9 pensamentos sobre “VAERÁ: “REDENÇÃO EM 10 PASSOS” – Parte 1

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para apresentar a transcrição do presente shiur, com o comentário ao final do texto.

    A aula se inicia com o Mestre explicando que, todo o desenrolar, que se inicia em Bereshit, no início da Torá significa, em um nível, a formação do Povo de Israel, que no nível místico/espiritual, já existia em Adam. No entanto, como houve uma queda no Gan Éden, toda a realidade, neste ponto, se tornou um longo processo de transmissão, reagrupamento, revelação e, por fim, de recebimento da Torá, do Povo de Israel. Segundo o Rav, podemos entender todo o início da Criação até o recebimento da Torá, como uma longa história e, de modo mais específico, considerando que se está indo do geral para o particular, podemos entender que, espiritualmente, Avraham, Yitzchak e Yaacov são níveis de alma que entraram no Corpo chamado Israel, o Mestre aqui trazendo representações de cada Patriarca, de acordo com o Atributo Espiritual – Sefirá –, correspondente aos mesmos. Toda a descida dessas almas elevadas, com esses perfis espirituais, chegam para o embrião chamado Israel, que ainda não se formou, para o exílio no Egito. O Plano Divino é muito complexo, pois com a descida dessas almas sublimes, é preciso um longo processo de amadurecimento e, finalmente, de revelação desse Corpo. Esse processo é, por vezes, anunciado por Hashem, que afirma: “E os egípcios saberão que Eu sou o Senhor, quando Eu estender a Minha mão sobre o Egito, e fazer sair os filhos de Israel, de dentro deles”, o Mestre citando Shemot 7:5.

    Segundo o Rabino, Mitsrayim/Egito significa “estreito”, “apertado”, tendo relação com a questão do exílio, que “aperta” e oprime o povo. De acordo com o Mestre, a guemátria do reshit tavót, a letra que inicia cada uma das palavras, de todo o passúk lido pelo Rabino, o valor numérico da soma de cada uma dessas letras, é 259, o mesmo da palavra “garón”, que significa garganta, em hebraico. Mais ainda, prossegue o Rav: é o mesmo valor de três vezes o nome Elokim, mais o kolel, que significa as forças de restrição, o poder de Hashem no grau da severidade. Em outras palavras, esclarece o Rabino, a despeito de o povo estar constrito nesse cativeiro, como na abertura estreita de uma garganta – garón –, Hashem usará o seu poder – Elokim – e removerá – fará um brit, um pacto – o povo de dentro dessa “casca”, em um Êxodo.

    Dando sequência ao shiur, o Rav explica que garón – garganta – é um órgão estreito e fino. Porém, misticamente, estados imaturos da consciência ficam “presos na garganta”, segundo o Arizal, traz o Mestre, que prossegue, ainda que o Corpo de Israel, ainda em estado embrionário, tenha direito de acesso a esses graus de alma, existem elementos de consciência que ficam presos nessa restrição, explicando também as dificuldades, no cativeiro no Egito, por haver uma restrição de consciência, por muito tempo. Isso significa que, no grau psicológico, essa imaturidade, representada no estado de uma pessoa, só será solucionada através de um amadurecimento, pois ela fica na “restrição de um cativeiro”, que é representado por Mitsrayim, que significa o arquétipo de qualquer exílio e prisão. Isso tem a implicação de que essas mentalidades imaturas, que descendem, misticamente, na “garganta” – cativeiro –, precisa sofrer um processo de amadurecimento, o Rav ensina. Existem três aspectos conectados com a garganta: ainda que, no Povo de Israel, do ponto de vista coletivo ou individual, houvesse acesso a essas almas tão elevadas, o resquício dessa imaturidade é preso, simbolicamente, na traqueia, no esôfago e nas veias jugulares, que montam a garganta, o Mestre explicando os três níveis de alma e esse estreitamento de mentalidades, ainda imaturas, pois ainda não houve acesso real a essa “bagagem espiritual” que o povo terá. Para que isso aconteça, continua o Rav, é preciso que haja amadurecimento e redenção.

    A leitura do final do passúk: “E fazer sair os filhos de Israel de dentro deles”, é interpretada pelo Mestre como sendo o conceito, em nível individual, do brit milá – circuncisão – do Povo de Israel, que representa o seu Êxodo do cativeiro. Em outro nível, a “remoção da orla do prepúcio” serve para liberar essas sensibilidades fundamentais, tudo sendo conectado de forma muito sutil, segundo o Rabino. O Mandamento da circuncisão, para os judeus, significa a “remoção das cascas” que circundam o órgão de procriação, que é uma manifestação física da Sefirá de Yesód, que se refere a Yosséf, representação dessa Sefirá. O Rabino esclarece que as “cascas” – klipót – obstruem a exposição completa dessa Sefirá, corporificada no órgão sexual. Segundo o Mestre, essa obstrução significa o limitar da Beneficência Divina, que provém disso, daí a importância desse Mandamento. O próprio sair do Povo de Israel do Egito, em nível de arquétipo, significa um brit milá, para que possa haver o recebimento da Beneficência Divina, que culminará no recebimento da Torá, mais tarde. O corpo de Israel nasce e se forma, de modo ainda embrionário, dentro de um outro corpo, que é grosseiro e impuro, um “casulo sufocante”, chamado Mitsrayim e, para que esse corpo seja “quebrado” e Israel possa viver, pragas são lançadas sobre nesse corpo externo, que representa as próprias klipót – cascas – que encobrem esse Canal de Emanação Divina, sendo que o Povo de Israel representa o Corpo que recebeu essas almas elevadas, e que precisam manter, no mundo, a consciência sobre o Divino, tudo conforme as palavras do Rabino. Portanto, isso não pode estar aprisionado, é preciso fazer um brit milá, para que seja exposto e, desse modo, revelada a Consciência Divina para o mundo. O passúk revela o Desejo de Hashem, o Rav explicando do nível do Povo de Israel para o nível cosmológico, da liberação da mensagem Divina, corporificada no Bnei Israel, que precisa penetrar o mundo, de modo que não haja o bloqueio da “orla” – as klipót.

    As explicações místicas do Rav quase fogem do meu nível de compreensão, de tão sublimes. É impossível traçar qualquer paralelo com o que aprendi, quando fazia parte de religiões não sancionadas pelo Eterno – não há comparação. Qualquer admoestação, depois que passei a estudar com o Mestre, foram apenas “placebos” ou, no máximo, “paliativos”. Entendo as palavras do Rav como legítimo “remédio”. Todos os shiurim são profundos demais, a ponto de eu quase não entender, pois são assuntos sublimes e, em sua maioria, direcionadas ao Bnei Israel, como no caso desta aula. O que posso entender, dentro da minha pequena realidade, é que não devo me render ao meu “exílio particular”: minhas limitações, em nível de desejos do corpo, e traços tortos de caráter que, tenho consciência, me limitam, ainda mais do que já sou. Entendo também que, quanto mais alinhado a Hashem, mais consciência terei, o que oscila, dependendo das transgressões que ainda cometo. Minha realidade, se será de suplício ou de benesses, depende das minhas escolhas, assim aprendi com o Rav. Um porém: tenho notado que, à medida que me esforço para estar “no caminho”, estou sofrendo “reações” do “outro lado”. Escrevo isso porque está ficando cada vez mais forte, particularmente neste período. Por exemplo, fiz um ato de bondade nesta semana e, quase ao mesmo tempo, fui afrontado por situações particularmente negativas, em que tive que ser contundente, sem entrar em maiores detalhes. Há outro detalhe, que me ocorreu agora, de pôr nestas linhas: tenho orado muito ultimamente, por diversas pessoas, incluindo o Rav e família, e a comunidade e famílias. Em um dia, em particular, sem que eu fizesse nenhum movimento brusco, um copo de água virou em cima do notebook, em que estava orando: ele queimou completamente, ao que tive que providenciar outro. Foi algo bem desagradável, mas agi rapidamente. Não é possível que seja obra do acaso, ainda mais depois do que venho estudando aqui. Alguns poderiam pensar que sim, mas não importa. Não consigo mais pensar assim. Enfim, guerra é guerra. Independentemente do que for, estou lutando para sair do meu “cativeiro particular”, de transgressões, arrogâncias e tolices, e contribuir para um mundo melhor, embora esteja percebendo que há resistências que, antigamente, achava ser apenas punição, ou então as duas coisas ao mesmo tempo, o que foge completamente da minha compreensão. Hashem Mach’sí.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham Chachamovits.

    Márcio

  2. Shalom Rabino Avraham, boa noite Amigos,

    Gostaria de expressar um mínimo entendimento sobre esta aula repleta de mensagens que tocam em nosso íntimo, e nos aproximam do desejo Divino.

    Revela o mestre que este é um momento extraordinário e muito significativo para o mundo, mas em especial a Israel, um corpo espiritual pré existente em Adam (quando foi criado), que devido ao pecado, se desmembrou como numa explosão atômica, mas as miríades que se dispersaram, recebem do Criador a força necessária de reintegração neste tempo (parashá Vaera), e o mundo como um todo tem a oportunidade de “passar por um êxodo do cativeiro”, desde níveis particular de tudo que existe até o grau máximo possível, o qual é perpetuado por gerações pelo B’nei Israel.

    “E os egípcios saberão que eu sou o S-nhor, quando eu estender a minha mão sobre o Egito e fazer sair os filhos de Israel de dentro deles”

    O mestre faz uma prévia antes da citação acima, e nos prepara explicando que a descida no Egito é tão e somente necessária para “… fazer sair os filhos de Israel de dentro deles…”. Cita os arquétipos graduais de alma necessários para que haja uma investida máxima e completa de Hashem neste mundo mais baixo e inferior existente. Avraham sendo a graduação do topo/coroa (chochmá), o nível de alma Neshamá; Ytzak a graduação de biná, o nível de alma de Ruach, Yaacov o equilíbrio (Tiféret), o nível de alma Néfesh e Yosef o Justo, é o ponto de ligação entre o espiritual e o físico, em outro nível, o órgão sexual (Yesod). Todos arquétipos das partes de alma original, partes das quais necessitam ser trazidas do alto para o cativeiro que é este grau de realidade em que vivemos. Um trabalho árduo conforme relatos da Torá e ensinamentos do mestre. Mas necessário para que por vezes haja então um amadurecimento e finalmente a revelação “… dos filhos de Israel…”. Entendo a imensa responsabilidade que é demandada de nós neste caminho de justiça e retidão, e que este verso também nos revela a descida de Adam, e investida de Hashem nos graus inferiores, pois conforme ensinamentos do mestre somos proibidos de usar qualquer expressão negativa para Adam e para o B’nei Israel, pois tudo foi como foi, porque o S-nhor assim desejou, para que só então Ele revele toda Sua Glória.

    “… portanto nós temos três níveis de alma, e esse estreitamento, essas mentalidades que são ainda imaturas, porque inda não ouve um acesso real a essa força espiritual, essa bagagem tão elevada que o povo terá, só que para que isso aconteça, é preciso um amadurecimento, e aí sim uma redenção…”

    Explica o mestre que o sair do Egito é por si só, é uma circuncisão, pois espiritualmente os egípcios e a vivência entre eles representam a orla, o prepúcio que impede a atuação máxima beneficente do órgão criador. Fico impressionado com a espessura da casca atuante nos dias de hoje que a tudo tenta rebaixar e transformar em moda ou “modismos”, como por exemplo a extrema imaturidade dos milhares de pessoas se iludindo nas diversas “linhas de judaísmo” e fazendo “circuncisão” sem se quer entender um mínimo do ensinamento do mestre de que na verdade só existe UM, o físico é apenas um espelhamento do espiritual, que tudo depende dEle, e que tudo foi feito com um propósito Divino. Por outro lado me surpreendo e aplaudo cada vez mais a vida extraordinária dos raros escolhidos por Hashem para perpetuar as verdades Santas da Torá, pois tamanha é a devoção, em ações genuínas de estrito acordo com as leis Divinas, que os permitem o mérito de trazer estas revelações tão puras. As quais, Graças a D-us, não nos permitiram cair nas modas hereges, e nos trouxeram até aqui, no caminho de amadurecimento, se D-us quiser.

    “… e fazer sair os filhos de Israel de dentro deles”

    E muito além, segue o mestre com revelações ainda mais precisas, a tradução deste verso em vários níveis, conforme linguagem Santa da Torá: = arca = coroa … circuncisão… Yessod … Yosef (que entendo minimamente como sendo em algum grau, mérito e benefícios que podemos receber ao tratarmos com zelo nossas relações, já que faz parte das leis noéticas [não cometer relações ilícitas]).

    “… o corpo de Israel… nesse cativeiro, ele nasce e se forma de modo ainda embrionário dentro de um outro corpo que é grosseiro e impuro, de um casulo sufocante que é chamado de Egito, e para que esse corpo seja então quebrado e Israel possa viver, ser exposto como foi explicado…”

    O mestre esclarece que as pragas possibilitam este quebrar das cascas, do corpo impuro, do Egito. Revelando assim o desejo de Hashem, corporificado no B’nei Israel, que mantém os arquétipos graduais de alma no mundo (neshamá, ruach, néfesh) para integração na criação.

    Que através da Retidão Noética possamos emular O Justo Yosef, e ser parte deste ponto de conexão entre espiritual e físico que revelará o filho único e Redentor de Israel. Mashiach já, ainda em nossos dias, se D-us quiser, amém.

    Obrigado ao todos os amigos que fazem parte deste plano Divino para retificação do mundo.

    Obrigado ao Rabino Avraham por nos ensinar a trilhar este caminho da verdade com tantas revelações Divinas.

    Edson.

  3. Shalom Rabino Avraham,

    Nesta aula maravilhosa podemos ver como cada mandamento da Torá é intrinsecamente atemporal e universalmente válido, e tudo que está na Torá serve de modelo para situações que refletem a dinâmica entre o povo judeu e a humanidade assim como a dinâmica interior de cada um.

    No versículo elucidado nesta aula, fica claro que D-us desejou que Israel se libertasse de seu jugo externo e interno, pois só assim a situação iniciada com Adam e Chava seria retificada e o propósito de D-us cumprido, isto é, D-us seria revelado aqui no mundo da ocultação. Mas para que D-us se revele é necessário que primeiro nos libertemos de nossas amarras, pois como ensinado no versículo em questão através das guematriot, o pássuk está relacionado com restrição, garganta e o nome Elokim, indicando que através do poder de D-us de severidade ele removerá a casca/mal de Israel e os retirará de dentro dela, assim como cada judeu remove o prepúcio no oitavo dia de vida, representando a remoção da interposição em yessód para que assim sejamos como Yossef, o justo, que retificou como ninguém seu brit nos servindo de modelo.

    Na aula é abordado a questão de libertação em nível comunitário, pessoal e cosmológico. Creio que o mais fundamental deles é o pessoal, pois dele advém os outros dois, pois quando a remoção da kelipá é um ato unilateral de D-us talvez o efeito alcançado não seja tão duradouro, assim como aconteceu na construção do bezerro de ouro após D-us ter feito tantas maravilhas para o povo na saída do Egito. E na nossa geração tão fraca espiritualmente e mentalmente o brit no coração é fundamental, pois vivemos em tempos em que o mal e o bem nunca antes estiveram tão misturados, e como ensinado pelo senhor deve-se tirar essa camada de “gordura” que circunda o coração do homem e o insensibiliza para as questões espirituais. O esforço de remover o mal deve ser conjunto entre D-us e o homem para que seja duradouro creio eu.

    Nos dias de hoje facilmente podemos construir nossos próprios bezerros de ouro para que permaneçamos em mistrayim devido ao medo de crescer e alcançar novos níveis de consciência. Estes bezerros assumem o formato de trabalho, dinheiro, saúde, mulheres e filosofia. Como o senhor sempre enfatiza qualquer pecado deriva do pecado de idolatria, pois se a pessoa peca é por que de certa forma ela não atribui à D-us a causa de todas as coisas, logo ela recai em idolatria em algum nível. E se essa crença não é tão forte então não é tão forte o amor à D-us e esse espaço deve ser preenchido por algo, não positivo no caso, o mal ele próprio. Realizar um brit na mente e no coração é o início da redenção pessoal de cada um, e graças ao trabalho do rabino Avraham isso é possível de maneira única, o qual enfatiza sempre a submissão as leis de D-us.

    Desejo saúde e felicidades ao rabino e a família.

    Shabat Shalom, Moshe

  4. Shalom Rabino Avraham e amigos do site Beit Arizal

    Gostaria de pedir a licença do Rabino Avraham para comentar brevemente sobre esta aula repleta de ensinos profundos sobre a redenção:

    Nesta aula entendo minimamente que somos conectados com o assunto fundamental da redenção e o processo trabalhoso e necessário para que isso ocorra. Como é dito pelo Mestre, Israel já existia em Adam, mas com a queda no Gan Éden certamente não seria nada fácil até surgir Israel como uma nação que deve ser a luz de D-us para as nações.
    Entendo que o êxodo do Egito do povo de Israel representa como arquétipo toda espécie de estreitamento, exílio e prisão que possa existir no mundo, seja numa comunidade, numa nação como um todo ou num indivíduo, assim entendi os ensinos do Mestre no shiur, e entendo que se quero viver uma vida de constante retificação devo buscar sair do meu Egito particular, buscando inverter meus desejos não retificados, saindo assim do exílio psicológico e intelectual que ainda vivencio para que eu possa subir de nível sem nunca ficar estagnado, certamente este é o verdadeiro empreendimento que faz a vida ganhar sentido verdadeiro nesta breve vida que o homem tem no mundo.

    Respeitosamente.
    Emerson

  5. Nessa aula complexa e profunda pudemos vislumbrar a significação do Êxodo do Egito, ou seja, quando o povo Judeu pela vontade D’us precisa sair do cativeiro. Dessa forma, o sentido desse cativeiro como um lugar de restrição, relacionado à garganta e ao Esôfago mostra-se como um lugar de ocultação das almas santas do povo escolhido – De Avraham, Ytzake , Yacoov e Yousef. É trazido que a verdadeira redenção tem o propósito de revelar essas almas, contudo faz-se para isso um longo processo de amadurecimento espiritual e psicológico, afinal a exposição ao modo de vida dos egípcios ficou espiritualmente atrelado à garganta do povo.

    Muito obrigado Mestre

    Carlos Bengio Neto

  6. Shalom,
    Peço permissão ao Rabino Avraham para expor um comentário breve sobre a porção.
    O Rabino Avraham diz que o processo de formação do povo de Israel já existia em Adam. entendi que esse processo começa com o “corpo” de Israel ainda informe e embrionário em Adam, continuando com o recebimento dos três níveis das almas dos patriarcas respectivamente.
    Então o embrião imaturo de Israel entra no “corpo de Mitsraim”. Lá dentro, a despeito de ser um ambiente de limitação, severidade, estreitamento e aflição, foi neste ambiente hostil que Israel se desenvolveu como povo. Quando o corpo tornou-se maturado, forte para suportar as agruras da vida obteve forças necessárias para romper as cascas que o restringia.
    O Rabino Avraham diz que este “sair da casca/saída de Mitsraim” é um arquétipo para o recebimento do Brit, mostrando que Israel já estava pronto com o corpo calejado e experiente para o Brit e para receber a revelação Divina da Torá. Entendo na minha pequenez que a vida urbana atual é um arquétipo de Mitsraim que restringe, aperta, aflige o homem neste cenário opressor levando-o à leniência. O homem torna-se desesperançado devido à pressão e aparente rigidez e inflexibilidade do sistema. Portanto, se não houver esforços continuaremos agindo como “crianças imaturas” que necessitam de terceiros para manter-se vivo e nunca teremos força para rompermos as cascas do sistema. Entendo que o esforço fará o “corpo informe e embrionário” continuar o processo até que o “corpo” se torne maduro e apto a romper as cascas.
    Agradeço ao Rabino Avraham por mais um abençoado e profundo shiur que serve como um guia para entendermos os vários aspectos da vida.
    Helton Gouveia

  7. Caro Rab. Avraham,
    Peço a permissão para trazer alguma linhas referentes a esta aula. Peco desculpas pelos esrros de entendimento.
    Começo por referir algo óbvio, esta aula trouxe aspectos muito profundos que representam uma grande dificuldade para mim apreender, assim, por mais que tente, fico apenas na superfície, algo creio esperado para quem não tem estofo e vivência espirituais.
    Praticamente toda a aula traz aspectos judaicos estritos, desta forma, sendo difícil o entendimento para quem não faz parte do Povo Santo, contudo, tento trazem alguns aspectos que possam ser pertinentes ao meu nível; Todo o processo descrito pelo Mestre, que se relaciona com a formação do Povo escolhido, revela um longo processo de amadurecimento, que foram aos poucos dando aos membros do Povo as condições de se tornarem dignos de nível de “proximidade” com Hashem muito maior que as nações outras, mais ainda, esse processo ao menos e meu entender, se repete na psique de cada judeu, mesmo nos dias de hoje, pois ele precisa amadurecer para tornar-se/ realizar um papel de luz perante às nações.
    Tentando relacionar esse processo com o estágio em que estou, creio que devo emular este processo de amadurecimento, obviamente em nível diferente, mas com o objetivo de crescer espiritualmente para que possa também cumprir com o papel que tenha sido designado por Hashem neste mundo para minha vida atual. Muito embora isso seja algo fácil de falar, a consecução está sempre longe do ideal, pois vencer as armadilhas e ilusões do ego requerem muito esforço, o que sabemos através das orientações do Mestre ser uma condição “sine qua non” para o crescimento, algo que entendo estar de acordo com as palavras do Mestre nesta aula, querendo dizer, é preciso passar pelo estreito/garganta para que se possa crescer.
    Caro Mestre Rab. Avraham, fico por aqui, agradeço a oportunidade de estudar estes assunto tão elevados e se Hashem permitir, conseguir crescer dentro daquilo que for Possível.
    Tudo de bom,
    Diego Malheiros.

  8. Shalom Rabino Avraham. Desejo muita saúde e alegrias reveladas ao Mestre.

    Gostaria da permissão do Sr., para expressar alguma linhas com o entendimento que ocorreu ao estudar esta aula extraordinária. O Sr., nos revela que no inicio as almas elevadas do Bnei Israel, por desejo de Hashem foram envolvidas pelo cativeiro do Egito para que amadurecessem e se tornassem plenamente consciente do seu estado elevado e para o que viria logo a seguir (a outorga da Torá), assim se tornando uma Luz para o mundo.

    Minimamente compreendo que aqui nas nações vivemos um cativeiro semelhante em algum nível, a mais de dois mil anos, parte das nações vem sendo assolada por regimes que oprimem os seres humanos, tal como um casulo apertado que não permite visão mais ampla sobre as verdades do Criador, casulo este que impões suas próprias regras e intitula como “novo”, desta forma tenta desconsiderar o “velho” indo completamente contra as Leis hierárquicas do universo. A idolatria é algo que assola as pessoas, oprime com palavras vazias, não permite a expansão de consciência perfeitamente desejada pelo Criador as Suas criaturas, que só permanecem neste plano para o único propósito que é elevar as fagulhas Divinas composta em toda a materialidade.

    Aqui Graças a D-us aprendemos com o Sr, que nos transmite a parte permitida da Torá, a amar e temer o Um (Bendito seja), através do quinhão que nos é permitido (as sete Leis de Noach) e suas ramificações, desta forma tem permitidos que muitos rompam com as cascas que os circundam, e que através de atos retificados e pratica de caridade, seja concedido méritos para auxiliar o Bnei Israel a preparar o mundo para os dias de Mashiach. Se D-us quiser em breve.

    Sou imensamente grato ao Rabino Avraham por tantas revelações, por conduzir minha família e a comunidade Retidão Noética neste caminho singular.

    Tudo de bom.
    Edson Bertoldo

  9. Shalom caro Mestre Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal

    Peço a licença respeitosamente para comentar sobre o shiur:

    Entendo que o shiur mostra o processo de acordo com o plano Divino para a formação e a redenção do povo de Israel que precisava sair do cativeiro egípcio. De fato Mitzraim é o arquétipo de toda prisão/exílio como explica o Mestre, e certamente existem aqui lições preciosas para a redenção individual também.

    Entendo que as prisões espirituais de hoje se manifestam através da arrogância que faz a pessoa nem acreditar que está presa num estado de severa restrição mental, a pessoa pode ser prisioneira da tristeza, do medo, da preguiça, pessimismo e ansiedade, tudo isso podendo desencadear a depressão, que D-us não permita. A pessoa ainda pode ser prisioneira dos desejos rebaixados de seu corpo, onde ela vive desejando um prazer após o outro sem um propósito elevado na vida e muitos são os que assim ficam a vida toda, enfim, tudo isso é muito falado nas obras do Rabino Avraham.

    No nível individual busco entender aqui a importância de sair a cada dia do meu Egito pessoal, de abandonar todos os aspectos não retificados de caráter, os resquícios da minha antiga vida sem contato com Torá e substituir os antigos maneirismos/cacoetes por ações e hábitos corretos e cada vez mais alinhados com o desejo de D-us, que Ele permita. Sinto que as forças negativas querem me prender e não deixar que eu avance para um nível maior de consciência, obstáculos/testes são colocados diante de mim, mas é fundamental não desanimar jamais, pois os próprios testes trazem oportunidades únicas de amadurecimento, que D-us permita.

    Entendo que o constante sair diário do Egito pessoal inevitavelmente ajudará a pessoa a se tornar um recipiente maior de Torá levando ela a ter novos insights para enxergar a realidade e agir no mundo de maneira mais elevada da mesma forma que a saída do Egito possibilitou o povo de Israel receber a Torá. Desta forma a Torá traz saúde psicológica e mental para que a pessoa seja livre de verdade, pois não existe liberdade sem Torá. Agradeço á D-us e ao Mestre Rabino Avraham pelas lições preciosas de Torá, tudo de bom!

    Respeitosamente, Emerson

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