TSAV

PALAVRAS CHAVES: Corbanót (“oferendas”) no Templo, Tikún (“retificação”) dos pensamentos errados através do corbán de olah (“elevação”), Kavaná (“intenção”) e a possível desqualificação das oferendas, ascensão espiritual pelo tikún da mente, o grande nível espiritual das gerações anteriores, sefirá de Malchút e a Shechiná (“Presença Divina”), o exílio da Shechiná, o grau espiritual de Z’eir Anpin (Z. A.), a união deste de Malchút com Z.A., Malchút e a Knessét Israel (“Comunidade Judaica”), fluxo de bênçãos, Malchút e o aspecto feminino do “recebimento”, a linguagem poética do Zohar e a facilidade de se perder nela, a sefirá de Binah/o mundo vindouro, a coluna da esquerda sefirótica é o aspecto feminino: que recebe luz, binah é compreensão e “foco no futuro”, olám habá (“mundo vindouro”) e binah, alegria através da remoção das dúvidas e da compreensão da Sabedoria Divina, alegria espiritual da Torá e a iluminação, as kavaná (“intenção”) e as elevações espirituais, Zót HaTorá (“Esta é a Lei”) é a união dos aspectos masculino/Torá Escrito e feminino/Torá Oral, o “lado do Norte”/Guevurá, a “porção” para o lado negativo (mayim acharoyim), o despertar de Guevurá, mayin nukvim (“águas femininas”) e mayin nuchrim (“águas masculinas”), ações em baixo geram repostas espirituais em cima, o fogo na forma de leão e a aceitação dos sacrifícios no Templo, processos espirituais, a razão que as pessoas estranham a linguagem espiritual: a falta de conexão e hábito espiritual.

tzedakah

Um pensamento sobre “TSAV

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Esta aula sobre a parashá Tsav é única e muito inspiradora, pois mostra com um grau de detalhamento e clareza muito grandes toda a engenharia espiritual por detrás de um ato físico, no caso um sacrifício no Templo. Como o senhor já explicou, o mal começa no pensamento e é no pensamento que deve ser retificado, pois retifica o problema na raiz.

    Para a grande maioria das pessoas os procedimentos de sacrifícios no Templo são frequentemente mal interpretados ou criticados, já que é muito difícil para alguém que não estuda Torá e não vive de acordo com as halachot entender estas questões, que são das mais complexas do judaísmo. O nível mental das pessoas na época dos Templos deveria ser bem mais alto que o da nossa geração, pois se fosse hoje teríamos que realizar os sacrifícios de elevação a quase todo instante. Atualmente o procedimento equivalente compreende as orações e o estudo da Torá, em especial das partes que explicam estes procedimentos retificadores, não a toa devemos estudar e rezar tantas horas e vezes por dia, já que os pensamentos errados abundam a quase todo momento.

    Como o senhor explicou na aula, muito foi resumido e o assunto é muito mais complexo, mas já é possível ter uma noção básica do mecanismo envolvido. A nossa realidade na linguagem mística é referida em geral como Malchut, sempre denotando dependência e recepção, porém tendo uma expressão aparentemente própria. Pude compreender que quando realizamos uma ação embaixo eliciamos outra em cima que por sua vez desperta uma reação embaixo e pode resultar em expressão física. E imagino que este é um princípio geral de todas as coisas, pois cada ação embaixo reflete-se em uma ação em cima e vice-versa. Se realizamos um ato de bondade, uma mitsvá, um estudo de Torá ou oração com a intenção apropriada, esta realidade que chamamos de Malchut conecta-se com a fonte superior doadora (Z’eir Anpin) e isso resulta no fluxo de benção, neste caso Malchut é referida como Congregação de Israel. Hoje em dia estamos numa fase em que o povo judeu está em situação de exílio e diz-se que a Sechiná está exilada, pois Shechiná é o termo para Malchut desconectada de sua fonte.

    A aula mostra também como a Cabalá é uma linguagem codificada, que necessita de um mestre para ser aprendida e recebida, e não a toa faz parte da Torá oral, a qual representa o aspecto feminino da Torá como um todo. O poder da Cabalá em explicar os segredos da Torá escrita é muito grande, e este estudo se faz necessário hoje em dia mais do que nunca, pois todo o povo judeu e a humanidade precisam reconectar-se com a fonte de cima e acelerar a vinda do Mashiach, o que em outras palavras equivale a dizer que cada pessoa deve procurar sair do seu exílio pessoal, e então todo o povo sairá do exílio, e Malchut será referida novamente como Knessét Israel.

    A linguagem da Torá quando inicia-se o versículo, que citará o sacrifício de Oláh, é Zot haTorá, e como explicado pelo rabino Avraham, o Rabi Shimon Bar Yochai ensina que este é o segredo do masculino e feminino juntos, pois sempre será necessário um aspecto ativo e outro passivo para que a ação tenha tudo o que é requerido e seja possível atingir um ápice refletido em bençãos e maior revelação de D-us. Mas o mundo, grande parte dele, parece querer ir contra este princípio do masculino e feminino, e aqui no mundo físico como espelho do espiritual também existem o masculino e feminino, que são o homem e a mulher que juntos podem materializar uma benção na forma de um filho. Fica claro como esses movimentos ditos “progressistas” lutam frontalmente, conscientemente ou não, contra leis espirituais básicas, e resultam em degeneração.

    O lado do mal também suga uma parte da santidade envolvida em um ato sagrado, e isto eu não esperava, pois se o ato foi feito de acordo com a halachá e com a intenção correta porque a sitra achorá haveria de beneficiar-se? Mas o fato é que este ensinamento místico também explica muito do motivo de certas halachót aparentemente inofensivas, como é o caso de mayim acharonim após comer o pão, e a água jogada perto da cama antes das relações maritais, ou jogar um pouco da bebida fora antes de bebê-la.

    Penso que o benefício principal desta aula reside em fornecer as informações necessárias para uma substancial melhoria na qualidade dos pensamentos, falas e ações em geral, principalmente hoje em dia, quando o sacrifício que ofertamos são nossas preces, estudos e ações, e o que devemos queimar no fogo é o instinto negativo. Assim também, cada ação, fala ou pensamento errado refletir-se-á em cima e depois aqui embaixo, sob a forma de severidades.

    No livro “Cuidado sua Alma pode estar em perigo!” é ensinado sobre a vital questão de sobrepujar as dificuldades, e agir corretamente para assim permitir que o poder de Daát seja ativado e a pessoa torne-se sensível aos assuntos espirituais. Sem autorretificação a luz proveniente de Chochmá não se difunde e o que passa a prevalecer é o aspecto puramente racional de Binah, no caso racional degenerado. Pois como ensinado nesta aula, Binah corresponde a um poder intelectual feminino, e que portando precisa se fecundado pela luz de Chochmá, e desta união de masculino e feminino um fruto abençoada nasce, que é o entendimento de Daát e suas respectivas emoções retificadas. O esforço em compreender a Sabedoria Superior, as chamadas batalhas da Torá, propiciam uma alegria verdadeira e são a chave para a expansão da consciência, isto é, para a iluminação, por isso que sem alegria não existia profecia.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor e a toda a família.

    Chag Sameach, Moshe

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