3 pensamentos sobre “VAYECHI: “QUEM É ELA?”

  1. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade,
    Boa noite,

    Gostaria de fazer um breve comentário acerca da Parashá Vayechi: “Quem é Ela?”

    O Rabino inicia com uma cena que está no Bereshit 47:31, onde o Patriarca Yacov pergunta para Yossef: “você jura?” e Yossef confirma que “jura” e Yossef curvou-se na cabeceira da cama. A cena se refere ao pedido de Yacov para o filho Yossef na ocasião de sua morte, fazer o seu enterro na Terra de Israel e nunca no Egito. Sobre este Pasuk, o comentarista Rashi explica que a idéia de Israel (antes Yossef), curvou-se na cabeceira da cama, virou-se na cabeceira da cama, significa que ele se virou na direção da Sechiná, a Presença Divina. Sechiná essa presença de D-us…” Quem é Ela?”…”Quem é a Sechiná”… “Quem é essa Presença Divina?” É fundamental entender isso: Citar esse nome é uma coisa, buscar entender o significado disso é outra e como explica o mestre, se ligar a Ela é o caminho da Vida… literalmente.

    Quem é a Sechiná ? Sechiná é a energia é a força vital que envolve toda realidade interdimensionail, a Presença Divina é como uma cola que une a tudo e todos nós juntos, como uma coisa só. Tudo que existe de uma maneira ou outra é vivo, tudo e qualquer coisa é vivificado pelo esse Fluxo (Shefa), essa energia. E essa energia fornece a tudo a forma básica de consciência e auto percepção. Dessa forma, no nosso universo, as partículas sub-atômicas exercem sua função na natureza, regida pela Presença Divina de Elokim, que sublinha tudo na natureza. Nós chamamos essa força em Hebraico de Sechiná, que significa a presença interior, é a Presença de Hashem em Malchuto, em nosso domínio, em nosso universo que tem diversos graus. Ela existe em tudo , em todo lugar. De modo geral a Sechiná é o aspecto de Hashem, que vitaliza toda criação, através das fagulhas Divinas de todos as ordens materiais e além, quer dizer em todas seus infinitos graus de níveis de existência, de todas as almas das mais altas ou baixas e das miríades de anjos superiores e inferiores até as profundezas do mal nas Klipots. É como se fosse um coração grande que alimenta todas as partes do corpo humano, através do sangue. Que sem o coração não há vida, por isso o coração é a vida e isso é o amor puro. A Sechiná representa o amor na açepção mais absoluta da expressão, por isso é o “fogo que consome, mas não queima”.

    A seguir Rabino Avraham cita a frase: “Israel harosh amitá” quer dizer “Israel se curvou a cabeceira da cama”. A guemátria dessa frase soma 285, mesma guemátria da pará adumá (vaca vermelha). Vermelha é a cor da Guevurá (Severidade), alguém que foi contaminado através do contato com a morte, está num estado de consciência baixo, uma restrição mental. O confronto contudente com a realidade da morte, cria a semente da depressão, que se origina de uma atitude niilista( que não se acredita em nada ) fatalista, pagã, um absurdo da vida. Portanto o indivíduo precisa se purificar desse estado. Naqueles tempos as cinzas da pará adumá eram usadas para purificar a pessoa da impureza da morte. Isso era algo muito especial que existia para o Bnei Israel.

    Em outro nível de entendimento, morte significa também a queda espiritual de um estado de consciência divina, para um estado inferior, ou ausência de um. Toda queda é uma morte. É um termo que explica essa mudança psicológica. O importante é saber que o ritual da pará adumá, significa em primeiro lugar que a própria palavra pará vaca vermelha corporifica o retrocesso da consciência normal divina, que resultou do contato com a morte. Só que o ritual com a vaca vermelha, como que inverte este estado, purificando, ou seja é um adoçamento desse processo.

    Neste momento fiquei pensando como a minha vida segue como uma montanha russa, porém em altos e baixos bem discreto,mas que incomoda e perfeitamente perceptível sob o prisma do trabalho médico cirúrgico. Quando estou no momentos de alta, o trabalho flui maravilhosamente, a maioria dos serviços prestado corre de forma perfeita, minha intenção (kavaná), sempre é muito otimista. Mas nem sei como ocorre uma queda, o ambiente embora eu seja esquivo, consegue te abrir uma brecha e corromper em alguns meses depois, ai você não participa adequadamente até você acordar da vida ilusória. Há poucos dias perguntei uma enfermeira do centro cirúrgico, qual motivo que eu não havia sido convidado para fazer parte de “amigo oculto”. Ela me respondeu: mas doutor o senhor não participa… Eu pensei: “participar com celular carregado de pornografias?”. Vi que pelo menos estou tentando trilhar o caminho correto. Claro não fazia nenhuma questão de fazer parte de algo tão errado, mas eu precisava saber o que se pensava de mim ali dentro.

    Continuando o Rav fazendo seu cálculos de guematria, revela que a soma de determinadas Letras Hebraicas da uma soma de 365, que é a mesma quantidade de Leis negativas da Torá. No cálculo de guematria, onde a se refere ao homem e mulher, mas precisamente marido e mulher, os sábios do Talmud, ensinam que a união de marido e esposa deve incluir a Presença Divina, a Sechiná, e quando isso não ocorre, eles não são verdadeiramente marido e mulher, eles são apenas dois fogos de paixão opostas.
    O Rabino explica o assunto da vaca vermelha e da Sechiná, tem um parâmetro hoje diferenciado porque para o Bnei Israel, devido não se tem mais o Beit Hacmidash ( Templo Sagrado), pará adumá ( vaca vermelha ). É preciso entender como se pode aplicar isso na atualidade. No espírito da Parashá Vayechi, um assunto muito complexo, mas que o Rabino simplifica para um melhor entendimento. O ponto principal é o objetivo de adoçamento da consciência, que ocorre quando a pessoa se conecta com a Kedushá ( Santidade ). Não existe outra maneira, a elevação de consciência, implica em crescimento e ligação com a Kedushá ( Santidade ). O ato de se virar a cabeça para o topo da cama, pode ser compreendido como o queimar da vaca, que se transforma em cinzas e misturada com água e ser aspergido. É uma tecnologia espiritual que inverte o foco da consciência, olhar no rumo da Sechiná, quer dizer sair do mundano, sair dessa baixeza espiritual, sair da visão materialista e buscar encontrar o Nome Divino (KA), ou seja em direção a Sechiná.

    Por fim o mestre com outras palavras, explica essa mudança de consciência, inverter o seu ratson ( seu desejo ), lutar para subir de nível,e se conectar com a Sechiná é a essência do trabalho divino. Mas para que esse “fogo” de Torá, queimar no coração da pessoa, a pessoa tem de ter mais que uma conexão intelectual com a Torá. É necessário a pessoa ter uma paixão pela Torá, pela causa de Hashem, um afinco muito grande, um envolvimento persistente, o calor da paixão queima o refugo das Klipots, o calor da Santidade é que queima as Klipots. Sem calor não tem fogo e sem fogo nada queima. Não queimando as Klipots , cresce a espessura do seu envolvimento negativo e afasta separando a pessoa de Hashem. É um fato, é o engrossamento das Klipots, o materialismo, a arrogância a falta de humildade, a não ser que haja “fogo”por Hashem de modo contínuo, sem cessar, então como fogo físico a chama vai se apagar.
    Esse é o status hoje em dia de muitas pessoas boas que infelizmente tem se permitido essa queda espiritual, diminuir a sua “chama”, perder o contato com a Torá por outras razões, muitos estão caindo, muitos, relata o mestre.

    Mas é esse “fogo” que sempre vitalizou o Povo Judeu a sobreviver através dos séculos de perseguições horríveis e do exílio. O estudo da Torá e o cumprimento das Mitzvots, propiciou uma irradiação Divina para que fosse mantido o balanço interior psíquico e psicológico. E isso fortificou as decisões interiores e permitiu desenvolver o conhecimento interior da verdade, justiça,moralidade e espiritualidade. É isso que tem garantido a sobrevivência do Povo Judeu, relata o Rav. É essa força de decisão interior , dentro do subconsciente judaico, da mente, do aspecto espiritual que é a fagulha da Sechiná. E somente quando a pessoa busca se conectar com Hashem e sua Torá, com paixão verdadeira, com intensidade, com “fogo” no coração, que a fagulha Divina, que a Sechiná se revela para Ela. E isso permite que a pessoa ascenda em sua conexão para a Kedushá, criando assim um recipiente de revelação da Luz de Hashem no mundo, ajudando assim em sua retificação e apressar a vinda do único e verdadeiro Maschiach, muito em breve em nossos dias, amém.

    Confesso que é uma aula profunda e de ensinamentos importantes, que abre nossa mente para algo inimaginável.
    Agradeço ao Rabino Avraham pela aula.

    Tudo de bom a todos

    Francisco Fernando Sousa.

  2. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para um comentário deste iluminado shiur:

    Mai uma vez o senhor Rabino Avraham mostra que a Torá é muito mais do que um livro de histórias, Ela contém segredos e lições preciosas para a retificação de todos. De acordo com o grande comentarista Rashi, ao se virar em direção a cabeceira da cama Ya’acov se virou em direção a Shechiná, e daí se extrai uma lição preciosa, a de que a pessoa precisa mudar o foco da sua consciência, inverter o seu desejo, entendo que esse deve ser um trabalho diário e ininterrupto, um exercício árduo onde a pessoa precisa aprender a odiar o mal que ela tanto gosta e amar as verdades da Torá que ela nunca gostou.

    Sobre o assunto da pará adumá (vaca vermelha) é explicado que a pessoa pode estar morta espiritualmente por falta da consciência sobre o Divino nela ou por alguma queda de consciência, e assim como alguém que busca ao menos ser um beinoni (intermediário) tenho que lidar com as frequentes oscilações da minha consciência, do meu estado emocional, ora mais elevado ora mais rebaixado, aprendo com as obras do Mestre que mesmo assim não posso me desanimar e nem perder a perspectiva de crescer um pouco mais a cada dia, que D-us permita. Inclusive é fundamental buscar a D-us nos momentos de queda de consciência como o Mestre ensina em sua série Ór Hozer.

    Diante de todas essas lições sinto a necessidade de me questionar: Estou mesmo ligado de forma ardente com Hashém ou apenas estou ligado intelectualmente com a Torá sem o calor e fogo espiritual necessário para queimar as klipót que ainda obstruem minha visão espiritual? Então penso que nunca posso me acomodar e quanto mais cresço mais ainda devo crescer para não deixar que o mal triunfe em minha consciência, que D-us permita essa força, tudo de bom Mestre, grato pelas lições ricas de Torá.

    Respeitosamente, Emerson

  3. Shalom Rabino Avraham.

    Mestre com permissão do senhor gostaria de escrever em algumas linhas os entendimentos que surgiram ao estudar esta aula da parashá Vayechi: “Quem é Ela”.

    Compreendo a explicação inicial de sobre como devemos entender o ato do patriarca Ya’acov ter “se voltado” para cabeceira do seu leito, e nos explica que ali estava à força/energia inter-dimensional “Essa força é o poder de Elokin, que é a presença Divina que sublinha a natureza” Ela, A Shechinah, existe em tudo, em todos os lugares, a tudo permeia preenche e faz viver, desde o mais minúsculo ser até o maior de todos “o universo” e além, nada é realizado sem que seja Ele mesmo realizando, assim entendo.

    O Mestre continua a ensinar sobre o “fogo consumidor” e também a diferença entre o nome, homem e mulher, escrito em hebraico, nos trazendo grandes revelações sobre a união entre os dois, e que esta união necessariamente deve ser elevada com pensamentos retificados e propósitos sancionados, entendo que o homem deve queimar seus desejos ao direcionar seu olhar em para A Shechinah, o temor do pecado deve preencher seu coração sempre, pois ambos homem e mulher estão na presença da Shechinah, reflito sobre a grandiosa responsabilidade do queimar dos desejos, não cedendo a eles e assim invertendo-os em bênçãos e desta forma elevando também a consciência sobre o Criador.

    Mas para tudo isso acontecer “demanda fogo, fogo pela Torá”, explica o Mestre,pois assim como na física é “preciso calor para queimar as clipots/cascas” onde entendo como sendo os pensamentos e desejos egocêntricos que habitam o pensamento do homem, principalmente tentando desviá-lo de cumprir uma Mitzvá, pois compreendo que a união sancionada é uma Mitzvá grandiosa e esta relacionada a criação, ao ato de procriar, como nos ensina o Mestre tudo que não é elevado será rebaixado, que D-us não permita. Todo este assunto é amplamente ensinado na Obra: Darósh Darásh “Portal do segredo do sexo” pagina 175 à 208.

    Entendo que o Mestre limitou a revelar somente o permitido aqui, mas o despertar deve acontecer em nós pelo temor ao “fogo” e assim buscar mais entendimentos provindos de uma vida retificada e amor intenso pela Torá.

    Obrigado Mestre, por mais esta grande e calorosa aula.

    Edson Bertoldo

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