8 pensamentos sobre “TAZRIA: “AMARRAS PODEROSAS”

  1. Um vórt muito profundo e analítico sobre Vayicrá a parashá Tazria que traz um conhecimento dessas entidades e perigos espirituais com assuntos de maneira bem compreensiva graça a D-us e bem apropriado ao momento e o tempo. Grande mestre, obrigado Rabino Avraham.

  2. Com a permissão do Rabino Avraham Chachamovits, meu humilde comentário dos ensinamentos que recebi, Graças a D-us, de seu shiur Tazria: “Amarras Poderosas”, tão profundo e iluminado:

    O Rav nos traz uma lição essencial para uma vida em santidade, através do verso: “Quando o homem tiver na pele de sua carne inchação, pústula ou mancha, e se tornar na pele de sua carne como uma praga de lepra (Tsaráat), será levado a Aaron, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes.” (Vayicra 13:2). Nesta porção da Torá, são abordadas as Leis de doenças da pele – “chamadas de Tsaráat, comumente, e incorretamente traduzidas como lepra; e que podem fazer da pessoa impura”, como o Rav nos ensina. Um assunto de Leis de interesse ao Povo Judeu, porém, que pode trazer, humildemente, importantes ensinamentos para toda a humanidade, se D-us quiser.
    Como o Rav nos ensina, apesar de se tratar de um assunto de doenças de pele, não é uma questão de contágio físico que faz o indivíduo impuro ou não. Porém, a presença delas que faz refletir alguma falha ou contaminação espiritual, e isso, sim, torna a pessoa impura. Como o Rav nos esclarece: “essa doença não existe mais, isso era algo dos tempos bíblicos. Igual, com certeza, ainda que ela não seja revelada nos nossos dias, mas incontáveis lições podem ser aprendidas desses assuntos absolutamente pertinentes à vida de hoje.”
    O Rav nos traz a explicação do Arizal sobre o aparecer dessas pragas: “duas se subdividem em quatro”, Rav nos ensina que as aparições principais são uma mancha e uma mancha erguida, em excesso. Como é explicado, existem duas manchas auxiliares para cada uma delas, no total de quatro. Isso forma uma matiz de quatro níveis da cor branca “que significam o início da Tsaráat, essa lepra espiritual – como é comumente traduzido do hebraico”, como o Rav ensina. O Arizal continua: “e também sobre elas está escrito: ‘a nação caldeia é espantosa e terrível seu julgamento e a sua doença erguida vêm de lá'”. Isso é interpretado que o fato de haver um aspecto erguido na mancha é causado pela manifestação do julgamento divino. Assim, existe uma ligação entre a Tsaráat e alguma falha espiritual ligada ao lashon hará e à arrogância, “através da arrogância a pessoa se ergue, por assim dizer. Então há correspondência aqui entre se erguer, ser orgulho e arrogante, à manifestação dessa doença espiritual”. Como o Rav nos ensina, a palavra para “minha doença erguida” é se’eti (Shim-Alef-Tav-Yud) e pode ser permuta para formar a palavra ishti (Alef-Shim-Tav-Yud), “minha mulher”. Como o Rav esclarece, “isso indica: se a pessoa tem mérito a sua esposa será boa para ele, se não, ela será como uma praga para ele”. Assim, o Rav ensina que “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma companheira frente a ele” (Bereshit 2:18) é interpretado que “se ele tiver mérito, ela será uma ajudante. Se não, ela será uma oponente a ele. Em termos mais profundos, isso pode significar que, se ele for refinado, ela vai refletir isso e vai atuar como uma ajudante para ele. Se não, ela vai refletir também isso e vai se tornar a sua oponente.” O Arizal continua: “saiba que as quatro aparições das pragas são manifestações das duas esposas do (anjo principal do mal – uma classe de anjos que operam na promoção do mal) e as suas servas (…) que se ligam elas mesmas de forma parasítica a Chava; e ele introduziu a poluição em Chava”. Essa impureza que foi introduzida em Chava significa, como o Rav nos esclarece, que “ele introduziu nela a autoconsciência e auto-orientação, portanto, um legado à humanidade. Esse é o assunto do mal, sob o ponto de vista psicológico. De fato, a definição do mal, olhando pela Torá, mas no viés psicológico, que é o assunto essencial da Cabalá, é definido com a auto-orientação, o autocentrismo. Quanto mais autocentrada é uma pessoa, mais conectada ela é, portanto, com sua própria essência, vontades e desejos; e menos ela é conectada com o Hashem. Então, o oposto da conexão ideal com Hashem é a própria auto-orientação e a autoconsciência” – que, como o Rav ensina, pode ser chamada como a força do ego. Até certo ponto, no mundo físico, é essencial que haja esta força, pois a pessoa depende de seu lado racional que permite uma adaptação e entendimento da realidade física, para que seja feito um julgamento apropriado desse envolvimento. Porém, como o Rav nos ensina: “o problema é que isso vem, para praticamente toda humanidade, assumir controle absoluto da consciência da pessoa.”
    As duas esposas e as duas servas do (anjo principal do mal) citadas representam, no aspecto psicológico, perversões de sexualidade que tentam profanar as relações conjugais, que deveriam ser santificadas, “através de um foco exclusivo na autogratificação, no preenchimento basal de sensações físicas egoísticas, ao invés de uma consciência, algo de altruísmo, de amor divino”. Elas são opostas às quatro esposas do Patriarca Yaacov (duas matriarcas: Rachel e Léa; e as duas servas: Bilá e Zilpá), que, como o Rav ensina, imitou Adam, porém o fez para retificá-lo. “O Arizal fala que isso é aludido no verso que descreve o rei Og, de Bashan, onde está escrito: ‘veja, a sua cama é uma cama de ferro’ (Devarim 3:11). O Arizal explica que Og alude ao (anjo principal do mal)”. Como a Rav explica, Bilá e Zilpá, juntas com o Yaacov, formam o acrônimo da palavra Barzel (ferro). O rei Og tentou impedir que o Povo Judeu entrasse na Terra de Israel, que é “na verdade, uma analogia da relação sexual. Ou seja, do Povo Judeu sendo o marido e a Terra de Israel a esposa”. O Povo deveria entrar nela para fertilizar a Terra do ponto de vista físico e espiritual, à medida que Og tentou impedir isso, ela assume o papel do (anjo principal do mal).
    O Rav ensina que a guemátria ordinal do trecho em hebraico de “pele da sua carne como praga de lepra (Tsaráat)” é 214, a mesma guemátria da palavra Ruach (“Espírito”) – ou seja, da mente da pessoa. O Rav nos ensina, então, que esse trecho nos mostra que a “praga de Tsaráat” tem uma relação direta com a conexão da pessoa com essas representações do mal, que agem na sua mente e trazem, a ela, falhas espirituais – D-us não permita. Estas doenças são, assim, representações no corpo físico dessas falhas espirituais. Desta forma, o Rav nos alerta que esse é um assunto muito importante, pois, “quando a doença tem uma origem espiritual deve-se entender ao contrário: que o físico já é o resultado da doença espiritual. Apesar dele aparentar ser o início de algo, ele já é o estágio final desse algo.” O Rav também nos ensina que a guemátria atbash desse trecho é 1027, que é a mesma guemátria do verso “deuses fundidos não faça para ti” (Shemot 34:17); que trata do assunto da idolatria – D-us não a permita. Ou seja, da forma que compreendi, humildemente, o Rav nos mostra, mais uma vez, que o Temor da pessoa deve estar apenas em D-us, através do refinamento espiritual; e, assim, muito acima dessas representações do mal – se D-us quiser. Como está escrito: “Ensina-me Teu caminho, ó Hashem, para que eu possa andar sob Tua verdade e dedicar meu coração a ter somente Teu nome” (Salmos 86:11).
    Assim, o Rav nos ensina que a pessoa que se relaciona com sua esposa ou esposo de forma egocêntrica e egoísta, não só faz mal ao casal, como acaba por nutrir essas representações do mal, “essas outras esposas, amantes, que pairam buscando que a pessoa degenere sua relação que poderia ser usada para grandes elevações espirituais”. Ou seja, mesmo que seja uma “amante invisível”, esse comportamento auto-orientado leva a pessoa a trair sua esposa ou esposo. O Rav nos traz que a guemátria avgad de “praga de lepra”, 625, é a mesma da palavra, que pode ser traduzida, como “amante”. Ainda mais impressionante, a guemátria normal de “praga de lepra” é 883; a mesma da palavra “prostituição”. Mais e mais além, quando se soma as primeiras letras dos nomes das duas esposas e duas servas do (anjo principal do mal), Nun-Guimel-Tsadi-Lamed, se tem a guemátria normal de 173; incrivelmente, a mesma da palavra “pragas”. E, cada vez mais impressionante, o Rav nos ensina que a primeira vez que essa palavra aparece na Torá é em: “E infligiu Hashem ao Faraó e à sua casa, grandes pragas por causa de Sarai, mulher de Avram” (Bereshit 12:17), que foi tomada para a casa do Faraó; Como o Rav nos fala: “indicando o desejo dele de uma relação ilícita, e sabemos que isso é um Ruach (“Espírito”) forte de se degenerar sexualmente”. Além disso, o nome das duas esposas e duas servas formam as raízes das palavras “praga” (Nun-Guimel) e “sombra” (Tsadi-Lamed). Assim, vemos aqui a função dessas representações do mal como “sombras da praga”. Como Rav nos fala: “veja a ligação intensa desse verso e suas palavras santas com esses conceitos”, Graças a D-us.
    O Rav nos ensina que em um período de 130 anos, após a expulsão do Gan Eden (“Jardim do Éden”), Adam e Chava se mantiveram separados. Período, no qual, ele não se manteve em celibato e teve relação com essas representações do mal. Adam foi enganado e sucumbiu às fantasias oferecidas pelas duas esposas e duas servas do (anjo principal do mal) e deu origem a uma legião de outras representações do mal, que se propagaram em toda a realidade e significam a energia de preenchimento sensual egoísta. Como o Rav ensina: “eles são forças – inteligências, também, poderíamos dizer – e têm um nível espiritual que os permite (…) acesso de ler e influenciar o grau mental e emocional da pessoa. Através de fazer uso das memórias e símbolos arquétipos do subconsciente humano, afim de buscar e colocar ainda mais na mente suas mensagens para que a pessoa venha a transgredir mais”, como num ciclo repetitivo que torna a pessoa cada vez mais influenciada e viciada nesses aspectos negativos e a leva a emitir sêmen (a semente da vida) em vão, D-us não permita. Como o Rav nos traz: “Há uma geração dessas criaturas, dessas forças, através (…) da força vital do homem que é o sêmen”. Mais uma vez, essas forças afastadas da Santidade, retornam e fomentam novas quedas no homem – alimentando novamente esse ciclo. E, de novo… De novo… Como o Rav nos esclarece: “É importante entender que é dessa maneira que comportamentos desviados, taras, fixações e toda espécie, do que chamamos na linguagem da Torá de ligação com a clipá (“casca”), são fomentados. Por que, na verdade, uma vez tendo obtido uma sensação através de comportamentos degenerados (…) elas são reintroduzidas na pessoa e são forças verdadeiras que fazem com que ela deseje mais vezes fazer o mesmo; ou pior, uma queda maior: uma degeneração. Ou seja, há um ciclo vicioso muito difícil de quebrar.” Este ciclo se inicia com um pequeno fio não difícil de se romper, como de uma teia de aranha, e se tornam poderosos como cordas grosseiras de uma carroças, como o Rav nos traz. A pessoa se torna viciada dessa sensação e, mesmo que tenha a intenção de se livrar, se descobre presa. Pois, essas forças do mal são ciumentas e “matavam os filhos de Chava”.
    Como o Rav, profundamente, nos ensina: “O ponto é que essas forças nefastas atuam na realidade e, obviamente, os homens, em sua maioria, são tão ignorantes às forças espirituais e são absolutamente tomados pelas suas vontades como bússola única e suficiente para as suas atuações no mundo. E, desprovidos de qualquer outro entendimento, eles são, na verdade, fantoches de todo esse plano e de todo esse envolvimento e, eu vou mais longe, de toda essa influência angelical contínua que se existe desde o início do mundo e só aumentou e vai cada vez mais aumentar até que venha o verdadeiro Mashiach que expurgue o espírito da impureza do mundo, como é trazido nas profecias de Zacarias, etc.”
    Nos shiurim da parashá Tsav, o Rav nos demonstrou a importância das intenções puras para o refinamento da mente e, no shiur da parashá Shemini, ele nos ensinou uma ferramenta essencial: o cuidado com os olhos. No meu humilde entendimento, o ensinamento dessas três parashot é muito claro e lúcido e, se D-us quiser, podem nos levar a desenvolver esse aspecto de Santidade ao nos afastarmos do outro lado, que é traiçoeiro. A Torá é o mais forte mecanismo espiritual para combater essas forças, como foi dito pelos Sábios: “Aquele que estuda a Torá com o intuito de ensinar, é dada a ele a oportunidade de estudar e de ensinar, e aquele que estuda com o intuito de praticar [o estudo], a ele é dada a oportunidade de estudar e de ensinar, de observar e de praticar”.
    Assim, ao praticar a Torá, essa força “não consegue reger sobre alguém que se santifica durante as relações conjugais”; e a pessoa, assim, se livra das pragas e pode se deleitar da Santidade, que não se degenera – da mesma forma, os frutos dessa união são imunes dessa força, Graças a D-us. Como o Rav nos ensina: a palavra “deleite”, em hebraico, oneg (Ayin-Nun-Guimel) e a palavra “praga”, negá (Nun-Guimel-Ayin), são compostas das mesmas letras. Como o Rav esclarece: “então, as intenções apropriadas durante a relação sexual com a esposa, de modo correto, garante que essas letras serão ordenadas de modo apropriado”.

    E que isso acelere a vinda de Mashiach, muito em breve e em nossos dias, amen selah!

  3. Shalom ao querido Mestre e a todos do grupo de estudos RENONG.

    Gostaria de compartilhar um breve comentário sobre a porção desta semana, o título “Amarras poderosas”, em https://beitarizal.org.br/2014/03/28/tazria-amarras-poderosas/#comment-221 .

    “Quando um homem tiver na pele de sua carne inchação, pústula ou mancha e se tornar na pele de sua carne como uma chaga, praga de lepra (Tsaarat), será levado a Aharon o sacerdote, ou a um de seus filhos, os cohanin (sacerdotes)” (Vaycrá 13:2).

    Apesar da grande maioria pensar que este verso da Torá expressa algo atualmente inexistente (a tsaarat: comumente e incorretamente traduzido como lepra, assim diz o Rabino, e que apenas é algo não revelado nos dias de hoje), na verdade ouso comentar que é muito comum na vida das pessoas, uma doença mascarada e fortemente marcada nesta geração. Começando pelo erro na tradução do sentido original da palavra, que mais adiante é melhor esclarecido pelo Rabino através da tradução retificada da língua santa. Assim o mestre nos conecta com as verdades Divinas, e permite o entendimento real para a vida, possibilitando a nosso ver, que em algum nível, todos os versos da Torá podem e necessitam ser aplicados em nosso dia a dia, tendo como uma das maiores provas, esta aula reveladora deste verso.

    Primeiramente o Rabino traz as características típicas da tzaarat quando ela era fisicamente evidente/visível: “…duas formas se subdividem em quatro… uma mancha e outra mancha erguida… com duas cores auxiliares dessas manchas… um total.. uma matiz de quatro cores (graus da cor branca)… marcando assim o início da tzaara”. Em seguida, o mestre menciona estas caraterísticas descritas na língua Santa, adentrando na tradução íntima de cada palavra, cada letra, nos permitindo ver que a tradução literal é muito restrita, e que há muito mais conteúdo a ser captado num único verso.

    Diante das complexas revelações provadas pelo Rabino, em minha pequenez, compartilho que homem e mulher são duas formas potenciais de revelar os dois principais atributos Divinos que fomentam equilíbrio para o mundo: Bondade e Justiça. Mas que em direção oposta estes atributos se degeneram/quebram, se subdividem, causando severidades e divisões no mundo (a atual praga presente nos dias de hoje). Esta aula muito me marcou com a 4ª Lei Noética (Não cometer relações ilícitas/imorais), principalmente pelo fato de que ninguém em todo o mundo, na língua portuguesa traz estas revelações de forma tão íntima e direta. Como pode alguém querer burlar sua própria natureza potencial? Trocar feminino por masculino, ou masculino por feminino? E pior, atualmente além de tentar burlar sua própria natureza, ainda buscam impor leis que sancionem essa ato corrupto. Nesta aula é claramente revelado que toda interação sexual funciona como um gerador de energia, e que todo fluído resultante se transforma em algo, (negativo/destrutivo ou positivo/criativo). Mas que ambos trazem prazer. E como nos dias de hoje o que mais vemos é o imediatismo, o prazer egocêntrico a todo custo (nega/praga, conforme explicou o Rabino), para grande maioria torna-se muito difícil distinguir bem e mal. Por outro lado, os poucos que se concentram no cumprir das leis Divinas, que também nos dá prazer (oneg), conseguem manter este gerador de energia criativa, e contribuem para o reequilíbrio no mundo, garantindo que ele possa continuar a existir pela misericórdia de Hashem. Um assunto que inevitavelmente pressiona o consciente a tirar alguns instantes de reflexão: se estes que buscam cumprir as leis divinas, e assim conseguem manter um ciclo constante e criativo, como um gerador de energia positiva, e ao mesmo tempo recebem todo prazer de uma vida plena (oneg), então como fica o outro lado, a outra parte, e grande maioria das pessoas que atuam apenas com o seu nega (consumir/busca pelo prazer sensual sem limites – a praga, conforme tradução), isso então não seria o próprio mal atuando sobre as pessoas como ladrões da força vital no mundo? De imediato sinto grande pesar e indignação por tantos desconhecerem estes assuntos, pois num simples raciocínio lógico, esta verdade nos leva a admitir e explicar todas as formas de injustiças no mundo. E não por coincidência, a lei noética seguinte (5 Lei), é justamente a proibição de não roubar.

    Acredito que também, não por coincidência, este país (Brasil), incrivelmente tem como nome, uma correspondência na tradução da palavra Barsel (ferro), o forte desejo pelo prazer egocêntrico, uma praga difícil de ser quebrada, pois “…veja, a sua cama é uma cama de ferro…”. De acordo com as revelações isto só acontece devido as relações ilícitas, pois num sentido mais profundo, elas resultam naquele par da tsaraat, que sendo visível ao olho ou não, são produto das ações (particularmente das relações sexuais) dos homens, que por conseguinte subdividem-se em quatro agentes espirituais que irão promover o mal no mundo e na vida das pessoas, fazendo-as desejar mais do mesmo, mais deste prazer egocêntrico até que ela se veja presa, e acreditem que estas ações estão corretas, pois as deixam “satisfeitas”, e portanto não causam mal a ninguém. Por outro lado o Rabino esclarece também, que o modelo arquetípico que veio retificar esta falha no caráter humano, foi Yaacoov, que retificou estas quatro falhas espirituais ao se casar com Raquel e Léa, e suas duas servas, representando assim oposto da praga. Uniões que geraram frutos da bondade Divina para o mundo.

    Sinto que estas revelações feitas nesta nação, são como uma proposta de casamento feito da forma mais pura e modesta possível, pois são ensinamentos Santos (herança dos filhos de Yaacoov). E se a providência Divina decidiu manifestá-la aqui e na língua portuguesa, neste momento tão caótico que o país está passando (onde presenciamos apenas a força do Barsal (ferro), terra do velho e tolo rei, como um Og de Bashan), é porque ainda não conhecemos nossas próprias raízes, nosso próprio nome (Brasil), que precisa manifestar em seu sentido mais íntimo e verdadeiro, que como foi revelado, é uma referência a única união capaz de proporcionar equilíbrio/justiça em nosso meio, para assim podermos viver num país próspero, fértil, e que promova justiça Divina para o mundo.

    Obrigado Rabino Avraham, por representar para nós, esta força de Yaacoov, trazendo aulas que despertam nossa consciência para realidade em que vivemos.

    Edson Bertoldo.

  4. Shalom Rabino Avraham,

    Uma aula muito profunda e necessária que revela segredos tão ocultos e tão presentes no dia a dia das pessoas desde sempre. A questão da lepra espiritual pelo que entendi representa as doenças de origem espiritual que se manifestam no corpo físico. As doenças espirituais são causadas por comportamentos não saudáveis do ponto visto espiritual, isto é, do ponto de vista moral, pois como o senhor ensina, ser espiritual é ser moral.

    A tsaraat na parashá está ligada à arrogância e mal falar, mas como trazido pela Cabalá nesta aula, está intimamente ligada aos pecado sexuais. A origem do pecado de Chavá teve um lado sexual no que se refere com o serpente e o introjetar do mal em Chavá. Adam posteriormente teve ligações com demônios femininos enquanto afastado de sua esposa, e esta classe de entidades negativas masculinas e femininas continua com sua agenda mais do que nunca até os dias atuais. O zera levatalá cria uma mancha na alma equivalente ao que a lepra dos tempos bíblicos fazia no corpo, e a cura passa por um processo espiritual também, através da retificação pessoal, de caráter, abstenção de continuar a realizar estes atos negativos e o passar a fazer atos positivos, tudo isso visando a purificação.

    Conforme já ensinado em outras aulas, os caminhos de Lilith, que seu nome seja apagado, são os da melancolia, tristeza, ciúmes de quem se abre a ela, portanto se deve fugir destes comportamentos e adotar um estilo de vida alegre mas regrado e submisso a D-us. Os pecados em geral estão relacionados com o ego inflado e os pecados sexuais em particular com a auto gratificação, por isso é necessário buscar gratificação apenas no estar próximo Dele.

    Ilustra muito bem a analogia de Rashi em relação ao instinto negativo, que no início prende a pessoa como um fio de nada e depois como uma grosseira corda de carroça. Quando é mais fácil fugir do mal a maioria das pessoas por falta de informação ou fraqueza não fogem, e depois quando se dão conta, a luta necessária para se desvencilhar é gigante. Este é o caminho de todas as adicções mostrando a origem espiritual desdes problemas tão comuns hoje em dia.

    Assim como na época do tabernáculo alguém acometido por uma mancha deveria ir ser analisada e purificada por um sacerdote, Aaron e seus filhos, hoje em dia devemos buscar a orientação de um mestre que conheça destes assuntos, e graças a estas aulas do rabino Avraham isto tornou-se mais fácil e possível.

    Desejo saúde e felicidades.

    Shabat Shalom, Moshe

  5. Graças a D-us por mais esta grande oportunidade de compreender os segredos da Torá, mesmo que no grau mínimo que me encontro. Permita-me Rabino Avraham, que exponha algumas palavras sobre esta aula.

    Aqui é trazido algumas causas de doenças que muito assolam a humanidade. Em espanto busco entender com as palavras do rabino, quão pequeno sou para me proteger e também os meus de possíveis ataques espirituais desferidos por seres invisíveis que estão por toda parte. Eles buscam confundir a mente humana para que cometa pecados contra as Leis de D-us, a ponto de ser reconhecido através de manchas na pele.

    Compreendo com esta aula que tudo que meus olhos captaram em tempos difíceis longe da Torá, são hoje possíveis de serem novamente despertados por entidades originadas do serpente, e que em descuido poderei proporcionar aberturas psíquicas, esta oportunidade/aberturas podem acontecer com a negligencia dos cuidados necessários para que a união conjugal seja de fato santificada e também através da fala não retificada. Pois o conteúdo arquétipo em nossa mente pode ser manipulado e colocado como algo simples e sem maiores conseqüências para o homem, o que é um ledo engano, mais um truque do lado do mal, e quando o individuo percebe que está sendo usado para sustentar o lado mal, ele não mais conseguira se desamarrar, pois o “sutil” adorno o tornou adicto e envolto em cordas grosseiras, “amarras poderosas”. Que D-us nunca permita.

    Cada dia mais compreendo a necessidade em desenvolver sensibilidades/mecanismos que estão intrínsecos nos homens, apenas que é preciso querer de fato estar consciente das dimensões ocultas em todo universo, e que nelas contem miríades de seres que fazem parte da Criação e que o Criador em Sua Infinita misericórdia não nos permite perceber para nosso próprio bem.

    Muito obrigado Rabino Avraham, por tantos ensinamentos maravilhosos.

    Edson Bertoldo

  6. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do site Beit Arizal,

    Peço respeitosamente a licença do Rabino Avraham para trazer breves palavras sobre o impacto que esta aula trouxe ao meu entendimento:

    Este shiur me faz pensar no grande perigo que está ao meu redor, são perigos visíveis ( mulheres sem recato, imagens negativas em fotos e na internet, etc.) e perigos invisíveis, a saber, a entidades negativas que se aproveitam destas influências para tentar levar homens a alimenta-las através da emissão em vão da força vital do sêmen, que D-us nos livre.

    Entendo que a influência de uma vida passada e sem Torá a qual vivi deixou marcas negativas em minha mente e coração, algo que não posso ignorar embora eu não queira nem me lembrar das coisas negativas que vivi, mas o fato é que como traz o Rabino nesta aula, as forças nefastas querem trazer á lembrança da pessoa as coisas negativas que ela contemplou com seus olhos e que deixou manchas profundas em sua psique.

    Em alguma outra (das centenas) de suas aulas lembro que o Rabino Avraham explica que assim as pessoas afetadas por essas influências nefastas precisarão de anos de teshuváh para se livrar delas, assim percebo que a luta para se retificar numa sociedade tão permissiva e hostil ao Divino é árdua e indispensável. Hoje sou muito grato á D-us e ao Rabino Avraham por essa rica oportunidade de encontrar a esperança de me retificar e poder participar dessa obra tão grande de retificação do mundo em algum grau. Shalom, e tudo de bom á todos.

    Respeitosamente, Emerson

  7. Shalom Rabino Avraham. Peço permissão ao sr. para expressar um pequeno entendimento dessa aula tão importante.
    Em minha limitada compreensão, entendo que toda pessoa precisa limpar sua mente, sua fala e suas ações com o aprendizado da Torá, com cumprimento de suas mitzvot e com atos de bondade, para que assim não alimente o ego e fique a mercê do outro lado, que D-us não permita, mas sim fortaleça sua vida espiritual o que a levará a direção da conexão com a Presença Divina. Entendo que agindo assim pode-se anular a ação dessas amarras evitando assim que elas se tornem poderosas e façam da pessoa um agente do mal, D-us nos livre.
    Obrigado Rabino Avraham pelas aulas que nos tornam cada vez mais conscientes de onde estamos e para onde devemos seguir, sempre em frente se D-us quiser.
    Tudo de bom.
    Robson Cleber Garcia da Silva

  8. Shalom caro Rabino Avraham e estudantes desta grande obra de Torá:

    Peço a licença para comentar sobre o presente shiur:

    O shiur fala da antiga doença que se manifestava no grau físico como resultado das transgressões das leis de D-us ligadas a arrogância e lashón hará. O Mestre explica que as forças do mal são inteligências poderosas que sabem manipular as mentes das pessoas que se abrem para elas, levando elas ao desejo de transgredir as leis espirituais.

    O shiur trata da importância de se santificar durante as relações conjugais para não dar força ao lado negativo, pois as entidades nefastas atuam para que os casais se profanem através da busca exclusiva do prazer sensual sem nenhuma consideração pelas leis espirituais. O Mestre fala em suas obras que uma maneira de se trazer almas perversas nesse mundo é quando o homem se engaja na relação íntima com sua esposa imaginando estar com outra mulher nesse ato, uma transgressão certamente devastadora, D-us nos livre. Na série Zivuguim o Mestre ensina que o casal precisa estar focado ao máximo com pensamentos sagrados no momento da relação íntima para que a criança que vai ser gerada desse ato seja alguém justo e elevado se D-us quiser. Assim compreendo que é vital o homem se retificar nas questões sexuais para que ele atraia para si uma esposa que seja uma auxiliadora e não uma oponente a ele.

    O Mestre explica que a transgressão a princípio surge como algo pequeno, frágil como a teia de uma aranha, mas que pode facilmente se tornar como as cordas de uma carroça, quase impossíveis de serem rompidas, D-us nos livre, e isso é muito verdadeiro em relação a questão sexual, assim entendo. Desta forma busco na minha limitação evitar ao máximo os estímulos sensoriais que podem me trazer lembranças de antigas sensações e atos não retificados da minha vida sem Torá no passado para que eu não dê abertura para o mal manipular minha consciência, sei que na prática isso é um grande desafio neste mundo tão hostil á D-us. Agradeço á D-us e ao Mestre Rabino Avraham por esta grande aula, tudo de bom!

    Respeitosamente, Emerson

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