5 pensamentos sobre “SHEMOT: “QUEM É ELE?”

  1. Pela graça de D”us.

    Shalom Rabino Avraham e amigos.

    É com imensa alegria que peço permissão ao Rabino e amigos para fazer um pequeno comentário sobre a Parashá Shemot 5774.

    Logo no inicio o Rabino traz um texto da Torá que se encontra em Shemot 5:2 onde está escrito:

    E o Faraó disse, quem é Ele? Quem é Hashem para que eu escute sua voz e envie Israel? Não conheço Hashem, e também não mandarei Israel.

    E apesar desse fato ter acontecido a milhares de anos, essas frases proferida pelo Faraó ainda é muito familiar em nossos dias. Basta olharmos ao nosso redor para percebermos como o mundo ainda continua sem saber quem é Ele. Todo esse caos e desordem que impera em todas as esferas da sociedade é fruto de um mundo sem conhecimento do seu Criador.

    O mestre nos explica que é preciso voltar um pouco na historia para entender melhor o significado de Mitsrayim/Egito, o que realmente representa esse local.

    O Rabino continua dizendo que Mitsrayim representa a vida urbana, locais de habitação humana congestionados, são um veneno para a alma, é por isso que a vida urbana não importa a onda ou quando é uma fonte primaria de todos os tipos de problemas sociais e depravação humana, o Rav explica que nós os seres humanos fomos criados para viver no jardim do Éden e não na cidade.

    Acredito que para a maioria de nós que vivemos nas grandes cidades, as palavras do mestre nos mostra a cruel realidade ao qual nos deparamos todos os dias, o medo e o caos é a marca registada dos grandes centros urbanos. O nível de estresse misturado à poluição visual e auditiva, juntamente com a baixa moralidade e corrupção, nos leva a desejar viver no meio do mato longe de tudo isso. Como o Rabino traz, o urbanismo é a fonte primaria de todos os tipos de problemas sociais e depravação humana.

    O mestre continua ensinado sobre quando Cain o irmão de Havel foi banido por D’us pelo assassinato de seu irmão e condenado andar pela terra, a primeira coisa que ele fez foi construir uma cidade. Com base em tudo que já ouvimos sobre a problemática dos centros urbanos, podemos perceber que o mundo está ficando cada dia mais violento e corrupto, o crescimento da imoralidade da idolatria do caos generalizado tem aumentado a passos largos, e junto com tudo isso cresce também os aglomerados urbanos, as pessoas não querem mais ficar longe da “civilização” sempre buscando mais conforto e distração para suas vidas vazias de seus corações aflitos, mais se esquecem do principal, o que o Rabino Avraham sempre nos ensina, “ o proposito do homem aqui na terra é conhecer seu Criador”

    O mestre continua explicado que a cidade imediatamente se tornou um símbolo representando então a rebelião contra D’us e contra a natureza, nada mudou dês dos dias de Cain, as cidades hoje em dia são as piores formas de habitação humana, são responsáveis por muitos dos problemas espirituais e psicológicos que muitos precisão lidar, concluir o mestre.

    O Rabino em sua obra nos ensina sobre a importância de sempre buscar conhecer a raiz do problema, não ficar só na superfície, no artificial, mais procurar saber de onde surge o mal, estudando essa extraordinária aula vemos aqui a raiz de muitos males que assola a humanidade, mais as pessoas por não terem a Torá, por não saberem nada sobre seu Criador, tudo passa batido e quando surge um mestre para ensinar algo tão profundo e único a maioria simplesmente ignora ou não querem saber.

    Vejo aqui a importância da RENONG, e da primeira revista da Comunidade Retidão Noética nesse processo de limpeza espiritual que busca nos levar a um nível mais elevado e se D’us quiser, e través das Sete Leis de Nôach mostrar como D”us tem regras e leis para todos os seres humanos e que Ele ama a todos, graças a D’us.

    O Rabino continua dizendo que o ambiente urbano ele agrupa almas, não só corpos, um encima do outro por assim dizer, e a influencia física e espiritual de tantas almas de origem tão diversas contrastantes que são forçadas a viver nessa proximidade tão intensa causam uma pressão vivenciada no grua subconsciente das pessoas, essa é a origem do estresse no revela o mestre.

    O problema se torna muito maior pelo fato de que todo esse maranhado de pessoas com todas suas cargas, e suas doenças mentais etc, ainda tem o agravante que vai além do físico é algo espiritual, como o Rabino nos fala, “um agrupamento de almas” não temos nenhuma estrutura não sabemos nada sobre a solução para esses problemas, que na minha limitada compreensão seria somente através de uma vida de Torá. Devido essa limitação só enxergamos o que é revelado no nosso nível físico, então fica muito difícil haver qualquer tipo de harmonia até mesmo nas famílias.

    O mestre nos ensina que essa origem do estresse causa a série de comportamentos errados levando a toda sorte de males sociais, conclui o Rabino.

    O Rav agora nos fala de um exemplo na Torá que talvez para muitos não seja percebido mais que revela o efeito da cidade e em particular Mitsrayim que simboliza o apogeu do urbanismo na época, então o efeito profundo e arquétipo que esse entorno tem numa pessoa; o mestre está se referindo a história de Avraham Avinu, e seu sobrinho Lote, trazendo agora sobre a Parashá Lech Lechá.

    Explica o mestre que, quando a Torá se refere sobre a saída de Avraham do Egito existe uma mudança na linguagem a onde Lote não mais é mencionado junto com Avraham, até esse ponto sempre que Avraham era mencionado com sua esposa Sarah Lote era parte dessa unidade, mais depois da passagem em Mitsrayim há uma mudança, uma separação, então Avraham e Sarah são mencionados, suas posses etc, e só depois Lote é mencionado a partir desse ponto na Torá. Existe uma independência de Lote, até então Lote era unido com Avraham em todos os sentidos pessoal e profissional, mais Avraham perde o aluno, o mestre continua dizendo que Lote era como um filho para Avraham.

    O Rabino continua dizendo que Avraham criou Lote pois ele era filho do irmão de Avraham que tinha falecido, mais infelizmente Lote se perdeu em Mitsrayim nos ensina o Rav. Ele não aguentou as influencias do local e se perdeu no materialismo nas tentações.

    Vemos aqui o impacto da influência de um local, o que uma cidade pervertida pode fazer com a vida de uma pessoa mesmo que essa pessoa seja o Lote o sobrinho do Patriarca Avraham. Aprendemos que o mal não respeita idade sexo e classe social todos nós estamos sujeitos a cair, que D’us não permita.

    Na minha pequenez acredito que o trabalho de resgate que o Rabino Avraham tem feito, é algo que não se pode medir nem explicar com palavras, porque não basta simplesmente ensinar uma pessoa o caminho da Torá, mais é preciso também o cuidar para que essas almas que tiveram uma oportunidade de sair do Mitsrayim não voltem a se contaminar com as ilusões e mentiras do lado negativo, por isso o trabalho do mestre é único, porque ele está sempre nos exortando, cuidado com isso, cuidado com aquilo, não faça isso não é bem assim etc.etc.

    O Rabino continua dizendo que o Egito era conhecido como o local onde existia idolatria para qualquer necessidade qualquer esquina alguém vendia um ídolo para alguma coisa alguma necessidade algum desejo, além disso todos os prazeres eram exacerbados, praticas sexuais eram abertamente sancionadas de todas as espécies, mais abomináveis que fossem tudo era permitido desde que trouxesse prazer, prazer era só o que importava, o Egito como o centro urbano era um local que bloqueava a Santidade, conclui o Rabino.

    Ao ouvir essas palavras do mestre fico pensando o que esperar do futuro, o que nossos filhos e netos vão presenciar em uma sociedade que cada dia vem se deteriorando e se transformando em um Egito moderno, que D’us não permita. A forma como os políticos desse País têm favorecido novas Leis que são diretamente contarias a Torá de Hashem, abrindo brechas para que a imoralidade possa ser vista como algum “comum” normal. Voltando ao inicio desse shiur vemos que o próprio líder do Egito perguntou, quem é Ele? Pois se eles soubessem quem realmente era Ele o Criador do Universo a historia do Egito seria outra bem diferente.

    O mestre continua dizendo que o Egito era um local estritamente materialista estritamente focado em ideias estranhas em misturas, um bloqueio constante, e o povo de Israel era escravo no Egito, local que era como a orla (o prepúcio) do mundo, o Rabino continua dizendo que o êxodo foi uma remoção do povo do seu cativeiro uma circuncisão, diz o mestre.

    Se o me permite gostaria de mais uma vez fazer um paralelo com os dias atuais, apouco passamos momentos de estrema escuridão como bem nos diz nosso amigo Edson, são dias vermelhos onde as misturas estranhas a Torá se propagam como festas e datas que bloqueiam a Luiz Divina na terra. As pessoa são escravas dos seus próprios erros e ai daquele que tentar contrariar seus dogmas e seus deuses inferiores, é por isso que sempre lembro de uma frase muito conhecida nas aulas do Rabino, força e coragem, todos nós vamos precisar de muita força e coragem para enfrentar os desafios que ainda viram, mais se D”us quiser, o bem sempre há de vencer, Baruh Hashem.

    Acredito que nosso êxodo está no cumprir da forma correta as 7 Leis de Nôach e suas inúmeras ramificações se D”us quiser.

    O Rabino continua nos ensinado que de fato a vida de Torá verdadeira os atos retos generosos blindam a pessoa da força do mal que o persegue.

    São ensinamentos que nos motivam a continuar buscando sair desse cativeiro e viver uma vida de acordo com a Torá se D’us quiser, ainda que tenhamos que enfrentar a fúria de “amigos” parentes e outros tipos de pessoas, mesmo assim temos a certeza que estamos no caminho certo o único caminho que nos leva a D’us que a Torá.

    O Rav nos diz que o Faraó representa o líder do materialismo, mais anteriormente nessa Parashá Hashem fala para Moshé logo quando Moshe está diante da sarça ardente, do fogo que queima mais não consome, Hashem fala para Moshé que ele vai ter que ir para Mitsrayim e que vai ter que redimir o povo etc, mais que Ele vai endurecer o coração do Faraó, é anunciado isso, o Rabino fala que no seu entendimento isso significa que Faraó que era de uma inteligência extraordinária, um líder poderoso, escutou as vozes interiores da sua consciência sobre a verdade desse Povo, e quanto mais ele escutava isso, como o arrogante orgulhoso que ele era mais ele não aceitava de deixa-los sair do cativeiro, conclui o mestre.

    Diante de tudo que já ouvimos sobre esse assunto, chego a pensar que quando estamos buscando sair do nosso cativeiro espiritual, nosso orgulho e arrogância que não querem que sejamos libertos fazem de tudo para nos confundir tentado calar a voz silenciosa quem vem lá dentro da nossa consciência e tenta nos mostrar a verdade absoluta da Torá a porta de saída para a Luz Divina, e esse orgulho e arrogante tenta nos impedir de caminhar no rumo certo onde posamos ser pessoa livre de verdade, melhores retas e jutas se D’us quiser.

    O mestre continua ensinando que o Rashi explica que o Faraó consultou seus magos e astrólogos, que haviam fala para ele que viria um Redentor desse Povo, o Rabino explica que o Faraó não precisava disso, ele escutava essa voz porque Hashem falou que Ele endureceria seu coração, haveria por tanto um contato Hashem mandaria Seus anjos soprarem no ouvido do Faraó a verdade do que estava para acontecer, mais o seu ego enorme rejeitava essa mensagem, conclui o Rabino.

    O mestre agora fala sobre o fato de Faraó ouvi essas vozes e não ter feito nada para liberar essas pessoas do seu cativeiro, “em outro nível podemos entender que esse é um assunto dos lideres religiosos que se calam diante das coisas erradas que eles estão vendo, nos diz o Rav, e que isso vale certamente para lideres de todas as Nações e religiões, e o mestre fala algo que também é pertinente aos Rabinos, que se perdem caindo de nível enquanto se acham grandes chachamim/sábios muitas vezes, porque eles escutam essas vozes, eles sabem que há necessidade de redenção mais muitas vezes esses lideres religiosos tem medo de perder as suas vantagens continua o mestre, e portanto se calam fazem vista grossa para essas vozes interiores para a verdade que está diante deles”.

    Sou grato a Hashem por permitir está aqui estudando com o Rabino Avraham que sempre foi muito claro e direto em todos os aspectos de sua obra, não existem atalhos não tem jeitinho nos assuntos de Torá, em um shiur muito especial do Rabino “Aprendendo a aprender” o mestre nos fala que ele é zero politico, graça a D’us porque só assim sem massagem de ego podemos aprender de verdade se D’us quiser.

    Só tenho que agradecer ao Rabino Avraham aos amigos dessa Comunidade e principalmente a Hashem pela oportunidade única de estudar esses assuntos que são de suma importância para nossa sobrevivência espiritual.

    Gostaria de fechar esse comentário com o Salmo 106: 10 trazido pelo Rabino que diz: O Eterno o salvou dos seus opressores redimiu-os das mãos dos seus inimigos.

    Graças a D’us que tem nos beneficiado com sua Luz nos permitindo uma libertação do nosso Egito pessoal mesmo que aos poucos, vamos se D’us quiser caminhando rumo a uma vida reta e justa graças a D’us.

    Que tudo seja para o bem.

    Shalom
    Francisco Saturnino.

  2. Shalom Rabino Avraham, bom dia amigos,

    Venho humildemente compartilhar a pequena experiência que tive ao estudar esta aula.

    “Quem é Ele? Quem é Hashem para que eu escute sua voz e envie Israel? … não conheço Hashem, também não mandarei Israel…”

    A princípio o que pude experimentar de mais impressionante neste verso, é que (na minha pequena visão) tudo depende de um determinado “espaço” adequado, para que se conheça “…Quem é Ele, quem é Hashem…”. Segue o mestre explicando que primordialmente este “lugar/espaço” é o Gan Eden, e sinto que isto agora é algo muito difícil a todos nós pois estamos no “Egito”, imersos na oposição, todo tipo de influência contrária a vida natural que D-us deu ao homem, como descreve o mestre que “… nós seres humanos fomos criados para viver num Jardim do Eden…”. Enfatiza o mestre que a vida em ambiente hostil é a mesma desde a criação do ambiente urbano, feita por Cain. “… o ambiente urbano ajunta almas, não só corpos, um em cima do outro por assim dizer…” E onde estou atualmente percebo uma graduação diferente destas revelações do mestre. Agora mais que antes há uma força que impele para o outro lado, mas graças ao apoio constante da comunidade, via telefone, Skype, e-mail, aqui… conseguimos relaxar, encontrar descanso para mente, e nos manter “afastados” deste caos de vida urbana. Entendo, é realmente o melhor que podemos fazer. Nos afastar de antigos hábitos, companhias, “festas”, e até mesmo familiares (aprendi com o mestre que isto por si só é a melhor forma de ajuda-los pois tive experiências com resultados, os quais mantiveram a difícil relação em equilíbrio, e graças a D-us, trouxe até mais respeito e entendimento entre as partes). E vejo que na falta do Gan Éden original, nosso trabalho alinhado aos caminhos naturais oferecidos pelo mestre (As Sete Leis) possibilitam um “espaço” interior em nós, para que sejamos capazes de em algum grau conhecer a Ele.

    “… Avraham perde o talmid… Lot no Mitsraym se perdeu… no materialismo, nas tentações… onde todos os prazeres eram exacerbados… um local que bloqueava a Shechiná…”

    Por outro lado o mestre esclarece o que ocorre quando não possibilitamos este espaço em nós citando o exemplo de Lot, que caiu nas ilusões do Egito, nas coisas que necessitamos nos afastar. Infelizmente muitos continuam a cair, não conseguem sair de antigos ciclos de relacionamentos que nada tem a ver com as leis naturais de Hashem, e ficam cegos diante de quem estão, pois sabendo ou não, querendo ou não, ensina o mestre que são de qualquer forma agentes do mal, e assim mantém-se presos, levando junto os que permanecem com eles no meio deles. Compartilhei no parágrafo acima que é difícil criar este “espaço” mental para conhecermos Hashem, para alguns é impossível, mas vivencio que além de possível, nos trás grandes bênçãos, em algum nível, uma pequena redenção do “Egito”. Num outro grau, nas palavras do mestre: “… uma remoção do povo do seu cativeiro, uma circuncisão…”.

    O mestre segue aprofundando o assunto de forma muito surpreendente, revela que as próprias palavras do faraó descritas no verso “… Vayomer (disse) o faraó”, são na verdade uma acusação contra o povo de Israel. Pois de acordo com o estudo das letras santas, a frase também significa: perseguição do pecado. E mais uma vez a comprovação de que nossa interação consentindo o meio em que vivemos (secularismo e idólatria), é o pecado/egito/faraó nos perseguindo. Que D-us não permita. O mestre explica que cada pecado que cometemos, se não retificado/transformado o hábito para positivo, este pecado nos persegue, se corporifica em algum objeto no local onde ocorreu (numa pedra ou madeira), e estes corporificados são os categorim (acusadores) que nós mesmos criamos, explica o mestre, inclusive prosseguindo para a próxima palavra Faraó, revelando que este por si só é o chefe dos acusadores, o samech men corporificado. E que de acordo com guematriot, Faraó também significa maldição, a própria função dele, comprova o mestre citando outro verso correspondente a guematriot de Faraó: “… agora anda, amaldiçoa-o…”. Porém no sentido de que esta é a missão dele, do ambiente hostil e contrário a D-us em que vivemos, para que façamos teshuvá, sendo que isso também é provado pelas letras Santas correspondentes, o próprio verso “Quem é Ele?”.

    “Que a maldição (arará) do Egito derrama a raiva do meu desgosto”

    Fiquei muito tocado com tamanha bondade do mestre em trazer estas próximas revelações, de que Nôach (em algum nível nossa comunidade) será o consolador da maldição de Hashem sobre a terra. Trazendo a tona que tudo isso já havia sido pré-determinado, através do momento em que Hashem falou para Moshé que mesmo ele sendo quem iria redimir o povo, Ele primeiramente endureceria o coração do Faraó, explicando que este endurecer é uma resistência a ordem Divina, um ignorar da voz interior, provinda de Hashem. E entendo minimamente (como explica o mestre) que este é um momento em que vemos grotescamente isto acontecer. Lideranças comunitárias, de cidades, e de países inteiros, ignorando a necessidade de libertação mental das pessoas, simplesmente por não desejarem perder seu “posto” ou vantagens. Mas comprova o mestre através da numeração das palavras (faraó, mélech (rei), judeus, redimir, todas sendo igual a 90), que nem a ignorância destes líderes, nem a persistência do outro lado tentando nos abater, impedirão que venha esta libertação. Talvez em algum nível, o bem que a Retidão Noética pode trazer ao nosso meio, se D-us quiser, amém.

    Obrigado ao mestre por nos permitir cada vez mais um entendimento profundo sobre nossa missão.

    Obrigado amigos pela presença a e interação que muito nos ajuda a desenvolver o estudo.

    Edson.

  3. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o mestre fazendo a leitura de Shemot 5:2: “E o Faraó disse: – Quem é Ele? Quem é Hashem, para que eu escute Sua voz e envie Yisrael? Não conheço Hashem, e também não mandarei Yisrael”.

    O Rav explica que é preciso voltar um pouco na história, para se entender melhor o significado de Mitsrayim (Egito), e o que representa realmente este local. Em um nível, prossegue o Rabino, Mitsrayim representa a vida urbana: locais de habitação humana congestionados são um veneno para a alma, e é por isso que a vida urbana, independentemente de época e local, é uma fonte primária de todos os tipos de problemas sociais, e depravação humana. Nós, seres humanos, fomos criados para viver no Jardim do Éden, e não na cidade, sendo o conceito de vida urbana a antítese da forma natural, do estilo de vida que Hashem criou para o homem, traz o mestre. Quando Caim foi banido por Hashem, pelo assassinato de seu irmão Abel, e condenado a andar pela terra, a primeira coisa que ele fez foi construir uma cidade, ao que a cidade se tornou um símbolo, representando a rebelião contra D’us e contra a natureza, e nada mudou desde os dias de Caim, revela o Rabino. As cidades, hoje em dia, são as piores formas de habitação humana, e são responsáveis por muitos dos problemas, espirituais e psicológicos, que as pessoas tem que lidar. Inclusive, continua o Rav, isso é conhecido pelos profissionais da saúde, que normalmente aconselham pessoas estressadas a irem para o campo, para fins de repouso. O mestre ensina que o ambiente urbano “agrupa” almas, não só corpos, “uma em cima da outra”, e a influência física e espiritual de tantas almas, de origens tão diversas e contrastantes, forçadas a viverem em uma proximidade tão intensa, causa uma pressão, vivenciada no grau subconsciente das pessoas, sendo esta a origem do stress que, por sua vez, causa uma série de comportamentos errados, levando a toda sorte de males sociais.

    Muitas vezes, em minha vida, encontrei pessoas absolutamente grosseiras, mal-educadas e pervertidas, tive que cantar músicas com letras com as quais jamais concordei, obrigado a dormir “amontoado” em ônibus de excursão, de cidade em cidade, me alimentando mal, descansando mal etc. Estou me referindo à estrutura de um conjunto de baile. Agora entendo a razão de tanta contrariedade. Moro em um terreno, com três casas, sendo a minha situada no meio. Me sinto no meio de um “sanduíche”, por motivos semelhantes, porém de natureza bem mais sutil e oculta, ou seja, a clássica “guerra de nervos”. No meu caso, em específico, se deu o contrário: para encontrar um pouco de sossego, nas minhas férias, fui para a minha cidade natal, que é uma capital, com um porém: aqui há bem menos pessoas, e consegui um pouco de paz, graças a D’us, pois estava para surtar.

    Prosseguindo o shiur, o Rabino Avraham explica que, mais tarde na Torá, há um exemplo que revela o influência da cidade, e em particular Mitsrayim, que na época representa o apogeu do urbanismo, na época, e o efeito profundo e arquétipo, que esse entorno tem em uma pessoa: a história de Avraham Avinu, e o seu sobrinho Lote, pois na Parashá Lech Lechá 13:1, vemos que, quando a Torá se refere à saída de Avraham do Egito, ocorre uma mudança na linguagem, em que Lote não é mais mencionado junto com Avraham. Depois da passagem por Mitsrayim, prossegue o mestre, há uma separação, em que Avraham e Sarah são mencionados, e só depois Lote é mencionado, a partir desse ponto na Torá. O Rabino explica que há uma independência de Lote que, até então, era unido com Avraham em todos os sentidos, pessoal e profissional, ao que Avraham perde o talmid (aluno), que era como um filho para ele, que criou Lote, pois seu pai, irmão de Avraham, havia falecido. Porém, Lote se perdeu em Mitsrayim, não aguentando as influências do local, traz o mestre: o Egito era conhecido como um local onde havia ídolos para qualquer necessidade e, além disso, todos os prazeres eram exacerbados – práticas sexuais eram abertamente sancionadas, de todas as espécies, por mais abomináveis que fossem, desde que trouxesse prazer, sem critério algum. Como um centro urbano, o mestre ensina, o Egito era um local que bloqueava a kedushá (santidade), um local estritamente materialista, focado em ideias estranhas e misturas, gerando um bloqueio distante, e o Povo de Israel era escravo no Egito, um local que era como o “prepúcio do mundo), e o Êxodo como a remoção do Bnei Yisrael de seu cativeiro, representando a “circuncisão”.

    Tenho visto o aspecto de “Egito” muito mais evidente onde resido, no Paraná, com toda a questão de idolatria e, inclusive, com uma notícia desconcertante que recebi há alguns dias: um colega de profissão, professor de musicalização infantil, morreu de pneumonia, ao que foi descoberto, mais tarde que se tratava de HIV. A enfermidade o devastou em pouquíssimo tempo, e os médicos de lá revelaram que há um número enorme de pessoas, com essa e outras enfermidades relacionadas. As pessoas têm um “verniz” de civilidade, e basta uma notícia dessas para revelar o que há por trás: é o conceito de “agenda oculta”, que o mestre ensina nos shiurim. O que quero dizer é que o conceito de Mitsrayim está se estendendo em todo o mundo, independemente se for uma cidade do interior ou uma grande metrópole, assim constatei, assustado.

    Dando sequência ao shiur, o Rabino Avraham analisa o passuk da Parashá: a expressão vayomer, que significa “disse” em hebraico, tem relação, em termos de guemátria, com a palavra “perseguiu”, também em hebraico, palavra usada quando Ya’acov Avinu disse para Lavan, o rashá (perverso): “Por que você me perseguiu tanto?”, conforme Bereshit 31:36. Voltando à análise do passuk de Shemot 5:2, a relação numérica entre “disse” e “perseguiu”, traz o mestre, guarda a seguinte conexão: oculto na palavra “disse”, está o significado de “perseguiu”, e a Torá, aqui, está ensinando que o pecado é um caçador, fazendo referência ao que Ya’acov disse a Lavan. O Rav explica que essa é a natureza dos acusadores celestiais, que caçam a pessoa, em vida e depois. Como traz um livro conhecido, o Rabino prossegue, o Sefer Kav HaYashar, o local aonde ocorre o pecado se torna um local de perigo e, a não ser que a pessoa faça teshuvá (assunto estritamente judaico), cada transgressão cria um acusador celestial que se investe, por exemplo, em uma pedra ou em uma madeira, próximas à área do pecado, e a pessoa, sem querer, tropeça neste objeto, ou seja, tropeça em seu próprio pecado (aqui, neste trecho da transcrição do shiur, desconheço se isso se aplica aos gentios). De acordo com o mestre, isso fará mais sentido quando se entender que o Faraó é o chefe da klipá, afirma o Rav, é samech-mem corporificado – satan, o chefe angelical – que, neste momento, tendo rendido o povo, busca acusar o Bnei de Yisrael de seu distanciamento de D’us e, mais ainda, o Faraó quer amaldiçoar o Povo Judeu. Segundo o Rav, a guemátria da palavra Faraó, em hebraico, é a mesma da palavra “amaldiçoe”, ao que, o mestre salienta, Bilam, que é descendente de Lavan, conforme o Zohar, ouviu essa expressão de Balac, que solicitou que Bilam amaldiçoasse o Povo de Yisrael, conforme Bamidbar 22:11, traz o Rabino. Dando prosseguimento à análise do passuk, o mestre explica que há uma relação numérica entre a expressão “quem”, de “quem é Hashem”, e a palavra “homem”, em hebraico – título conferido somente ao Bnei Yisrael – e Hashem, no mesmo verso, que guarda relação numérica com a palavra “expiação”. Tudo isso, o Rav explica, tem a ver com a maldição que o Faraó quer lançar contra o Povo de Yisrael, ao que a teshuvá (assunto estritamente judaico) e uma vida reta “blindam” o judeu, o salvando do mal.

    Embora não seja judeu, mas um gentio que tenta, na medida do possível, se alinhar com as Sete Leis de Nôach, para estar mais próximo de D’us, tenho observado que a primeira coisa que “volta”, quando procuro me retificar, é o meu raciocínio, dentro dos meus limites. Os pensamentos ficam mais claros, e os passos um pouco mais firmes. O Rav ensina que não existe teshuvá para um gentio, assim como uma série de mitsvót e procedimentos, todos concernentes ao Bnei Yisrael, mas espero que o assunto de “blindagem espiritual” seja algo, ao menos minimamente, tangível e também relacionado com o meu grupo espiritual.

    Na continuação do passuk, o mestre revela, há uma relação numérica de cada palavra, com a palavra “maldição”, a mesma usada em Bereshit 5:29, em que é dito que Nôach será o consolador da maldição de Hashem sobre a terra. Há referência, também, à expressão proferida por Hashem, sobre os 40 anos no deserto, devido ao pecado dos espiões da terra: “E saberão do Meu desgosto”, conforme Bamidbar 14:25. No mesmo passuk, é afirmado: “E levarão sobre si o pecado”, o Rav chamando a atenção sobre outra conexão.

    O Rabino Avraham afirma que o Faraó representa o líder do materialismo, mas anteriormente, nesta parashá, Hashem fala para Moshê, logo quando ele está diante da sarça ardente, que ele deverá ir para Mitsrayim para redimir o povo, mas que Ele vai “endurecer o coração” do Faraó. Segundo o mestre, isso significa que o Faraó, que era de uma inteligência extraordinária, “escutou” as “vozes interiores” de sua consciência sobre a verdade desse povo, e quanto mais ele escutava isso, mais ele não aceitava liberá-los do seu cativeiro, por sua grande arrogância. De acordo com o Rabino, Rashi, o grande comentarista da Torá, explica que o Faraó consultou os seus magos e astrólogos, que haviam falado para ele que viria um redentor desse povo. Segundo o mestre, o Faraó não precisava disso: ele “escutava essa voz”, Hashem falou que endureceria o seu coração – haveria, portanto, um contato, Hashem mandaria os Seus anjos soprarem no ouvido do Faraó a verdade do que estava por acontecer, mas o seu ego enorme rejeitava essa mensagem.

    O mestre ensina que é preciso rezar a Hashem para que cada pessoa, cada um em seu nível, possa ser redimida diariamente, de seus bloqueios e de seu “Egito pessoal”, e através dessa redenção, a pessoa possa ser transformada, se tornando alguém iluminado e com propósito na vida, que é a sua contribuição para a retificação do mundo, e o apressar da Era Messiânica, muito em breve em nossos dias, amém. Assim, o Rabino Avraham conclui o shiur.

    Há momentos em que sinto que, junto com o processo de “cair/reerguer”, em busca de retificação, também me vejo “andando em círculos”, quando só há um sentido: reto e para cima, como as palmeiras, segundo o Rav ensina. Há muito o que ser retificado, quase 40 anos de “bombardeio”, por parte das religiões não sancionadas pelo Eterno, literatura, mídia e cultura, em geral, tudo com forte apelo secular. Pergunta retórica: se o “Mitsrayim pessoal”, for mais interno do que externo, e eu conseguir minimamente “dar alguns passos para fora”, é possível sobrepujar o meu entorno, convivendo com ele sem me deixar contaminar pelo mesmo, ou é preciso um rompimento, dentro do que me é possível? Há muito o que refletir sobre esse shiur do mestre.

    Uma boa noite ao Rabino Avraham e a todos os amigos.

    Márcio

  4. Shalom Rabino Avraham,

    Uma aula muito especial e reveladora, principalmente neste período que estamos passando de tantas comemorações idólatras que inundam o país, principalmente o Rio de Janeiro. Um mar de pessoas desce as ruas com flores e barcos como oferendas para o mar, fogos, bebidas, tiros e todos os tipos de comportamentos baixos estão por toda parte, e todo mundo julga ser tudo normal e alegre.

    Nada mais tem tanto a ver com essas coisas do que esta aula ao meu ver, pois como o senhor afirma, a vida nas grandes cidades junta muitas pessoas diferentes espiritualmente falando e constantemente fornece estímulos sensoriais de todos os tipos para que não seja possível parar um instante pensar e agir corretamente, bem como o Faraó fazia com os judeus no Egito. Por outro lado as cidades produzem e são fruto de tudo que a mente humana através do intelecto é capaz de realizar, mas na maioria das vezes essas realizações buscam apenas a glorificação do próprio intelecto ou apenas a busca de prazeres e extravasamento dos instintos básicos. A expressão do poder intelectual do homem, não moral, tão bem representados nos grandes centros urbanos tem o poderoso efeito de afastar mais ainda as pessoas de D-us, e insensibilizar no que se refere a uma conexão natural e simples com o Criador e a natureza, a qual é Ele oculto.

    Como o senhor explica, Cain ao cometer terrível pecado buscou fugir de sua responsabilidade ou defender-se talvez, edificando uma cidade, lá talvez ele poderia esquecer o que fez, justificar e principalmente continuar a dar vazão as suas vontades indiscriminadamente.

    Quão semelhante é esta parashá com tudo o que ocorreu na Alemanha na segunda guerra, os judeus achavam que poderiam ser “legítimos” alemães, se destacaram em várias áreas, até mesmo lutando na primeira guerra pela Alemanha obtendo condecorações, mas mesmo assim serviram de bodes expiatórios para todos os receios e raiva alemães. Um líder subiu e começou a promulgar leis duras contra o povo judeu e fez questão de tornar clara a diferença entre os dois povos, e assim foi em várias outras perseguições ao longo da história.

    O fato é que sempre tentaram escravizar o povo judeu, ora por ser muito observante e não se misturar, ora por tentar se misturar, e como já sabido pelos sábios da Torá, todas essas perseguições derivam do fato da missão incumbida à este povo, que é não se curvar as limitações da matéria, não se curvar ao Faraó tanto externo quanto o que vive dentro de nós, o yetser hará.

    Como o senhor explica nesta aula, Faraó está relacionado com maldição, severidade, tudo de severo que recaí sobre os judeus e a humanidade devido aos maus comportamentos e distanciamentos Dele. O único remédio é a expiação pessoal de cada um, através da subjugação do ego à D-us e a liberação das amarras de Mitzraim. Pois como o senhor sempre diz fé não é algo acadêmico ou filosófico, é o agir corretamente de acordo com a vontade de D-us, já que o tikun dos dias atuais onde milagres revelados não são vistos como foram no êxodo do Egito é a submissão pura e simples.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor e a família.

    Shabat Shalom, Moshe

  5. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço respeitosamente a licença para comentar sobre o presente shiur:

    O shiur fala dos males do urbanismo, e entendo que hoje em dia na essência não é diferente do antigo Egito pois as cidades modernas tem sido espiritualmente afetadas com muita promiscuidade, poluição visual intensa, etc. Quando vou para uma grande cidade sinto um peso tremendo que creio ser essa pressão no subconsciente que o Mestre explica, algo que pode causar estresse e gerar comportamentos negativos, que D-us não permita. Além disso, hoje existe toda uma tecnologia cada vez mais sofisticada que infelizmente é usada para o mal deixando o ambiente urbano ainda mais nocivo.

    Sobre a importância de viver uma vida mais natural e livre das cidades, fiquei muito feliz em visitar recentemente o amigo Edson Bertoldo da nossa comunidade Noética, o qual agora mora em um ambiente rural, repleto de plantas, árvores e toda a calma que não existe nas cidades. Peço que D-us abençoe nosso projeto de viver nesse local formando ali uma comunidade física para que possamos ter um contato maior com D-us e Suas obras, que Ele permita.

    O Mestre também fala da triste separação de Lot de seu tio, o Patriarca Avraham, que também era seu Mestre de Torá. Lot se perdeu com o urbanismo do Egito. Aqui, a lição preciosa que tiro é sobre o perigo que um aluno de Torá corre ao ser tentado a se afastar de seu Mestre por causa do materialismo, busca de prazeres mundanos, etc.; algo que as forças negativas muito desejam, pois o Mestre de Torá sendo um canal precioso de luz, se abandonado pelo aluno, este perde essa luz preciosa e isso o prejudica aqui e no mundo vindouro, que D-us não permita, pois é ensinado nas obras do Mestre Avraham sobre a conexão eterna que um Mestre de Torá tem com seu aluno.

    O Mestre explica que o Faraó ouvia através de influência angelical as vozes que diziam que um redentor viria para livrar os israelitas do Egito, mas ele nada fez para liberá-los. Entendo que a minha iétser hará quer agir como um Faraó no meu interior, ela não quer que eu corrija as minhas falhas ou insiste em que eu adie as retificações de caráter, e assim preciso a cada dia escapar das garras desse Faraó interior, do meu Egito pessoal e buscar essa redenção na minha vida e poder assim participar da redenção do mundo em algum nível, que D-us permita. Agradeço á D-us pelas obras iluminadas de Torá do Mestre Rabino Avraham, tudo de bom!

    Respeitosamente, Emerson

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