5 pensamentos sobre “MIKÊTS: “ESQUECIMENTOS”

  1. Shalom Rabino Avraham e amigos do Retidão

    Gostaria, se o Mestre permitir, fazer um simples comentário sobre a aula da Parashá Mikêts 5774: Esquecimentos. Esse shiur é muito profundo e traz conceitos muito avançados para a minha limitada compreensão. Peço desculpas desde já ao Mestre por eventuais erros de entendimento, pois sei que absorvi uma ínfima parte dessa extraordinária aula.

    O foco desse shiur é o esquecimento, ele retrata bem José, que foi esquecido pelo chefe dos copeiros. José sendo assim esquecido, Hashem decretou o fim da escuridão dele, algo que pode acontecer com todos nós, se fizermos teshuvá e vivermos uma vida reta e santificada. O Rabino Avraham ensina no Zohar que o nosso mundo é chamado de Alma de Shikra, o mundo da mentira. De fato, há uma correlação do esquecimento com a mentira, pois a mentira é uma consequência do esquecimento e ambos estão ligados a falta de um caráter sólido.

    O Rabino Avraham chama a atenção para os erros provocados pelo esquecimento e seus impactos no mundo. O grande problema da mentira é a geração das energias negativas ao nosso redor, o que vitaliza a sitra achra e traz mais mal ao mundo. Vemos que a sociedade atual está tomada pela mentira, isso se deve boa parte com a colaboração das mídias em geral, que transformaram esse pecado em algo normal, houve uma completa banalização da fala, ninguém mais sabe quando se a pessoa está falando a verdade ou mentindo. A mentira está enraizada em até algumas profissões, exemplo disso é o advogado penal que trabalha em virtude da mentira, pois ao defender seu cliente, ele sabe que terá que enganar a justiça para obter êxito em sua causa. Segundo o Mestre, a Torá chama a deturpação do poder da fala de Roubo da Mente. Subentendesse também dessa expressão a violação dos mandamentos de Moisés, de não mentir. Na mentira você pensa uma coisa e fala outra, com a intenção de trazer dor e sofrimento para o próximo, este, por sua vez, ao ser enganado ele cria julgamentos o que acarreta em mais severidades ao mundo.

    O Mestre entrando num nível mais místico do shiur, nos ensina de acordo com o Arizal que a alma compreende cinco níveis, e que só o primeiro que é a nefesh, vem conosco desde o nascimento, o restante precisa ser desenvolvido de acordo com a maturidade espiritual da pessoa. A nefesh compreende apenas os aspectos físicos, mundanos, de sobrevivência da espécie humana nesse plano. A nefesh também compreende o ego, a realização do eu da pessoa, e está ligada ao princípio feminino onde ocorre o esquecimento.

    Ao contrário da nefesh, o Ruach representa o aspecto masculino e é responsável pela boa memória. Esse princípio representa o aspecto emocional da alma e tem como origem os atributos de caráter. O Ruach é conectado com os aspectos de Chochmah e Binah (sabedoria e compreensão) que estão ligados a kedushá. Como diz o Mestre, o esquecimento está ligado á escuridão do ego, ou seja, quando a pessoa pensa mais em si do que em D-us, colocando o ego na parte frontal da mente, e o conhecimento adquirido na parte de trás dela. Isso, por si só já é um grande problema, pois é na parte posterior que as forças do mal atuam, na escuridão da mente humana. Isso justifica os comportamentos não retificados das pessoas que prometem algo e não cumprem, e ainda expõem o seu ego para proteger a sua fraqueza.

    Aprendemos muitas lições nessa aula, graças a D-us. Uma pessoa reta terá sempre uma mente iluminada, será mais zelosa, não deixando o seu ego cegar o seu conhecimento. Ela estará sempre ligada a Hashem, terá memória boa graças as suas orações diárias, estudo da Torá, atos de bondade e higiene mental. A sociedade que não tem conhecimentos desses assuntos, tomam remédios quando estão em idade avançada para recuperar a perda da memória, usam a razão para tudo, mas como diz o princípio básico do Zohar, tudo o que existe só tem uma única causa que é Hashem.

    Paz e bem!

    Herbeth

  2. Shalom Rabino Avraham e leitores deste portal de estudos profundos da Torá,

    Mestre se o Sr, permitir gostaria de compartilhar um pequeno comentário dobre a aula Mikets (esquecimento).

    O Mestre revela as conseqüências trazidas pelo esquecimento, seja dos assuntos que vivenciamos ou que prometemos,compreendo a importância dos assuntos serem lembrados e assim até mudar a vida de alguém (como no caso de Yossef), mas principalmente que o esquecimento leva a pessoa a mentir, muitas vezes para justificar o esquecimento de algo que foi combinado/prometido etc.. Causando assim uma “bola de neve” pois a mentira sempre é seguida de outra.

    É espantosa a forma que o Mestre aponta a presença da mentira no mundo, que ela esta em tudo, em todos os lugares, sendo o lado oposto a santidade, mas que também faz parte deste plano, então o mestre nos revela o único caminho para que as pessoas possam identificar e através dos sentidos refinados distanciar seus ouvidos das conversas desprovidas de assuntos elevados.

    Aqui aprendo que o homem deve sempre ter em mente e coração a existência do Criador, o amor e temor a Ele causam incríveis mudanças na forma que devemos agir em cada situação, entendo que o temor desperta a responsabilidade para as conseqüências que certamente virão se ousar de mentiras, o amor despertará o entendimento que Ele proporciona tudo em nossas vidas, porque então causar o mal para Sua Criação, sendo que tudo é Ele Mesmo e este mal retornará para quem o despertou, trazendo conseqüências para todo o mundo.

    Entendo que trabalho do Mestre é justamente para que possamos despertar e trabalhar pontos tão importantes para o relacionamento sadio e abençoado entre os seres humanos. Tenho buscado cumprir com os ensinamentos trazidos em toda a obra, pois quando demoro/esqueço de reportar assuntos que acordamos estou causando o rompimento de algo que me foi confiado, que D-us não permita.

    Que D-us permita as mentes elevadas “povo Santo”, entendimento e Paz para nos guiar nesta caminhada tão árdua, e que possamos ajudar na retificação do mundo para a vinda do único e Verdadeiro Mashiach.

    Obrigado Rabino Avraham, por toda dedicação e benevolência, Luz para com os Bnei Noach.
    Edson

  3. Shalom Rabino Avraham e amigos. Permita-me fazer um humilde comentário acerca desse shiur.

    Em minha pequenez compreendi que, Yossef, embora fosse um tzadik, um justo, que já havia passado por muitos testes em sua vida, acabou por confiar sua chance de liberdade em um homem; acreditou no comprometimento desse homem pelo bem que ele havia feito a ele; mas Yossef foi esquecido. Hashem então, providenciou uma situação para que o tempo de escuridão de Yossef chegasse ao fim. Hashem sim se lembrou de Yossef. Então, aprendo mais uma vez que, tudo está sob controle de Hashem; Ele sempre sabe o tempo para todas as coisas. Sei que não é fácil diante de um momento de angústia não querer resolver as coisas do nosso modo, mas temos que ter fé, paciência e confiança em Hashem, aprendendo assim, a aceitar as circunstâncias e que tudo que ocorre é para o bem. O Eterno nunca se esquece daqueles que o temem e persistem no caminho da retidão. Não fora pelo sonho que Yossef interpretou que ele se tornou a segunda maior autoridade do Egito, mas sim porque Hashem assim fez; para o bem.

    Num outro aspecto abordado pelo Mestre, aprendi que o “esquecimento” de um compromisso que se faz com uma pessoa, na verdade é uma mentira travestida de esquecimento; é um roubo da mente. Onde a angústia que é gerada à pessoa que espera pelo cumprimento de uma promessa, gera um julgamento com severidade para quem “esquece” e também para o mundo. Gera também, uma explosão de coisas negativas que alimentam as klipot, que D-us não permita.

    Nesta parashá, aprendi que devemos ter sempre uma fé, uma emuná em Hashem, em qualquer circunstância de nossas vidas. Devemos também, observar com cuidado nossos relacionamentos com as pessoas, prestando atenção antes de nos comprometermos em fazer as coisas. Devemos ser zelosos com os ensinamentos santos que nos foram concedidos aqui.

    Agradeço a oportunidade de comentar esta aula, e peço perdão ao Rabino Avraham e aos amigos por qualquer erro de escrita ou compreensão aqui expressos.

    Shalom e tudo de bom.

    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva

  4. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar sobre este grande shiur:

    Entendo que a experiência de Yossêf em ter confiado no copeiro do Faraó para livrá-lo da prisão mostra que acima de tudo o homem precisa confiar em D-us e não depender do favor de homens falhos, portanto mesmo que eu seja esquecido e desamparado pelos homens certamente não serei esquecido por D-us, e devo confiar (ter bitachón) n’Ele igualmente em qualquer situação.

    A mentira travestida de esquecimento se tornou tão comum no mundo de hoje criando toda uma geração insensível ao próximo, e penso de acordo com os ensinos do Mestre que até as pessoas mais honestas da sociedade são em algum nível afetadas por esse maneirismo tão arraigado. Assim não fazer o que é prometido e dizer “eu me esqueci” “desculpa” “não tive tempo”, etc.; são maneiras de mentir tão comuns que penso que já se tornaram meios de sobrevivência para indivíduos inescrupulosos que não acham que a honestidade compensa, e de tanto ver isso acontecendo hoje temo ficar insensível em algum nível, que D-us não permita.

    Assim entendo que esse é um assunto de grande responsabilidade espiritual, pois quem não quer cometer esse tipo de transgressão prestará atenção no que se aprende de Torá, será zeloso ao falar e principalmente ao prometer algo para não criar vãs expectativas e dor aos outros. Certamente isso contribuirá para a pessoa ter uma boa memória e retificar a sua fala, ela sabe que para ser fiel à D-us ela precisa tratar o próximo com respeito e sensibilidade, que D-us permita. Sou muito grato à D-us e ao Rabino Avraham por essas lições que dão a oportunidade preciosa de retificação em minha vida, tudo de bom à todos!

    Respeitosamente,
    Emerson

  5. Shalom Rabino Avraham e amigos,
    Gostaria de fazer um breve comentário acerca da Parashá Mikets: Esquecimentos.
    A parashá tem uma evolução interessante quando Yossef preso junto com o copeiro e o padeiro do Faraó, interpretou um sonho do copeiro onde o copeiro seria perdoado pelo Faraó e o padeiro seria condenado á morte. Realmente foi o que aconteceu e José ( Yossef ) comete um deslize ao pedir ao copeiro que interceda por ele junto ao Faraó, mas o copeiro esquece e José fica mais dois anos preso ao solicitar um intermediário e não a D-us sua libertação.
    O assunto de esquecimento o mestre ensina como uma questão de mentira, a gente promete, a gente fala que vai “providenciar”, vai falar , ajudar e no fim esquece gerando dor, angústia etc… criando uma energia negativa no mundo que se sobrepõe com muitas outros esquecimentos, mentiras enfim, alimentando a Klipá.
    Enfim o mestre Rabino Avraham ensina que no Talmud quem está em retidão e santidade não vai ficar esquecendo, ele terá uma boa memória, “uma pessoa de coração reto e justo poderá dessa maneira aumentar sua memória, terá uma melhor compreensão da Torá”…
    Obrigado Rabino Avraham pelos ensinamentos profundos e sensíveis para nossa compreensão.
    Tudo de Bom,
    Francisco Sousa

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