ANGEOLOGIA JUDAICA 3

Mais uma vez com a intenção de fomentar o espírito de espanto a D-us e Sua grandiosa obra, o Rabino Avraham Chachamovits adentra os livros profundos da Torá para trazer explicações inusitadas e relatos místicos sobre os anjos.

A primeira aula explora a origem dos anjos chamados Bnêi Elokím (“Filhos dos Homens”), conhecidos como anjos caídos e a sua relação com a espécie humana. Mais importante ainda, e após vários assuntos abordados, é que o Rabino Avraham traz a razão pela qual estas classes de anjos bem como outras, buscam influenciar, muitas vezes não positivamente, os comportamentos humanos.

A segunda aula traz o conhecido relato Bíblico da jumenta de Bilaam que fala com seu mestre, e o anjo que se revela diante dele. Conceitos avançados sobre os nomes dos anjos, suas funções, e classes são tratados, com explicações sobre a maneira que os anjos assumem formas apropriadas para interagir com os humanos em suas missões. Certamente, aulas que somente aumentarão a responsabilidade espiritual que todos precisam ter para crescerem em sua ligação com D-us, e ajudarem a apressar a vinda do único e verdadeiro Mashiach, amém.

tzedakah

3 pensamentos sobre “ANGEOLOGIA JUDAICA 3

  1. Shalom Rabino Avraham e amigos.

    Graças a D-us pela oportunidade de expressar algumas linhas desta aula sublime: https://beitarizal.org.br/2013/03/03/angeologia-judaica-3/

    Inicia o mestre esclarecendo esta questão crucial do livre arbítrio em nossas vidas e o por que é tão difícil que ele de fato ocorra: “… existe uma influência dos anjos guardiões… e isso não é uma coisa fácil…”. E mais ainda, explica que para alcançar alguma porção de livre arbítrio, é necessário assumirmos como se estando diante de uma grande guerra. Compartilho que é tão real quanto o que vivencio agora. Em ambiente ainda mais hostil, as investidas destas influências são como a pressão de um redemoinho, sempre tentando me esmagar e engolir (D-us me livre), rogo então a Hashem com salmo (6:3) da idade de meu filho: Apieda-Te de mim, ó Eterno, porque falece minha força; cura-me, pois de terror tremem meus ossos…”. E esta tem sido minha única arma que tem desmascarado os anjos guardiões. Entendo que estes são os próprios obstáculos, severidades e falsidades do mundo que se apresentam em nossas vidas, e que quando trilhamos o caminho de retidão sempre com devoção e suplicas, com a graças a D-us, por vezes chega a ser instantâneo, isso é real, assim tenho presenciado. Barreiras se desmoronando e a misericórdia de Hashem se revelando. Obrigado S-nhor do mundo. Entendo então que para entre nós existir livre arbítrio é inevitável a influência destas forças contrárias. É da vontade do Criador que elas existam, como disse o mestre, são “guardiões”, ao que percebo minimamente como sendo guardadores de um bem maior que D-us quer nos dar, e que cabe a nós o esforço maior para que este bem flua no mundo.

    Em seguida o mestre nos trás revelações essenciais nos permitindo uma visão estrutural legítima sobre os anjos. Primeiro faz comparações do mundo secular e ignorante sobre o assunto, que de forma cômica costumam expressar “eu não sou nenhum anjo” ou mesmo quando alguém está indeciso explicam que tem o anjo soprando um pensamento bom de um lado enquanto que do outro há um pensamento contrário soprado pelo anjo mal, etc… E depois nos leva a um aprofundamento, esclarece que a verdade é muito diferente. Que as influências são muito espessas e daí a dificuldade para se manifestar o livre arbítrio, pois a grande maioria destas influências provém de entidades negativas. Falando por mim mesmo, exemplifico que os combates acontecem e intensificam-se quando nos abrimos para influências e culturas estranhas a leis de D-us. Por vezes um simples toque como o aperto de mãos ou mesmo as investidas das mulheres mundanas com perfumes, vestimentas e maquiagens que mais parecem armas de destruição. Em fim, conforme revelações do mestre, são os anjos atuando em nosso plano, os rebaixados de suas classes, que optaram por envolver-se com os humanos em busca de prazeres físicos não sancionados com as mulheres dos homens. Reflito sobre estes seres estarem materializando-se e andando entre as pessoas neste plano, como desde início, pois explica o mestre que desde Adam eles estão entre nós. Que inclusive a atuação em máxima escala de contaminação e rebaixamento ocorreu na geração do dilúvio quando o Criador fez a “purificação” da Terra através do dilúvio (ensina o mestre), para que finalmente eles fossem interiorizados de modo a possibilizar a retificação do mundo, assim entendi minimamente. E mais ainda, revela o mestre que desde o princípio há inveja deles diante do homem, intriga e inimizade por parte deles, que os mantem em oposição e indispostos a contribuir para evolução do mundo. Em outras aulas o mestre explica que apesar de sermos inferiores a estas entidades, o poder do livre arbítrio, nossa retidão, podem nos levar a graus acima dos deles, e neste ponto de vista, entendo que podemos viabilizar um equilíbrio junto a eles, que se D-us quiser irão então se unir favoravelmente ao nosso trabalho espiritual e vontade Divina, “… que é a santificação deste nível inferior, justamente onde estes obstáculos ocorrem, para que a luz de D-us possa ser revelada e este local se tornar uma moradia para D-us…”. Que assim seja, amém.

    A aula continua com exemplo vívido da Torá, seguida de grande aprofundamento sobre a investida dos anjos no grau físico, os quais logo mais tentarei expressar um mínimo entendimento e vivência num próximo comentário que estou concluindo com a Graça de D-us.

    Obrigado mestre e amigos.

    Edson.

  2. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, mais especificamente o primeiro da série de dois, inclusos em uma única faixa de áudio.

    A aula se inicia com o mestre recapitulando a aula anterior, em que há uma influência dos anjos guardiões em nosso livre arbítrio, e as dificuldades decorrentes disso. Segundo o Rav, o ideal seria exercer o nosso livre arbítrio com o mínimo de interferência destas entidades, mas é muito difícil. O Tanya, livro do Alter Rebe, prossegue o Rav, trabalha isso no capítulo 30, em que se fala da dificuldade que existe para reconhecer, entender e ativamente participar da grande guerra que ocorre dentro nós mesmos, contra a nossa iêtser hará, sendo que alguns nem percebem isso, submersos que estão na escuridão, traz o Rabino. O Alter Rebe comenta que é difícil até mesmo julgar um rashá gamur (um perverso total), pois por dentro dele há grandes guerras, traz o Rav, que destaca que a diferença é que o perverso perde essa guerra, e o nosso objetivo é vencê-la. De acordo com o mestre, estudar esses assuntos visa sensibilizar a pessoa para uma vida espiritual. O Rav cita o Zohar: “Ai daquele que acredita na Torá apenas como um livro de história”. Tudo o que é tratado pelo Rabino Avaham é cashér, fundamentado nas fontes autênticas da Torá, dos Midrashim, da Cabalá, do Talmud e da Halachá. O fato de, para alguns, parecer extraordinário que esses assuntos existam, apenas revela o quão distante se está da Torá e de suas verdades absolutas, o mestre afirma.

    No final do ano secular passado, fui convocado para um trabalho (“fazer cachê”, cantar em alguns eventos) em um conjunto musical, do qual fiz parte. Foi o início de um “efeito dominó” – várias emoções, sensações e sentimentos não retificados – decorrentes do contato com a sitra achra, segundo o mestre ensina – se apoderaram de mim, e o espírito de loucura – também conceito do mestre – tomou conta. Eu não entendo como, em apenas alguns dias, pus a perder muita coisa que aprendi, pelo simples fato de estar em um ambiente pesado desses. Eu pergunto: como não consegui controlar esse “roller coaster emocional”? Em outros ambientes, OK, consegui evitar de ser contagiado, mas como isso foi acontecer dessa maneira? Com a explicação do Rav, que eu transcrevi, acima, já obtive algumas respostas, e me dei conta de que eu sou mais fraco, frágil e influenciável do que supunha. Só agora estou exercendo um pouco de discernimento, recuperando um pouca da minha concentração, e traçar algumas linhas no site.

    Prosseguindo o shiur, o Rav ensina que, juntando o conceito de livre arbítrio e todas as classes de anjos, é possível explicar toda a confusão intelectual e moral que há no planeta. Por um lado, há o livre arbítrio, por outro, a pessoa sofre influência angelical. De acordo com o Rabino, o incauto é influenciado e nem se dá conta, outros até percebem algo, mas não têm força para resistir. O mestre ensina que é possível optar diferente, pois existe uma natureza intrínseca no ser humano, em que a mente domina as emoções, os desejos e as paixões. A mente está acima do corpo e das emoções, e é preciso aprender a privilegiar a mente, e não os nosso desejos e paixões mais rebaixados. Continuando a linha de raciocínio, o Rav afirma que é ilusório pensar que os anjos guardiões estão mais próximos de D’us, por não existirem dentro de um corpo, que é responsável pelos nossos desejos animais. Na verdade, os anjos guardiões estão muito longe de serem considerados seres angelicais perfeitos, pois popularmente as pessoas pensam que todos os anjos são bons, sendo isso um erro de cultura, o mestre esclarece. No Bereshit 6:2, se relata sobre os anjos que caíram do céu, e se sentiram atraídos pelas mulheres da terra, desposando-as. Essas criaturas, prossegue o Rabino, criaram tanto caos e desolação no planeta, incluindo a prole de gigantes, subproduto da relação de anjos caídos e seres humanos, que D’us fez uma purificação da terra, através do Mabúl (Dilúvio). O Rabino esboça um breve histórico de Metushelach, contemporâneo de Nôach, e como ele foi incumbido de eliminar shêdim (demônios), através de uma espada em que estava escrito o Tetragrama, ao que o mestre relata o evento de não eliminar Agrimus, o rei dos shêdim, em troca de um livro com o nome das entidades negativas, para que Metushelach pudesse mais facilmente dominar e eliminar os shêdim.

    Certa feita estava conversando com o Sr. Edson Bertoldo, ao que o mesmo, baseado nos ensinos do mestre, me confidenciou que a influência dos shêdim é maís próxima, sutil e cotidiana do que eu pensava. Uma simples frase proferida sem pensar – já que o pensamento vem da mente, portal de entrada para o mundo espiritual, aqui estou inferindo baseado nas lições do Rav -, uma determinada situação ou circunstância, dependendo do momento, tem um “sabor” de enfrentamento espiritual. Não sabia disso, e mesmo tendo esta informação, tolamente posso cair nessa armadilha novamente, a qualquer momento, visto o que aconteceu comigo. Não gostaria de ser tão suscetível, e me sinto extremamente frustrado quando não consigo resistir.

    Prosseguindo o shiur, o Rav revela que causa estranheza que os anjos, por viverem em um domínio mais refinado que o nosso, tenham descido para a terra, assumindo forma humana para fins de interação com o ambiente, consequentemente caindo de nível, e tenham se atraído pelas fêmeas da espécie humana. Sob o ponto de vista angelical, somos como macacos, afirma o Rabino, vistos como animais inferiores. Baseado em uma explicação de um mestre, assim como o Rabino, o Rav afirma que uma pessoa que força um anjo a fazer algo, com recursos específicos para isso – utilização de seu nome, por exemplo, o que é proibido -, é como uma “vaca com um revólver”, demandando algo de nós.

    O mestre explica que, quando Hashem resolveu criar o homem, as outras raças espirituais não aprovaram esse ato do Eterno. Os anjos acabaram desafiando a Corte Celestial, afirmando que, de qualquer coisa que o homem fizesse, eles fariam igual ou melhor, desqualificando a criação desta nova raça. Segundo o Rav, entre outras peculiaridades do homem, há a alma, que é superior a todos os anjos. Segundo o mestre, Hashem criou o homem para fazer um trabalho espiritual, na Criação, que nenhum anjo poderia fazer, de acordo com as suas características. Assim, desde antes da criação de Adam HaRishon, surgiu a inimizade entre os seres humanos e as raças angelicais, o mestre aqui procurando elucidar a origem desta inimizade, que faz com que os anjos procurem nos influenciar, para que nos desviemos de nosso caminho, e os desdobramentos de todos os eventos, desde o início da Criação, desta relação peculiar entre homens e anjos que, ao mesmo tempo que nos atrapalha, nos impulsiona para superar os obstáculos, fomentando o desenvolvimento e a elevação da raça humana, para que a terra se torne uma moradia santa para D’us, traz o mestre. Assim se encerra o primeiro shiur.

    Entre outras insanidades e tolices que cometi, cheguei a ler a respeito da não crença em Hashem, prefiro não especificar o conteúdo, em respeito ao Rav e aos amigos. Graças ao que aprendi com o Rabino Avraham, identifiquei um erro fundamental: a absoluta falta de intuição e fé, exatamente como descrita nos shiurim do mestre. Puro lixo racional. Assim, fui levado, por essa crise de racionalidade, a deixar temporariamente tudo em que pesadamente investi – Hashem, a Sua Torá, a obra de Torá do mestre, a comunidade. Se não fosse pelos e-mails que recebi, todos oferecendo amizade, solidariedade e orientação, não estaria aqui relatando isto, tudo iniciado com um simples contato, que desconhecia que me faria tão mal. E, por fim, o meu histórico também pesou: tudo o que vi e vivi – mesmo que inadvertidamente -, ao longo da minha vida – os sonhos e o vislumbre de um mundo espiritual, mesmo duvidando e passando por baterias de exames de neurologistas, psiquiatras e psicólogos na juventude, para confirmar minha sanidade mental. Sim, sou um homem atormentado, infelizmente, e por pouco não abandono justamente o que tem me feito tão bem, o convívio com o mestre e com os amigos da comunidade. Graças a D’us eu tenho a vocês, embora tenha dificuldade de demonstrar isso.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e aos amigos.

    Márcio

  3. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, mais especificamente o segundo da série de dois, inclusos em uma única faixa de áudio. O meu comentário está no final da transcrição da aula do mestre.

    A segunda aula se inicia com o Rabino relatando uma passagem da Parashá Balac, em que o personagem Bilam castiga sua burrica, que se recusa a seguir o trajeto, ao que a mesma fala com Bilam, ao ser castigada mais uma vez. A burrica, o Rav prossegue, explica para Bilam que um anjo, armado com uma espada, está obstruindo o caminho. Hashem abre os olhos de Bilam, que enxerga o anjo e se prostra diante dele. Uma cena como essa, explica o Rav, precisa ser analisada com atenção, sobre a revelação angelical diante de um homem. Os malachim, ao contrário da visão popular e imaginação não retificada, não são seres andrógenos, com cabelos compridos e dourados com asas, até porque não habitam a nossa dimensão. No caso deste trecho da Parashá em questão, em que o anjo se revela para Bilam, continua o Rav, um anjo é na verdade um shaliach (emissário), que cumpre tarefas determinadas. As pessoas pensam que os nomes dos anjos são individuais, mas pela Cabalá, ensina o Rabino, um nome de anjos revela a sua função, fazendo parte de uma classe angelical. O Rav dá um exemplo de um nome (função) de anjo permitida de ser revelada: Raziel, que é uma classe especificada no nome – de acordo com uma fórmula antiga, o mestre revela, se usa o seu nome em aramaico, e o sufixo Kel no final (por ser Nome Divino, não se fala o sufixo em separado, sem a adição da letra “k”). Raza, em aramaico, significa “segredo”, concluindo o Rav que Raziel é classe de anjos que trazem segredos, ilustrando isso com o exemplo do Sefer Raziel HaMalach, fornecido a Adam HaRishon após a sua queda, para ajudá-lo em sua nova condição caída, sendo este um gesto de misericórdia divina. Outros exemplo do mestre: Rafael, a classe dos anjos da cura. Refuah = cura, adicionado com o sufixo Kel; Uriel, a classe dos anjos da iluminação. Ur = luz (no sentido espiritual), adicionado com o sufixo Kel. Outro exemplo: Gavriel (em português, Gabriel). Guibor = força, poder ou severidade, a classe angelical que executou Sodoma e Gomorra, ensina o mestre, a classe de anjos que age como instrumento de justiça divina, pela sua severidade. Mais um exemplo do Rav: Serafim. Seraf: fogo (espiritual), classe dos anjos de fogo, que é ligado ao assunto de Guevurá (severidade, justiça), também encarregados de exercer o assunto de justiça divina. Desta maneira, o Rabino Avraham esclarece sobre as categorias de anjos, através de seus nomes.

    Retomando a Parashá Balac, em que um anjo que revela para Bilam, o Rav explica que, de acordo com o Talmud, as criaturas espirituais são muito mais numerosas do que nós, e se o ser humano pudesse vê-las, o homem enlouqueceria. A burrica, ao ver o anjo, e não Bilam, a priore, na verdade é um ato de misericórdia divina, pois o animal não é tão afetado por essa visão, ao contrário da reação de Bilam. No caso de Bilam, o anjo aparece em forma compreensível para um homem, pois se ele, assim como os outros anjos, se revelasse em sua forma original, isso seria o suficiente para causar pânico, pela sua aparência extremamente extraterrestre. Se por alguma razão que só o Eterno sabe, se um anjo aparece em uma “roupagem” adequada, isso na verdade é um ato de benevolência divina, explica o Rabino.

    Essa capacidade dos anjos, segundo o mestre, é para que essas entidades possam interagir com este mundo, e assim cumprir o que foi designado por Hashem. Sendo a estrutura de nosso universo constituída de quatro estados básicos da matéria – terra, água, ar e fogo -, é necessário que o malach assuma a “vestimenta” adequada para exercer a sua tarefa neste mundo. Ao se “vestir” de uma roupa indentificável com o grau físico, o anjo consegue interagir com a pessoa em questão, de modo a não assustá-la. Pelo fato de a nossa “vestimenta” ser impura (o Rav explica que a pele, uma cobertura grosseira – sendo chamada de “a pele da serpente”, devido ao contato do Serpente com Adam e Chava no Gan Éden, de acordo com o Zohar, é a substituição da pele translúcida, após a queda espiritual de Adam e Chava, sendo uma lembrança disto a nossas unhas, que também são translúcidas, traz o Rabino), é preciso que o malach, ao voltar para a sua dimensão, “se banhe” no Nahar Dinur (rio de fogo, em aramaico), para voltar à sua forma original, de acordo com o Rav. Concluindo o assunto da Parashá, o mestre ensina que o anjo que entrou em contato com Bilam foi um emissário, investido de uma “roupagem” adequado para instruí-lo.

    Eu tenho um relato. Na primeira metade dos anos 2000, logo após o término de um namoro (uma relação ilícita, segundo o mestre ensina), estava extremamente deprimido, em busca de respostas. Fui procurar um estabelecimento, oriundo de uma religião não sancionada pelo Eterno. Era do outro lado da cidade, em um bairro afastado. O local tinha um ambiente extremamente pesado – eu nem sei o que eu queria, se algum tipo de “encantamento” ou apenas respostas, eu estava transtornadíssimo, perdido –, era noite e eu estava para entrar lá, ao que dois rapazes me interceptaram, e perguntaram se eu conhecia algum tecladista, para integrar a banda deles, isso na porta de entrada do local, em questão – eles me abordaram “do nada”. Perguntei o nome da banda. Eles responderam que o nome era exatamente o de uma classe de anjos, que prefiro não mencionar aqui. Eram dois irmãos, com uma atitude positiva fora do comum, me incentivando a ser instrumentista – na época, apenas dava aula de técnica vocal, e sabia somente meia dúzia de acordes. Para mim, um cantor extremamente egocêntrico e vaidoso, vir a ser um instrumentista, era algo revolucionário e inusitado, na época. Fizemos alguns ensaios, resolvi sair da banda e segui o meu caminho, e nunca mais os vi. O fato é que isso me incentivou a ir além, na questão musical, me fez rever conceitos. Fiquei extremamente intrigado com este episódio, muitos anos depois, e após muita reflexão: fui impedido de entrar em um local praticamente dominado pela sitra achra, por duas pessoas, que tinham uma banda com nome de classe de anjos. Eu estava prestes a me envolver com coisas muito negativas, e fui literalmente salvo, graças a D’us. Mesmo antes de estudar aqui, isso me causou grande espanto, mais ainda agora, com o método de ensino do Rav, sempre revelando a Torá de Hashem em todos os detalhes, a partir de arquétipos. Em outras palavras, mesmo sendo de teor simbólico o que me aconteceu, dentro da minha pequena realidade, foi algo que, além de tudo, ajudou na minha formação musical livre. Baruch Hashem.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos do Retidão Noética.

    Márcio

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