Um pensamento sobre “VAYIGASH 5772

  1. Shalom rabino Avraham e amigos da comunidade noética,

    Solicito permissão para expor algumas breves notas sobre o shiur VAYIGASH 5772 publicado em vídeo: https://beitarizal.org.br/2013/03/07/vayigash-5772/

    Nessa aula, novamente, somos admoestados a compreender que há um uso inapropriado, uma verdadeira apropriação indébita de um conjunto de informações referente a parte íntima da Torá. O uso observável é fruto de arrogância, de vidas não alinhadas, falta de prática (reta), arrogância que, infelizmente, só nutre o outro lado.

    Contudo, pela graça Divina, foi enviado um mestre que ensina a seus alunos uma visão original (nos dois sentidos do termo) da Torá bem como oferta a sua própria vida para que judeus sejam resgatados (tal qual Avraham com Lot) como também ser luz para as nações, onde hoje me encontro. O mínimo que posso fazer da minha parte é sentar aos pés deste emissário e propagador da Torá e ouvir e dar graças a D’us pelo milagre de estar sendo admoestado com um rabino que tanto ama a Obra de D’us.

    Da minha parte é complicado “falar” algo. Explico. Ao usar a linguagem cotidiana acaba dando a aparência de “domínio” de entendimento. Mas, cabe nota que eu não objetivo tal petulância (Que D’us nos livre!). Como já ensinado, o máximo que podemos ter é um “tam” de revelação guiada por um mestre. Noutros termos, um entendimento mínimo. E, ainda, quando usamos termos da linguagem atual, a fazemos como “aproximação”, isto é, uma alusão metafórica, afinal as miríades de níveis espirituais não são passíveis de serem encaixados em termos próprios desta dimensão que vivemos.

    Dito isto vejamos o cerne da aula: telepatia. Não é o nome judaico, evidentemente, mas, é o que se tem em português para expor o tema de forma geral. E perfaz um assunto inclusive objeto estudo científico. Evidentemente, a ciência é limitada e “desengonçada” ao tratar desses aspectos que a Torá já expõe há milhares de anos.

    Nos é ensinado que a telepatia é uma forma de contato com outro ser, que pode ser tanto desta dimensão ou não. O mestre, de forma generosa, deixa explícito que se trata de uma tecnologia espiritual. E como muito no homem é fazer à margem da Torá (que D’us nos livre!), há estudos que querem executar essa tecnologia sem os pré-requisitos da Torá. Ou seja, novamente o homem querendo agir “do seu jeito” (arrogância pura) e sem qualquer submissão ao Criador. Infelizmente. Triste realidade.

    Se me permite, aqui e acolá em filmes observa-se que há essa “fantasia” do homem em fazer esse tipo de contato. Ora, de forma diversa, o mestre nos ensina que as coisas não são assim, pelo contrário, exige força, mérito, humildade, coragem, força, paixão, como as demais questões de Torá na prática da vida.

    Mas, antes de adentrar nesse assunto cabe esclarecer que Adam possuía acesso ilimitado aos mundos espirituais. Como ensinado: ele via de um lado a outro. Entretanto, após sua queda houve tanto uma ruptura desta visão como a separação entre consciente e subconsciente bem como um conjunto químico e fisiológico que permite a nossa vida nessa dimensão. Daí que mediante a alteração química sancionada – permitida pelas Leis de D’us – é possível o contato com diversos domínios espirituais. Entretanto, para conseguir essa alteração sancionada demanda rigor em santidade da pessoa, isto é, retidão e conhecimento.

    O maior exemplo da relação entre contato interdimensional casher e retidão é o recebimento da Torá. E nesse episódio é exposta a importância de abstinência do contato íntimo como “base química” inclusive para este recebimento santo. Seria o caso de hoje se abster para um entendimento mais intuitivo da Torá? Afinal, quem ama a Torá (e também as Sete Leis) quer crescer em prática, retidão e em entendimento mais íntimo, logo, deve-se dedicar a estes jejuns. Em paralelo a estes jejuns requer-se a meditação, o incenso, enfim, práticas que alteram de forma sancionada a química cerebral.

    Se entendi minimamente, o problema é que – de forma arrogante – inúmeras pessoas utilizam destas técnicas sem qualquer temor e mesmo se ligando aquilo que elas acreditam que é “para o bem”. Na sua ânsia de se ligar a algo espiritual, compram incensos, entoam mantras e toda sorte de práticas numa busca do que elas próprias, conforme seus moldes de julgamento pessoal, que sempre são cegos e limitados, portanto, acreditam ser o certo, a verdade.

    A questão – se bem entendi – é que de fato há conexões espirituais, há contato, telepatia, conexão, resultados nesse mundo, enfim, influências com seres que estão “do outro lado da cortina”. Algo real! Mas, ao mesmo tempo muito perigoso como nos é ensinado na obra “Cuidado sua alma pode estar em perigo!”. O triste desta história é que essas pessoas se assentam sob sua ignorância arrogante e articulam argumentos mil para justificar tais práticas, por exemplo, com expressões: “mas, isso é deus” ou “me sinto bem” ou “minha vida mudou” ou “fui curado(a)” ou “tô meditando”. Ou mesmo contatos visuais no qual revelam ter visto: um ser de “luz”.O que não percebem estes tolos insensatos – alguns até com boas intenções – é que estão sendo seduzidos pelo “lado negro da força” e colocando suas vidas em risco. Trata-se de pura idolatria. Assim entendo minimamente.

    Como bem ensinado pelo mestre há verdadeiro contato nessas práticas. Há resultados efetivos muitas vezes. Não podemos ser ignorantes quanto a estas influências nefastas. Todavia, as religiões das nações se conectam com a sitra achra ao invés da kedusha. E, minimamente observo que, nesse expediente de idolatria o seduzido é inebriado por uma fumaça de carisma, de sensação “boa”, uma aparência de “cordeiro”, etc. algo que faz o praticante ter a ilusão de suposta ascensão espiritual. Tal cenário contribui para a manutenção do incauto nesse conjunto de coisas. E se entendi no mínimo, nesses contatos reais (e sutis) o praticante recebe informações destas entidades (inclusive shedim). Enfim, sustentando o mal na terra.

    O sistema é tão perverso que algumas das práticas são dadas “de graça”. Pessoas se lambuzam com incensos, cantos, óleos, etc., afinal, estão buscando “algo maior”. Se entendi minimamente, no fundo essas pessoas só buscam a satisfação própria dos seus julgamentos e incensar seu próprio ego em conexão com entidades malignas que se alimentam da alma desses praticantes que só contribuem para o aumento do caos na Terra. Sócios deste caos. Assim entendi minimamente com este shiur e com uma leitura da obra “Cuidado…!”.

    O desafiador – e também um aspecto de amor pelas vidas destes incautos – é que o nosso papel é semear as Sete Leis e falar do amor de D’us ao nos dar a Torá – no limite que nos cabe – e ter paciência para ouvir inclusive insultos. Paciência. Mas, vamos lá: água (Torá) em pedra dura (consciências cauterizadas) até que fure a klipot para a Luz de Hashem “entrar”. Claro que digo estes termos no sentido metafórico e no meu limitado estudo.

    O shiur prossegue nos ensinando que os shedim, nesses contatos telepáticos, podem inclusive informar sobre o futuro breve. No meu mínimo entendimento, tais seres visualizam o futuro já formado no outro lado da divisória da realidade e em curso de materialização nessa dimensão que vivemos. Humildemente entendo que tal capacidade de antecipar o futuro é também uma instância de engano dos incautos que consultam os arautos destes seres. Afinal, se há a revelação de algo a acontecer e isto de fato acontece os seguidores se tornam perplexos com tal “sinal”. Interessante como no Brasil esses “telepatas” destes seres são ovacionados com um “médio” entre seres. Tudo fruto dessa feijoada de “espiritualidade” tão aplaudida pela cultura secular.

    Um grande alerta que nos é dado pelo rabino é que, assim como há pessoas boas e outras não, há entidades também boas e outras más. Afinal, aqui embaixo é espelhado lá encima e vice-versa, se entendi minimamente. Pois bem. Como nos foi ensinado: o mundo sutil é composto por imagens. Em sendo imagens, tais seres de apresentam de forma “agradável” aos olhos do incauto. Se entendi minimamente, num processo de meditação ou telepatia – que é predominantemente formado por imagens – o ser se apresenta como algo com a aparência de “elevado”, um “anjo de luz”, enfim, qualquer aparência que falsifica ou imita a kedusha. E aqui o mestre nos alerta que só e somente um tsadik tem o discernimento capaz de identificar se tal ente é ligado a santidade ou não. Ou seja, todo cuidado é pouco.

    A seriedade deste tema é sem precedentes. E de igual maneira é enorme a bondade do mestre ao nos revelar tão explicitamente tais ensinamentos. Além de toda a exposição que se tenta aqui compreender minimamente, o rabino nos revela que há tecnologias capazes de invadir sonhos, induzir imagens, pensamentos, etc. Enfim, o objetivo é o controle de mentes. Algo aterrorizador. Afinal, trata-se de surtos, pensamentos estranhos, audição de vozes, alguém mandando fazer isso ou aquilo, etc. (Que D’us nos livre!). E revela o mestre que tal realidade trágica e numa escala de massas é a manifestação do mal. E, infelizmente, a humanidade está caminhando para isso.

    E a ciência – que é sempre ausente de fé – tenta dar explicações para esses fenômenos. Evidente que algo é demonstrado e medido, afinal trata-se de eventos também químicos e físicos, ou seja, desta dimensão. Mas, sempre será uma explicação parcial e desengonçada. Afinal, lhe falta fé. Falta a humildade de reconhecer D’us.

    Daqui da minha ignorância fico pensando se muitos cientistas na verdade não colheram nos campos da Cabalá e deram uma linguagem científica a um conhecimento milenar… Apenas uma pensamento, uma hipótese.

    E o Talmud nos revela o que é telepatia de forma básica e direta: um pensamento que gera um resultado. Se entendi minimamente, considerando que todos os entes possuem – num certo nível e grau – alguma conexão (luz, prótons, eletromagnetismo, “água”, etc.) é particularmente possível um efeito quântico, ou seja, que o pensamento gere o resultado de comunicação com todos os seres. Aqui me lembro de outra aula do Rabino comentando a capacidade de comunicação do Arizal. Apenas uma nota.

    O ensino – se entendi bem – é que havendo um ponto comum de interação entre a matéria (Big Bang) há que se compreender que existe um emaranhado de conexão entre os seres.

    E toda a aula tem por fundamento a passagem de Bereshit 44:30: “a sua alma está ligada com a alma dele”. Ou seja, revelada a conexão, a comunicação, entre almas de mesma origem (?).

    Particularmente para mim fica a pergunta: um reto deveria usar a telepatia para qual finalidade? Para apenas mostrar uma habilidade? Eu humildemente creio que não. A telepatia tem sentido para salvar vidas. Livrar alguém do perigo. Apenas uma nota lateral.

    A sensação que tenho é que muito mais foi guardado (ou aguardado para outro momento, se D’us assim permitir) do que foi revelado.

    Obrigado rabino Avraham! Shalom!

    Gustavo de Belo Horizonte

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