8 pensamentos sobre “SHEMINI: “SENSIBILIDADE TOTAL”

  1. Com a permissão do Rabino Avraham Chachamovits, meu humilde comentário dos ensinamentos que recebi, Graças a D-us, de seu shiur Shemini: “Sensibilidade Total” (e, em complementação, Vayigash: “Olho Vivo):

    O Rav nos traz um importante ensinamento sobre o se’ir hachatat (“cabrito de sacrifício”) que aparece no verso Vayicrá 10:16 – uma referência ao bode expiatório de Yom Kipur. Apesar de ser um assunto estritamente judaico, humildemente, nos traz importantes lições e é essencial para quem busca manter as Leis Noéticas. Como o Rav diz: “ainda que suas almas (de não-Judeus) não tenham essa questão da necessidade de alimentação casher, (eles) estão procurando um alinhamento a D-us. Então, esse movimento todo pode ser impactado pela alimentação.”
    Durante os tempos do Beit Hamikdash (“Templo de Jerusalém”), que retorne em breve e em nossos dias, o cabrito era utilizado como sacrifício de pecado e deveria ser comido pelo sacerdote que o ofereceu. Como o Rav nos ensina, uma questão sobre o tema é exposta: “sendo o cabrito, aparentemente, passivo de ter um espírito negativo, como pode ser ofertado e comido?” Ou seja, o espírito negativo do pecado não o tornaria impuro e impróprio para o consumo do sacerdote?
    Como o Rav nos ensina, Rabbi Shimon bar Yochai (o Rashibi), no Zohar, responde: “Isso não é assim! Se um espírito impuro residisse, de fato, nele, então o cabrito não seria permitido de ser ingerido por um Judeu. Espíritos impuros passam através do animal (cabrito) e aparentam prejudicá-lo. Mas esses espíritos não residem nele, pois quando eles se aproximam dele outro espírito do lado da pureza passa e o espírito ruim se afasta do animal (um detalhe importante: o Rav ensina que a guemátria de “se’ir hachatat” é 112; a mesma de “Yabok”, o rio em que o Patriarca Jacob lutou com um homem até levantar-se a aurora). O Rav nos ensina que há uma questão de autorização espiritual, pois os espíritos impuros se aproximam dos animais puros para processar os Judeus, de acordo com os Dinim (“Julgamentos”). Para atuar de alguma maneira que seja necessária para colocar em prática um Julgamento dos Céus.
    Essa questão é levantada, pois “(comer um animal não permitido) rebaixa o corpo e a alma do Judeu ligando diretamente à sitra achara (‘outro lado’). Sendo considerado, pela Halachá (‘Leis Judaicas’), como se ele tivesse feito avodá zará (‘idolatria’)”, que D-us não permita. Como o Rav nos ensina, nas criaturas impuras existe uma tumá (“impureza”), mesmo ao fitar para elas, se atrai para o Judeu um espírito impuro que paira sobre elas, que D-us não permita. Esse olhar leva a pessoa a fitar coisas piores, a impelindo a pecar.
    Nas palavras do Rav, “a pessoa que danifica seus olhos, olhando para o que não é apropriado, para o que não é sancionado, infecta (corrompe com o que é impuro e sujo) o santuário; e afeta e danifica toda criação, D-us nos livre”. Em relação aos olhos, há uma curiosidade quanto à sua anatomia. A parte do olho onde a luz é captada e transformada em sinais elétricos, para ser enviada ao cérebro (através do nervo óptico), se chama retina. Ela é a única parte do Sistema Nervoso que pode ser observada sem a necessidade de instrumentos invasivos. Sendo assim, os olhos são a janela do Sistema Nervoso. Como o Rav nos ensina, o mundo físico nada mais é do uma representação dos mundos espirituais e “os olhos têm uma ligação intrínseca com a alma”. Assim, “nem tudo deve ser olhado, devido ao dano que pode causar na alma da pessoa.”
    No mundo atual, com a Internet, televisão e outros meios, pode-se ter acesso a um pequeno universo de conteúdo. Nele, podemos encontrar veículos abençoados, como o caso do site da Beit Arizal, e também outras coisas não muito positivas, que D-us não permita. Por isso, o cuidado com os olhos é tão importante. Como Rav ensina, quando se fita coisas impróprias, se dá força às clipot (“cascas”), que pode levar a impulsos negativos. Por esse motivo, essa questão é tão importante para homens, que devem estar observantes quanto seu comportamento sexual, para que seja digno do Mundo Vindouro. Como o Rav fala: “só um olho cuidado é um olho vivo. Um olho não cuidado se torna um instrumento da sitra achrá (“outro lado”). Por tanto ele é corrompido, perde vitalidade e se escurece.”
    Esse é um assunto de suma importância. Ao se ter olhos puros, afasta-se da mente imagens que podem levar o homem a pecar mais ainda, que D-us não permita. Como o Rav ensina, além das questões de comportamento sexual, não se deve olhar para templos e imagens de idolatria, pois “olhar qualquer coisa é estabelecer um pacto com essa coisa.” Assim, devemos estar sempre atentos aonde permitimos nossos olhos estar. Em uma analogia, se nós ganhássemos um doce muito bonito e gostoso, não iríamos comê-lo em um lugar sujo de lama, mas o levaríamos para o ambiente mais limpo possível. Caso caísse, não o comeríamos sujo. Deste modo, devemos ter o mesmo cuidado com nossos olhos para não sujá-lo de lama.
    Como o Rav nos ensina, esse cuidado apenas nos traria felicidade, pois, “quando aqueles que cuidaram dos seus olhos, somente buscando olhar para coisas permitidas, olharam para o céu – serão recompensados com uma iluminação extraordinária, uma Luz de Hashem, e terão mérito de estarem aqui na revelação de Mashiach, muito breve e em nossos dias.”

    Com respeito!

  2. Shalom Rabino Avraham,

    Pude compreender desta aula profunda que se não forem pelos atos corretos que o homem tem a possibilidade de praticar, nenhuma vantagem teria o homem sobre os animais. Pois o fim de ambos é o mesmo e as necessidades físicas iguais, mas a possibilidade de viver à imagem e semelhança do Criador de toda vida existente é o que da sentido a vida e propícia verdadeira alegria e honra à vida humana.

    D-us através da revelação no Monte Sinai transmitiu informações que de outra forma seriam inacessíveis, e ensinou como viver de tal forma a revelar o verdadeiro sentido e essência da existência nesta realidade de divisões e fenômenos. Como já diz o título da aula, a essência de toda a Torá é tornar-nos sensíveis à D-us, e consequentemente à humanidade e até mesmo aos animais e seres vegetais. Este respeito e sensibilidade por criaturas consideradas inferiores do ponto de vista espiritual e as vezes até mesmo biológico transcende a razão não podendo ser estabelecido através de critérios puramente pragmáticos, pois do contrário facilmente cairíamos na situação de sermos cruéis ou querer sermos “mais bondosos” do que Aquele que estabeleceu o conceito de bondade, e gerando ideologias que proíbem e criticam radicalmente todo o consumo de carne e consequentemente todos os rituais que eram prescritos no templo.

    A ideia profunda e reveladora de que beleza na verdade significa iluminado espiritualmente e abominável reflete a falta de iluminação nos ensina que o que em geral traz ojeriza não é a aparência em si de animais rastejantes, mas a origem da energia vital destes seres, que provém da mais material das origens que é Malchut de Asiyá de Asiyá, e isto reflete-se num aspecto mais repulsivo. Mas mesmo estes seres requerem o devido respeito poi são criaturas de D-us e que têm a sua função. Mas como a vida de um judeu exige o revelar da santidade oculta em todas as coisas, e o extinguir do mal que permeia diversas coisas também, uma série de leis alimentares são necessárias para que ocorra a devida separação entre luz e escuridão no mundo e na alma humana. Nem toda vida é permitida de ser consumida e as que são devem ser feitas do modo prescrito.

    Existe toda uma dinâmica espiritual que envolve também almas humanas e vida animal, e a questão do contato visual também com animais impuros, o que deve ser evitado, mostrando o quão complexo são estas interações e como somos incapazes deste conhecimento a partir da razão pura, justamente um dos motivos da kashrut é sensibilizar a pessoa, permitindo perceber o espiritual e ativar o intelecto intuitivo sobre as verdades espirituais. Creio que no fim todas estas considerações levam à um relacionamento mais equilibrado entre os seres vivos no planeta não apenas espiritualmente, pois coloca o homem no seu devido lugar, que é superior espiritualmente se assim merecer, e não num patamar absolutamente igual como várias religiões orientais e movimentos ecológicos ocidentais colocam, gerando comportamentos distorcidos que rebaixam a alma humana e elevam seres vivos não humanos à uma falsa santidade.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Shabat Shalom, Moshe

  3. SHALOM CARO RABINO AVRAHAM E AMIGOS DO BEIT ARIZAL,

    Peço a licença do sr. Rabino Avraham e dos amigos deste site iluminado para comentar brevemente sobre o presente shiur.

    Como um indivíduo das nações sou levado a meditar na grande misericórdia de D-us por toda a Sua criação e assim entendo minimamente que cuidar de forma responsável de todos os elementos da natureza não é apenas um dever Judaico, mas de todos os povos. Ao respeitar a vida mesmo das criaturas mais baixas como os animais rastejantes entendo que o homem pode emular a grande misericórdia do Criador em algum grau e assim ele pode crescer na sensibilidade verdadeira, praticando uma vida ecologicamente correta, se alinhando cada vez mais ao desejo do Criador.

    E desta forma entendo que o homem pode idealmente aprender a aceitar as verdades eternas da Torá ensinadas pelos Mestres milenares, sendo sensível para vivenciar as verdades cabíveis a ele que poderá promover a retificação do seu caráter, que D-us permita. Agradeça á D-us pelos ensinos iluminados recebidos aqui através do nosso estimado Mestre Rabino Avraham, tudo de bom á todos.

    Respeitosamente, Emerson

  4. Shalom Rabino Avraham. Peço a permissão, para expor pequeno entendimento que decorreu ao estudar esta aula edificante.

    A Torá nos ensina que “Hashem que manda no mundo.” Entendo com as explicações do senhor que cada animal, casher ou não, é resultado dos atos das almas em vidas passadas, tudo determinado pelo julgamento justo de Hashem (medida por medida), que permitirá também cada criatura ser elevada ou não, este é o juízo que cada um recebe do Misericordioso pelos atos cometidos. No decorrer da aula compreendo através do Provérbio 19, “ pois aquilo que recai sobre os filhos dos homens, recai sobre as bestas, sendo a morte de um igual a do outro, tendo ambos um só fôlego sendo nulo a superioridade do homem sobre os animais, pois tudo é vaidade”, a grande responsabilidade que um Noético deve ter com a sexta Lei (6. Não comer um membro de um animal removido enquanto vivo) que quer dizer também respeitar cada animal por mais rebaixado que ele seja, por que Hashem assim o ordenou, o mesmo vale para a natureza como um todo, pois a natureza é o Criador, Ele mesmo.
    Nosso objetivo é buscar retificar nossos atos e ter méritos para auxiliar o povo Santo na retificação do mundo, para que assim a Iluminação seja ainda mais abundante, e desta forma causando a elevação dos seres que foram rebaixados. Isso tudo será revelado com a vinda do Único e Verdadeiro Mashiach, que seja ainda em nossos dias, se D-us quiser.

    Obrigado Rabino Avraham por mais esta aula “pilar” na edificação de um mundo melhor.

    Edson Bertoldo

  5. Shalom Rabino Avraham, peço permissão para expressar um breve comentário sobre esta aula reveladora.

    Miinimamente entendo que como pessoas que estamos nos alinhando com a retidão, com o Povo Santo que é a Luz das nações, devemos nos esforçar ao máximo para alcançarmos a retificação através do caminho da Torá. Aumentando nossa consciência espiritual e consequentemente atingirmos cada vez mais um grau de sensibilidade maior com relação às nossas ações em relação a tudo que existe na criação, até com as criaturas mais inferiores, pois todas as nossas ações estão sujeitas a um Decreto Divino o tempo todo.

    Aprendo com esse shiur que tudo que pensamos, falamos e fazemos certamente é contabilizado nos céus. Devemos portanto aumentar nossa sensibilidade a tudo através da retificação e agirmos conforme as Leis que nos são reveladas na Tora, para um dia quem sabe sermos dignos de uma porção no mundo vindouro, se D-us quiser.

    Agradeço a oportunidade desse pequeno entendimento.

    Tudo de bom.

    Robson Cleber Garcia da Silva

  6. Shalom.

    A parashá do Mestre trata basicamente dos animais permitidos e proibidos para os judeus e apesar de ser uma aula para o povo santo os noeticos também podem tirar lições importantes e se beneficiar desses princípios aqui revelados.
    Como é sabido através dos estudos de diversas obras do Mestre para um judeu comer um animal não casher é algo gravíssimo, um dos maiores danos à alma de um judeu pode ser causado por uma alimentação inadequada pois liga diretamente a alma do judeu à sitra acha. Fiquei impressionado com a revelação que o simples fitar um animal impuro já é capaz de causar danos e manchas ao judeu por eles serem carregados de Tuma, impurezas.
    Um ponto importante o qual aprendo é que também não podemos maltratar essas criaturas impuras, Hashem em sua abundância misericórdia supervisiona todas as criaturas vivas, punindo os indivíduos que as oprimem, cada ação é contabilizada. Eu realmente evito matar animais mesmo os rastejantes e perigosos, exceto em situações de risco à minha saúde.
    Por fim o Mestre nos conclama a sermos sensíveis ao extremo e em todos aspectos de nossas vidas, ao ponto de chegarmos no apogeu de termos o título de Imagem e semelhança de D-us, sendo esse o tikkun do homem.

    Agradeço ao Rabino por mais essa preciosa aula.

    Thiago

  7. Shalom Rabino Avraham
    Com a permissão do sr., gostaria de externar estas pequenas linhas de reflexão a respeito deste belíssimo shiur.
    A sociedade secular transformou a natureza em coisa, em objeto de apropriação, para saciar os mais variados desejos mundanos e, neste caminhar, dela tem usado e abusado em destruição, sem se importar com outra coisa senão com egocêntricas satisfações. Tornamo-nos, nesta esteira, insensíveis com toda a vida que nos cerca, ai inclusos nossos semelhantes.
    Neste shiur somos então lembrados que a natureza é Hashem, ele mesmo, em sua investidura de Elokim e isso nos permite perceber que a forma como tratamos a natureza é a forma como tratamos ao próprio Eterno.
    E esta visão irreverente, que quer colocar D´us ao serviço do homem e não o homem ao serviço de D´us decorre da separação que nos distancia de D´us: nossa casca grosseira, nossas klipot. E distantes de D´us, tomamos a natureza como algo estranho a nós, quando deveríamos nos sentir parte dela e com ela viver em santa comunhão.
    Nos ensina o Rabino, todavia, que, como em tudo responderemos por nossos atos, medida por medida, e que nosso retorno a Hashem depende da capacidade de desenvolvimento de uma sensibilidade total traduzida pelo respeito aos nossos semelhantes e à natureza como um todo.
    Shalom
    Rubens

  8. Shalom caro Rabino Avraham e estudantes do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar o presente shiur:

    É incrível perceber a perfeição do Criador manifestado em Suas obras, pois cada criatura por mais insignificante/pequena que seja tem uma razão/propósito de existir, pois como foi dito pelo Mestre “todas as coisas do universo são servos de Hashém”. Sendo assim um animal pode ser usado para trazer um decreto feito nos Céus contra alguém ou os animais podem ser usados para trazer algum benefício se assim D-us determinar como na história do profeta Eliahu/Elias que recebeu alimento por meio de corvos como relata a Bíblia.

    Mesmo as pequenas e imundas criaturas rastejantes, produtos de uma extraordinária contração/tsimtsum da luz de D-us precisam ser tratadas com respeito, pois maltrata-las atrai decretos contra os homens, por isso o Mestre traz a lição preciosa ao perguntar “Quão maior é a punição para as pessoas que causam dor e angústia aos estudiosos da Torá?” Tendo essas lições em mente busco avaliar como tenho me relacionado com todas as pessoas, na maneira que falo, no tom da voz, no cuidado para não fazer falsas promessas, lashón hará e todo o tipo de atitude que traga estresse, angústia ou dor a alguém, avaliando o que preciso retificar ainda se D-us quiser. Entendo que ao estar ligado á um Mestre de Torá a responsabilidade aumenta muito, pois se trato mal alguém, podem me acusar dizendo “olha o que se diz ligado á Torá tratando mal o outro” provocando profanação ao Nome de D-us, que Ele não permita.

    Pelas obras do Mestre entendo que é impossível eu respeitar á D-us sem respeitar outras pessoas, especialmente meu Mestre de Torá a quem devo respeito maior ainda do que com outras pessoas como aprendi com ele, são assuntos que busco guardar no meu coração com temor e amor á D-us para crescer em sensibilidade no caminho de retidão, reconhecendo que há um árduo e longo caminho a ser trilhado por mim no trabalho de retificação. Obrigado caro Mestre Rabino Avraham, tudo de bom!

    Respeitosamente, Emerson

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