5 pensamentos sobre “TSAV: “CICLOS DE FOGO”

  1. Meu comentário sobre os shiurim do Rabino Avraham Chachamovits, com a devida permissão e orientação, da compreensão que tive, Graças a D-us, de seus ensinamentos:

    O Rav nos ensina, em seus shiurim sobre a Parashá Tsav, sobre a importância de nossos pensamentos. As Corbanót (“sacrifícios”) de elevação são oferendas conectadas com a retificação de pensamentos errados. A mente é o nível mais elevado de nossa alma, neste mundo. Devido a isso, qualquer retificação dela se dá em um nível igualmente elevado.

    Como o Rav nos fala, para que os sacrifícios não fossem desqualificados, era necessário que o Cohen estivesse com a kavaná (“intenção”) correta. Assim, seus pensamentos deveriam estar retificados. Sobre isso, o Rav traz: “E o fogo que está sobre o altar se conservará aceso”; sendo o fogo a paixão por HaShem e o altar o coração do homem. Antes de tudo, é necessário destacar que o Rav apresenta no shiur “Tsav: Ciclos de Fogo” que as orações, para o Povo Judeu, servem como um substituto para os sacrifícios, até que venha o terceiro Beit Hamikdash (“Templo Sagrado”), que seja muito em breve e em nos nossos dias. “Em ambos os casos, Corbanót e Orações, são refinados através do fogo em seu coração”. Deste modo, ao realizar o sacrifício – em paralelo, a oração – o nosso coração precisa queimar com a paixão por HaShem para que a oração seja elevada corretamente– se D-us quiser.

    Este ensinamento do Rav me lembrou de que vivemos em uma época com grande facilidade de acesso à informação. Por este motivo, a todo o momento, somos bombardeados com todo tipo de conteúdo que preenchem nossos pensamentos. As diferentes mídias seculares sobrecarregam nossas mentes com informações desnecessárias. O que torna o trabalho de refinamento árduo. Como a Torá fala há milênios, hoje, a neurociência aponta que o próprio armazenamento de informações por nossos cérebros está mudando a nossa forma de pensar. A própria memória se transformou, pois, mesmo que se tenhamos maior facilidade de acesso, cada vez mais perdemos a capacidade de acessar lembranças importantes. Por isso, é preciso estar alertas às nossas intenções.

    Eu frequentei um culto que, obviamente, como qualquer culto não judaico, pseudo-judaico, ou anti-judaico, estava completamente distante da verdadeira Torá. Como o Rav nos alerta: muitas pessoas, nos dias de hoje, com a popularização charlatã da “cabala”, se utilizam de técnicas distorcidas e misturas impuras (em diversos tipos de sincretismos); tudo isso, em um total desconhecimento das leis de Kedushá (“Santidade”), extremamente necessárias para se atingir a verdadeira Cabalá. Sem entender o que estão fazendo, tentam acessar canais energéticos em busca de resultado imediato em suas vidas. Em uma analogia que o Rav faz, estariam como que brincando com os botões de uma usina nuclear, desconhecendo o risco de sua ação. Mesmo que pensem conhecer tal risco, a arrogância em suas mentes é tão grande que acreditam em uma própria “verdade”, onde seus egos podem lhes apontar o “caminho”. Porém, sem a intenção correta e, ao ignorarem os desígnios superiores, D-us não permita, elas tentam alterar os relógios de suas vidas por “atalhos”, em uma distorção intimamente ligada à sitra achra (“o outro lado”). Como o Rav nos ensina, mesmo que tenham a intenção – ainda que infantil – de estarem fazendo o bem: “quem não está fazendo o bem, através do conhecimento do bem, está fazendo o mal. Portanto, conhecimento e intenção precisam ser sempre unidos”.

    Por mais que, muitas vezes, a sitra achra se vista em trajes bonitos, ela nunca está próxima da verdade. Podemos nos confundir, D-us não permita, com palavras que soam agradáveis e histórias “bem-sucedidas”. Como se o simples fato de aparentarem algum sucesso fosse uma indicação real de qualquer coisa. Porém, a arrogância com que regem suas vidas já deveria nos ser suficiente para entender a origem de suas intenções – e de que operam para a sitra achra.

    Por isso, o Rav alerta, mais uma vez, que devemos buscar o caminho verdadeiro e, assim, a intenção pura para elevar nossas orações e retificar nossas mentes. Somente, desta forma, atingirmos os mundos superiores.

    Por mais que pareça inacessível, o Rav nos ensina que tudo parte da intenção correta. Com a arrogância dos ímpios, e sem a paixão por Hashem em nossas vidas, D-us não permita, não traremos nada de bom – nunca. É preciso humildade para buscar o refinamento constante de nossos pensamentos. Uma vigília incansável de nossas mentes para conhecer nossas intenções. Como o homem que precisa atravessar uma ponte de madeira e cordas antiga deverá saber onde estão seus pés e o peso que colocará neles – a todo o momento. Assim como devemos medir nossas intenções. Este homem não correrá por ela, sem cuidados, se não quiser desabar no precipício. Ele também não consultará oráculos que lhe dirão a velocidade que deve correr, ou o dia e a hora “certos”. Pois, a elevação para os níveis superiores não se dá através de fórmulas mágicas, que o mundo nos oferece com facilidade, mas através da kavaná e da retificação de nossas mentes – se D-us permitir.

  2. Shalom Rabino Avraham,

    Esta aula fundamental para compreender o mecanismo do serviço à D-us tanto na época do tabernáculo, Templo e hoje em dia também, fornece a motivação necessária para se vencer as tentações pelos desejos rebaixados da alma animal e se investir no aumento da chama que queima de vontade por ligação com o Criador. O fogo no altar deve permanecer acesso e sempre ser alimentado eternamente, pois o desejo por D-us deve ser estimulando sempre, mas para isso é necessário que tudo que nos afasta de D-us seja queimado, assim como o animal era queimado, nossa natureza animal.

    Como o senhor explica uma parte desse serviço não podia ser elevada, que é a própria limitação intrínseca do homem neste mundo físico, pois uma vez que o homem é feito de carne ele não pode ser elevado completamente, sempre existirá um resíduo, isto é, as próprias limitações intrínsecas de viver num corpo material. Mas a Torá ensina isto não deve levar o homem à depressão, auto-flagelamento ou auto-depreciação, pois foi D-us quem quis que servíssemos Ele nesta situação de máxima ocultação e constrição da luz divina, e devemos estar muito felizes por essa chance, lutando pra aumentar a sede por D-us cada vez mais, em outras palavras, se auto-anulando, fazendo de nossas vontades a vontade Dele.

    Muitas das filosofias não judaicas, tanto orientais quanto ocidentais cultuam a depressão e o sofrimento como a única coisa verdadeira no mundo, e buscam realizar o ciclo exatamente oposto ao ensinado nesta aula pela Torá, pois estes mestres da tristeza querem se ligar a morte e escapar da realidade física, ao invés de transforma-lá para o bem e se transformarem também. Como já ensinado pelo rabino Avraham, estas filosofias e religiões nada mais são do que manifestações da sitra achrá, e sempre acabam resultando em ateísmo, não teísmo ou politeísmo, e por isto o judaísmo incomoda tanto.

    Esse ciclo só é completo quando as emoções se afloram e realimentam as ações que possibilitam que este fogo não se extingua, pois caso contrário, como ensinado na aula, esta energia espiritual advinda do serviço a D-us será profanada, mal canalizada e o serviço terminará e se degenerará. Não temos condições de inferir por conta própria as regras deste serviço, o que já está detalhado na Torá por D-us, e além de seguir corretamente as leis de D-us a intenção deve ser pura também, isto é, o serviço deve ser perfeito tanto em forma como em substância. Mas em termos práticos pelo que já aprendi com o Rabino Avraham na Torá, isso tudo significa fugir do mal e fazer o bem, e o estudo deve sempre ter como meta a ligação com o Criador.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Shabat Shalom, Moshe

  3. Shalom Rabi Avraham e amigos. Permita-me fazer um humilde comentário a respeito da presente aula.

    Em meu singelo entendimento, o fogo que permanecia aceso no altar do Tabernáculo onde eram feitas as oferendas dos animais a serem sacrificados, representa o desejo de se ligar a Hashem, o amor a D-us, que deve sempre permanecer no coração (altar do Tabernáculo) do homem para queimar o animal ( o aspecto dos desejos “animais” da alma do homem ) para que então possa haver o devecut ( a conexão do homem com Hashem ), e neste processo, temos uma sobra, que são as cinzas, que não podem ser elevadas e representam a condição caída do homem que, percebe sua pequenez diante dessa ligação com Hashem. Mas que na verdade deve ser utilizada para manter a consciência de uma constante necessidade ligação com Hashem, para que possamos chegar finalmente à Redenção, à Era Messiânica se D-us quiser.

    Há milhares de anos os judeus permanecem ligados a Hashem graças a um diferencial muito marcante que foi a aceitação da Torá de todo coração e a manutenção dessa ligação em todos os tempos por eles vividos neste mundo, fossem quais fossem as circunstâncias. O estudo da Torá é fundamental para manter este fogo aceso e consequentemente estar conectado a Hashem. Sem o estudo da Torá não há purificação, nem há condições de se ligar a D-us. Pois claramente, sem a Luz não é possível saber por onde e como caminhar ou mesmo encontrar o caminho. Sem Torá se anda às cegas e aos comando dos desejos do corpo, da Ietser Hará, que engana o homem fazendo-o crer que as ilusões materiais que o cercam é que são importantes durante sua curta trajetória neste mundo.

    Baruch hashem, temos a oportunidade de encontrar o caminho da Torá nos ensinos do Mestre Rabi Avraham, e podemos a partir de conhecer nossas Mitzvot, cada um em seu grupo, os B’nei Israel com as 613 Mitzvot e os B’nei Noach com as Sete Leis e suas ramificações, para assim, obedecermos os comandos de Hashem para podermos ter condições de nos conectarmos a Ele e assim caminharmos em direção à Era onde o único e verdadeiro Mashiach virá em breve e que seja ainda em nossos dias, Amém.

    Agradeço ao Rabi Avraham pelos ensinamentos e aos amigos pelo apoio nesta caminhada de retificação, e pela oportunidade de registrar este humilde comentário.
    Shalom. E tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva

  4. Shalom Rabino Avraham e amigos, boa noite,

    Mestre obrigado por tantas obras maravilhosas, que Hashem conceda longos dias com saúde e paz.

    É dito nesta aula, que o coração do homem é como um altar. E no vórt anterior, o senhor ensina que o significado deste altar vai ainda mais longe, pois a Comunidade de Israel, representa fisicamente a perfeição máxima na criação de atuar e ilustrar o Altar Divino. Novamente vemos que o Povo de Israel é o coração do Mundo.

    “… o altar é o coração do homem, e o fogo é sua paixão por Hashem…”

    A aula prossegue com o senhor esclarecendo o quanto a dedicação com o próximo influencia o desenvolvimento espiritual. Que nosso coração precisa estar constantemente queimando vivo, que isto ocorre quando nosso desejo e vontade por Hashem, supera todos os limites da materialidade, e que a maior representação deste fogo queimando é a dedicação ao próximo. Nos é ensinado que assim Hashem age, em infinita bondade, Ele doa de si em toda Criação. Assim também necessitamos agir uns com os outros: “… com fagulhas de amor incandescentes…”. Como revelado na aula, este é exatamente o serviço de ligação com Hashem.

    E esta devoção de amor à Hashem, amor ao próximo é o resgate do homem das forças do mal, é o sacrifício da alma animal (explica o Mestre). Vejo como a ilustração do Homem criando no físico, um gerador de lucidez e entendimento na mente que influencia todo o mundo. Como faz incomparavelmente nosso Mestre, abrangendo lugares em todo nosso país, e mundo, Graças a D-us. Como ensina o Mestre nesta aula, é um Serviço, que gera Inspiração e resgate de fagulhas Divinas, almas, e conseqüentemente gera emoções (que imagino como sendo a melhor emoção possível para ser o humano: a alegria de entender). Forma-se um ciclo formidável: Serviço que gera Inspiração que resulta em Emoção, que impulsiona a mais Serviço ao Divino, que gera mais Inspiração que resulta em ainda mais Emoção que impulsiona ainda mais ao Serviço Divino… os Ciclos de Fogo.

    O Mestre finaliza esclarecendo que de acordo com a importância dada a este trabalho, serviço de ligação com D-us, de amor com o próximo, é estabelecida uma conexão verdadeira com Hashem, mantendo-nos vivos. E ao dedicarmos nossas vidas como servos de Hashem, Ele nos protegerá, e manterá, e tudo então irá para o Bem, se D-us quiser.

    Obrigado.

    Edson Bertoldo

  5. Shalom Rabino Avraham e aos demais Srs., eu peço permissão para postar breve comentário sobre essa aula extraordinária.

    Graças à D’us o Rabino Avraham nos ensina algo extraordinário nesse Shiur, nesse ponto todos os utensílios, leis, enfim tudo o que foi ordenado à Moshe no sentido de edificar o altar já está em pleno funcionamento. O fogo arde consumindo os vários tipos de oferenda que, como nos ensina o Rabino, são os animais interiores que precisam ser queimados: nossas vontades baixas, raivas, medos, enfim todo o aspecto da má inclinação que cresceram e ganharam força quando transgredimos as Leis de Hashem.

    É precisamente esse aspecto que precisa ser queimado, hoje em dia através da paixão com que ordenamos ao nosso coração em cumprir os ordenamentos Divinos. Contudo, nos ensina o Rabino, algo desse serviço “sobra”, após grandes elevações espirituais e a consciência do qual pequeno somos diante do Eterno, pode acontecer de algo em nós fazermos deprimir-nos: essas são as cinzas que sobram do altar. Na verdade é uma saudade, aliás, “saudade” é algo cultuado em nossa cultura; é o desejo de “querer para trás”, quando não havia responsabilidades e espirituais e o individuo podia dar vazão as suas vontades animais.
    Quer dizer, para alcançarmos estados mais elevados, devemos sacrificar e limitar nossos desejos animais, contudo isso tem como efeito colateral a produção dessas cinzas, de certa “contração da luz”, como ensina o Rabino.

    Para manter a minha consciência elevada, eu devo cantar e escutar músicas permitidas para mim; cantar e escutar música apropriada são algo que incita o coração a emocionar-se e de modo correto e a consequência é o afastamento dessas “poeiras”, dessas cinzas que nos arrastam para depressão.

    Como o Rabino nos ensina as emoções negativas não constituem uma transgressão em si, mas constituem um estado de fragilidade aonde as forças negativas podem nos testar: o sujeito está em um estado deprimido e é convidado para uma festa que não é permitida para ele, e ele, que D’us não permita, pode acreditar que isso afastaria essa tristeza, algo que até pode ser justificado erroneamente como sendo “bom”. E de fato a transgressão traz uma vitalidade não sancionada à pessoa, uma vitalidade que fortifica o Ego as tendências negativas que o constituem. É preciso investigar, profundamente, como as emoções e forças vitais são adquiridas e escoadas, pois tudo é contabilizado independente das ilusões de bem-estar e falsas alegrias.

    Carlos Bengio.

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