9 pensamentos sobre “BÔ: “REDENÇÃO EM 10 PASSOS” – Parte 2

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino Avraham:

    Peço permissão ao Rabino, para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o Rav explicando que, até antes do pecado de Adam HaRishon, ele não existia em uma realidade física – ele era um ser de luz. O Rav revela que, antes de sua queda, todas as almas do Bnei Yisrael estavam dentro dele, ao que essas almas “fugiram” dele, após a sua queda. Se essa queda não houvesse ocorrido, prossegue o Rabino, o mundo, na forma e existência que, naquele momento, ainda era a realidade, assim teria permanecido. Com a queda e a dispersão de aspectos espirituais de Adam, houve então uma necessidade de retificação (tikun), propiciando, eventualmente, o reagrupamento dessas almas, traz o Rabino, destacando que isso se refere às almas dos judeus, e não tendo relação com as almas das nações, sendo este um outro assunto.

    Recapitulando a aula anterior, o Rabino explica que Avraham Avinu (o Patriarca Abraão), Ytzchak e Ya’acov representam aspectos da alma – neshamá, ruach e néfesh – que “desceram”, conforme a Torá, no “corpo”, sendo este o embrião do Povo Judeu, que nasce dentro de um outro “corpo”, um corpo impuro, que é o cativeiro chamado Mitsrayin (Egito). O Rav expande essa ideia, e explica que tudo que veio depois de Adam, representa a “descida” da alma através dos olamót (mundos espirituais), e cada uma das histórias, passagens e fases da Torá, é um “espelho” das realidades espirituais, através das quais a alma desce e precisa passar. Porém, na realidade física e multifacetária, que é complexa e cheia de objetos, coisas e diversidade, esse “espelho” assume forma através das histórias da Torá – Nôach e o Mabúl (Dilúvio), o Rabino ilustra, é uma representação física de uma dessas fases, que a alma desce, assim como todas as outras histórias e relatos da Torá: o akedat Yitzchak (o sacrifício de Ytzchak), Ya’acov lidando com Esav e Lavan etc. O Rabino Avraham ensina que, uma vez que houve necessidade de retificação dessas almas que se encontravam em Adam, Hashem, em Sua sabedoria infinita, trouxe essas histórias, em nível arquétipo, de modo que elas também ensinassem ética e moral, assim como assuntos profundos espirituais, através dos quais o homem pudesse crescer em seu entendimento de Hashem e Suas leis, e como agir no mundo de maneira apropriada, ou seja, alinhado a Hashem. Desde a queda de Adam, prossegue o Rav, até a formação do Povo de Israel e o seu êxodo, há uma longa história, unificada, da “descida da alma”, que precisa encontrar tikun (retificação), para poder voltar à realidade do Éden, que ocorre com o êxodo do cativeiro do Egito, a história continuando até o “casamento” do Povo de Israel com Hashem, recebendo o “anel de casamento”, que é a Torá, no Sinai, sendo que, até aí, a Torá poderia ter sido encerrada, revela o Rabino. No entanto, o Rav explica, houve uma nova queda, e uma repetição do que ocorreu com Adam, e a história continua. O “embrião” do Povo Judeu nasce, já com a história espiritual das almas elevadas dos Patriarcas, se desenvolve, mas se vê prisioneiro em um “corpo”, o Rabino aqui se referindo às klipót (as “cascas”, o lado negativo, antagônico às leis de Hashem). Moshê, o líder, revela o desejo de D’us, de remover o povo dessa prisão, ao que há oposição do “corpo externo”, que rejeita a função de Moshê e, por conseguinte, o desejo de Hashem, para a saída desse povo, formado dentro de outro povo, que é o Bnei Yisrael, traz o Rabino Avraham.

    Não vejo exemplo melhor de perseverança, garra e determinação, do que o Povo de Israel. Tanta perseguição, preconceito e ódio gratuito, ao longo da história da humanidade e, apesar disso, é um povo que se mantém firme, seguindo em frente, rumo ao futuro. Para um homem que está em um momento confuso de sua vida, que é o meu caso, a melhor coisa que poderia ter me acontecido é estar sob as orientações do Rabino Avraham, representante desse povo sábio e guerreiro. Assim sendo, sinto que a prisão, ou seja, o meu “Mitsrayim pessoal” está dentro de mim, e são os meus pensamentos não retificados. Há tantos exemplos de “Egitos pessoais”: pessoas encarceradas em suas celas, condenadas à pena de morte, nas filas dos hospitais, mendigos, que são felizes, assim como pessoas com necessidades especiais ou doenças incuráveis, em idade avançada, literalmente “se arrastando” para viver, todas, se não totalmente livres, se afastando do “Egito pessoal” delas ou, ao menos, lidando bem com isso. E, mais que tudo, Hashem, em Sua misericórdia sem fim, me deu vida que, como tudo que Hashem criou, tem um propósito, segundo o Rabino Avraham ensina. Preciso ser mais grato, e menos insular.

    O Rav recapitula mais um ponto do shiur anterior, sobre a guemátria da palavra garón (“garganta”), que foi encontrado em Shemot 7:5, sendo a análise numérica dessa palavra, o equivalente a três vezes o Nome Elokim, que é um Nome associado à restrição, o que significa que, os próprios judeus no cativeiro, apesar de o povo ainda não ter sido formado, e mesmo existindo a linhagem espiritual, estavam em um nível espiritual/intelectual caído. O cativeiro do Egito teve o efeito de contração da consciência no Povo de Israel, ainda por ser formado, nos egípcios e no próprio Faraó, que representa a klipá. Psicologicamente, prossegue o Rav, enquanto o conceito intelectual sobre o Divino é retido na consciência da pessoa, não existe chance real para o mal permear em seu pensamento – o mal não faz meras sugestões, para que uma pessoa ligada a Hashem transgrida o Seu desejo, pois a mente que é preenchida, verdadeiramente, pelo entendimento e consciência Divina, bloqueia as tentativas do mal, que pode até se aproximar (o Rav cita o Profeta Hababuc: “Os iníquos circundam os justos, e buscam matá-los”), mas uma pessoa conectada com Hashem está alerta e rejeita zelosamente, o mal, ela logo percebe, rapidamente, algo que contraria as leis de D’us. Entretanto, o Rav explica, somente quando a revelação da Divindade – Shem Havayá – é ocultada, sendo este o assunto de Shem Elokim, ou seja, o aspecto oculto, então pode o mal ter uma chance para “descarrilhar” o indivíduo de seu caminho de vida, como foi a realidade do Egito e do Faraó, em particular, e como é em nossa realidade, hoje em dia – a kedushá não é abertamente revelada, há bloqueios de luz no mundo inteiro, o mal se espalha, assim como o orgulho, a arrogância e a teimosia, e desta maneira existe sempre a chance para o mal operar, revela o Rav.

    Às vezes, me sinto como um viciado em drogas, em uma situação de desintoxicação: há momentos de extrema dor, pela “abstinência” de não estar cometendo determinado pecado, seja qual for, assim como há momentos em que não sinto alegria, prazer ou satisfação em absolutamente nada. E, eventualmente, o mal fica à minha espreita, como um traficante à espreita do usuário de drogas, visando o seu “sustento” (as klipót querendo a minha energia vital, segundo aprendi no livro do Rabino, Cuidado! Sua Alma Pode Estar em Perigo). Conheço os efeitos: ansiedade, descontrole, as emoções assumem o controle. Algumas ilusões que eu tinha, a respeito de relacionamentos, “ser alguém na vida”, ou sobre o que é o sucesso, caíram por terra, e isso não é muito agradável. Seria isso desapontamento com o que aprendi no mundo secular? Seria uma transição de valores que está ocorrendo? Porém, quando me ponho a estudar Torá, no que é apropriado para um aspirante a noético, é como se eu mergulhasse em água fresca, há um lampejo de esperança, os pensamentos se organizam melhor. Tendo Hashem, a Sua Torá, e o Rav para orientar, as coisas ficam um pouco mais claras, o que me deixa mais “desperto” para resistir ao mal, quando consigo vê-lo.

    O Rav lê o verso de Shemót 10:3: “Até quando você vai se recusar a se humilhar diante de Mim, para que o Meu povo possa Me servir?” O Rav se atém nas palavras iniciais (“Até quando você vai se recusar a se humilhar diante de Mim […]), na análise numérica do pasúk: a guemátria dessas palavras é 320, sendo este número representando os 320 estados de julgamento em Biná – a Mentalidade Divina, o Rabino Avraham relatando que se tratam de estados de julgamentos severos, maduros e revelados, para os egípcios. Logo após esse pronunciamento de Hashem, através de Moshê e Aharon, as pragas finais afligem Mitsrayim de uma maneira extraordinária, como que um alerta final da iminência da aplicação do julgamento – as pragas finais, culminando na morte dos primogênitos, o que força o Faraó a deixar o Povo de Israel sair. Neste momento, o êxodo do “corpo” de Mitsrayim acontece, traz o Rav.

    O Rabino ensina que, ao invés de uma história bíblica, cada um de nós vive o seu “Mitsrayim particular” e, também, “perguntas são feitas” pela Providência Divina: “Até quando você vai se recusar a se humilhar[…]”, ou seja, nas palavras do Rav, “ até quando você vai se recusar a mudar a sua visão do mundo, pois você está sob julgamento”, e “[…] para que o Meu povo possa Me servir?”, querendo dizer, o Rabino prossegue “revelar aspectos mais elevados da sua alma, para que você tenha acesso a esses níveis, e possa, agora, atuar no mundo de uma maneira mais digna, sensata e generosa, propiciado o bem próprio e o dos outros, que é a sua obrigação fundamental, como ser humano?”.

    Minha visão de mundo se estagnou há muito tempo: todo o lixo secular que assisti na TV, tudo o que a propaganda me fez absorver, as mentiras das religiões não sancionadas pelo Eterno, o meu entorno e, principalmente, a mentira de que o “prazer está na transgressão” (“toxicologia moral”, conceito ensinado pelo Rabino), está em conflito constante com os meus estudos de Torá, ou seja, com a verdade de Hashem. É como se eu tocasse em um “fio desencapado”, toda a vez que entro em contato com a obra de Torá do Rabino. A cada “choque”, mais quero descobrir sobre os meus traços de caráter negativos, que muitas vezes nem percebo, e lutar para retificá-los, ou seja, modificar a minha maneira caída de ver as coisas neste mundo, conforme transcrito acima. Eu experimentei a pureza, um dia, quando era criança, e há aspectos meus que desejo resgatar. Enfim, para ser um “agente do bem”, e atuar de forma digna no mundo, como ensina o Rav no parágrafo supra transcrito, preciso, primeiro, de retificação, mas de forma mais intensa, pois sinto que tenho que fazer isso com mais entusiasmo.

    No final do shiur, o Rav trata do modelo das 10 pragas, como um arquétipo para a teshuvá – assunto estritamente judaico (para não judeus, modelo de retificação, no que é aplicável aos mesmos, e de acordo com o seu grupo espiritual, conforme os ensinos do Rabino):

    Sangue: esta praga significa as forças primárias da néfesh (a néfesh está no sangue, ensina o Rav), que dão vida aos membros do corpo, ou seja, as necessidades e instintos primários; a teshuvá é o identificar e o iniciar da retificação dessas reações básicas, das suas midót, em sua essência (midót são as características, a personalidade da pessoa, traz o Rabino);

    Sapos: esta praga representa o desejo de tratar tudo, na realidade, como meros objetos a serem possuídos, no sentido de receber vários entendimentos, na superficialidade na obtenção do conhecimento, que é fragmentado, não unificado, o Rav aqui trazendo o conceito de “objetificação do conhecimento”, como a mentalidade secular trata qualquer espécie de conhecimento; a teshuvá é romper com esse mal, que nega a unicidade de D’us, que sublinha tudo;

    Piolhos: há uma quantidade incontável de piolhos nessa praga, e o paralelo disso são os inúmeros e constantes julgamentos que o ser humano faz, que promovem severidade no mundo, e espalham energia negativa, julgando, criticando e negando o tempo todo;

    Bestas misturadas, animais peçonhentos etc.: a representação física das tantas ideias incongruentes que os arrogantes mantém, as suas opiniões, a sua heresia, aterrorizante como essa praga; a teshuvá é a limpeza espiritual, do domínio interior e exterior, da pessoa, ou seja, a sua casa e sua mente, romper com o caos mental que ela agrupa em sua mente e coração;

    Peste que abateu o gado: representa os inúmeros desejos e vontades animais, que somente direcionam os homens para o seu fim; a teshuvá é subjugá-las e sublimá-las, buscando a raiz espiritual dessas vontades;

    Peste das bolhas na pele: representa o excesso obsessivo da sensualidade, prazeres e sensações, que os homens buscam impiedosamente, e que, por fim, transtornam os seus sentidos, resultando em “inflamação”; a teshuvá é reduzir os estímulos sensoriais, se afastar do materialismo, do externo, e descobrir o seu universo interior;

    Praga do granizo com fogo: esta praga “surra” o ego que cobiça o que não é seu, para que a pessoa se torne mais sensível e empática aos outros, sendo esta a teshuvá;

    Gafanhotos: representa a fala fútil e insensata. De acordo com o Rabino Avraham, falar é falar de D’us, falar de coisas boas e doces, falar bem, fazer lashon tóv; a teshuvá, que é fazer o bom uso da fala, da maneira que o Rav ensina, ajuda a adoçar os decretos severos no mundo;

    Escuridão densa: representa todo bloqueio da consciência, e a teshuvá vem pelo espelhamento e pela introspecção, que remove cada ponto de escuridão da mente. Muitas vezes, pela Providência Divina, afirma o Rabino, esse espelhamento vem através de outra uma pessoa – um mestre, alguém que possa mostrar, para a pessoa, quem ela é. A teshuvá, também, é se submeter ao mestre verdadeiro, entre outras possibilidades que possam ocorrer, na vida de uma pessoa que busca crescer;

    Morte dos primogênitos: enfrentar o “primogênito do homem”, que é a iêtser hará, que habita ele antes da iêtser tóv (inclinação para o bem); a teshuvá é o ódio à iêtser hará, pois isso a subjuga, “pegá-la pelo pescoço”, como uma cobra, até que ela “fique sem ar” e, ainda que ela retorne, pois assim é o Plano Divino, em tempo será enfraquecida e, finalmente, abatida, quando “todo o espírito da impureza será expurgado da terra”, como ensina o Profeta Zacarias, traz o Rabino.

    Nosso ego é um pequeno Faraó dentro de nós, ensina o Rabino, que faz com que ilusões e sonhos se propaguem em nossa consciência e coração, dando a impressão de que estamos fazendo exatamente o que Hashem quer, mas a teshuvá e a contabilidade diária de nossos atos é algo que nos ajuda, a nos mantermos bem próximos da realidade que Hashem quer para nós, para que possamos crescer como seres humanos, estender amor, tolerância e entendimento, iluminar esse mundo, que precisa urgentemente de luz, compreensão, e o apressar da vinda do único e verdadeiro Mashiach, muito em breve em nossos dias, amém. Dessa maneira, o Rabino Avraham conclui o shiur.

    Na semana que passou, comecei a escrever o diário espiritual, conforme orientado, e depois reforçado por recente shiur, pelo Rav, e solicitado pelo Sr. Edson Bertoldo. Um pequeno relato, que me causou extremo espanto: ao ler sobre a praga de granizo e fogo, na 7ª porção da Parashá Vaerá, no exato momento em que li que a praga é lançada, começou a chover fortemente. Foi simultâneo. Não há palavras para descrever o que senti naquele momento, fora outras situações que percebi, relacionadas à parashá, tudo em um grau ínfimo, guardadas as devidas proporções, dentro do meu nível. Mesmo com eventuais recalcitrâncias e teimosias, estou tentando estabelecer conexão entre o que aprendo aqui, e a minha pequena realidade. Conforme o Rabino ensina, há diferença entre o bom (o remédio amargo) e o doce (o bem revelado). No momento, preciso do remédio amargo (me esforçar para enxergar os meus defeitos, trabalhar os mesmos baseado nas admoestações do Rav, refletir, melhorar), assim entendo, pois tudo é Hashem Ele mesmo, inclusive nas situações, de acordo com os ensinamentos do Rav, graças a D’us.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham.

    Márcio

  2. Shalom Rabino Avraham,

    Grandes são as revelações contidas em cada aula, Graças a D-us, por estar sendo ensinado o significado de cada praga, e que nelas mesmas contem o antídoto para que não sejam decretadas novamente, como o Sr, ensina elas existem o tempo todos em nossas vidas, devo aprender a identifica-las, ou melhor aplicar a correção que esta sendo bondosamente ensinada de maneira correta, para que elas não sejam permitidas de se revelar, pois este seria o estagio final da severidade do Criador para com as criaturas que não seguem Suas Leis.
    “Biná significa a mentalidade Divina, o fato é que é da natureza de Biná evidenciar a propriedade de julgamento, na maneira que ela metodicamente constrói a visão do mundo por completo, dos insights que vem de Chochmah, das ideias iniciais no modo em que esses insights afetam a visão anterior intelectual, portanto cada detalhe da visão do mundo anterior é avaliada na Luz dos novos insights, esse é um processo mental muito profundo e dinâmico, e desse modo através desta avaliação essa visão é modificada, aceita ou rejeitada, tudo depende de como agora ela mede a nova verdade que foi atingida, isso é um processo de julgamento, é assim que as pessoas pensão,” ainda estou meditando, tentando entender esta parte da aula, vou continuar tentando.

    Obrigado Mestre, por essa aula tão especial e iluminada.

    Edson Bertoldo

  3. SHALOM RABINO AVRAHAM E AMIGOS DO SITE BEIT ARIZAL

    Peço respeitosamente a licença do estimado Rabino Avraham para comentar sobre esta aula inspiradora que fala de redenção:

    Vejo nesta aula do Mestre Rabino Avraham grande riqueza de ensinamentos Santos trazidos de forma muito prática e apropriada para a retificação das pessoas. É maravilhoso saber como Hashém guiou as almas santas dos Bnei Israel que precisavam de retificação após a queda de Adam e a longa história até a outorga da Torá no Sinai é repleta de ensinamentos profundamente éticos, morais e inspiradores, assim entendo.
    Confesso que antes de estudar com o Mestre Avraham jamais tinha aprendido sobre as 10 pragas como modelo de teshuváh para os Judeus e por extensão como fonte de inspiração para os Noéticos verdadeiros para que eles se retifiquem. Assim pude sentir um pouco mais do gosto infinito da Torá neste shiur. Como o Mestre fala na outra aula desta parashá Bô, tudo aquilo que impede o crescimento espiritual das pessoas é uma praga para ela, e assim ao ouvir sobre o significado das 10 pragas como ensinado nesta aula pude perceber minimamente que preciso me alinhar muito mais a Torá, buscando retificar todos os aspectos ainda negativos do meu caráter. Enfim, existe um ego dentro de mim, o meu Faraó particular que quer ser o rei da minha vida, que não quer libertar a minha alma para que ela seja livre para servir a Hashém, mas luto diariamente para sair do meu Mitzraim particular, buscando sempre surrar o meu ego, para que ele não tenha domínio sobre minha vida.
    Minha luta é sempre buscar descobrir as pragas que estão tentando impedir meu crescimento e buscar em seguida removê-las com a ajuda dos Céus. Encerro esse comentário resumido agradecendo muito a D-us e ao Mestre Avraham por esta rica aula de Torá. Peço ao Mestre perdão por qualquer falha ou falta de humildade da minha parte ao escrever estas palavras de estudos de Torá.
    Obrigado a todos, tudo de bom.

    Respeitosamente, Emerson

  4. Estudamos a respeito do nascimento do corpo de Israel nas impurezas do corpo do Egito. Assim as almas santas que antes existiam em Adam precisaram passar por um processo de retificação, fato que culmina com a redenção que ocorre dentro dessa casca impura chamada Egito. Nesse contexto as 10 pragas visam revelar a realidade transcendental do nome de Hashem, fazendo cair o mundo/Ego do Faraó que é o representante maior dessa casca. Portanto cada uma das pragas compõe um todo que é o arquétipo do retorno à D’us, 10 possibilidades de redenção para todos os que buscam Hashem verdadeiramente.

    Grato ao Rabino Avraham pela Participação

    Carlos Bengio Neto

  5. Shalom Rabino Avraham,

    Nesta aula tão rica em insights e profunda, a qual trata de todo o drama a respeito do doloroso processo de se libertar das garras da kelipá, são revelados os meios pelos quais se deu a fecundação do povo judeu, em Adam no caso, a posterior formação e crescimento através das almas dos patriarcas e a descida ao Egito, culminando no nascimento propriamente dito, o qual se dá no êxodo através das dez pragas. Como tudo na Torá tem valor universal, atemporal e também individual, este processo retrata o processo de libertação pessoal de cada pessoa, como tão bem explicado pelo rabino Avraham.

    Assim como ao seguir as ordens de D-us Moshé enfrentou o Faraó, também devemos seguir as ordens de D-us e enfrentar o Faraó interior que nos escraviza, como se fossemos o Moshé de nós mesmos. Ouvimos o que D-us nos diz através do estudo constante da Torá e devemos ir de encontro à kelipá, que no caso é uma parte de nós mesmos, como dito na aula nosso primogênito que deve ser eliminado. Assim como nas parashiót de Vaerá e Bó o faraó recuava e depois avançava novamente, posso perceber como o yetser hará age igualmente, ora cedendo mas logo depois atacando pois como ensinado ” Os iníquos ficam a espreita dos justos” sempre em busca de roubar vitalidade da santidade.

    O estado de constrição que se encontrava o povo judeu e a terra do Egito foi revertido pelo poder de severidade de D-us relacionado ao nome Elokim, e por isso através das dez pragas, que se manifestaram na natureza, o processo de extração foi realizado. A casca grossa que Hashem criou impede e atrapalha que percebamos a Verdade que a tudo subjaz, e só com muito esforço é possível quebrar esta barreira, e por isso o mundo em que vivemos é chamado de mundo da ocultação, e a tarefa de um judeu é justamente revelar esta luz oculta.

    O rabino Avraham através dos quatro níveis da Torá detalha nesta aula tão bem o que cada praga retifica, e o que analogamente devemos usar em nós mesmos para que sejamos libertos também. Primeiro retificar as ações físicas mais básicas, depois procurar não ser frio e querer objetificar tudo e a própria Torá como um filósofo faria nos seus estudos talvez. Em terceiro após retificar ações e pensamento devemos retificar a fala, só dizendo coisas positivas sem estabelecer julgamentos, depois a retificação dos pensamentos selvagens e caóticos, se nas rãs o pensamento era frio aqui talvez seja por demais quente no sentido negativo. Em quinto o subjugar das vontades animais através do tikun hamidót. Em sexto a luxúria, principalmente no seu formato mais disseminado que são as relações ilícitas que advém da vaidade excessiva de homens e mulheres. Posteriormente a “surra” no ego, para que nos sensibilizemos mais com os outros ao invés de ficarmos totalmente auto-centrados o tempo todo. Os gafanhotos relacionam-se com a fala fútil, tão comum hoje em dia e tão fácil de escorregar neste pecado, mostra o quanto a vestimenta da alma chamada fala deve ser prezada e idealmente só deveria ser usada para fazer o bem e proferir palavras de Torá. A penúltima retificação envolve a remoção de todo e qualquer ponto escuro da mente, seja através do próprio esforço ou melhor ainda com a ajuda de um mestre. A última e creio mais abrangente e poderosa é a eliminação completa do mal, tanto na mente quanto no coração, e se em algum lugar da Torá é exigido odiar o lugar é aqui, o ódio sancionado ao mal.

    Imagino que quando essas retificações são aplicadas ao contexto individual nem sempre elas seguem esta ordem, e muitas vezes ocorrem mais de uma ao mesmo tempo, e acho que seguindo o conceito já explicado pelo rabino Avraham da inter-inclusão, cada praga deve ter um aspecto das demais, tudo com o objetivo de quebrar o ego, que é outro nome para kelipá. Se D-us quiser e com a ajuda do rabino Avraham que eu consiga aplicar todas estas dez retificações, e dez é um número completo indicando, creio eu, que o processo de lavagem da alma imposto por estas dez etapas deve resultar em uma mente e coração alvos e puros.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Shabat Shalom, Moshe

  6. Shalom Rabino Avraham,

    Busco entender as questões profundas sobre cada praga descritas na Torá e que o Sr., traz nesta aula. Sou afetado pelo temor ao vislumbrar minimamente a dimensão deste assunto quando trazido para este tempo e também pela possibilidade de atingir todos que não compreendem a devida necessidade de viver uma vida de retidão conforme a Torá transmite. Somos ensinados sobre “as fagulhas da Luz Divina que caíram, aqui no mundo do caos, e que existe obviamente toda uma sabedoria avançada sobre estes assuntos extremamente profundos e significativos”. Então logo o Mestre fala sobre a mentalidade Divina, e exemplifica a forma que a mente retificada capta através dos pensamentos as verdades/Luz, fluxo de vida que compõe o universo e desta forma, eliminando a escuridão densa que causa o estreitamento da mente que é o mal no mundo.

    Cada dia mais sou imensamente grato ao Rabino Avraham pela oportunidade de estudo e contato. Rogo a Heshem por saúde, sustento e paz ao Mestre e todo Bnei Israel.

    Obrigado. Tudo de bom.
    Edson Bertoldo.

  7. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar sobre o presente shiur:

    Neste shiur é explicada a grande dificuldade que o Bnei Israel enfrentou para escapar do cativeiro egípcio, pois todos estavam vivendo uma realidade de Elokim/ocultação, e hoje igualmente a ocultação da Kedushá no mundo cresce com o avanço das klipót através das inúmeras ilusões que impedem as pessoas de seguirem o caminho da retidão.

    Entendo que para remover as klipót é preciso um esforço diário enorme, e pela providência Divina como explica o Mestre, perguntas são feitas: “Até quando você não vai se humilhar diante de Mim “. De fato a abundante misericórdia Divina dá chances repetidas vezes, com os mesmos testes para que eu enxergue minhas fraquezas e entendo que preciso perceber intuitivamente o que é necessário fazer para me afastar de cada transgressão da lei Divina, que D-us permita. Certamente com o estudo de Torá e práticas retas a pessoa pode aprender a desenvolver a consciência sobre o Divino que irá fortalecê-la mental e psicologicamente para que ela resista às investidas do mal se D-us quiser.

    Em cada Praga existem lições extraordinárias, mas me focando na nona praga busco perceber a grande necessidade de viver sob o auxílio de um Mestre verdadeiro, pois este é um canal precioso de luz para uma pessoa que precisa fazer sua introspecção e espelhamento para ela descobrir quem ela é de fato e o que precisa ser retificado nela, que D-us permita. Por isso é um privilégio enorme estar aqui buscando reforçar em algum nível a ligação com o Mestre Rabino Avraham. Tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Emerson.

  8. Shalom Rabino Avraham,

    Graças à D’us nesse Shiur é ensinado algo profundo, algo com implicações psicológicas muito importantes: afinal nós articulamos uma visão de mundo a partir das verdades, dos insighits, que vão sempre atualizando expandindo essas mesmas visões. Entretanto, o egocentrismo e a doença mental bloqueiam esses insights, essas luzes superiores, fazendo com que as realidades sejam tomadas somente a partir das forças inferiores; as racionalizações tolas. Tudo isso constituí uma prisão, um estreitamento, que vai se intensificando nas ações egoístas pautadas em cada necessidade instintual, em cada conhecimento sem sabedoria, em cada julgamento severo, em cada ideia bizarra e herética, em cada desejo indulgente e egocêntrico, em cada prazer e sensação materialista que bloqueia a espiritualidade, em cada expressão de cobiça e falta de empatia, em cada vez que o poder da fala é mal usado, enfim; na tolice que traz a escuridão densa à consciência como é dito no – Cuidado a Sua Alma Pode Estar em Perigo “o tolo anda em escuridão” p 132 e por fim: nas tendências odiosas da Yetzer Hará que só pode levar o homem à destruição, que D’us nos salve.

    Grato pela oportunidade. Tudo de bom!

    Carlos Bengio.

  9. Shalom Rabino Avraham e amigos. Peço permissão para expressar um humilde entendimento sobre a presente aula.

    Um dos pontos mais impressionantes nessa maravilhosa aula que, chamou minha atenção, é sobre o nosso próprio faraó, o pequeno faraó que temos dentro de cada um de nós, que é nossa má inclinação, nossa ietzer hará.

    Cada vez que queremos servir a D-us, com o cumprimento de nossas Mitzvot, nossos atos de bondade, dar Tzedaká, abandonar um hábito mundano antigo, enfim; nos aproximarmos de Hashem, este pequeno faraó se opõe imediatamente, assim como o faraó fazia com Moisés e o Povo Santo, no processo de libertação do Egito (mundo do pecado, separado de D-us). Na mente ouvimos: ” você não precisa cumprir esse mandamento “, ” estude isso depois “, “amanhã você dá Tzedaká”, ” pra que usar cobertura na cabeça? As pessoas vão rir de você, vão achar você diferente de todo mundo “, “não vá hoje ao encontro de estudo de Torá, você precisa descansar”, ” você está ficando fanático “, etc, etc…

    Ou seja, tudo para que você fique acomodado no conforto do mundo e divorciado de D-us. Tudo para que você alimente as cascas, as klipot, que só vão engrossando e prendendo as pessoas na escravidão do mundo de satisfazer os desejos ilusórios, da escuridão. Que faz as pessoas pensarem que a vida é isso, ser escravo de seu corpo e desejos mundanos, que D-us não permita.

    Agradeço ao Rabi Avraham, por mais esta aula impactante e reveladora. Que posssamos resistir firmes às intimidações do pequeno faraó que cada um tem dentro de si, para que possamos caminhar em retificação e iluminação da Luz de Hashem nesse mundo em que vivemos, se D-us quiser.

    Shalom e tudo de bom.
    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva

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