REÊ 1 & 2

AULA 1

PALAVRAS CHAVES: Uma aula da parashá Reê inspirada nos pensamentos do “Rébe de Peasêtzna” (Rabi Kalônymus Kálman Shapíra zt”l – 1889‑1943). No Gueto de Varsóvia, o Rébe foi uma constante fonte de inspiração, encorajamento e esperança para os Judeus que lá estavam. Depois da destruição do Gueto em 1943, o R’ Shapira foi levado ao Campo de Concentração de Trevaniki, perto de Lublín. Prisioneiros que ficavam completamente exaustos eram então enviados para Treblinka. R’ Shapira passou seus últimos meses em Treblinka, onde ele foi assassinado pelos Nazistas yemách shemó (que seus nomes sejam apagados) em 4 de MarChesvan (1943). Seus escritos são repletos de profundos insights para a alma Judia. Ele foi um verdadeiro “médico da alma”. Ao Rébe de Peasêtzna foi oferecida uma fuga dos horrores do Holocausto, o que teria permitido a ele reconstruir sua comunidade em um local seguro. No entanto, ele optou por ficar com seus alunos e seguidores no barco afundando do Judaísmo Polonês, e ir em chamas com eles todos – o sacrifício final de um Rébe por seus chassídim.

 

AULA 2

PALAVRAS CHAVES: Não existem obstáculos para a teshuvá, retificação das midót (“atributos/caráter”), medo de mudanças, desafios do ego, a teshuvá subjuga as forças interiores do homem que o mantém distante de D-us, não fazer teshuvá significa rebeldia a D-us, a falta de limpeza da teshuvá implica em “manchas” na alma, as manchas “contribuem” para os atos negativos, animal com forma humana, mudança de consciência através da teshuvá, ligação com as verdades eternas, responsabilidade espiritual, retificação da origem dos poderes da alma, fluxo de luz através das mitsvót, ordem de descida das bênçãos, retificações interiores e exteriores, estudo da Torá retifica a mente, a tefilá (“oração”) para Hashem traz luz para o mundo, atrasos na vinda do Mashiach, liberação da kedusha (“santidade”) presa na klipá, dificuldades da teshuvá. A aula é baseada no livro do Rabino Avraham Chachamovits, “A Bondade para Avraham”, página 432.

tzedakah

4 pensamentos sobre “REÊ 1 & 2

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Nesta aula pontos essenciais para iniciar e melhorar o desenvolvimento espiritual são abordados. Creio que uma aula dessas deve sempre ser ouvida e reouvida assim como todas as outras do senhor. Para se ligar a D-us não existe outro jeito senão pelas ações físicas, pois só o pensamento e a fala não são suficientes e nem a base, além de não impactarem diretamente a realidade. Mas como o Rabi Kalônymus explica, as ações devem ser precedidas e acompanhadas sempre de introspecção, pois sempre estão sujeitas a erro, altos e baixos são naturais do desenvolvimento espiritual. Então é importante sempre refletir se nossas boas ações são de fato provenientes de uma intenção correta ou apenas boas ações de ocasião, e logo que a situação favorável às tais boas ações sumirem as boas ações também sumirão.

    Mas como sempre ensinado pelo senhor, onde seus pensamentos estão ali a pessoa se encontra, a médio e longo prazo não bastam as boas ações, cumprir mitsvót e estudar torá, pois se forem feitos de maneira fria e sem alegria, como o rebe ensina, a alma irá buscar sensações emocionais em outro lugar mesmo que sensações destrutivas. Por isto entendo eu agora, que quando recitamos o Shemá D-us ordena que amemos Ele com todo nosso coração, toda nossa alma e todo nosso poder, isto é, com todas nossas emoções, todo o intelecto e com todas as nossas ações e a própria vida. Por isto é uma ilusão achar que se pode aproximar de D-us e permanecer conectado com más práticas, maus pensamentos e ações desalinhadas.

    Como é difícil mudar muito rapidamente o interior, ao contrário do exterior, a forma mais prática de averiguar se estamos evoluindo ou realmente bem intencionados é através das resoluções, que de maneira diferente das aspirações vagas, possuem um plano definido de ação com prazos e metas, além de serem um meio possível de se averiguar o processo. Como o senhor sempre ensina a fé não são as filosofias ou sentimentos que alguém nutre por algo , mas sim um comportamento constante e imutável ao longo do tempo, imutável em essência mas mutável no sentido de sempre se estar aperfeiçoando. Se alguém não toma resoluções e não muda é sinal de que na verdade o eu interior da pessoa não quer mudar, pois não existe um agente externo que tome a decisão pela pessoa.

    Como ensinado na aula as vezes uma queda faz parte do próprio crescimento, já que quem busca a espiritualidade sempre vai encontrar barreiras externas e internas, mas este crescimento lento e gradual só pode ser percebido a médio e longo prazo, e não se deve contar em pecar e cair para depois subir, pois a pessoa só tem noção de que alguma falha serviu de posterior elevação a posteriori, nunca de antemão.

    Resumindo a ideia central eu compreendi que o que D-us quer é a auto anulação do ser humano, pois ele pode usar o mundo em seu benefício, para se sustentar, criar família e ter prazer, mas isto tudo só terá sentido e será correto se feito em nome de D-us e com as intenções e formas corretas, portanto não se deve desprezar o mundo físico e sim usá-lo da maneira correta através do controle do corpo pela alma, esta é a forma judaica de se assemelhar ao Criador. O problema é que a kelipá hoje em dia está tão forte que leva muito tempo para começar a sentir de maneira mais real D-us e muitos caem neste desafio, mas como escrito ” o justo cai e se levanta sete vezes” e o importante é nunca desistir.

    Desejo ao senhor saúde e felicidades.

    Shabat Shalom, Moshe

  2. Shalom Rabino Avraham,

    Nesta aula tão reveladora, assim como a aula 1, é detalhado o porquê de se fazer teshuvá e os detalhes envolvidos. A questão de se aproximar ou não de D-us ao contrário do que se poderia pensar não influencia a vida do ser humano apenas no âmbito da sinagoga, mas como o homem é uma alma tendo uma experiencia física, pois a mente/consciência opera no nível espiritual, e o homem é a mente, então tudo que se refere a alma tem importância essencial.

    O processo de teshuvá de acordo com a Cabalá, tão detalhadamente descrito nesta aula, é responsável por restaurar o status mental e emocional como deveria ser, iluminado e sensível a D-us. A luz de D-us que “desce” através dos mundos para banhar a humanidade e o mundo físico deseja ser recebida pelo homem, mas para que isto ocorra ações físicas são necessárias, diferentemente de dimensões mais elevadas onde apenas o pensamento e as intenções operam. Estas ações jamais poderiam ser deduzidas pelo ser humano, precisando por isto serem reveladas. Ao cumprir as mitsvót é possível ser um recipiente para as bençãos de D-us, que no contexto da teshuvá têm como função a retificação das emoções. O estudo da Torá retifica a mente e as orações possibilitam pedir diretamente a D-us por ajuda numa comunicação direta.

    Ao não se empenhar na ligação com o Criador a vida torna-se desiluminada, e tudo parece caótico, mesmo que na sociedade a pessoa seja eficiente aparentemente. Mas todas as ações de uma pessoa deste tipo são desconectadas e não atingem o nível mais verdadeiro da realidade, o qual não é aquele relacionado a sobrevivência física e os prazeres pois não existe motivo nenhum para que o ser humano exista, a menos que D-us assim desejou. Então mesmo “eficiente”, esta pessoa estará sempre aquém do seu verdadeiro potencial e com uma sensação de escuridão, mesmo que em nível subconsciente, como detalhado no livro “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo.” a respeito da ausência de daát e suas manifestações físicas.

    E se a função deste mundo é justamente a ocultação da Origem de tudo, é natural que tentar uma reaproximação com a Origem seja difícil e encontre todo tipo de obstáculo. Obstáculos interiores e exteriores, pois como explicado sobre a nona praga da escuridão, quando diante da Luz alguém que não é retificado a percebe como escuridão, e tende a se afastar. Por isto que cada judeu e não judeu que não busca se aproximar de D-us atrasa a redenção, pois a redenção do mundo depende da redenção individual de cada indivíduo e sua consequente libertação das kelipót que obstaculizam a luz de D-us.

    Como ensinado na aula, o que está ao nosso alcance é melhorar os aspectos emocionais de personalidade e os aspectos mentais intelectuais, as ferramentas que cada um têm não mudam, habilidades inatas, mas devem ser usadas para se obterem estas melhoras, que na verdade são aspectos da própria alma, logo se estará melhorando a essência verdadeira do ser, a qual é eterna.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor e a família.

    Kol Tov, Moshe

  3. Shalom Rabino Avraham,

    Gostaria de expressar algumas linhas sobre esta aula: Reê 1

    Regras pessoais para o crescimento espiritual (parte 1):
    Conforme explicado, pelo senhor compreendo que são regras possíveis em sua plenitude apenas ao judeus, como noético concluo que espontaneamente acabei me enquadrando a uma disciplina de horários e compromissos, onde busco direcioná-los de forma a favorecer o espiritual. Compreendo que as circunstâncias não são como esperamos, e Hashem surpreende com tarefas a serem cumpridas que muitas vezes penso que não serei capaz de cumprir. Então é preciso impor limites a todo instante, pois o tempo é curto e precioso, tento tomar proveito ao máximo possível deste tempo, direcionando todos os afazeres com pensamentos em Hashem. Aos poucos consigo perceber as coisas desnecessárias e onde erro mais, e assim vou eliminando algumas pré ocupações indevidas, Graças a D-us.

    Regras pessoais para o crescimento espiritual (parte 2):
    O Mestre explica que se mesmo assim não conseguirmos perceber algum progresso, devemos ao menos tentar ilustrar em nossa mente, o estado elevado que o Criador deseja para nós. Admitindo ser um tolo ansiando ser sábio. Aceitando que não basta só pensar e imaginar como seria, mas, ser honesto indo além, indo a um passo adiante para que possamos “… ver com os olhos da mente…”.

    Aproveito a oportunidade para comentar sobre algum grau desta visão que Hashem nos proporcionou recentemente. Digo a respeito da escolha que fizemos, em amadurecer a idéia e trazer para o plano da açãoa realização do projeto da Comunidade Retidão Noética física. E reforço no sentido em que o Rabino nos proporciona nesta aula, de que para nós será o caminho de ficarmos mais próximo de D-us (mesmo sabendo que necessitamos trabalhar muito ainda internamente e externamente com as adversidades, mas que ao mesmo tempo estaremos combatendo o “comodismo” de um caminho de maldições). Temos a obrigação de crescer, diz o Mestre. Ficar parado sem sair do “papel”, só desejando que um dia isto aconteça não é o suficiente, é preciso nos esforçar/investir com participações intensas e ir além. Compreendo a necessidade do exercício de honestidade e encarar as possibilidades de crescimento que nos são apresentadas, ensina o Mestre, e só então aprenderemos a “ver com os olhos da mente… ver e poder se ligar a este caminho de Bênçãos…”, para que sejamos sócios do B’nei Israel, e assim contribuir para o apressar da vinda de Mashiach, se D-us quiser, que seja logo, amém.

    Agradeço ao Rabino Avraham por nos permitir esta visão além da parede em que nos encontramos, impelindo-nos a não estagnar, e a tentar ir sempre além de nossas capacidades.

    Obrigado por tudo Mestre.
    Edson Bertoldo.

  4. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar o shiur 1 com a ajuda dos Céus.

    O Mestre traz as riquíssimas lições do Rebe de Piazêtzna que viveu e morreu pela causa da Torá e por amor aos seus alunos:

    “A necessidade por estimulo”. Entendo que hoje mais do que nunca as pessoas são bombardeadas por estímulos que elas recebem por influência das preocupações materialistas, das distrações que elas vivenciam através da televisão e Internet, dos desejos não retificados do corpo, etc. Por isso entendo que é fundamental fazer o serviço à D-us com a devida emoção e evitar os estímulos negativos.

    “É preciso ter um eu individual que escolhe”. Entendo que preciso ter esse eu individual forte e bem alimentado com Torá em meu interior, distinto de todas as minhas defiencias, capaz de decidir pelo que é correto sem hesitações mesmo quando o errado parece tão forte e sedutor, que D-us me ajude. Assim preciso aprender a inverter a polaridade moral dos meus atos negativos, pois uma pessoa que vive sem Torá consegue no máximo escolher entre diferentes graus do mal, ela não é livre de verdade ainda que se considere livre ( como é ensinado no shiur 1 de : https://beitarizal.org.br/2013/04/14/nitsavim-1-2/)

    “É um desejo ou uma resolução?” Não adianta desejar com boas intenções por algo mais elevado, é preciso trabalhar árdua e honestamente para ser melhor do que sou. Lembro do verso do Provérbios 13:4 que diz “A alma do preguiçoso deseja mas nada tem”. Preciso romper com toda indolência, que D-us permita.

    Como é ensinado no shiur, se a pessoa não cria sua própria metodologia para se elevar é sinal que ela não está engajada na luta espiritual como deveria e portanto fica cega para ver seus pontos fracos e fortes, que D-us não permita. Uma coisa que percebi é que quanto mais tarde eu acordo meus pensamentos ficam mais vulneráveis ao mal, assim tenho que ter como regra o acordar mais cedo. Que D-us me ajude a criar mais métodos para superar minhas fraquezas. Agradeço à D-us e ao Mestre Avraham por estas lições tão preciosas. Tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Emerson

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