3 pensamentos sobre “VAYECHI 5772

  1. Pela Graça de D-us,

    Shalom Rav Avraham e amigos,

    Peço licença para expressar um pouco meu entendimento a respeito da parashá Vayechi 5772: https://beitarizal.org.br/2013/03/07/vayechi-5772/. Nesta aula, Rav Avraham faz uma abordagem em detalhe a cerca do recebimento de profecia.

    Na leitura do pasuk: “E chamou Yaacov a seus filhos, e disse: “juntai-vos, e vos anunciarei o que vos acontecerá nos últimos dias“. A respeito deste verso, Rav Avraham comenta que “Yaacov desejou revelar a seus filhos a respeito da vinda de Mashiach, mas a Presença Divina (Shechiná) partiu dele”.

    Existem vários comentários que os mestres da Torá explicam o por que Yaacov não pode revelar a seus filhos o detalhe da vinda de Mashiach. Rav Avraham comenta um deles explicando que a informação não foi concluída devido à falta de mérito dos filhos de Yaacov. O fato é que o texto da Torá nos força a entender que Yaacov reuniu seus filhos porque queria revelar algo, e isto não foi possível. Porém é possível que dentro dessa revelação, Yaacov quisesse relatar algo a mais, talvez uma informação adicional sobre o futuro, e que foi prevenido de fazer isso.

    Diante deste acontecimento, Rav Avraham aborda um assunto muito importante de forma detalhada e singular, que é o assunto de profecia. Como é trazido, a profecia terminou com a destruição do segundo templo, sendo os últimos profetas Hagai, Zacarias e Malaquias. No entanto, os aspectos da profecia ficaram, sendo um deles chamado de Inspiração Divina (Rúach Hakodesh). Desta maneira, é possível se obter conhecimento de coisas acessíveis à mente humana, mas de forma muito mais clara, porém não do mesmo nível que os profetas tiveram.

    Antes de o Rav explicar detalhadamente o assunto de profecia, o mestre primeiramente nos faz refletir a respeito da seguinte pergunta: “Aonde D-us pode ser encontrado?” Em resposta o mestre cita Isaias 6: 3 : “o mundo todo é preenchido por Sua Glória”. Na leitura desse pasuk podemos entender que objetivo da Criação é a revelação de D-us a Suas criaturas, a fim de transforma-las em algo bom, perfeito. Partindo do principio que Ele se faz presente em todo lugar, devemos traçar um ponto, aonde queremos vê-lo; e ao decidirmos o local da partida, por assim dizer, utilizamos uma tecnologia espiritual, para entrar pelo portal que leve a pessoa a ter uma conexão próxima de D-us. O Rav cita essa ferramenta sendo os “Nomes” Santos de D-us.

    Nesse parágrafo, gostaria de expor algumas considerações a respeito desta ferramenta poderosa que Rav Avraham explica. Muitas pessoas que hoje estão divulgando de forma distorcida os ensinamentos de Cabalá, utilizando essa ferramenta de forma errada. Como Rav Avraham ensina em sua obra, se uma pessoa não tiver uma vida santificada, reta, ela é sócia do lado do mal. Para penetrar-se realmente na profundidade de entrar nesses “portais” é necessário, além de uma vida dedicada a Torá e orações, ser de fato um seguidor das Leis de D-us. É perigoso adentra-se a esses “portais” sem preparo adequado.

    Continuando ao shiur, Rav explica que os “Nomes” Santos de D-us, atuam como uma ferramenta para ajudar a mente consciente a se distanciar da sua percepção sensorial, é como se fosse uma fita de DNA, código preciso, que conecta a pessoa com o aspecto preciso de D-us. Isso provoca um efeito profundo no meditador. Cada vez que a pessoa vai se conectando ao aspecto Divino, ela vai perdendo o contato com o mundo sensorial, e passa a mergulhar no “domínio da Mente”. Como é explicado, somente uma pessoa equilibrada é capaz de se conectar a esse fluxo de pensamentos e sentimentos sem que ela se perca de si mesma.

    Partindo do principio que a nossa faculdade intelectual ela se conecta com o mundo externo, sendo limitada a esse nível de espaço/tempo, para se conseguir acessar o “domínio da Mente” é necessário desconecta-la, isso se deve ao fato, de que o constante fluxo de informações que vem sobre a mente acaba atrapalhando o entendimento superior, chamada de “Imaginação”, a qual permiti evocar qualquer forma de realidade. Ela é a ponte entre o físico e o espiritual. Por tanto, é nessa faculdade tão elevada que o “Nome” Divino atua como assim explica o Rav. O “Nome” Divino guia a pessoa nesse domínio, e o guia de forma retificada.

    É explicado que no “domínio da Mente”, a linguagem ocorre através de “imagens”, e por ser um domínio de “imagens”, ela possibilita que o intelecto ultrapasse limites, o que facilita também o desvio da mente para locais não permitidos, por assim dizer. Por esse motivo é interessante trabalhar os bloqueios psíquicos que temos, o que é fruto de pensamentos não retificado, como também traços negativos de caráter. Contudo, existem vários estágios nesse domínio, sendo que o primeiro estágio é algo muito difícil para pessoa que busca se conectar com o Divino. É nesse primeiro estágio que é mostrado a pessoa a imagem dela mesma; quem realmente ela é, a imagem de como a pessoa é vista nos planos espirituais. Isso é tão forte, que muitos desistem nesse estágio.

    Uma vez alcançado, a pessoa adentra ao “domínio da Mente”, chamado também da 5-dimensão. Rav explica que nossa realidade que está em quatro dimensões: as três do espaço (altura, largura e profundidade) e o tempo. Essas dimensões são intrinsecamente ligadas. Agora quando a pessoa consegue adentrar a essa 5-dimensão, ela se depara com todas as espécies de entidades espirituais; imagens irracionais aparecem diante da pessoa que soa serem sem lógica alguma. Porém, Rav explica que mesmo que a mente racional não compreenda, no nível intuitivo a pessoa percebe o quê está sendo mostrado a ela. E é justamente aqui que o Rav descreve sendo o estado profético de “conexão” (devekút). “E o quê a pessoa conectou é o espírito vivo de D-us que habita Seu “Nome”, o qual a pessoa chama em sua meditação profética”. Rav explica que muitas vezes as imagens podem ser tão reais para pessoa do que a própria realidade dela. Resumidamente, nesse domínio da Mente, os pensamentos são coisas que possuem grandes significados, são reais, e podem até se materializar na nossa realidade de 4-dimensões.

    Meditando em todos esses conceitos passo a compreender como muitas pessoas atuam na 5-dimensão, porém conectadas as forças do mal. Veja, existem muitas pessoas fazendo curas de doenças incuráveis (É só um exemplo que cito, dentre vários). Esses “mestres” que dizem trazer a cura fazem a manipulação dessas forças, fazendo a pessoa acreditar que D-us o fez. Podemos ver vários relatos em diversas religiões do mundo. Isso traz grande ilusão à pessoa que foi curada, que direciona a sua fé em “imagens” de demônios. Falo isso por que nasci em um estado onde a idolatria impera Belém/PA. Todo ano, existe um movimento idolatra que ocorre, e que muitas pessoas relatam que foram curadas, receberam bens materiais, etc. O fato é, que tudo isso é tudo ilusão. Hoje entendo, Graças a D-us, (e ainda estou por entender) que ninguém pode transpor os portões da humildade sem antes ter aprendido a superar as próprias ilusões. Por isso, podemos concluir que de fato a 5-dimensão tem um “combustível” incrível para o pensamento, mas ela só será sublime quando usada corretamente. Portanto, se a “imaginação” não for guiada pelo “Nome” Divino, ela pode ser desencaminhada e percorre lugares “tenebrosos”, que D-us não permita. O mundo hoje tem dado muita atenção à questão do “subconsciente” o poder de sua “imaginação”, enfim. Tem muito engano envolvido no que esses “mestre” ou “professores” e até a comunidade cientifica alegam. Eles têm transformado seus “subconscientes” em um d-us deles, terrível!

    Continuando, uma vez a pessoa adentra ao domínio da 5-dimensão, voltar a realidade de tempo/espaço é algo muito desinteressante. Uma vez que ela pode experimentar um nível tão grandioso, de fato, deve ser sem “graça”, ele é um domínio muito limitado, lento. É exatamente por esse motivo, que a vida dos Profetas foram seguidas por grandes sofrimentos, o grau de elevação deles era muito elevada, por esse motivo as pessoas não conseguem compreender a sua mensagem, podemos observar nos livros proféticos, a grandeza de complexidade das mensagens. Como explica o Rav “ a linguagem arquetipa ela fala por si só”. Isso significa que o profeta sempre irá transmitir a suas mensagens por “imagens”, porque é o local que o profeta atua. Essas imagens levam o profeta a ter ideias e informações cujo entendimento vem do Fluxo Divino revelado a ele. Ressalto o que Rav explicou que hoje não é possível mais esse grau de profecia, e sim o um dos graus inferiores, “Inspiração Divina”.

    No entanto, Rav explica que quando as pessoas ouviam a mensagem dos profeta, por não entenderem a sua mensagem diziam que eles eram “loucos”. Isso se deve ao fato, que elas não tinham de fato uma vida reta, por isso rejeitavam a mensagem do profeta. Elas projetavam o seu próprio mal no profeta. Dessa forma, não recebiam a mensagem que estava sendo trazida, negando a “Santidade da mensagem”. Isso é muito profundo. Podemos ver na Historia como a mensagem dos profetas foi rejeitada, eles sofreram muito por isso.

    O ponto fundamental de todos esses aspectos trazidos pelo Rav, no que entendo, é que devemos aprender a retificar a nossa “imaginação” e usar as ferramentas que D-us nos deixou para nos aproximarmos Dele e nos tornamos unidos a Ele. Certamente teremos que dirigir a nossa vida corretamente para alcançar esses graus tão elevados, e assim ter mérito para alcançar as revelações de D-us, mas se permitirmos, com certeza conseguiremos alcançar com ajuda de D-us e do Rav Avraham, e assim contribuir para vinda do Mashiach.

    Agradeço Rav Avraham pela oportunidade, e desde já peço desculpa por qualquer erro de entendimento. D-us abençoe.

    Tudo de bom

    Raquel

  2. PARASHÁ VAYECHI 5772

    Shalom Rabino Avraham e caros amigos Noéticos, peço permissão para comentar este revelador shiur, VAYECHI 5772 https://beitarizal.org.br/2013/03/07/vayechi-5772/, me desculpem a falta de uma melhor elaboração e explanação de meus pensamentos e entendimentos.

    O Rav começa este Shiur, falando do momento em que o patriarca Yacov, já com idade bem avançada e prevendo que sua morte estava próxima, reúne seus filhos para a benção final. O Rav cita o momento em que patriarca Yacov se propõe a revelar algo sobre dias futuros, más algo faz com que o patriarca interrompa este desejo, o Rav diz que Yacov percebeu que seus filhos tinham sobre si erros que o proibia de revelar estas profecias. O Rav nos alerta que para receber algo de Hashem tem que haver méritos, o Rav deixa claro que são necessários requisitos para estes contatos, percebo que em vários momentos o Rav tem muito a nos revelar, más no meu caso especifico, não tenho o mérito para receber, então vejo o quanto estou perdendo, pois tenho o Mestre ao meu lado, uma fonte Santificada e não posso absorver um pouco de seus conhecimentos e ensinamentos, por não ser um recipiente limpo, e isto faz com que o meu desenvolvimento seja prejudicado.

    Voltando ao Shiur, o Rav nos ensina que nos dias atuais a profecia foi extinta, pois há ausência do Templo Sagrado inviabiliza tais profecias, o que ocorre hoje é inspiração Divina, onde Hashem nos adverte sobre situações e acontecimentos futuros. E se for algo positivo devemos rezar a Hashem para que se realize, más se for algo não positivo devemos rezar e pedir que Hashem nos livre deste acontecimento.

    O Rav nos faz uma pergunta enigmática e pratica: Aonde Hashem pode ser encontrado? E o Rav nos responde: Que o mundo é preenchido por Sua gloria, pois Ele está presente em tudo, Ele está em todos os lugares e devemos ter a consciência que estamos sempre diante d’Ele, e devemos falar, pensar e agir ciente que Ele está em tudo.

    O Rav nos revela e nos ensina algo de grande importância e com um grau de responsabilidade muito grande, pois se não usarmos as informações de forma correta corremos riscos, é o conhecimento aliado com responsabilidade, pois estamos avançando em estudos que nunca foram comentados em nossa língua, e se foi, quem tentou “ensinar” com certeza não tem nem conhecimento, nem preparo para estes assuntos. O Rav nos revela o poder do nome de D-us, pois estes Santos nomes tem o poder de acessar mundos elevados, como se fosse um código, uma senha para esta comunicação extra-sensorial, pois através deste ato de repetição e meditação poderemos nos elevar para níveis superiores, onde conseguiremos ter revelações e a oportunidade de alterar a realidade. Como diz o Rav, é preciso sair da sua visão materialista e buscar níveis bem elevados, pode ser até complicado compreender algo tão profundo, a nossa mente tem que estar limpa para entender estes ensinamentos, pois caso isto não ocorra, nada nos será revelado, ficaremos à margem do conhecimento. Saber que nossos pensamentos se tornam reais em outros mundos, pois a materialização não ocorre neste mundo, más ter a certeza que no mundo superior algo é criado, e tem efeitos e consequências. Com estes ensinamentos revelados pelo Rav, poderemos tentar compreender e decifrar nossos sonhos, claro que depende do grau de envolvimento e ações e percepções de cada um, más não devemos ter medo deste contato, temos que busca-los, pois temos que desenvolver nosso Amor e Temor a Hashem, pois através deste temor e amor nos retificamos, uma das maneiras de aumentar nosso temor e amor a Hashem é ter a consciência da existência d’Ele em tudo. O Rav nos alerta ao tentarmos este contato deveremos estar cientes que ao buscarmos estes conhecimentos, podemos nos deparar com nós mesmos e esta visão pode não ser satisfatória, o Rav nos ensina que a primeira coisa que nos é revelado é nossa imagem, nos veremos como os mundos superiores nos veem, e o Rav nos alerta que devemos estar preparados para este choque, que devemos manter atitude calma e tranquila, continuar repetindo o nome de D-us escolhido e ter a certeza que este é o preço para estar mais próximo de seu Criador. Ao superar este primeiro estagio, poderemos avançar para algo mais profundo e esclarecedor, as dúvidas e perguntas que sempre fazemos poderá ser revelada, há a possibilidade de alteração da realidade conhecida, poderá haver alteração das leis das dimensões inferiores, más como tudo tem suas consequências, a partir deste contato não seremos mais a mesma pessoa, ocorrerá mudanças drásticas em nossas vidas, pois nossa consciência ficará afetada, más faz parte do preço pela a elevação espiritual que ocorra se D-us quiser.

    Me desculpe Rav a limitação do meu entendimento, más com esforço e dedicação conseguirei se D-us quiser evoluir e compreender melhor.

    Tudo de bom!

    Alessandro Ferreira

  3. Caro Sr. Rabino Avraham e amigos,

    Peço a permissão para traçar algumas linhas no tocante à Parashá “Vayechi 5772”, conforme obra oral do Mestre Rabino Avraham no site Beit Ari”zal: https://beitarizal.org.br/2013/03/07/vayechi-5772. Previamente adianto um sincero pedido de escusas pelos erros de entendimentos, bem como, pela limitação das minhas palavras.

    O Mestre Rabino Avraham inicia a aula trazendo o pasuk 49:1 do Bereshit onde é dito que Ya’acov chamou seus filhos dizendo que anunciaria a eles “o que aconteceria no fim dos dias”. Explica o Mestre que esse era um momento profético, onde o Patriarca Ya’acov faria uma revelação aos seus filhos, que são a base do todo o povo judeu, sobre os dias de Mashiach. Para trazer essa revelação o Sr. Rabino Avraham lança mão de técnica de guematriot, que permite mostrar a conexão entre o anúncio da profecia e seu conteúdo.

    Ouvindo essas palavras do Mestre Avraham, fico muito tocado e espantado, como dentro de um pequeno excerto da Torá podemos ter revelações extraordinárias, mais ainda, espantado com a profundidade da Torá, afinal, como o Mestre mesmo diz: “só a Torá poderia ter essa revelação tão Divina”, denotando o quanto distante estamos de um profundo entendimento, necessitando sermos guiados e conduzidos pelo Mestre, pois muito além apenas de idioma diferente, estamos falando da Sabedoria de D-us, expressa em nosso plano físico, sendo que não temos como apreender de forma intelectual simplesmente as Santas palavras da Torá, mais ainda, não vivemos vidas retas e alinhadas, que nos permitam adentrar àquilo que nos cabe Nela. Muitas vezes, quando converso com amigos, até mesmo judeus, sobre Torá, ouço a pergunta: “como pode acreditar que Ela possa ter vido do Céu, assim, do nada, escrita, etc… Isso é totalmente ilógico e impossível”. Pois dentro de mim digo: “eu não ouvi isso, eu não ouvi nada disso…”, afinal, não tem nada haver com meu intelecto, não se trata de acreditar que veio escrita desta ou daquela maneira, eu acredito sim, sem precisar de uma explicação racional para isso, e quando o Mestre nos mostra em um pequeno pasuk coisas que jamais poderíamos imaginar que ali estão sendo ditas, nestes momentos, minha fé e confiança em D-us e Sua Torá são reforçadas, pois apesar de não apreender tudo o que está sendo dito, minha intuição grita e vibra, fazendo com que entenda se estar tratando de algo Divino. Negar isso, ao menos em minha pequenez, é como negar a D-us, que Ele não permita isso.

    Segue o Mestre Avraham explicando que, apesar de ter reunido seus filhos naquele momento para fazer uma revelação muito importante, Ya’acov acabou por não realizar tal revelação, pois, explica o Mestre citando o Talmud, naquele momento a conexão de Ya’acov com a Presença Divina (a Shechina) foi interrompida, por conseguinte, ele prossegue a dar bençãos aos seus filhos, mas não fala mais sobre a revelação. O Sr. Rabino Avraham explica que existem vários comentários sobre isso dos sábios da Torá, sendo que entre eles é trazida a ideia de que Ya’acov entende que está interrupção representou um sinal de que talvez seus filhos não tivessem mérito para receber está revelação, uma profecia vinda de um Patriarca, sendo assim, de um tão elevado nível.

    Aqui não pude deixar de pensar e refletir sobre o mérito que tenho para receber qualquer palavra contida na Torá. Embora nem tudo possa ser entendido com profético,ao menos em meu pequeno entendimento, mas tudo pode ser visto como arquétipos, algo que o Mestre Avraham traz e explica em vários pontos de sua obra, tanto oral como escrita, mais ainda, são palavras santas, são a manifestação do “pensamento” de D-us neste mundo físico, sendo assim, algo extraordinariamente elevado, e com que mérito espero eu apreender, mais ainda, compreender aquilo que é revelado, em nível literal, sem falar em níveis mais profundos. Em meu pequeno entender, a Misericórdia Divina é o que permite que tenha acesso as palavras de Torá, pois através delas ganho um caminho que permite sim crescer, lentamente e com muito esforço, para ganhar mérito de algum dia, se D-us quiser, ter uma maior compreensão daquilo que é revelado.

    O Mestre Rav Avraham segue a aula falando em relação a profecia, referindo que ela estava no mundo até o tempo do Segundo Templo, quando não mais se manifestou neste mundo, embora, explica o Mestre, ainda há neste mundo “aspectos de profecia”, querendo dizer níveis mais baixos de profecia, sendo vários explica o Rav Mestre Avraham. Um deste níveis é dito “Inspiração Divina”(Rúach HaKodesh), sendo que ainda ocorre no mundo como traz o Mestre.

    Na sequencia o Mestre segue entrando em maiores detalhes sobre o assunto de profecia, “em suas várias graduações”. Contudo, antes disto, traz a pergunta : “ Aonde que D-us pode ser encontrado?”. E a resposta o Mestre traz através dos palavras do profeta Isaías : “ O mundo todo é preenchido pela Sua Glória” (Isaías 6:3). Disto o Mestre explica que o homem, como uma criatura física, depende de aspectos de espaço-tempo, entendendo o mundo através das dimensões (localidade ao menos assim entendi), desta forma, para conectar-se com D-us, precisa ter um foco definido, querendo dizer, “aonde a pessoa gostaria de vê-Lo?”, para que depois, utilizando uma “tecnologia espiritual” apropriada, possa então estabelecer essa conexão. Esta “tecnologia”, explica o Mestre, são os Nomes Santos de D-us, que são derivados das Escrituras por técnicas apropriadas, e que tem por função, neste caso, estabelecer como que um “portal” para que se possa acessar ao “local” escolhido para encontrar D-us. O ato de repetição destes Nomes Santos, cria a possibilidade da mente consciente se distanciar de sua realidade sensorial. O Mestre explica que esses Nomes Santos, server como “senhas” que acabam por conectar a pessoa com o aspecto de D-us que o Nome está ligado, e que através de Sua repetição, o meditador é conectado com um fluxo Divino (Shêfa), que termina por “falar através da boca da pessoa”, sendo este fluxo chamado de Rúach HaKodesh.

    O Mestre segue aprofundando ainda mais sobre o assunto, trazendo a forma como esse Fluxo Divino “trabalha” na mente da pessoa. Para tanto começa explicando que nós interagimos com o mundo exterior através do fluxo de informações que recebemos através de nossos sentidos físicos, sendo que isso previne nosso contato com níveis mais elevados (lembro aqui que o Mestre traz em muitos pontos de sua obra que a maior barreira que temos é o corpo/matéria, querendo dizer, que nosso contato e apego ao plano material/sentidos físicos, servem de bloqueio ao nosso acesso as realidades superiores), sendo assim, para podermos acessar atividades mentais maiores, precisamos nos desconectar das informações/fluxos que recebemos através dos sentidos objetivos/sensoriais. O Sr. Rabino Avraham explica que essa atividade mental maior/elevada é chamada de imaginação, e que é através dela que o Nome Divino que está sendo repetido funciona, pois serve como um guia para a imaginação, de modo retificado, como traz o Mestre Avraham.

    Segue o Sr. Rabino Avraham explicando que, quando há o “desligar” da realidade objetiva, entramos no domínio da mente/imaginação, onde a linguagem utilizada é das imagens/arquétipos e não das palavras, sendo uma linguagem simbólica (tal como nos sonhos , que são também um aspecto da profecia, como explica o Mestre em outros pontos de sua obra), sendo que neste domínio, explica o Sr Rav Avraham, é necessário “ter uma mente equilibrada, forte, livre de culpas e livre de outros traços negativos”, para entrar neste domínio da faculdade de imaginação profética e ficar ileso.

    Neste sentido, fico imaginando um paralelo, guardadas as proporções, mas a própria Torá nos traz arquétipos, querendo dizer, uma linguagem simbólica, que coexiste com o nível literal, revelado, assim, entendo dentro de minhas tantas limitações que ao mesmo tempo que vemos o literal, há uma linguagem muito mais profunda, que somente aqueles com adequado preparo são capazes de apreender e compreender dentro de seus respectivo nível e grau. Assim, quando o Mestre Avraham nos traz um pouco da Luz contida nas Palavras da Torá, está trazendo ao plano mais baixo/consciente, um ínfima parte de uma Sabedoria Divina que Nela está contida, “fracionando a Luz” em pequenas porções que possamos apreender em algum nível. Também assim entendo, que não há como compreender Torá em profundidade (neste nível profundo que o Mestre trabalha) tão somente pelo intelecto puro/racional, pois são arquétipos e, como o Mestre explica em vários pontos de sua obra, precisam ser vistos de forma psico-intuitiva, sendo isso muito difícil para nós que vivemos boa parte, senão toda, nossa vidas lidando e interagindo tão somente com o plano manifesto das realidade objetivas através de nossas faculdades sensoriais. Peço desculpas ao Mestre Rabino Avraham se trago minhas impressões desta forma, mas dentro de minha grande limitação assim apreendi.

    O Sr. Rabino Avraham traz no seguimento da aula, que no momento que a pessoa que está fazendo uso do Nome Divino no processo meditativo, ela acaba sendo levada para um domínio profundo, onde tem contato com sua “verdadeira face”, querendo dizer, ela vê como os planos superiores a veem, sem os subterfúgios que ela mesma usa para se ver (entendo aqui sem o filtro do amor próprio), sendo assim, isso pode ser muito difícil para a pessoa, gerando medo na pessoa, algo que determina o bloqueio de sua possibilidade de estar em contato com as realidades mais profundas. O Mestre Avraham fala: “o medo mata a mente!”, pois quando a pessoa teme a si mesmo, não poderá vivenciar o temor a D-us (lembro aqui palavras do Mestre: “todo temor e medo que não seja o temor a D-us, não é retificado e é fonte de doenças”, que D-us não permita).

    Mas quando a pessoa sobrepuja este choque inicial, explica o Mestre Avraham, “o estado meditativo continua”, atingindo um estágio de “calmaria, onde nada parece estar acontecendo”, sendo seguido por uma nova “fase” onde há um período de agitação, correspondendo ao “modo de recepção da mente”, onde começa a receber o fluxo espiritual ( o Shêfa), sendo essa “uma energia muito verdadeira e poderosa”, explica o Mestre Avraham, sendo mesmo causa de manifestações como hemorragias em alguns casos, relata o Mestre. Adverte o Sr. Rav Avraham que há mesmo o risco de uma psicose, caso haja a ruptura da separação natural, em nosso nível, entre os aspectos conscientes e inconsciente, e até mesmo morte. Aqui não pude deixar de lembrar da história trazida pelo Mestre Avraham em muitos momentos, sobre o Jardim do Pardes e os quatro sábios que nele penetraram, sendo que somente um voltou ileso.

    Esse processo todo, explica o Mestre Avraham, representa o entrar em uma quinta dimensão, que é o domínio da mente/espiritual, “onde habitam toda espécies de entidades, em um estado de hiper-luz”, que tem regras diferentes de outro domínios explica o Mestre. Sendo que essa “travessia” sempre é traumática traz o Sr. Rabino Avraham, pois são dimensão diferentes, um de 4 dimensões e outro de 5 dimensões, assim, tendo frequências diferentes em ambos, querendo dizer, as 4 dimensões não representam um “aparato”/recipiente adequado para receber frequências de cindo dimensões. O Mestre Avraham segue trazendo explicações sobre essa interação entre recipientes menos preparados para receber algo mais elevado, sendo que refere-se aqui a Outorga da Torá no Monte Sinai, quando houve manifestações em nível molecular/atômico da presença de Hashem. Embora seja muito difícil essa transição, explica o Mestre Avraham, a mente é capaz de “atravessar” esse momento, pois o domínio espiritual lhe é próprio, pois é mental, por assim dizer. Contudo as dificuldades existem por várias razões, “sendo uma dela a super identificação da mente com o universo material”, relata o Mestre.

    O Sr. Rabino Avraham relata que muitas imagens irracionais aparecem neste ponto, sem lógica, que porém, “poder ser reconhecidas em nível psico-intuitivo, sendo esse o estado de conexão profética”, explica o Mestre. Assim como relata que neste nível, alcançado pelo Nome Santo usado para atingi-lo, representa um domínio onde os pensamentos podem ser vistos como criações propriamente ditas, sendo que “toda realidade é primeiramente criada na mente”, explica o Mestre, sendo esse um nível onde podem ser efetivados milagres, quando acessado de forma correta e santa, de acordo com a Torá e a Vontade de D-us.

    O Mestre segue explicando que este é o modo, e o nível, em que os profetas se comunicavam, querendo dizer, eles traziam ao plano de quatro dimensões revelações e métodos de comunicação de cindo dimensões, sendo desta forma difíceis de serem entendidas aqui neste plano. Através de uma linguagem de arquétipos, imagens aparentemente sem sentido, mas contendo revelações, que mesmo não compreendidas pela mente consciente, são recebidas pelo inconsciente. Sendo que é neste ponto que existe outro problema, explica o Mestre, pois se a pessoa que recebe a mensagem do profeta, cabalista, meditador, tive um mente não retificada, querendo dizer, não alinhada com a Torá e as Leis de D-us, ela poderá não tolerar essa revelação, rejeitando a mensagem e o mensageiro, explica o Sr. Rabino Avraham, negando que seja por falta de seu mérito que ela não compreende a mensagem, projetando o mal que há nela mesma no mensageiro, sendo essa uma das razões dos profetas terem sido perseguidos, explica o Mestre.

    Para o fechamento, o Mestre Sr. Rabino Avraham, exorta: “ o mundo todo é preenchido com a Sua Glória!”, sendo possível encontrar D-us em todos os lugares e momentos, sem exceção, estando em verdadeiro Devekut/ conexão com Ele o tempo todo. O Mestre diz que é obrigação do homem buscar esse contato com D-us, cada um dentro de suas possibilidades (nível e grau), neste sentido creio não dispormos de conhecimentos para tal ainda, mas podemos dispor ao máximo de força e coragem, para crescermos em humildade e espanto a D-us, nos transformando, se D-us quiser, em recipientes adequados para recebermos aquilo que tivermos méritos para receber.

    Caro, Mestre Rabino Avraham e amigos, reforço meu pedido de desculpas, tanto pela prolixidade quanto pelos erros de entendimento e agradeço de coração a paciência em lerem este comentário.

    Rogo a D-us, que em Sua infinita Misericórdia, permita que cresçamos todos em espanto a Ele, guiados pelo Mestre Rabino Avraham.
    Tudo de bom a todos.
    Diego Malheiros.

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