2 pensamentos sobre “VAYESHEV: “NO FUNDO DO POÇO”

  1. Shalom Rav Avraham e amigos,

    Na parashá desta semana, Vayêshev, Rav Avraham explica que os irmãos de Yossef representam o arquétipo das dez Sefirot que atuam como estimulo da realidade. É importante entendermos que as dez Sefirot são as matérias-primas do Universo, como também a base do mundo do tempo e do espaço, da energia e da matéria. Embora espirituais, na nossa realidade, elas se tornam mente (Sechel) e emoções (Midot). E é aqui, no mundo de Assiyá, que essas forças, descrita pelo Rav Avraham como: “atração e repulsão” atuam.
    Qual é o objetivo dessas forças? Explica Rav Avraham que o objetivo é promover o amadurecimento, a retificação no mundo. É através desse amadurecimento que o indivíduo tem o propósito de vida revelado, assim como foi a de Yossef. Agora esse amadurecimento depende de uma profunda introspecção, pois é através dela que o individuo consegue mudar a sua consciência.

    É interessante como o conceito de introspecção, colocado em prática tem um resultado significativo em nosso caráter. Enxergar a deficiência, mesmo que seja minimamente, permiti com que alcancemos vários discernimentos espirituais. Hoje percebo que não há nada mais importante do que estar em contato com D-us continuamente. Na verdade, acredito que toda pessoa tem de certa forma esse contato com D-us, mas o que ocorre é que o ser humano não entende; não sabe discernir e não sente o mundo espiritual, e o pior, não quer retificar o seus comportamentos.

    Veja, Rav Avraham traz uma explicação muito profunda a respeito do cenário de Yossef, onde o “poço” representa uma abertura para os mundos interiores, que são repletos de caminhos profundos e ocultos. “É no poço que as forças arquetipas da realidade jogaram Yossef”. E lá, como descrito, existiam “cobras e escorpiões”, que são as forças do lado da sitra achra que busca bloquear o homem das percepções de D-us, fazendo com que ele fique limitado e preso no “poço” por pensamentos não retificados. A trágica cena de Yossef no poço, de fato, não foi um acidente. Não existem acidentes. O que existe são oportunidades que nos permiti crescer cada vez mais, graças a D-us.

    Não é nada agradável quando somos colocados para fora da nossa zona de conforto; quando somos jogados para o “poço”, em meio as grandes investidas do mal que coloca a nossa frente grandes tentações e desejos dos mais difíceis. Yossef desceu ao “poço” mas conseguiu superar tudo que é de negativo e através disso, ele evoluiu cada vez mais espiritualmente. E é somente quando conseguimos superar os desafios e dificuldades, conseguimos revelar as nossas forças ocultas, alcançando nível superior, e mais ainda daquela que tínhamos antes de descer ao “poço”.

    A evolução desse crescimento se inicia nos pensamentos, uma vez que eles determinam a nossa vida. A nossa mente não tem que ter lugar para pensamentos confusos e maus. O Rav explica que quando uma pessoa pensa em algo, ela é imediatamente sugada no domínio a onde esse pensamento existe. Certamente não somos capazes de parar de pensar, isso é evidente, mas temos a liberdade para escolher sobre o que permitimos pensar. É incrível, o poder que um pensamento faz, ele de fato, transporta a pessoa para uma outra realidade, uma outra dimensão, e o perigo é grande. Pois é nessa dimensão que criamos a nossa realidade. Aqui forças do mal atuam de forma intensa, pois o lado do mal sabe que é na mente que eles podem aprisionar a pessoa, através de inúmeras cadeias de pensamentos, ansiedades, sonhos, idéias negativas, angústias, pensamentos antecipatórios, que vão sendo arquivados automaticamente na memória.

    Rav explica que a mente reflete os “palácios celestiais”, que são domínios de altura espirituais distintas, sendo que alguns são secretos outros revelados; alguns se modificam enquanto outros permanecem sempre o mesmo, que são as memórias. O registro das experiências na memória é involuntário, podemos ser livres para irmos aonde quisermos, mas não temos total liberdade no que se refere, a decidir o que é registrado na nossa memória.
    Por esse motivo, acredito que as pessoas teriam excelentes lucros cuidando da qualidade daquilo que é registrado em suas memórias, do que ficar acumulando dinheiro e bens. Investir na qualidade do que está sendo armazenado em nossa mente, isso produzirá grande riqueza nas nossas emoções. Eu entendo que para muitos isso é difícil, para mim sempre foi, e até hoje, remover o lixo que ficou acumulado na mente, por diversas situações, é um desafio. Remover esse lixo permiti a expansão da nossa consciência. E sem sombra de dúvida, estamos caminhando na direção certa, Graças a D-us. Através do estudo da Torá, temos aprendido aqui na comunidade, Retidão Noetica, a possuir a tranquilidade espiritual, aprendendo a reinterpretar a nossa realidade a cada dia. Baruch Hashem!

    Desde a queda de Adão, Rav explica que a mente humana vivi um estado de busca constante pelo Eden. As camaras que abrem é fecham são todas do Gan Éden, que a mente busca impensavelmente encontrar e se ligar ao lado racional, metaforicamente, o comer do fruto do conhecimento do bem e do mal. Sendo que o lado intuitivo, busca a arvore da vida, a ligação com Hashem. Esses dois lados, vivi hoje essa separação, o lado esquerdo do cérebro rege a nossa realidade, embora é lado intuitivo, que é o segredo da plenitude duradoura da vida.

    Essa plenitude da vida, só é possível através da retificação da mente, vivendo uma vida de purificação, reta, sem qual, é impossível alcançar níveis elevados de consciência. Embora possamos tropeçar na escuridão deste mundo e na turbulência que aqui existe, ainda sim, podemos trazer a Luz infinita de D-us e assim retificar o nosso caráter, se D-us quiser.
    Uma questão importante, antes de concluir o meu entendimento da parashá, é que precisamos aprender a desenvolver a habilidade de superar os desequilíbrios de nossa vida, reagindo sempre de forma otimista e não pessimista. Os “testes” sempre viram, e os problemas podem até serem os mesmos, mas a forma de reagir a eles deve ser diferente, e isso dependerá da nossa escolha, certamente. A Torá nos revela algo muito profundo, e que sempre quando leio fico bastante introspectiva e sensível. A Torá no diz: “Coloquei diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição… Portanto, escolha a vida!”. (Devarim 30:19). A capacidade de desenvolvermos essa habilidade é derivada da imersão no estudo da Torá, é aqui que preenchemos ativamente o vazio em nossa mente, conseguindo retificar qualquer desequilíbrio existente. E através de pensamentos positivos de Torá, conseguimos sobrepujar qualquer dificuldade, sabendo que elas são apenas degraus para ascender níveis mais elevados.

    Rav gostaria de agradecer profundamente por todos esses conceitos tão profundos e que traz grandes revelações em nossa vida. É uma aula muito extensa e completa, dentro do que me foi permitido entender e expressar, aqui escrevi. Essa semana meio a grande turbulência,vivenciei um pouco o cenário de Yossef, mas claro, de acordo com meu nível. Rav Obrigada! D-us abençoe.

    Tudo de bom
    Raquel

  2. Shalom Rabino e amigos do Beit Arizal
    Peço ao Sr Rabino permissão para publicar este comentário.

    O poço como consciência e o que há no interior do poço são os conteúdos desta consciência.
    O poço vazio é a consciência sem Torá, pois a água é a Torá.
    E um poço sem água não fica vazio, pois nele circulam cobras, escorpiões e outras pragas
    São os pensamentos estranhos. É dizer: a mente que não se ocupa de Torá se ocupa do avodath Zara e está cheio de estranhos.
    O povo santo herdou do trabalho dos patriarcas uma mente equilibrada, cuja ligação com a Torá é como que espontânea. Uma tendência natural.
    Nos, os noéticos, provenientes que somos das nações, temos a mente cindida, que facilmente se desvia dos caminhos da Torá.
    Para nós, encher o poço de água demanda esforço continuo. É preciso insistir. Forçar a mente a focar estritamente na Tora, de modo continuo, sem tréguas.
    Lembro aqui o Rei Davi, que buscando escapar da morte, mantinha os olhos na Tora durante todo o shabat, sem dela desviar em nenhum instante.
    E se vermos a morte de forma a simbolizar a queda de consciência, nós, bney Noach, precisamos emular Davi e manter nossa mente na Torá, no shabat e em todos os dias.
    Por isso não nós é dado descanso. Por isso, não praticamos shabat.
    E como isso é difícil!!!! É preciso um trabalho hercúleo, pois uma simples distração nos arrasta para fora e nos lança em qualquer um dos castelos da idolatria.
    Estar no mundo, numa sociedade idólatra, cercado por toda uma cultura idólatra, pessoas idólatras, ações idólatras, trabalhos idólatras, costumes idólatras, enfim, idolatria em todas as dimensões, de sorte que a cada ida ao mundo é uma abertura em que a idolatria nos avizinha e esvai a água de nossos poços.
    Termino a leitura da Tora, por exemplo, e o telefone toca. Um ZAP, uma piada, um meme que reflete idolatria. E até que minha mente objetiva capte e perceba a idolatria, o pensamento idólatra já se insinuou e a água do poço se esvaiu.
    Imagine todas as nossas atividades do dia a dia, nossos empregos, nossas famílias idólatras, etc, etc, etc.
    Como encher o poço de água? É preciso muita força. E preciso cerrar olhos e ouvidos, tato olfato e a própria fala para não permitir o esvair das águas de Torá.
    É difícil. Muito difícil. Alguns diriam mesmo impossível
    Mas tudo são testes e aquele que sucumbe às cobras e escorpiões deve ver ali a providência divina concedendo oportunidades de retificações.
    Que Hashem nos guarde e contemple com água de Torá nossos esforços.

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