CHUKAT

PALAVRAS CHAVES:  a parah adumah/vaca vermelha, ahavat israel/amor ao próximo, queda de consciência, morte, cinco letras de terminação em Hebraico, guevurót, estados de severidade, 50 portais de Binah, remoção de impurezas, adoçamento/mitúk hadínin.

tzedakah

4 pensamentos sobre “CHUKAT

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Maravilhosa a aula sobre a parashá Chukát, pois desvenda segredos que apenas estudando o Chumash jamais seriam descobertos, mostra também como tudo está relacionado na Torá, desde as letras com que os termos são escritos até a relação entre ações diversas para um determinado fim.

    Entendo a partir desta aula que a única forma de adoçar o mal intrínseco a natureza humana e a vida neste mundo, em que a luz é tão ocultada, é através da Torá, pois se tratando de assuntos relativos a natureza essencial das coisas apenas através de uma revelação, como foi no Monte Sinai, teríamos acesso a uma forma de vida que faça sentido e seja intrinsecamente relevante. Por isto talvez por estar tão acima da razão humana este dogma da Torá tem uma natureza tão elevada e possui a capacidade de realizar tão extraordinário feito, que é o de transformar alguém impuro em puro, a mesma coisa ocorre nos diversos mandamentos da Torá, mas este é único em vários sentidos.

    Poderíamos ser levados a pensar que sacrificar uma vaca vermelha e dá-la de comer aos pobres na época do Templo, seria algo muito bom, nada mais distante da verdade, pois mesmo a intenção sendo boa, um ser vivo como este que possui uma natureza tão peculiar e ligada ao atributo de severidade por isso mesmo tem que ser usado de uma maneira muito restrita/limitada, para que não se degenere. A razão humana não é o parâmetro para estabelecer o que é moral.

    Como ensinado a mente racional faz julgamentos e divide os assuntos e a realidade, tornando-os compreensíveis, mas quando esta capacidade de forma doentia passa a dominar todo o séchel, a pessoa perde a capacidade intuitiva de perceber as coisas, em especial o divino, por isso é ensinado na aula que da mente partem os julgamentos e portanto as restrições. Mas não compreendi o fato de biná ocorrer no nível de neshamá, pois nem todo mundo possui este grau da alma, mas todo mundo é capaz de intelectualizar as coisas, o fato é que a própria palavra neshamá faz alusão a isto ao se decompor em nun mais shamá.

    Compreendi que o processo de retificação das guevurót é idealmente feito na raiz, isto é na mente, sendo melhor que feito no nível emocional. No caso da vaca vermelha este adoçamento se faz pelo processo de abate ritual, queima da carne e transformação de cinzas, e quando isto ocorre os cinco estados de severidade ligados à vaca (par) transformam-se na origem única de todas as coisas (alef mais par). Tudo na Torá visa nos dar ferramentas para vivermos e interagirmos com o meio que nos cerca de forma moralmente correta, acima das questões relativas à sobrevivência física e legalidades jurídicas, as quais são insuficientes para justificar a própria vida, são as regras espirituais que são o fim e não meio. A interação com o mundo é inevitável e até desejada, mas tudo tem o jeito certo para que o fluxão espiritual inerente a todas as coisas não se perca e degenere, inclusive o da própria pessoa que faz as ações.

    Muito importante a menção na aula que ao estudarmos todos os mandamentos da Torá prescritos, mesmo que impossíveis hoje em dia de serem realizados na prática, estamos de alguma forma nos conectando com o poder e efeito espiritual desta tecnologia em questão, imagino que estudar bastante sobre a vaca vermelha e seus detalhes assim como outros assuntos relativos a pureza e impureza devam fazer muito bem à alma de todo judeu, ajudando na auto purificação, retificação do intelecto e das emoções, ainda bem que existe esta possibilidade.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Kol Tov, Moshe

  2. Shalom rabino Avraham, e leitores deste manancial de conhecimento legitimo de Torá.

    Nesta aula reflito sobre este ponto “um ápice de um dogma, significa que esse nós não temos como entender, porque é apenas um decreto, um estatuto que D-us ordenou e ponto final”. Então busco compreender quão delicado é para o povo santo viver de acordo com As Leis dEle, onde muito não pode ser compreendido de fato, então o desenvolvimento de Fé perfeita é um busca constante seguida de muitos testes.

    Busco entender sobre a parah adumah, que todo processo é realizado para que o amor ao próximo seja exercido em seu clímax, e aqui compreendo que vivenciamos este exemplo revelado em nossos dias quando um mestre legitimo de Torá, vem até este nível (nível das nações), descende a nossa altura para auxiliar as pessoas que aqui se encontram, trazendo (como nesta aula), onde diante de tamanha complexidade nos são colocado exemplos metafóricos com o intuito de melhor transmitir os segredos contidos em cada letra da Torá, que formam infinitos mundos para que através da possível compreensão o mundo se torne melhor ao despertar amor e temor em cada ato do homem.

    Rezo para que o Criador seja cada dia mais abundante em Misericórdia para com os Justos do Bnei Israel que são os “pilares” que sustentam este mundo através das bênçãos dispensadas por Hashem, pela causa dos céus exercida por eles cada instante neste plano Divino.

    Obrigado por tudo rabino Avraham, o senhor ilumina todos que aqui participam.

    Edson Bertoldo

  3. Shalom caro Rabino Avraham e amigos estudantes do Beit Arizal,

    Peço a licença de todos para expressar um breve e limitado entendimento sobre o presente shiur:

    Neste shiur tão profundo e místico busco me sensibilizar sobre a importância de não sofrer uma queda de consciência, que é explicado como sendo um estado de morte espiritual, por isso entendo que preciso estar muito atento quanto as oscilações de consciência que sofro no dia a dia, buscando evitar pensamentos e emoções negativas através do estudo de Torá, pensamentos mais elevados e práticas retas e dignas, que D-us permita.

    Na mitsvá da vaca vermelha também existe o assunto do fogo que transformava a vaca em cinzas, e o fogo aqui representa o entusiasmo. Existe tanto o entusiasmo contra o mal como o entusiasmo pelo bem, sendo este último algo mais elevado como explica o Rabino Avraham, e assim entendo que todo o esforço mental e emocional para sempre alimentar o entusiasmo pelo bem da Torá é fundamental para que minhas ações sejam cada vez mais elevadas, que D-us permita. Shalom e tudo de bom á todos.

    Respeitosamente, Emerson

  4. Shalom Rabi Avraham. Peço permissão para tecer um breve comentário sobre esta aula.

    Nesta Parashá aprendemos sobre o sacrifício da Pará Adumá, vaca vermelha, que era um sacrifício nos tempos bíblicos para purificação de uma pessoa que se contaminasse com a morte, quer seja tendo contato com um corpo de alguém que tivesse morrido, quer seja contato com alguma parte do corpo, como um osso, etc. Este era um procedimento de maior nível dogmático da Torá e de grande profundidade mística, o qual, em meu humilde entendimento não tenho grau para compreender um assunto tão profundo, mas graças a bondade e generosidade de nosso Mestre, pudemos compreender segundo nossa porção, alguns pontos desse estudo muito importante, B’H.

    Humildemente aprendo o quão importante é o estudo da Torá com um Mestre Justo e o Temor a D-us, pois somente assim, podemos avançar e não regredir nosso caminho em direção ao alto se D-us quiser, retirando as impurezas da mente e do coração, agindo segundo A Vontade de D-us, sempre aumentando a Consciência Divina nesse processo de voltar à vida e sair dos estados de morte espiritual.

    Agradeço ao Rabino Avraham pela bondade e generosidade em proporcionar ensinamentos preciosos que nos ajudam na caminhada da retidão.

    Tudo de bom.
    Robson Cleber Garcia da Silva

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