2 pensamentos sobre “SHEMOT 5772

  1. Pela Graça de D-us,

    Shalom Rav Avraham e amigos,

    Gostaria de compartilhar com os amigos o meu entendimento da parashá Shemot 5772. Tentarei explicar um pouco, se D-us quiser, a profunda abordagem do Rav Avraham a respeito da “natureza quântica”, um visão extraordinária sobre a natureza humana.

    Rav Avraham inicia a parashá explicando o motivo pelo qual D-us quase matou Moshê. O motivo foi porque Moshê saiu com sua esposa e filhos para ir ao Egito, mas antes de servir a D-us, era necessário que ele cumprisse a Mitsvá da brit milá. Porém, Moshê deixou para segundo plano, não dando muita importância naquele momento para a mitsvá da brit milá, pois temeu colocar a vida de seu filho em perigo. Ele preocupou-se em cumprir logo a ordem Divina e somente depois fazer a circuncisão do seu filho. Devido à atitude de sua esposa Zípora, de circuncidar seu filho, D-us poupou de mata-lo, embora existam outras considerações para esse acontecimento.

    É importante entendermos que Moshê não teve a intenção de descumprir uma lei Divina, o que ocorreu foi o fato de Moshê ter priorizado primeiramente a viagem para o Egito, ele ficou focado na busca de alojamento, em vez de se focar primeiramente no cumprimento da aliança que foi o pacto que D-us fez com Avraham e Bnei Israel, um assunto muito significativo.

    Baseado nesse acontecimento, Rav Avraham aborda um assunto muito discutido pela Ciência, e que nos permiti conseguir ter um entendimento mais preciso do episódio de Moshê. O assunto começa apartir de um conceito discutido pela ciência Quântica conhecida como: “teoria dos mundos paralelos”. A ciência vem interpretando a existência de duas realidades paralelas, segundo essa teoria, existe em outras dimensões, mundos idênticos ao nosso, com as mesmas características e pessoas, porém funcionando de forma diferente. Realmente é algo muito complexo, mas fascinante, isso porque essas dimensões estariam todas relacionadas ao nosso. Na verdade essas dimensões derivam do nosso, que por sua vez, seria derivado de outros. São dimensões paralelas que se assemelham a nossa realidade.

    Rav Avraham explica que esses sistemas existem em todos os seus estados possíveis simultaneamente. Qualquer um dos possíveis estados para realidade é feito por meio da noção de “decoerência” induzida pelo ambiente. Mas através do “foco” de observação, apenas um resultado de um desses estados ocorre. É devido a esse “efeito” que ficou conhecido como decoerência. O Rav explica esse assunto trazendo até efeitos especiais para nosso melhor entendimento. No entanto, posso entender diante do que foi explicado que toda as possibilidades da realidade existem, tudo dependera do “observador” ou do “estado de consciência” do individuo que estar a observar a sua realidade. O homem, por exemplo, ele possui qualidades e potenciais extraordinários, eles estão presentes em sua alma, tenham estes se tornado ou não evidentes ou conscientes em sua fase de vida. Resumidamente posso concluir que o estado de consciência cria a realidade, isso ocorre porque o Universo é Imaterial, é um “domínio Mental”. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos com a criação da nossa própria realidade. E graças a D-us, hoje os físicos estão começando a entender e admitir que de fato, o universo é uma construção “mental”.

    Rav Avraham explica que toda essa descrição quântica da realidade já existia há muito tempo atrás, o que para os cientistas passa se uma novidade, porém para o grandes mestres da Torá, é algo muito antigo. É trazido no Zohar que “assim como é em cima é em baixo”, sendo que no domínio espiritual tudo estar revelado. Rav explica que os profetas em suas interpretações da realidade, embora tivesse a mesma mensagem, suas percepções eram diferentes devido o seu estado de consciência. Somente Moshê, que tinha um nível de percepção tão elevado que falava diretamente com Hashem.

    Devido esse ao tão elevado grau de Moshê podemos entender o por que quase ele havia sido morto. Em Isaias 59:2 é dito: “… são as vossas transgressões que separam de D-us…”. Diante desse pasuk, podemos entender que quando Moshê transgrediu a ordem Divina, ele manchou as suas “roupagens espirituais”, embora tivesse sido uma transgressão justificável, no nível de Moshê acabou sendo algo significativo devido seu grau de santidade.
    A lição que podemos aprender é que no domínio espiritual não existe pequena ou grande transgressão, por assim dizer, as Leis de D-us devem ser cumprida, e de maneira algum alterada. Muitas pessoas ao racionalizar um erro agem invertendo os fatos para assim ganhar algum êxito neles. Mas como traz o profeta Isaías: “Aí daqueles que chama o bem de mal e o mal de bem”. Aqui podemos entender que toda a amargura da vida está ligada a essa ação. E como explica o Rav, uma transgressão leva a outra e assim vai se ocultando a Luz de D-us, tornando difícil se manter consciente Dele.

    A alma precisa de alimentos espirituais, e ela consegue esse alimento mediante o cumprimento das Mitsvot, somente ao cumpri-la conseguimos nos fortalecer e manter longe da impureza. Um conceito importante que o Rav explica, e que estar relacionado a essa questão da transgressão, é a lei da atração e ressonância magnética que se aplica no mundo espiritual: “o que é semelhante atrai semelhante”, embora em nosso mundo físico seja possível uma pessoa está próxima da outra mesmo com aspectos totalmente diferentes, no domínio espiritual isso não é possível. Foi esse motivo que quase Moshê foi tragado pelas forças negativas. Como explica o Rav, Hashem enviou dois anjos (shedim), sendo um o anjo da raiva, outro anjo da fúria. Esses dois anjos atacaram e “engoliram” Moshê. Podemos aprender com esse episódio é que devemos fugir, por assim dizer, de tudo que possa nos desconectar de D-us e buscarmos sempre o caminho reto, cumprindo as Sete Leis Noéticas e suas ramificações, pois diante Dele nada está oculto. É necessário se esvaziar de tudo aquilo que nos distancia Dele. Tenho me dedicado em fazer isso, e digo aos amigos, é uma fase muito estreita, mas muito gratificante. Em provérbio 28:13 diz: “o que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”. Baruch Hashem!

    Amigos agradeço por lerem meu comentário, que possamos cada vez mais estarmos “sedentos” pelo desejo de retificação, crescendo em amor e temor a Hashem. Agradeço ao Rav Avraham pela oportunidade de nos trazer uma excelente abordagem da natureza quântica da Torá, tentei expor um pouco do meu entendimento, sendo que existem outros aspectos que ainda estão apenas pairando em minha “mente”, mas tentarei aprender ao longo da semana, se D-us quiser. Obrigada Rav! D-us abençoe.

    Tudo de Bom
    Raquel

  2. Parashat Shemot / Natureza quântica da Torá

    Slalom Rabino, amigos, senhoras e senhores.

    Com a graça de D’us, publico aqui meu humilde entendimento dessa aula extraordinária e repleta de lições. Devido à abrangência dessa aula é muito difícil entrar em tudo que o Rav menciona. Peço desculpas pela superficialidade deste comentário devido a esse detalhe.

    Nessa aula o nosso querido Rabino promove a elevação do conceito científico do postulado da teoria dos muitos mundos ao nível espiritual de acordo com a sabedoria da Torá de maneira ímpar e intensa.

    A aula começa com o Passo êxodo 4:24 « No caminho, na estalagem Asem encontrou Moshe e quis mata-lo »
    O Rav explica que o decreto severo aconteceu pelo não cumprimento de um ordenamento Divino direto. Ele afrouxou o seu zelo de cumprir como mandamento divino. O foco do Moshe foi o alojamento. Ainda que seja compreensível sua atitude, ele, o maior dos profetas negligenciou uma ordem direta de Hashem. Em seguida o Rav nos explica o porque desse decreto ter sido tão severo, parecendo ser até desproporcional. Posteriormente o Rav nos explica que a severidade do decreto é diretamente proporcional à grandeza extraordinária de Moshe.

    O Rabino nos da uma explicação sobre a visão científica da teoria mencionada acima dizendo que todos os possíveis resultados da dualidade entre onda e partícula existem. São varias possibilidades ao mesmo tempo. Portanto, todas as realidades existem simultaneamente separadas umas das outras.
    Mas ainda que todas as possibilidades existam em simultâneo, somente podemos identificar uma combinação por vez. Isso me remete a um jogo de vídeo game que eu jogava quando era criança. Era um jogo de carro, pela estrada e a cada vez que chegava a uma bifurcação o jogador tinha que escolher qual estrada pegar, e no final mostrava todas as combinações possíveis, e a linha traçada do caminho que o jogador tinha escolhido. Nessa época, essa imagem já tinha me levado a refletir sobre isso a respeito das escolhas que fazemos na nossa vida.
    No nível da Torá, essa indeterminação quântica já é explicada a milhares de anos com relação ao nível de consciência e o seu desenvolvimento através de Torá e Mitzvot.
    Essa indeterminação quântica é evidenciada no estudo da quando o Talmud menciona o PaRDeS. O Rabino explica o conceito através do verso de Isaias « Somente os teus pecados o separam de Hashem. »

    Moshe se focou em uma realidade, a questão de assegurar a estadia dessa criança. Os sábios trazem que até é razoável, mas havia algo mais importante que foi ignorado por ele.

    O Rabino nos mostra o assunto da transgressão de maneira clara em diferentes níveis de compreensão.
    Isaias explica o significado literal da transgressão. Só os teus pecados o separam de D’us.
    As transgressões nos distanciam (espiritualmente) de Hashem. Quando Moshe transgride, ele se afasta de D’us.
    Quando a pessoa tenta legitimizar, justificar, racionalizar, a transgressão, a pessoa distorce as palavras da Torá adulterando o texto, adulterando a ordem das letras e palavras. Acontece uma corrupção do senso da Lei. Isaias 5:20 « Ai daquele que chamar o mau de bem e o bem de mau.
    Aqui eu gostaria de fazer um parênteses para contar uma experiência que tive no meu trabalho essa semana. Como os amigos sabem, eu trabalho em um hotel em Mônaco, onde um grande chef reconhecido mundialmente é o chef executivo de todas as cozinhas que levam o nome dele e por isso a exigência com os funcionários é extrema. Meus horários são bem convenientes, e ha colegas que fazem muito mais horas que eu ou horários repartidos folgas repartidas e muita hora extra (não pagas evidentemente). Essa semana, eu fui me despedir de uma chef e ela, para minha surpresa me repreendeu dizendo que eu saia sempre no hora certa. Que eu nunca fazia 5 minutos a mais. Isso representou um ataque frontal à minha moral, à ética profissional e eu respondi dizendo que não era verdade, que raros eram os dias que eu saia à horas. Pois bem, eu fui perguntar aos meus colegas de outras cozinhas se precisavam de algo, ninguém precisava de nada e eu fui embora. Nessa noite, cai em uma profunda reflexão, pois não era normal que eu me sentisse ofendido daquela maneira. Aquilo tinha me deixado terrível. Será que é o meu orgulho que estaria me deixando ofendido, revoltado ou algo parecido ? Eu dormi e no dia seguinte, indo para o trabalho eu coloco exatamente essa aula que comento agora. Quando o Rabino pronunciou esse verso de Isaias eu compreendi que não se tratava de ofensa ou de orgulho, mas de um posicionamento firme e coeso diante de uma situação em que o certo se tornou o errado e o errado se tornou o certo. Explorar os funcionários se tornou o certo, e sair na hora certa, prevista pelo contrato autorizado pela inspeção do trabalho de Mônaco se tornou errado. Nesse momento, eu compreendi perfeitamente graças a D’us.

    Voltando, a pessoa que transgride ela chama o bem de mau e o mau de bem, ocultando a Luz Divina, e ai como se conectar com Ele ? Essa ocultação vai leva-la a outra transgressão e ai, ocultar mais ainda essa Luz, como mencionado no Pirkey Avot. A luz de Hashem passa a ser incoerente com o ato da transgressão.
    Nesse ponto o Rabino explica a diferença básica entre uma alma judia e uma alma não judia. O Rabino fala do nosso caso de Bnei Noach, nos enchendo de esperança, quando fala que nosso trabalho que fazemos aqui nos permite, se D’us quiser, aproximar nossa consciência da centelha divina e por consequência transgredir cada vez menos a Lei Divina.
    Por incrível que pareça, o Rav continua adentrando em níveis mais profundos de entendimento dessa questão da transgressão, e nos explica agora, em um nível de alma a consequência da transgressão, de maneira, se posso usar essa palavra, « clinica » . Ha uma aula dentro da aula sobre a « anatomia » da alma de um judeu, expondo os 248 órgãos e 365 veias. Esse momento da aula da muita curiosidade com relação à nossa alma não judia de origem se também ha uma « anatomia » e relação com as 7 leis. O Rav explica como a inter-relação acontece entre o cumprimento de mitzvot positivas e negativas e a alma judia. Como o comportamento do Judeu permite o fluxo de luz divina em sua alma e a preenche dessa luz ou não, caso haja transgressão o fluxo é de impureza. Ai caímos mais uma vez no Pirkey Avot onde fala que uma mitzva leva a outra e uma transgressão leva a outra transgressão. Mais um exemplo da lógica da , como tudo esta conectado diretamente e logicamente.

    No final o Rav nos fala sobre a Lei de atração na espiritualidade que a aproximação acontece por semelhança, por qualidade. A espiritualidade não esta regida pelas leis de tempo e espaço. Nos revela também que Moshe foi devorado pelos anjos da ira e da raiva devido à transgressão, e faz uma comparação às pessoas que nos rodeiam… Imaginem o que nos cerca ?
    A lição é de buscar com todas as forças a caminhar em um caminho reto, se aproximar da Luz divina, ter consciência nos atos e buscar sempre uma elevação para poder sempre ter Entendimento e um fluxo positivo em nossas almas e traduzir isso em atos corretos, retificados, e ser uma humilde engrenagem da providencia divina ajudando os Judeus a elevar e retificar este mundo e apressar a vinda do Único e Verdadeiro Moshiach.
    Obrigado Rabino por mais essa aula tão profunda que nos remete a reflexões tão profundas.
    Shavua tov,

    Caetano Aguiar Azevedo

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