14 pensamentos sobre “BESHALACH: “MILAGRES”

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino Avraham:

    Peço permissão ao senhor, para comentar sobre o presente shiur.

    A aula se inicia com o Rav destacando que a Parashá Beshalach é uma parashá de milagres e de cura. O Rav traz o verso da Torá, muito conhecido na liturgia judaica, o Rabino salienta – Shemot 15:11: “Quem é como Tu, entre os seres superiores, Hashem? Quem é como Tu, resplandecente em santidade, reverenciado em louvores, feitor de maravilhas”? Maravilhas milagrosas, milagres maravilhosos, afirma o Rabino.

    A presente aula, segundo o Rabino, tratará da tradução na íntegra da obra do Rav, “Miracles”, da qual apresento, como estudo, a transcrição de alguns trechos, separados por parágrafos, com os comentários abaixo de cada parágrafo.

    “A essência de compreender um milagre é a sinceridade em reconhecer que, apesar que alguma coisa precisa ser feita com alguma urgência, a sua realização é claramente além da capacidade humana de fazê-la. Mais ainda, um milagre também pode ser uma ocorrência inesperada que beneficia o homem, a despeito de sua consciência de uma necessidade, tal como sendo salvo de um desastre iminente. Entretanto, quando o sucesso dessa ação, aparentemente impossível, é de alguma maneira alcançada além da compreensão humana racional, isso ocorre somente através da intervenção benevolente Divina, e portanto é chamado de um milagre, assim como está escrito: ‘Que possa o poder de D’us ser magnificado’. Quando D’us, abençoado seja Ele, influencia a Sua bondade, milagres e benevolências para o mundo ocorrem, e isso é, alegoricamente, considerado como sendo uma magnificação do Seu poder, uma vez que nós somente podemos falar das Suas ações, e não da Sua essência, que é completamente desconhecida para todos”.

    Eu não entendo as pessoas que não acreditam em D’us: o campo eletromagnético que circunvolve os astros, na vastidão do universo, é um milagre. A perfeita sincronia entre a luz do sol, o brilho da lua, os ciclos da natureza, como se todas as criaturas estivessem sendo cuidadas e acalentadas com amor, tudo isso é um milagre. O fato de o ser humano, enquanto criatura, ser uma mistura entre físico e espiritual, é um milagre. Minha alma, em sonhos, muitas vezes “vaga” por lugares que nunca tinha visto – a sensação é extremamente real –, sendo que, dependendo do sonho, o mesmo acaba acontecendo (no meu caso, raramente): isso é um milagre. Já fui salvo de muitas situações difíceis, assim como já tive a nítida sensação de estar sendo punido: não é possível, para mim, não acreditar que D’us está presente em tudo, e estou convencido de que os milagres ocorrem em nível de macrocosmo – por todo o universo –, e microcosmo – no cotidiano e nos pequenos detalhes. Milagres operados pelo Mestre do Universo.

    “A paixão sincera do homem, e intensa, na luz da sua necessidade urgente e vital, sobe ao céu como mayin nukvin (“águas femininas”), que é um despertar espiritual, iniciado pelo kli (“recipiente”, ou seja, o homem), e pode ser “respondida” como mayin duchrin (“águas masculinas”, a resposta celestial), até com um milagre, revelado ou às vezes, ou de alguma maneira, oculto, tudo dependendo do julgamento santo de YKVK. O eixo de tensão e milagre, por assim dizer, é esse ponto exato na realidade física, que a nova revelação Divina pode ocorrer, é o local exato e tempo, aonde e quando as guerras são vencidas, a doença é curada, assim como são feitas as maravilhas e milagres, se assim D’us desejar”.

    Já tive muitos desejos tolos, e acredito que ainda tenho muitos. Eu imagino o que seria de mim, se D’us tivesse atendido a eles, no passado. Estaria morto antes do meu tempo expirar, no planeta. E o que eu pedi? Fama, dinheiro, poder, luxúria…Há pouco tempo, rezei por diversas pessoas doentes, de meu conhecimento e, por extensão, para outras pessoas também. Eu vi a saúde dessas pessoas melhorar, diante dos meus olhos, e mal pude acreditar. E sim, considerei isso um grande milagre. Acredito que, desta vez, estou pedido a coisa certa.

    “Cada milagre é uma cura, é uma “incisão santa”, feita por uma necessidade absoluta, independente de mérito. A cura que sana de fato, é o ato mais equilibrado que existe: ele é equilibrado entre revelar a maravilha que está além da mecânica física da vida, junto com aquilo que aparenta ser um evento normal da natureza, um evento do dia-a-dia. Verdadeiramente, cada pessoa, comunidade ou nação, que urgentemente precisa de uma cura, deve rezar para Hashem, com a essência do agradecimento, para que, com esperança a ela, possa ser dado – nesse tempo de urgência total, certamente sem mérito – esse nível sublime de favor celestial, ou seja, não se reza por milagres, se agradece e se aceita os juízos Divinos, o agradecimento é fundamental. E assim como está escrito: “Ah, que os homens louvassem o S-nhor pela Sua bondade amorosa, e pela Suas obras maravilhosas, aos filhos dos homens” (Salmos 107:8). Nós não rezamos por milagres, mas agradecemos a D’us sempre, e particularmente durante as nossas necessidades, pedindo pela Sua supervisão caridosa e misericórdia infinita. Nós devemos sempre “transferir a nossa apreciação dos milagres aos outros” (conceito de pirsumei nissah, “espalhar o milagre”) (…)”.

    Hoje em dia, eu até faço alguns pedidos a Hashem, para a minha pessoa, mas tenho estado muito mais interessado em rezar pelos enfermos e pelos mortos, ou até a alguém que precisa de determinada graça. Rezo por todos, em geral. Mais para os outros, e menos para mim. O fato é que fico feliz vendo as pessoas, as que realmente precisam, bem. O meu foco, além do que citei acima, tem sido de pedir perdão pelas minhas transgressões, e agradecer pela minha vida. Gratidão. Sinto que tenho que ter mais gratidão a D’us, pela minha vida. Isso eu faço quase diariamente, e devo isso às lições do Rabino Avraham, graças a D’us.

    “Quando a pessoa vivencia um milagre, ela pode instantaneamente apreciar e ver a realidade de YKVK operando no mundo. Uma crença que leva anos de concentração intensa, pode ser alcançada em um instante, através de apreciar eventos como milagres, e sinceramente reconhecer que a pessoa viu Hashem operar nesse mundo, de uma maneira revelada. O efeito disso, e a sua “transferência” apropriada (o difundir do milagre, o contar para outras pessoas) é tão poderoso que mesmo os reshaim (“perversos”) são positivamente afetados, assim como Lavan e Betuel ha-reshaim (“ambos perversos”), como descrito na Torá, escutaram a descrição do escravo de Avraham Avinu, Eliezer, tendo testemunhado um milagre, da chegada de Rivkah (“Rebeca”) na cena, e eles de modo devoto disseram: Me’Hashem yatza hadavar, “Esse assunto emanou de YKVK” (Bereshit 24:50). Isso vem do efeito espiritual intenso do Chashmal, essa “força espiritual” testemunhada pelo Profeta Ezequiel (Ezequiel 1:27), e com a mesma guemátria (378) desse passúk”.

    Sinto que as pessoas precisam de fatos concretos, para poderem comprovar a sua fé. Há tantas histórias, vídeos, fotos e relatos falsos, todos comprovando o desespero do ser humano, para acreditar em algo palpável. Assim, ao invés de difundirem milagres, difundem mentiras. Que eu saiba, há mais de três mil anos, houve uma revelação coletiva, em nível de povo, que foi a outorga da Torá no Sinai para o Bnei Yisrael, segundo o Rav ensina. Foi algo tão poderoso e sobrenatural, que ecoa até nossos dias. Acredito que este é um grande milagre a ser difundido.

    “Igualmente importante, são as revelações muito mais constantes do que chamamos de “milagres ocultos”, os quais precisam ser profundamente reconhecidos, porque eles mantém a ordem das coisas como elas devem ser, e também protegem e previnem muitos pegaim rah (“infortúnios”), os decretos severos, de recair sobre o homem que merece. Agora, todos os acusadores celestiais e mensageiros, trabalhando para YKVK, de modo a carregar os decretos Divinos para a humanidade, se originam nos domínios santos superiores das suas cortes, e é somente através da agência misericordiosa Divina dos milagres, que esses seres santos são frequentemente instruídos por YKVK, de cancelar os decretos iminentes, sejam eles para a morte, ou outras formas de punição. Saiba que um emissário de YKVK não pode jamais alterar ou perdoar qualquer decreto, portanto essa é a tolice absoluta da idolatria. Quando os decretos de YKVK chegam no nosso universo físico, dispensados pelos seus santos servos, a força que é revelada no mundo é de uma natureza muito específica, e ela não pode ser aplacada pelo homem. Esses servos santos simplesmente recebem as suas ordens, em uma cadeia de comando do alto. A tolice do homem que reza para eles significa o grave erro de idolatria, e uma perda total, porque nada virá disso, assim como os profetas nos ensinaram, não virá resposta alguma, porque eles não têm absolutamente poder algum: “Estúpidos e tolos são todos eles, a instrução dos seus ídolos é apenas madeira” (Jeremias 10:8)”.

    Quando eu leio alguma notícia, em nível de Brasil ou de mundo, com que olhos as tenho enxergado? Graças aos estudos, consigo perceber, ainda em um grau muito sutil, os ensinamentos do Rabino Avraham. Sobre o parágrafo acima, ontem uma notícia me chamou a atenção: uma artista (?) foi salva da morte, pois estava extremamente enferma no hospital. De que maneira? Pessoas rezaram por ela, no local. Não que as orações tenham sido feitas de forma retificada, segundo os ensinos do Rav, mas agora a artista em questão se recuperou. Um detalhe: para alcançar o seu objetivo (fama, dinheiro etc.), segundo seus relatos, ela se envolveu com entidades negativas, inclusive fazendo doações aos locais profanos, aonde ela conseguiu esses favores. Para quem ela estava pedindo? Para quem ela estava rezando, até então? Graças a D’us, houve uma “correção de rota”, em relação do direcionamento das preces. Tenho consciência de que, diante da grandeza de fatos maiores, isso é muito pequeno. Mas é justamente por isso que me chamou a atenção: vi idolatria e pedido de misericórdia Divina nesta notícia. Baruch Hashem que a pessoa em questão sobreviveu.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham.

    Márcio

  2. Shalom,

    Bom dia estimado Rabino Avraham, senhoras e senhores, peço permissão para publicar mais um comentário acerca de uma aula de exceção onde o Rabino Avraham traduz na integra sua obra Miracles disponível no site http://nahardinur.blogspot.com.br/ .

    A Parashat Beshalach trata de milagres, portanto essa tradução não poderia ser mais apropriada. Peço desculpas pela superficialidade do meu entendimento, portanto, vamos ao comentário.

    O Rabino começa nos explicando o que é um milagre, sendo portanto a revelação da influencia da Bondade Divina aqui no nosso mundo sendo entendido em Cabalá como a inter-relação entre as sefirot de Hod (majestade) e Guevurá (Coragem, força e poder). Essa interação entre as duas sefirot pode ser compreendida no conceito de interposição onde forças diferentes atuam em harmonia e equilíbrio sendo que Hod possui aspectos de Guevurá e Guevurá possui aspectos de Hod. Essa força é responsável pela vitória dos servos de Hashem. O Milagre somente ocorre onde existe a sinceridade e não onde ha conveniência. O milagre nada mais é que uma alteração das leis da Natureza (Elokin) realizada por Hashem, sendo Hashem uma vestimenta divina superior a Elokin. O milagre é um ato que não depende somente do poder infinito de Hashem mas também do reconhecimento do homem humilde e sincero que reconhece que este poder é muito acima do poder de compreensão humano. O Rabino explica o conceito de “aguas femininas” despertar espiritual do homem e “aguas masculinas” que é a resposta de Hashem podendo ser revelado ou não. O Rabino segue explicando que as orações de “hodaot” (agradecimento) são uma chave para poder aumentar a possibilidade dessa Benevolência Divina. É explicado que ainda que não haja mérito, não se reza pedindo milagres, mas sobretudo se reza agradecendo sempre os Juízos Divinos e aceitando a realidade tal como ela é. É importante também que a pessoa que vivencia um milagre transfira de maneira apropriada aos outros. Até mesmo os perversos podem ser influenciados de maneira positiva quando um milagre é divulgado.

    Aqui, faço meu papel para vos contar que no ano de 2004, quando ainda era um perverso de carteirinha tive um acidente de moto muito feio. Sem entrar muito nos detalhes, mas para terem uma ideia da magnitude do choque, eu bati em um ônibus a quase 100km/h, entrei voando em um restaurante e me levantei absolutamente intacto, sem nenhum arranhão. Uma testemunha logo veio perguntar se eu estava bem e me disse a seguinte frase: eu não sei se o senhor acredita em D’us, mas eu acabei de presenciar a Sua mão te segurando agora. Quem viu o acidente não acreditava nem que eu estava vivo. Esse acidente foi o fato na minha vida responsável pelo meu despertar para a responsabilidade espiritual, talvez após ter sido “tocado” pela “mão de D’us”. Graças a D’us, o que poderia ter sido uma tragédia foi um milagre salvando minha vida de maneira dupla. Na época eu não possuía a possibilidade de reconhecer este despertar ainda e pensava que ter ficado vivo (milagre revelado) era tudo. Mas eu não contava com a face oculta deste milagre, deflagrando essa centelha de vontade de me ligar a D’us e tornar-me um agente da Providência Divina, se Hashem assim permitir.

    Continuando na aula, o milagre é um recurso que Hashem utiliza para manter o Plano Divino em ação. Os milagres são trazidos ao mundo através de emissários que trazem decretos ou anulações dos decretos (essas anulações também pode ser considerado um milagre). Na sequencia o Rabino explica o que pode parecer evidente, mas que entretanto a humanidade que vive nas trevas sem perceber não compreende e continua cometendo esse erro se afundando ainda em mais escuridão. O fato é que os emissários respeitam uma hierarquia celestial e não escolhem o decreto que trazem, não tem poder para alterar, aliviar ou perdoar, mas as pessoas insistem em rezar para o emissário ao invés de rezar para Hashem, o autor dos decretos. E o nome disso é idolatria. A maior fonte de mau no mundo. É como pedir para o carteiro anular uma multa de transito. Ele somente trouxe a carta da multa. Ainda é mencionado que a possibilidade de realizar uma mitzvá é também a possibilidade de trazer adoçamento ou a rescisão de um decreto já emitido. Muito importante esse detalhe. O local santo onde os julgamentos ocorrem e os decretos são emitidos e eventualmente cancelados se chama Macon, e é também o local que poderíamos chamar de recepção dos agradecimentos a D’us. O Rabino entra em detalhes da liturgia judaica explicando que o julgamento esta nas pernas (sefiroticas), e fala da oração de Amidá onde ha uma flexão das pernas simbolizando agradecimento, demandando um adoçamento nos julgamentos.

    O Rabino explica como a misericórdia divina de Hashem preenche a mais baixa corte de justiça Adnut que é guevurá puro, mas através do nome Ekeyê, a luz de misericórdia penetra em guevurá adoçando os julgamentos. Esse fluxo de bondade e vida é direcionado à toda a criação graças a D’us. Misericórdia vence os julgamentos nesse nível. Mas caso o pecado seja grande, a Tumá bloqueia este fluxo e o julgamento é realizado com ausência de misericórdia, e Adnut julga com severidade para as reparações, e ainda, o espaço que seria destinado à misericórdia ainda é ocupado pela severidade, portanto dobrando o grau de severidade no julgamento. Isso explica as doenças miseráveis, guerras, e todo o tipo de sofrimento que se vê na Terra, pois a maior parte das pessoas são de fato desalinhadas às Leis de D’us. E de fato, quando o julgamento é deliberado o emissário traz o julgamento ao mundo até o fim. Dai a importância de trazer misericórdia a Adnut. O Rabino traz ainda com mais profundidade explicando que a diferença da “alimentação” do fruto da arvore da vida e da arvore do conhecimento do bem e do mal é de vital importância.

    A explicando continua no sentido que a origem de Gevurá (emocional) é Biná (Nível mental de compreensão racional), e se os juízos são adoçados na origem a consequência é o que podemos chamar de efeito cascata e portanto o intelecto retificado que faz bom julgamento não transfere emoções não retificadas permitindo então o adoçamento dos julgamentos. O assunto de fúria esta ligado ao emocional e intelecto não retificados. Essa explicação é impactante e segue com aspectos práticos da vida embasado por varias fontes o Mestre traz que o mal julgamento no nível intelectual traz a severidade no nível emocional, bloqueando a luz e preenchendo o emocional com a impureza. A consequência portanto é que o indivíduo é dominado pelas klipot desenraiza sua alma permitindo que o seu corpo seja habitado por outras forças e é completamente manipulado pelo domínio impuro. Tudo isso seria prevenido caso houvessem bons julgamentos na origem. Dai a importância da pessoa se permitir ser influenciada pela luz de Hashem e sinceramente transformar os parâmetros mentais para um nível superior, misericordioso e por consequência uma consciência mais expandida. Isso é um verdadeiro milagre. Somente assim podemos ter paz em nossas vidas. Adoçamento dos julgamentos é a verdadeira cura, é a verdadeira auto ajuda, mas somente o homem temente ao Eterno podem atingir este nível de consciência. E de maneira incrível da lógica divina, O Temor é um aspecto de Guevurá. Isso mostra que a retificação de guevurá torna o homem temente à Ha Kadosh Baruchu. Ai já é a inter-relação de Guevurá e Chessed.

    Dessa maneira a explicação segue que para a pessoa que busca seu caminho de retificação, nenhum mau vem de cima. Os julgamentos são para os perversos. Na realidade, os julgamentos não são maus também. Somente a restrição de percepção das pessoas as levam a tal interpretação. Como o acidente mencionado anteriormente que na altura eu achava que tinha sido uma catástrofe e finalmente me trouxe ao nível que estou hoje.
    O Rabino continua explicando que a oração apropriada pode ascender ao nível celestial de desejo voltando como forma de bênçãos e milagres.
    Na medida que nos queremos que Hashem realize nossos desejos, através do temor, Ele nos permite atingir o nível de Ratzon e de maneira divina os nossos desejos se tornam os desejos dEle. “Faça de seus desejos os desejos d’Ele”. Na realidade não é o Eterno que realiza nossos desejos, mas Ele muda os desejos os fazendo desejar as coisas que são apropriadas e benéficos para a nossa alma. “A oração é uma ferramenta espiritual para alterar a ordem natural da realidade”.

    O Rabino volta a mencionar o verso que ele menciona no inicio da aula: “quem é como Tu entre os seres superiores Hashem, quem é como Tu resplandecente em santidade e reverenciado em louvores e feitor de maravilhas” e nos explica que esse verso é uma grande meditação e traz grande adoçamento a todos os 320 estados de severidade. Além de outros insights de guematriot nos levando a Chessed e Keter.

    Podemos entender que neste processo descrito na obra Miracles, assim como forças opostas interagem, o mundo físico também interage com o mundo espiritual trazendo harmonia e cura que lapida a pessoa espiritualmente permitindo um refinamento dos atributos de personalidade e tornando a pessoa reta para poder trabalhar na elevação do nosso mundo, e na revelação da Presença Divina, difundindo a Luz santa de Hashem e preparando o mundo para a chegada do Único e Verdadeiro Mashiach, e que seja muito em breve. Amem!

    Agradeço a Hashem por ter colocado nosso Mestre nas nossas vidas, nos orientando de maneira apropriada e nos enchendo de luz com sua obra, transmitida com tanto carinho e cuidado. Mais uma vez, peço desculpas pelo meu limitado entendimento.

    Caetano Aguiar Azevedo

  3. Solicito licença ao mestre para expor breve comentário sobre o shiur “Angeologia Judaica 4”

    De início o Mestre nos ensina que o tema deste shiur tem relação com as porções Bô e Beshalach que tratam da formação do Bnei Israel, após a saída de um cativeiro violento – físico e espiritual – na sequência de uma sequência de testes, provas de fé e milagres os quais tem o seu ponto crítico com a abertura do Mar Vermelho. E, após estes eventos extraordinários, levando o povo de Israel, agora já formado, rumo ao Sinai para o recebimento da Torá.

    Se compreendi minimamente esta introdução, o Mestre ressalta que há uma dificuldade da maioria das pessoas entenderem que a Torá não é um conjunto normativo, mas a planta da arquitetura completa de tudo e todas as coisas, do homem individualmente (e sua alma) até mesmo da estrutura do universo. Daí que, num certo grau e nível de desenvolvimento, a pessoa que estuda com disciplina a Lei Divina, perceberá o que a porção, de forma vivificada, quer trazer para ela e o seu momento de vida específico de forma necessário e impactante.

    Solicito licença para relatar que, nos momentos iniciais da oitiva do shiur, em alguns trechos, de algumas porções, por alguns segundos, há, de fato, um impacto, algo vivo e muito pessoal que fala diretamente conosco. Não saberia como traduzir em palavras, mas é como se a mensagem fosse para mim de forma clara e é possível “sentir” que a instrução toca. Experimentei isto algumas vezes por alguns segundos. E o interessante é que se lido a mesma porção dias após, o “impacto” não é o mesmo. Eu não diria que é “coisa da minha cabeça”, pois sei que foi uma experiência sutil, mas real. E dou graças a Ele por isso.

    Retornando ao shiur, o Mestre nos ensina que os Sábios admoestam a viver a parashá e também de acordo com o seu (nosso) tempo. Num sentido prático, confrontar criticamente numa autoanálise de consciência como está a sua vida e o que a parashá reflete ou quer instruir para nós num sentido particular e único. Este entendimento é fundamental para compreender em que grau a parashá da retirada do Egito se comunica com as nossas vidas.

    Explica o mestre que todo este assunto possui uma relação com as pragas lançadas sobre o Egito. Mitsrayim “restrição”, uma klipá (“casca”) que perfaz um o cativeiro severo que subjugou o povo a diversos níveis de impureza. Daí que, para enfraquecer estas cascas, foi necessário o envio das pragas, que demoliram a civilização do Egito. Os Sábios comentam que, no momento do fechamento do mar vermelho, todo o exército se afogou, exceto, o Faraó, justamente, para ser testemunha do poder de Hashem.

    Como foi ensinado nesse shiur, a parashá não revela apenas uma dimensão temporal, mas também o futuro. Desta maneira, expõe que hoje, na atualidade, vivesse um cativeiro também, entretanto, psicológico e espiritual. Se outrora o cativeiro no Egito era algo evidente e objetivo, nos dias de hoje tem-se cadeias mais sutis, opressões “sedutoras” que cria um mundo de ilusória felicidade, mas, de fato, é uma seara de escravidão. Com a permissão do Rabino, incluí o termo “sedutora”, pois sinto que a escravidão contemporânea cativa, pois acaricia maliciosamente e alimenta o ego, a vaidade, o orgulho e a ostentação pessoal como sendo a falsa realização pessoal e a razão última de nossas vidas. Ora, tudo isto é ilusão e tolice. Confesso que já alimentei tal ideia em minha vida, que D-us me dê graça e força, todos os dias, para eu não incorrer no mesmo engano novamente.

    Retornando ao shiur diz o mestre que não se pode apenas ler a narrativa das pragas do Egito como um evento pitoresco. Todavia, trata-se de algo violento, forte e de ruptura profunda do paradigma e forças da época. Para compreender minimamente o que as pragas significaram pode-se imaginar a derrocada de todo o sistema financeiro global, reservas de ouro, câmbio, comércio internacional ou algo similar. Trata-se, de uma ilustração, mas algo que representa, em certo grau, o que representou a intervenção divina para a retirada do Povo Judeu de dentro de Mitsrayim.

    Se compreendi algo num grau mínimo, a derrocada do Egito é algo que pode-se repetir na atualidade em razão da fragilidade de tudo o sistema de governo humano. Portanto, conclui-se que o mundo da atualidade é um mundo de tribulação. Trata-se de um mundo de tribulação em razão da arrogância, sofrimento, dor e o que alguns denominam por injustiças. Com a permissão do Rabino, confesso que, às vezes muito da minha ansiedade, num certo grau até mesmo inconsciente, vem do medo do agravamento dessas tribulações.

    Em retorno ao shiur, e considerando que a Torá trata de acontecimentos de todos os tempos, “hoje já acontece uma espécie de apocalipse”. Contudo, as pessoas são superficiais demais para perceber a sutileza destes estados do mundo e da vida delas. Segundo os sábios, vive-se um apocalipse psicológico (e moral) no qual há uma perda total de referência e verdades são tomadas como mentiras e vice-versa. No meu mínimo entendimento: o que é errado (perante a Torá) é alçado como direito em lei e o que é certo e meritório é desprezado e discriminado. Observa-se tal constatação na realidade social atual. Em suma, o apocalipse interior das pessoas ressoa para o âmbito social e pouco sabem o que fazem das suas vidas e também do seu papel na coletividade.

    O mestre revela que, de acordo com o Ari”zal, uma das perguntas feitas à pessoa, após a morte, é se ela desvendou o seu propósito neste mundo, ou seja, o seu tachlit. A maioria das pessoas cruzam a vida sem o mínimo entendimento do propósito de sua vida (tanto na dimensão com Hashem quanto com a coletividade), e ficam entretidas com hobbys, “brinquedos de adultos”, sendo tudo isso distrações da compreensão de objetivo espiritual. Confesso que há alguns meses pensei em colocar esse “véu” sobre meus olhos e me dedicar a ser expert numa dessas tolices. No fundo era uma tentativa vã de preencher minha vida com algo. De fato, era uma klipá para eu me auto-enganar e evitar encarar a verdadeira comissão de todo homem e da humanidade, que é buscar a D-us. Nossa vida somente pode ter sentido, significado e êxito com a vida de Torá e buscar a D-us.

    Voltando ao Shiur, o Mestre passa a nos ensinar sobre os “anjos guardiões”. Nessa ambiência de “apocalipse moral-psicológico”, os Sábios revelam que há uma ministração direta destes “guardiões” diretamente na mente dos homens, mas, trata-se de uma influência negativa inicialmente em pensamentos até transbordar em ações (sobre pensamentos e ações devemos retomar o que foi revelado no trecho do livro “A Bondade para Avraham” com acompanha a porção Vaera deste ciclo de estudos). E para o meu espanto particular, o Mestre revela que esses “anjos da guarda”, de forma própria e como tratado pelos Sábios, são ministradores negativos das mentes e corações, notadamente, aqueles que regem as diferentes nações, e cita o livro de Daniel, capítulo 4, que relata fatos da vida de Nabucodonosor. O Mestre expõe como gravosa é esta influência angélica e como pode levar o homem até mesmo a graus de loucura e rebaixamento ao ponto de animalizá-lo. A influência destes seres guardiões é tão constante e pulverizada que levam inúmeras pessoas a graus e tipos diferentes de doenças mentais que só não são percebidas pela sociedade em razão do grau de obscurecimento da percepção desta. Se num sentido a ministração exposta é gravosa, noutro extremo, muitas vezes é a única forma de forçar a pessoa, num estado tal, que ela sufocada acaba por gritar por socorro a D-us e daí ter impulso para romper com este estado de arrogância e distanciamento de D-us. Se compreendi minimamente a lição do Mestre e se meditei de forma correta sobre minha vida, confesso que muitas vezes, Hashem “me puxou de volta” após permitir, em Sua sabedoria, que, num certo grau e modo, eu fosse afligido, talvez, inclusive por estas entidades ministradoras. Sob censura do Mestre, não sei se falo alguma tolice, mas foi uma conclusão que cheguei ao olhar para minha vida nos últimos 20 anos ou mais em confronto com a parashá.

    Retomando ao shiur, o Mestre nos ensina que a influência angélica neste mundo físico é algo real, sutil, comporta uma lógica Divina e está afastada do entendimento ordinário. Alcançá-lo demanda fé, estudo e revelação Divina (luz). E explica que este entendimento desta mecânica de influências é a porta para compreender porque tantos pensamentos, obsessões e formas desordenadas de deliberações que tanto já atrapalharam nossa vida. Confesso que não tenho a mínima ideia como se opera tais influências, mas meu feeling aponta que há barreiras mentais insistentes em minha vida que são ministrações externas – não sei se angelicais ou culturais ou familiares – mas, o fato é que sinto que elas me impedem de crescer como homem (dentro de minhas limitações). Mas, aguardo em Hashem e em Sua misericórdia por ela ruptura, que seja muito em breve. Amém.

    Diz o mestre que o homem moderno engana-se ao crer que seus problemas psicológico/espirituais são oriundos de agora. Pelo contrário, tais questões ocorreram desde o início da criação do mundo. Desde Adam há estas questões de confusão mental que culminou com a transgressão da única lei que existia para ele. A questão primordial é que Adam, apesar de receber a incumbência espiritual de cuidar do Gran Éden, acabou por se identificar em demasia com o físico, assim como seus descendentes (nós inclusive, assim entendi). Trata-se de uma característica humana, tanto é que o Sábio Rashi comentando a Parashá Shelach sentencia: “Os olhos veem, o coração deseja, e as mãos agem”. Em contra partida, “o que não vemos ficamos frios”. Confesso que incontáveis vezes vi, desejei e, num certo momento, acabei colhendo dor. Noutro extremo, mas poucas vezes que vi, desviei o olhar, “soprei” para fora a imagem e seus pensamentos não retificados, apresei o passo e substitui por uma recitação, acabei sentindo uma pequeníssima alegria e leveza.

    O mestre nos ensina que “vivemos um mundo, uma humanidade que tem uma identificação muito acordada de todas as necessidades físicas, todos muito conscientes de todos nossos desejos […] somos acordados para o assunto de materialismo”. Em contrapartida, o lado espiritual é relegado e deixado de lado pela maioria ou, então, é distorcido para ser formatado ao gosto do indivíduo seus critérios de justiça e amor próprios. A ciência até mesmo explica que essa fixação à dimensão física tem uma explicação bioquímica. O indivíduo na sua hipersensibilidade ao físico busca saciar esse “abstinência” de estímulos físicos, que estimulam reações biológicas e químicas. Neste cenário, a pessoa torna-se uma escrava de gatilhos emocionais e de sentimentos sempre reagindo (e às vezes buscando) esses estímulos e conclui (equivocadamente) que esta busca de saciar estímulos é que é a sua vida ou mais que é o que ela é como indivíduo.

    O Mestre segue ensinando que, sendo o indivíduo (a maioria) negligencia da dimensão espiritual do seu ser acaba transpassando este atributo para o seu subconsciente. Na medida que a maioria das pessoas ignora o trabalho no campo consciente de seu lado espiritual, automaticamente, elas estão inconsciente dele, por definição essencial e necessária. O problema é o indivíduo é treinado por uma sociedade sem D-us, que toda vez que a pessoa vai entender o que é este lado espiritual ela reage mal, automaticamente, porque a espiritualidade fala que muitas coisas do seu lado físico precisam de retificação, de aperfeiçoamento e o homem com seu amor próprio exacerbado repudia tal confronto.

    E continua o Mestre uma das consequências do pecado de Adam foi a separação entre consciente e subconsciente. E por que esta questão é relevante? Porque consciência e santidade são assuntos paralelos e interdependentes, uma pessoa só é lúcida e consciente de fato, quando ligada a D-us, revela o Rabino Avraham.

    Tal atributo da consciência e sua ligação com D-us não pode ser confundido com inteligência ou carisma, como alerta o mestre. Essa inteligência ou o carisma nada mais são reflexos, espelhamentos da dimensão da “árvore do mal”, o antagonismo da Etz Chayim. Contudo, essa engenharia de vivacidades são alimentadas por klipots, que inclusive dão a falsa e enganosa sensação para o detentor de tais carismas que não há mal algum sendo ali praticado. O agente segue sua cruzada perversa com a consciência entorpecida, contudo, sua inteligência – fomentada pelas cascas – lhe informa continuamente que “tudo está certo e é bom”.

    O Rabino dá seguimento – agora abordando a dimensão contrária – e nos ensina que o aspecto retificado da severidade é a necessidade de limites, afinal, “os limites são santos”. Contudo, limite também pode tomar formas degeneradas como autoritarismo e atos de violência.

    E neste momento o Rav nos lembra que há uma lei espiritual conectada com limites: “medida por medida”. Ou seja, aquilo que a pessoa faz reflete em sua vida de acordo com o juízo Divino. Se entendi algo, a questão é que a pessoa se levanta e se propõe a um êxodo deste caos (Egito) há uma reação forte do lado negativo. Se o Rabino me permite perguntar: essa reação das cascas seria algo similar, em tensão e violência, aos exércitos do Faraó perseguindo o povo de Israel em sua saída do Egito?

    Por fim, a pior escravidão é aquela que não se identifica fisicamente, mas a psicológica, a sutil, a mental que, se entendi minimamente, é esse ciclo de busca essencialmente material e focada na satisfação sensorial, que é a rotina ilusória para se camuflar o ego e as forças negativas, que corroem a verdadeira essência do indivíduo. Que D-us não permita.

    Agradeço o Mestre e amigos pela oportunidade de fazer meus comentários.

    Obrigado.
    Shalom!
    Gustavo

  4. Boa noite Rabino Avraham, Shalom,

    Com a permissão do Mestre, tentarei desenvolver em alguns parágrafos o entendimento que Graças a D-us ocorreu ao estudar a Parasha Beshalach na Obra Bondade para Avraham, paginas: 195 à 206.

    “O faraó tinha conhecimento de todas as origens superiores adversas para os Yehudim, mas ele não conhecia que existia ainda sim um outro elo, ou seja, o elo da Fé, o qual domina tudo; portanto ele endureceu seu coração”

    Tentarei trazer os ensinamentos do mestre disposto neste estudo para os dias atuais, busco entender que quando vivemos uma vida superficial e desta forma vimos somente o material e acadêmicos, como o faraó, muitas vezes não permitimos o desenvolver de percepções intuitivas para assim atentar ao lado Santo e oculto que está em tudo Graças a D-us. Entendo que é como alguém que utiliza somente a força para mover um objeto pesado, onde neste mesmo local existe a gravidade que poderia diminuir o atrito e desta forma facilitar, melhorar o desempenho do deslocamento.

    Ao vivenciar situações que se denominavam como impossíveis mas que aconteceram de forma rápida e perfeita, somente agora e em reflexão entendo que o poder oculto do Criador (Bendito Seja) que esta sempre presente “pois a Sua Gloria preenche a terra inteira”, foi possível de acontecer, entendo que o ato de acreditar que algo é possível, por si só desperta forças Santas que promovem ações neste plano e que são ‘acionadas/reveladas’ quando pedimos ao Mestre do Universo que nos mostre o caminho de Verdades, ao mentalizar pensamentos positivos e retos temos o desenvolver da FÉ, que surpreende e torna real o antes considerado impossível.

    Assim como o faraó não conhecia este ato Santo intrínseco na alma dos Yehudim, muitos neste mundo vivem vidas “dura e seca” onde tudo é motivo de incertezas e confusões, sem estabilidade vivem seus dias longe da Verdade, desconhecendo o internalizar dos ensinamento contidos na Torá de Hashem,e a grandiosa oportunidade de transformação possível que o Criador arquitetou para cada ser neste plano Divino, que D-us permita.

    Conheci pessoas que transformaram suas vidas profissionais por serem disciplinadas e prudentes ao desenvolverem uma tecnologia ou mesmo produtos de consumo, mas no entanto não se permitiram desenvolver o lado espiritual algo que somente é possível com o andar em retidão no caminho da Torá, que permite o existir no corpo humano duas entidades distintas material e espiritual “De fato é este encontro e parceria que permite a realização do desejo Divino de se criar (uma moradia santificada nos mundos inferiores)” rodapé 735 nesta obra.

    “Assim aprendemos que através do retorno ao Criador, o homem transforma seus pecados em méritos”.
    Esta frase desperta sensos emotivos em mim e por alguns segundos o fascínio toma conta ao entender que é possível “retornar ao Criador”, mesmo que em algum grau mínimo para as nações, quando reflito e traço paralelos sobre minha vida percebo que ouve uma pequena evolução sobre as Verdades do Criador e meu coração se alegra, sinto vontade de correr (agora contra o tempo), então relembro que nada esta sob o comando dos homens, até mesmo nos assuntos mais simples é preciso ter esperança e fé que tudo se resolverá conforme a vontade do Criador (Bendito Seja) que designará uma solução e esta não necessariamente seja definitiva assim entendo.

    “Sinat Yisrael,’é pela razão de que D’us abraça Yisrael com afeição e a traz para perto dEle mesmo, que todas as nações idolatras odeiam Yisrael’”

    O mestre explica em vários graus conceituais o que realmente causou a quebra dos recipientes dando origem a divisão, ordem oposta a completude do Criador que é o (mundo da União), em meu pequeno entendimento busco relacionar que a individualidade, egoismo e arrogância entre outro sentimentos rebaixados são as causas eminentes da divisão entre as nações causando o ódio gratuito (que D-us não permita) ao Bnei Israel que busca o oposto, união entres os seus de maneira elevada Verdadeira, com intenção de oferecimento harmônico que aliciam os mundos superiores “que são os Mochin (cérebro) dEle”. Sabemos que fé no UM (Bendito Seja) faz com que este povo seja respeitado e honrado esta é a vontade do S-nhor do mundo, pois foi o único que respondeu prontamente “faremos e ouviremos” quando a Torá foi oferecida a todos os povos da terra, portanto para que atinjamos um estagio mínimo de entendimento real e Verdadeiro precisamos reestabelecer em nossos recipientes (nós mesmos) os atributos de completude possível para um andar discreto e puro no caminho de Hashem.

    Obrigado Rabino Avraham por nos mostrar que sempre “há oportunidades de reparar enquanto Luz”, entendo que este é um momento possível, “a transformação e possível”.

    Edson

  5. Caro Sr. Rabino Avraham,

    Venho pedir permissão para trazer algumas linhas sobre a aula: “Beshalach: Milagres”, conforme obra oral do Mestre Rabino Avraham, em site Beit Ari”zal: https://beitarizal.org.br/2014/01/10/beshalach-milagres.

    Como de costume adianto meu pedido de desculpas pelos erros de entendimento, bem como, a pequenez das minhas palavras. Além disso, gostaria de expressar que esta representou uma difícil tarefa, pois tentar apreender as Santas palavras de Torá nesta aula foi particularmente trabalhoso, sendo que, reconheço minha incapacidade frente à profundidade que o Mestre traz, mesmo sendo cônscio intuitivamente que, como o Sr. Rabino Avraham diz: “podemos ir ainda mais longe!”

    O Mestre Avraham inicia a aula referindo que estamos na Parashá Beshalach, sendo essa “uma Parashá extraordinária, de milagres, de cura.”, trazendo citação de Shemót 15:11: ” Quem é como Tu entre os seres superiores, Hashem? Quem é como Tu? Resplandecente em Santidade, reverenciado em louvores! Feitor de maravilhas, maravilhas milagrosas, milagres maravilhosos!”.

    Em meu ínfimo entendimento, o Mestre Rabino Avraham faz referência aos milagres trazidos na Torá nesta Parashá, aqueles que o Povo Judeu testemunhou em Sua saída do Mitzraiym, quando estavam praticamente sem saída, quando viam a morte iminente, neste momento, D-us em Sua infinita Misericórdia, mostrou Sua força, detendo e vingando-Se do faraó e os seus e permitindo que Seu Povo pudesse seguir a Sua viagem em direção àquela que seria Redenção final. Enquanto ouvia as palavras de Torá do Mestre, meu coração e alma se encheram de alegria, pois de alguma forma, entendo que os milagres de D-us ainda ocorrem a cada dia, toda vez que alguém, consegue rebaixar seu ego, consegue vislumbrar que tudo aquilo que existe, somente têm seu sentido quando ligado a D-us, deixando para trás todas as ilusões do mundo e volta-se à D-us, agradecendo a existência e por sustentar tudo aquilo que o anima, então um milagre pode ter ocorrido, mesmo que oculto, sem sequer perceber, Hashem mostrou-se ao mundo, ainda que em nossa cegueira não possamos ver Sua Graça resplandecendo no mundo.

    O Mestre Avraham segue trazendo a obra “Miracles”, de sua autoria, fazendo a tradução da mesma, de forma a permitir que todos possam “beber” desta fonte Santa de Torá. O Sr. Rabino inicia referindo que “a essência de compreender um milagre, está no reconhecimento de que apesar da necessidade de algo ser feito com urgência, esse algo transcende a capacidade humana de fazê-lo, e mais ainda, pode ser um acontecimento que beneficia o homem a despeito de sua consciência de uma necessidade ”.

    Ouvindo as palavras do Mestre Avraham, entendo que para que tenhamos a verdadeira noção daquilo que podemos chamar de milagre, temos de reconhecer a nossa total insignificância, querendo dizer, é preciso compreender que não existe como modificar a realidade, exceto pela manifestação de uma interferência direta de Hashem, ou, pode-se ter uma total inconsciência sobre a necessidade desta modificação, contudo, D-us ainda que sem saber, atua de forma direta na realidade que o envolve e, desta forma, pode-se ter alterada a realidade, salvando o homem de um desastre iminente, ou mesmo de si mesmo. Pensando mais profundamente nestas palavras, a ideia é de que muitos milagres ocorram a cada dia em nossas vidas, milagres ocultos, como diz o Mestre Avraham,que nos protegem de situações duras, ou então, nos coloquem em situações que à priori não sejam tão agradáveis aos nossos olhos, contudo, representam uma grande oportunidade de crescimento.

    Creio que esta seja, em meu pequeno entender, uma das questões mais importantes deste trabalho que o Sr. Rav Avraham nos trouxe, que as oportunidades de crescimento representam milagres e que devem ser agradecidos de todo coração e alma, pois representam a infinita Bondade de Hashem para com a Sua Criação, pois mesmo sem méritos verdadeiros, D-us permite que os decretos Divinos sejam adoçados, permitindo Sua interferência de forma revelada ou oculta na realidade, em prol de uma necessidade de crescimento que o homem, muitas vezes, sequer tem noção.
    O Mestre Avraham segue trazendo explicações, através da Cabalá, de como D-us utiliza de Seus atributos (Sephirot) para atuar sobre a realidade, são explicações que eu não confesso apenas ter uma noção muito ínfima, sem poder compreender, guardando assim apenas aquilo que creio ser o mais importante em meu nível atual, que a essência de uma milagre está no desejo sincero de agradecimento a D-us pela oportunidade de crescer, pois somente Ele pode dar ao homem um caminho de crescimento espiritual, cabendo ao homem, reconhecer isso e glorificar a D-us sempre, guardando Sua Leis e Desejos, ainda que em situação de desespero e falta de compreensão de tudo que o cerca, pois assim, torna-se digno de receber um milagre, se D-us assim permitir.

    Caro Mestre Avraham, fico por aqui, embora muito curto este comentário, creio que seguir adiante, tentando adentrar em um nível que não tenho condições, seria temerário e infrutífero, assim, encerro aqui nestas linhas, reforçando meu pedido de escusas pela pequenez de minhas palavras e dos erros de entendimento.

    Rogo que D-us, Bendito Seja Ele, permita que, em nossa pequenez, sejamos dignos de sermos ajudados em nosso crescimento espiritual, com força e coragem para que algum dia tenhamos méritos verdadeiros.
    Tudo de bom,
    Diego Malheiros.

  6. Shalom Rabino Avraham,

    Gostaria de expressar algumas palavras sobre esta grande aula que transcende meu mínimo entendimento e busco compreender com as explicações do Rabino Avraham, que o homem deve aprender adoçar os decretos Divinos que são abundantes devido às transgressões presentes no mundo, que é preciso entender com humildade a necessidade de reconhecer e aplicar as Leis do Criador contidas na Torá.

    Através das orações sinceras de agradecimento o homem poderá acender e despertar a inesgotável benevolência do Criador e assim causar que pedidos sejam atendidos e executados de forma imediata, para salvar uma vida ou cura de uma doença etc.

    Outro aspecto igualmente santo é que o homem deve aprender reconhecer e falar de coisas santas que acontecem, que são os verdadeiros milagres ocultos na realidade, é preciso falar com sua boca que tudo é milagre do Criador, mesmo para aquelas sem méritos Ele retorna a alma ao corpo e o sopro da vida todos os dias Graças a D-us, assim entendo.

    Obrigado Mestre por permitir que assuntos tão profundos estejam ao alcance de todos que desejam conhecer sobre as Verdades do Criador.

    Edson Bertoldo

  7. Shalom Rabino Avraham,

    Gostaria de deixar meu pequeno entendimento desta aula.

    Muito especial aprender sobre a importância do assunto milagre como algo muito mais complexo e dinâmico do que imaginamos humanamente. Também a questão da vida em si como um milagre e o agradecimento nas pequenas coisas que Hashem nos proporciona; Milagre como modificação da nossa realidade; Entendi milagre como algo que vai além de nossa capacidade física e que devemos ser sempre conformados com os decretos Divinos. A grandeza da misericórdia divina que adoça os decretos severos. Hashem sendo mais misericórdia do que severidade. Aprendi também nesse encontro da necessidade de uma vida reta, justa e digna diante de Hashem e dos homens para que a Luz Divina esteja sobre nós.

    Agradeço ao Mestre por proporcionar essa rica oportunidade de aprender sobre esse assunto tão Santo.

    Carlos Henrique Morgado

  8. SHALOM RABINO AVRAHAM E AMIGOS DO SITE BEIT ARIZAL

    Inicio pedindo respeitosamente a licença do estimado Rabino Avraham para comentar brevemente sobre esta aula de grandes ensinos sobre milagres:

    Nesta aula especial o Mestre Rabino Avraham fala do assunto de milagres, mostrando como o ser humano deve sempre estar grato á D-us, porque não se reza por milagres como explicou o Mestre. Entendo que o homem que reconhece que tudo é para o bem e que dos Céus não vem mal algum e sempre tem o louvor de agradecimento á D-us em sua vida, então as klipót não podem dominá-lo, esse é um que adoça os julgamentos em seu intelecto para que suas emoções e ações sejam doces, ou seja, livre das severidades que atraem maus decretos para sua vida e para o mundo, assim entendi o assunto.
    Buscando sempre crescer e agir desta maneira, entendo que o homem pode vivencia nele mesmo um estado de constante milagre, sempre buscando expandir sua consciência para entender melhor a Benevolência grandiosa do Criador.
    Agradeço á D-us e ao Mestre Avraham por estes ensinos profundos, peço ao Mestre perdão por eventuais falhas no meu comentário resumido, fruto do meu pequeno entendimento,
    Obrigado,

    Respeitosamente,
    Emerson

  9. Nessa aula especial estudamos sobre os milagres, isso é, quando D’us altera a realidade física de uma maneira totalmente incompreensível ao intelecto humano. Por esse motivo e também devido à arrogância dos homens muito milagres passam despercebidos, pois o homem em eventos tidos por banais não consegue enxergar a benevolência mitigando severidades e julgamentos manifestados na própria natureza constrita do mundo.
    Um caminho reto e pautado pela humildade verdadeira revela a real necessidade de gratidão diante do Criador, que por uma benevolência inexplicável mantém o mundo, a vida e as necessidades do homem. Estes últimos se fossem julgados por seus méritos talvez não merecessem sobreviver, assim cada momento presente é um presente de Hashem e esse é caminho da sabedoria que precisamos nos esforçar em nos mantermos se D’us quiser.

    Minha sincera gratidão pela oportunidade desse estudo.

    Carlos Bengio Neto

  10. Caro Rab. Avraham,
    Peço a permissão para trazer alguma linhas referentes a esta aula. Peço desculpas pelos erros de entendimento.
    Esta aula traz assuntos deveras profundos e que tive muita dificuldade de apreender, contudo, intuitivamente, fico com a impressão que o Mestre traz revelações que são como milagres que tivesse acesso, pois mesmo sem a condição necessária, sem o mérito para tal, fui exposto às verdades/revelações tão profundas. No meu pequeno entendimento, pude compreender que a condição de apreender um milagre é o nosso reconhecimento de que somos pequenos demais e sem a mínima condição de entender/resolver aquilo que ocorre conosco, querendo dizer, subjugamos/rebaixamos o nosso ego em condição de que reconhecemos a nossa dependência de Hashem, que sem a Sua permissão nada acontece, nada vive ou existe. Mas não meramente um entendimento intelectual disso, mas verdadeiramente de todo o nosso ser, resultando em humildade verdadeira, condição sine qua non para que um milagre aconteça como o Mestre nos explica.
    Pensando em relação a milagres, trazendo isso para o meu mundinho de médico, fico pensando em quantos “pequenos milagres” que passam aos nossos olhos todos os dias e sequer percebemos, o fato de estarmos vivos, de sermos sustentados neste mundo por Hashem, as maravilhas que ocorrem, mesmo em nível celular, que passam despercebidas, mas sem as quais nada seríamos, nem existiríamos, em meu pequeno entender, vejo tudo isso como um milagre, pois representam mudanças e situações que estão além do nosso simples entendimento, mesmo que a ciência tente trazer explicações lógicas, etc…há “algo” que se oculta para manter essa ordem, entendo que este “algo” seja D’us.
    O Mestre traz explicações em relação aos aspectos litúrgicos judaicos das orações relacionando isso com esses aspectos trazidos sobre os milagres. No meu pequeno entender, quando realizadas de forma correta em posturas, etc…as orações que os judeus realizam diariamente são como um reconhecimento da falta de capacidade do homem de compreender, curvando-se perante o Ribono Shel Olam, expondo a dependência total do homem e do mundo de seu Criador, o que permite que o milagre da vida continue, que o mundo seja recriado por Hashem a cada dia, se Ele assim Desejar.
    Caro Mestre Rab. Avraham, fico por aqui, agradeço a oportunidade de estudar estes assunto tão elevados e se D’us quiser aos poucos ir crescendo.
    Tudo de bom,
    Diego Malheiros.

  11. Shalom Rabino Avraham,

    Venho escrever ao senhor sobre está tão reveladora obra. O desejo de D-us é a causa das causas e não é possível à nós humanos compreendê-lo nem ao menos um ínfimo grau, mas D-us em sua bondade ao mesmo tempo nos possibilitou ter um relacionamento com Ele, um relacionamento que requer total auto-anulação, de tal forma que “Seus desejos sejam os meus desejos, para que os meus desejos sejam os Seus..” e assim seja possível receber o influxo de luz proveniente de YKVK.

    Viver uma vida desligado de D-us, da Torá e de todas essas leis espirituais pode parecer doce, muito superficialmente falando, mas a realidade é bem outra. Nesta aula isto é bem detalhado, pois quando o homem vive uma vida auto centrada e apenas baseando-se na árvore do conhecimento, a vida se torna cheia de severidades, desde o nível de pensamento (biná) , passando pelas emoções (guevurá) e nas ações da pessoa consigo mesma e com os outros. Como tudo tem uma contrapartida “em cima” o atributo puramente de justiça divina representado por Elokim passa a ser determinante e daí a origem dos males do mundo e das pessoas. Como ensinado Ad-nay, atributo divino de recepção e implementação dos comandos de YKVK no nosso mundo, se torna vazio de luz misericordiosa e tanto bons quanto maus são julgados severamente indistintamente até que a situação seja corrigida.

    A essência de D-us é de pura bondade, e o que percebemos aqui no mundo dos fenômenos e divisões pode muitas vezes parecer ruim, mas como explicado nesta aula a origem verdadeira de guevurá provém de chéssed, e portanto de chochmá que vem do desejo de D-us kéter. Logo como tão bem enfatizado na aula, o início de qualquer relacionamento e pedido de ajuda por D-us passa por auto anulação e agradecimento, pois tudo vem de D-us e devemos pedir com humildade e sinceridade por ajuda, já que no referencial humano o sofrimento parece ser real, mas YKVK deseja que agradeçamos, peçamos por nós e milagres pelos outros, para que os julgamentos severos sejam adoçados/alterados e o Todo-Poderoso possa dar o que está reservado verdadeiramennte para quem se liga à Ele, que são apenas bondades reveladas, curas completas do céu.

    Mais uma vez é enfatizado a importância de iniciar a auto retificação desde o nível intelectual, cortando os pensamentos severos, para que não se tornem emoções e as kelipót possam encontrar abertura, e como sempre enfatizado pelo rabino Avraham, é vital se acostumar a julgar os outros para o bem, ser generoso, usar os pensamentos e a fala para assuntos de Torá e suportar sem reagir a insultos, pois são poderosas ações que fortalecem a submissão à D-us, a qual é personificada na sefirá de HOD, e que tornará possível adquirir o sentimento de reconhecimento de ausência de poder, e em seguida estar apto a agradecer por tudo e pedir da forma correta, isto é, através do “poder da necessidade”.

    O único caminho, que a natureza animal do homem tanto rejeita, é de reconhecer a impotência perante à vida, mas com alegria, e obter o temor à D-us, como escrito no versículo de abertura da aula: ” Quem é como Tu D-us entre os seres superiores…e que faz maravilhas..”. Meditar neste versículo é o caminho para a emulação das bondades de D-us e adoçamento dos 320 estados de severidade.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor, com muitas alegrias reveladas.

    Shabat Shalom, Moshe

  12. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença de todos para comentar o presente shiur :

    Neste shiur profundo é falado sobre a importância indispensável das orações de agradecimento, e apesar dos noéticos não terem uma liturgia como os Judeus, entendo que a gratidão à D-us em oração elicia respostas misericordiosas para os que observam as 7 leis de Bnei Noach, e até os que não tem mérito são beneficiados quando confiam na infinita bondade de D-us. Falando em milagres não me canso de lembrar que o Mestre Rabino Avraham certa vez disse que quando alguém se torna aluno da nossa comunidade noética isso é verdadeiramente um milagre, pois o Mestre deixa claro em suas obras como é muito difícil lidar com os não judeus para eles se ligarem à Torá, eles geralmente se desviam do caminho de retidão com grande facilidade. Desta forma busco entender que estar ligado ao Mestre Avraham tem sido o grande milagre em minha vida, e sei que a manutenção desse constante milagre demanda esforços árduos que preciso aceitar com grande muita gratidão à D-us.

    Entendo que as forças negativas não querem que eu esteja ligado à um Mestre de Torá, e por isso testes e dificuldades acontecem para que eu seja arrastado para fora do caminho de retidão e seja tentado a julgar as coisas de forma negativa, mas como é trazido neste shiur, existe a necessidade de adoçar os julgamentos em biná, no nível mental para que o meu estado emocional não seja afetado por emoções baixas tais como a raiva, tristeza, melancolia, etc.; pois nenhum mal vem dos Céus quando a pessoa busca viver em retidão.

    O Mestre também fala dos milagres ocultos que mantém a ordem das coisas no mundo como elas devem ser, que cancelam os decretos severos que o homem merece por causa de seus pecados, então vejo que tenho muito mais motivos para agradecer à D-us do que posso imaginar em minha limitação porque os milagres que vem do Ratson/ desejo de D-us são incompreensíveis.

    Também entendo o quão importante é correr para cumprir uma mitsvá que surge para eu fazer, pois isso pode me livrar de algum decreto que foi feito nos Céus para me atingir, que D-us não permita. E o cancelar dos decretos Divinos é um grande milagre graças à D-us. Agradeço à D-us e ao Mestre por esse shiur iluminado, tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Emerson.

  13. Peço permissão ao Rabi Avraham e aos amigos para tecer um humilde comentário sobre esta aula.

    A Parashá Beshalach, está relacionada a milagres.
    Em meu humilde entendimento, uma semana que
    podemos ver o milagre de Hashem em nossas vidas,
    pois a Torá é Eterna.

    Esses milagres são tanto os que temos consciência
    de que necessitamos, como aqueles que necessitamos
    e podemos não ter conhecimento. Mas Hashem sabe de
    todas as coisas.

    Os milagres são decretados por Hashem que os envia
    aos mensageiros, designados para essa
    finalidade. Portanto, somente Hashem pode concedê-los
    de acordo com os julgamentos, os méritos ou não da pessoa,
    enfim, somente D-us Ele mesmo, vai conceder estes milagres
    de acordo com sua imensa Sabedoria e Misericódia. Portanto
    não se deve nunca pedir nada aos mensageiros (intermediários);
    estes não pode fazer outra coisa a não ser entregar os decretos
    de D-us. Portanto em meu entendimento pedir ao intermediário
    pode ser considerado um ato de idolatria.

    O Ravi nos aconselha que, em tempos de nossas necessidades,
    nos tempos das dificuldades, devemos rezar em agradecimento
    a Hashem, e não pedir por milagres. Pois tudo está sob o controle
    de Hashem, e em meu humilde entendimento, o agradecer é
    também uma aceitação dos desígnios de D-us, e isso é bom.

    Também os atos de bondade, Tzedaká, podem e são contabilizados
    no adoçamento dos decretos e desígnios de Hashem, e por consequente,
    a graça de alcançar um milagre, que as pessoas, às vezes, até desconhecem.

    Agradeço mais uma vez a oportunidade de aprender com o Rabi
    Avraham sobre esta aula tão maravilhosa e importante, pois todos nós necessitamos
    de milagres de Hashem, quer tenhamos conhecimento ou não.

    Tudo de bom ao Ravi Avraham e a todos amigos.

    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva

  14. Shalom Rabino Avraham, peço permissão para postar breve comentário sobre esse Shiur extraodinário:

    “Também o agradecimento é, segundo nos ensina o Rabino, um modo de nos esvaziarmos, de nos reconhecermos impotentes diante do Divino e de ganharmos paz ao reconhecer Sua Regência: é Ele Quem em ultima instância Julga tudo com perfeição. Ao contrário da mentalidade secular que imputa ao homem toda a impossível responsabilidade por vários acontecimentos, ainda que seja verdadeira a nossa responsabilidade no mundo, contudo mediante a conexão com D’us reconhecemos que o Desejo Dele antecede absolutamente tudo que existe; que é graças à esse Desejo que qualquer mundo é criado, qualquer ação é feita e todas falhas pode ser cirurgicamente corrigidas.”

    Obrigado por mais essa oportunidade.

    Tudo de Bom!

    Carlos Bengio.

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