Um pensamento sobre “ETS CHAYIM 5

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Sobre essa aula tão elucidativa a respeito da natureza humana muito poderia ser dito, mas a essência no meu ver é o fato de trazer uma explicação no que se refere ao homem ter sido criado a imagem e semelhança de D-us, pois a forma como D-us interage com com mundo, isto é, através das sefirót, têm sua contrapartida na alma humana vide os poderes da alma. Além disso e por isso o homem é chamado de pequeno mundo ou microcosmo. Estudando sobre nosso eu espiritual podemos aprender muito sobre D-us.

    O objetivo último de se estudar esses assuntos e por isso o senhor os revela de maneira tão didática e inspirada é a retificação do homem, e como ensinado em outras aulas retificação é sinônimo de equilíbrio que por sua vez significa forças opostas operando juntas e com inter-inclusão. Em um mundo caótico cada força trabalha unicamente querendo se expressar ao máximo sem levar em conta as demais, como eram as sefirót no mundo de tohu e ensinado na aula Etz Chayim 3. Analogamente uma pessoa equilibrada não apresenta uma mente compartimentada, em que os lados opostos não se comunicam e completam gerando comportamentos contraditórios e egoístas.

    O conflito básico entre razão e emoção que sempre existiu na humanidade é esclarecido nesta aula, pois ao contrário do que o senso comum crê que as emoções devem ser totalmente livres, pela Torá equilíbrio significa as faculdades intelectuais da alma guiarem e emularem as emoções. Sentirmos e depois racionalizarmos é o caminho espontâneo de todos nós e não requer esforço, e portando tende a levar a mente e o mundo a um estado de maior desordem, portando contrário ao desejo de D-us que revelou a Torá.

    O exemplo usado na aula para ilustrar as faculdades intelectuais foi perfeito e dá noção mais concreta do que elas são, pois a semente de uma árvore contém toda a informação necessária para gerar todos os galhos, folhas e frutos. A semente então corresponde ao insight de Chochmá, koah má, ” o poder do que?”. Biná é a compreensão analítica , derivação de leis e regras particulares e gerais, portando corresponde aos galhos, folhas e fruto. E por fim eu interpretei, não sei se corretamente, Dáat como sendo o ato de comer o fruto e portando ter uma experiência real com o principal produto gerado pela semente.

    Por fim o rabino Avraham elucida a questão que muitos interpretam errado quando dizem privilegiar a “intuição” ao invés da lógica. Pois em geral eu acho que a maioria das pessoas que dizem assim na verdade estão entendendo o conceito de intuição diferente do ensinado nesta aula, e sim estão se referindo as emoções em detrimento da razão. A intuição aqui conforme ensinado na Cabalá pelo rabino Avraham é uma das faculdades intelectuais, acho que Chochmá, o insight inicial. E portando que tem uma Chochmá desenvolvida não precisa analisar toda e qualquer coisa analiticamente, consequentemente sendo muito mais rápido e sendo muitas vezes mais correto que a lógica, principalmente no que se refere a assuntos espirituais.

    Desejo ao senhor muita saúde e felicidades.

    Shabat Shalom, Moshe

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