Um pensamento sobre “ETS CHAYIM 6

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Muitas vezes sabemos o certo a se fazer na vida, ou de repente percebemos qual é o certo, mas daí a fazer é uma distância enorme. Acho que essa sequência de aulas e essa em especial elucida a questão, pois o insight inicial sobre qualquer dúvida ou assunto, que muitas vezes começa inconscientemente refere-se à Chochmá. Mas muitas vezes não sabemos como lidar com essas intuições intelectuais e leva tempo até extrair informações mais concretas e ir decodificando o caminho, o que seria pelo que entendi da aula um assunto de Biná. A um único lampejo de Chochmá muitas racionalizações de Biná são necessárias para que esse lampejo seja inteligível e aproveitado de forma concreta e duradoura.

    A analogia para Chochmá e Biná usada na aula sendo equivalentes a semente e o fruto respectivamente, me lembra também o processo de pensamento fala e ação, pois um pensamento, precisa de várias palavras para ser expresso que por sua vez precisa de muito mais ações para se tornar algo real. Tenho a sensação que as vezes os insights apenas são como se uma venda fosse tirada dos olhos, que possibilita enxergar o que antes estava diante dos olhos mas não enxergávamos, pois a alma humana é uma parte de D-us, sendo um microcosmo e contendo toda a sabedoria existente.

    Percebo que sabemos coisas importantes intuitivamente ou aprendemos em uma aula como essa, mas colocar no papel e escrutinizar é difícil, pois requer esforço e concentração, mas é a parte do processo mental mais humana. Acho que o esforço de ter uma iluminação é mais relativo a forma como se leva a vida, e o esforço de dissecar o assunto é mais intelectual, analítico e depende portanto mais da inteligência da pessoa. A Cabalá talvez esteja mais relacionada com a recepção desses lampejos, e relacionada com Chessed, que é a bondade de D-us em revelar esses assuntos para os indivíduos que merecem tal revelação. Já o Talmud com suas várias idéias conflitantes as vezes, mas provenientes da mesma raíz está ligado com Guevurá, que é traduz na forma de leis todos os lampejos de forma justa de rigorosa.

    Como o senhor sempre enfatiza e nessa aula em particular, tudo isso serve como equipamento para que possamos servir a D-us, assim como as duas asas servem para um pássaro voar, sendo necessário portanto os dois componentes de Chesséd e Guevurá relacionados a Chochmá e Biná respectivamente. O amor à D-us é inato e para ser despertado basta que se abra uma pequena fresta no coração, apenas um momento de iluminação é necessário para que isso ocorra. Já o temor à D-us, sendo uma reverência, menos que medo e mais que respeito, uma forte impressão de espanto que vai sendo compreendida intelectualmente, é um processo de Biná.

    Ambos são necessários, pois se só tivermos amor por D-us poderíamos querer traduzir esse amor do jeito que quiséssemos, e muitas vezes até de forma contrária a própria vontade divina. Por outro lado se só tivermos temor poderíamos ter respeito à D-us mas nos manteríamos distantes Dele.

    Desejo saúde e felicidade ao senhor.

    Shabat Shalom, Moshe

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