se pensa, pergunto: Como poderão estas crianças crescer e acreditar que o cruzamento entre espécies é marcadamente inapropriado se seus desenhos e agora, suas crenças completamente fundamentadas na heresia, pregam justamente o bordão humanista liberal de “somos todos iguais”, inclusive os animais? Como há de um adulto crescer e atuar moralmente, com retidão, em um mundo tomado pela vontade de forças ocultas que almejam somente e unicamente a desintegração ético-moral da humanidade, e por fim, a destruição completa da civilização? Como pode-se esperar que adultos não busquem burlar todos os processos e sistemas da vida que eles se engajam, seja através da corrupção, do “jeitinho”, da dissimulação, etc. quando os “patriarcas” que “iluminam” as suas mentes infantis (ainda que adultos) gritam ousadamente contra o Criador?

Uma sociedade que trivializa largamente os milagres, eventos tão singulares, mostra na verdade raiva e afronta a D-us. Mascarado com cores doces e vozes deliciosas de “animaizinhos fofos”, as forças do mal controlam as mentes destes inocentes de hoje, que amanhã serão os corruptos e psicopatas que infectam todos os meios sociais. E um mundo que trivializa milagres, é um mundo que trivializa e desdenha o valor da vida: o maior dos milagres. Portanto, vemos que a verdade se revela, seja ela vista pela tromba ou pela cauda do elefante. Mas, por favor, não o elefante verde que fala, e nem o rosa que voa…

tzedakah

5 pensamentos sobre “ANIMAIS FALANTES

  1. Shalom Rabino Avraham
    Agradeço pelos ensinamentos expressos no texto acima, que de tão lúcido, traz o incômodo de que se faz necessário ação.
    Ação de estarmos atentos, de não comprarmos gato por lebre, de não sermos ofuscados pela fachada das coisas e de não deixarmos as coisas passarem batido. De mudarmos a nós mesmos e o ambiente em que vivemos.
    Isso pede uma revolução interna e externa, onde a única bandeira a ser usada é a Torá, ferramenta propulsora de ações retificadas e de ligação com o Altissímo, Bendito seja!.
    Tudo de bom
    Sueli

  2. Shalom Rabino, meus sinceros respeitos pela elucidação da mensagem do sr. Penso que o maior perigo que existe é o de nos acostumarmos a ver essas atrocidades cor de arco iris e acharmos normal ou por conveniência ou por imposição.O medo de dizer não as sociedades parece imperar nesse cenário de horrores coloridos. Não podemos jamais achar NORMAL o que não o é.
    Ivana B.

  3. Shalom Rabino Avraham,

    Quando escuto o mestre esclarecendo assuntos que somente ouvimos neste meio, sinto anseios, pois já esta ficando impossível manter nossos filhos distante destas heresias, por mais que controlamos o conteúdo (mídia) mesmo sem usufruir da ‘janela’ para planos nefastos da nova ‘ordem’ (televisão), sentimos que somos os únicos em nosso bairro ou talvez na cidade onde vivemos, então não podemos proibir as crianças de irem a escola ou brincar com outras, onde uma camiseta com dragãozinho é ‘lindo’ etc.. para não levantar questionamentos distorcidos sobre o direito das crianças temos que suportar, por outro lado nos sentimos confortados por estar entendendo um pouco mais sobre a forma correta de ver as coisas que acontecem a nossa volta, e assim tentar viver em retidão, que D-us permita a todos.

    Obrigado Rabino Avraham por abrir os olhos e nos fortalecer.

    Edson Bertoldo

AVISO: COMENTÁRIOS NÃO SERÃO RESPONDIDOS

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s