ANGEOLOGIA JUDAICA 4

As duas gravações deste título se focam na interferência que os “anjos guardiões” exercem sobre os seres humanos. Grandes e vitais são os insights trazidos pelo Rabino Avraham Chachamovits, sobre a consciência humana que de fato urge em ter seu êxodo das amarras mentais que se fortificam em uma vida materialista. O Rabino Avraham explica vários aspectos do “caos psicológico” que tantos vivem hoje. Este caos é produto (também) da influência angelical que instiga os seres humanos às adversidades (ainda que seus nomes sejam anjos guardiões), somado à falta generalizada de orientação espiritual. Tudo isso muito problematiza a vida humana.

O que fica claro destas aulas é não somente a suscetibilidade espiritual das pessoas às forças operantes que interferem na vida, mas sim, à necessidade das pessoas caminharem com retidão – de acordo com as leis de D-us que são a Torá. Além disso, é preciso entender que a função das dificuldades da vida são o oferecer das oportunidades para a pessoa clamar por D-us e assim crescer espiritualmente, fazendo dela adjunta no inaugurar da era Messiânica muito em breve, se D-us quiser.

tzedakah

2 pensamentos sobre “ANGEOLOGIA JUDAICA 4

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, mais especificamente o segundo da série de dois, inclusos em uma única faixa de áudio.

    De acordo com o mestre, já vivemos em um mundo de grande tribulação, mesmo não havendo nenhum evento relacionado ao fim dos dias: existe muita confusão entre as pessoas, acrescido de arrogância e prepotência de uns, e sofrimento e dor de outros. Hoje em dia, traz o Rav, as pessoas vivem em um “apocalipse psicológico”, onde, o mestre aqui citando os Profetas, “verdades são tidas como mentiras, e mentiras são tidas como verdades”, e as pessoas têm opiniões, ideias, pronunciamentos, filosofias, mas poucos têm direcionamento e insights, poucos sabem o que estão fazendo de suas vidas. O mestre revela que, de acordo com o Arizal, uma das perguntas que são feitas à pessoa, depois de morrer, é se ela desvendou o seu propósito de vida neste mundo, ou seja, o seu tachlit. Muitas pessoas passam a vida sem ter a menor ideia do seu propósito de vida, e ficam absortas em “brinquedos de adultos”, se tornando “colecionadores de selos ou barquinhos, experts em apreciação de vinhos chilenos”, sendo tudo isso distrações da compreensão de um objetivo espiritual, traz o mestre.

    Olhando para trás, e meditando sobre todos os erros que cometi, e as tentativas de “acertar”: o fato de ter assumido um filho (a única coisa digna que fiz, até hoje, pois o resto foi só vaidade), ter dado uma profissão para a mãe dele, e ter providenciado toda a infraestrutura para que fiquem bem, eu me pergunto: não seria esse o meu tachlit? Agora, com essa tarefa cumprida, e se D’us me levasse embora daqui?

    Dentro da temática do “apocalipse psicológico” na vida das pessoas, prossegue o Rabino Avraham, ao contrário do que se possa imaginar, os anjos guardiões, que existem como mensageiros da D’us, influenciam as mentes e os corações dos homens de forma negativa, em particular os ministros angelicais que regem as diferentes nações. O Rav recomenda a leitura do capítulo 4, do livro de Daniel, que relata o que ocorreu com o perverso rei Nabucodonosor, responsável pela destruição do Templo Sagrado em Yerushaláyim. Segundo o mestre, o livro de Daniel relata que, por influência dos anjos guardiões, o rei acaba ficando louco por um tempo, perde o reino, e, inclusive, lá é descrita a origem da licantropia, como um grau de doença mental, servindo de punição temporária para o rei Nabucodonosor, tudo prenúncio de um sonho que o mesmo teve, interpretado por Daniel. Trazendo o assunto para os tempos de hoje, o Rav revela a influência constante dos Bnei Elokim nas pessoas, bastando ver a miríade de comportamentos inapropriados que o ser humano demonstra, muitos, se não fosse por uma sociedade tão permissiva, seriam diagnosticados com diferentes patologias emocionais, distúrbios mentais, inclusive esquizofrenia, graças à influência dessas entidades. O mestre afirma que essas perturbações psicológicas e tribulações servem para que, em sua angústia e ansiedade, as pessoas rompam com a sua arrogância e orgulho, e clamem a Hashem, pedindo ajuda para melhorar as suas vidas caóticas e medíocres, como ocorreu com o Bnei Yisrael no cativeiro do Egito. Segundo os comentaristas da Torá, traz o mestre, houve quem não quisesse sair de lá. Em outras palavras, o Rav explica, D’us assim faz para que a pessoa desenvolva um pouco de fé e cumpra o Seu desejo, impõe todos esses bloqueios para que alguns, privilegiados, busquem sobrepujar essas barreiras e ir além.

    Dentro da minha pequena realidade, experimentei momentos de extrema confusão mental, do final do ano passado para cá. Na verdade, desde há muito tempo, trago comigo várias “sequelas” de uma vida não retificada e, mesmo assim, eventualmente cometo o desatino de incorrer nos mesmos erros, gerando todo o ciclo de novo. Eu não sei quando eu vou realmente aprender, a não dar mais margem para essas coisas acontecerem comigo. Estou “refugiado” em Porto Alegre, praticamente apenas estudando a obra de Torá do Rav, direcionada para o meu grupo espiritual, meditando sobre os meus próximos passos. Que D’us me ajude.

    O Rav explica que demanda fé, estudo e compreensão da lógica divina, que transcende a racional, para entender a influência angelical no mundo, no que tange a pensamentos negativos, fixações e outras questões que atrapalham a vida de um indivíduo. O mestre revela que o lado negativo se espalha no mundo, através da difusão de doença mental. A maioria das pessoas, o Rav prossegue, sofre de algum estágio de doença mental, independentemente de sua funcionalidade na vida profissional e social.

    Dando sequência ao shiur, o Rav afirma que, ao contrário do que o homem contemporâneo pensa, a origem dos seus problemas existenciais/espirituais é antiga: Adam HaRishon foi o primeiro a se perceber confuso e, neste momento, transgrediu a única lei que existia para ele, sendo que até hoje pagamos por esse erro primal, que provém do fato de D’us ter mandado Adam cuidar do Jardim do Éden, e houve um desvio – Adam, assim como todos os seus descendentes, se identificou em demasia com o físico. O Rav traz o grande comentarista da Torá, Rashi, no final da Parashá Shelach: “Os olhos veem, o coração deseja, e as mãos agem”. Em contrapartida, o mestre continua, aquilo que não vemos e, por conseguinte, não desejamos, nos causa frieza. Vivemos em um mundo onde as pessoas tem uma identificação muito “desperta”, a respeito de todas as suas necessidades físicas: somos todos muito conscientes dos nossos desejos mais baixos, físicos e materiais, acerca das questões egocêntricas e de tudo aquilo que nos define sobre o aspecto materialista, traz o Rabino. Entretanto, o lado espiritual é ignorado completamente ou distorcido, de acordo com o amor próprio do indivíduo, o Rav explica. Assim que impera um desejo forte e reconhecido do corpo, para a maioria das pessoas o aspecto espiritual é deixado de lado. De acordo com a ciência, o mestre prossegue, várias de nossas reações a respeito dos nossos desejos ou coisas que nos atraem, têm um componente bioquímico – a pessoa desenvolve uma “configuração molecular” em seu corpo, que se forma toda vez, em resposta ao mesmo estímulo: a pessoa fica “viciada” em respostas emocionais e físicas, como uma espécie de “natureza” que ela vai alimentando pouco a pouco, tornando-a subserviente a esses estímulos, em um sistema de “gatilhos”, que são desencadeados, dependendo do que a pessoa vê, ou algo que outrem faça a ela, fazendo com que a mesma se comporte de certa maneira, por exemplo, sem perceber que isso não é determinante da formação de sua personalidade e caráter. Segundo o Rav, a pessoa pensa que aquilo a que está reagindo é ela, pois o seu lado espiritual está “adormecido”, porém é basicamente um “corpo reagindo”, com princípios e ideias, mas essencialmente reagindo a vários estímulos. O mestre revela que os profissionais de marketing conhecem bem isso, sobre a fragilidade que as pessoas têm acerca de sua consciência.

    Há muitos anos atrás, eu “comprei uma ideia”: ser um rockstar, cercado de todas as futilidades “inerentes ao cargo”. Agora, que estou ficando velho e cansado, pouco a pouco, sinto que comprei uma ilusão e, ao longo do caminho, acabei adquirindo vícios e sim, recalques por não ter “me enquadrado” neste padrão, que perseguia com afinco. Ainda há um pouco de vigor no meu corpo, e a grande questão é como eu vou utilizá-lo, daqui em diante. Do que compreendi do parágrafo acima, da aula do mestre, é que sempre enxerguei tudo muito distorcido e difuso. A sensação é a de que perdi muito tempo com tolices.

    Na prática, ensina o mestre, os homens, em sua maioria, acabam relegando o seu lado espiritual para o seu subconsciente, estando inconsciente dele e, toda vez que a pessoa vai aprender que há o aspecto espiritual em sua vida, ela reage mal, pois é preciso retificação de seu lado físico, o que atinge o seu amor próprio, pois é “treinada” por uma sociedade sem D’us, a reagir com conformismo e orgulho, sendo o orgulho – yeshut – o obstáculo central de alguém que aparece na vida de uma pessoa, trazendo uma mensagem de D’us. O mestre afirma que, quando Adam pecou, houve a partição entre o consciente e o subconsciente. Adam HaRishon, antes do pecado, tinha os dois funcionando simultaneamente, sendo alguém de gigantesca estatura espiritual – segundo o Talmud, Adam “enxergava de um lado ao outro do mundo”, representando a ideia do consciente e subconsciente unificados, traz o Rav. Em outras palavras, prossegue o Rabino Avraham, consciência e santidade são assuntos paralelos e interdependentes, uma pessoa só é lúcida e consciente de fato, quando ligada a D’us. Uma pessoa perversa pode até ser extremamente inteligente, já que, assim como há a Etz Chayim (Árvore da Vida), existe uma “árvore do lado negativo”. Inclusive, o Rav continua, há o carisma – capacidade de atrair as pessoas para si – utilizado para o mal. Exemplo do mestre: um político corrupto que nega um crime, e as pessoas não se importam, e até o aplaudem. O Rav também discorre sobre o aspecto retificado da severidade, afirmando que “os limites são santos”.

    Dando sequência ao shiur, o Rabino afirma que, às vezes, os caos psíquico é tão pesado em uma pessoa, que a sociedade secular, que não está munida de informações e retidão para identificar isso, aprecia o fato. Essas pessoas, por exercerem suas profissões e terem uma vida social, mesmo tendo problemas mentais é tida como “normal”, sendo, na verdade, funcional.

    De acordo com o Rabino, uma pessoa que consegue iniciar um “processo de êxodo de seu estado de cativeiro psicológico”, perturba muito as forças negativas, pois as klipót – as forças negativas – não gostam quando alguém começa a se erguer fora delas. Há um esforço muito grande a ser feito, o Rav explica, para que a pessoa “saia da lama”, por estar “adormecida” em seu potencial. Aquilo que a pessoa pensa que sempre foi, na verdade é algo que ela “comprou”, aceitou e incorporou na vida dela, e não teve coragem de desafiar: todo o processo de crescer, ter um bom emprego, e uma família não isenta a pessoa de ter um aspecto a ser desenvolvido, ou seja, o lado espiritual adormecido. Um dos grandes problemas do êxodo do Egito, foi o fato de ter havido pessoas que não queriam sair de lá, ao que o Rav afirma: o pior tipo de servidão é a psicológica, em que a pessoa se julga livre, mas, na verdade, está escravizada e acomodada, o que gera toda sorte de doenças mentais e bloqueios comportamentais, ligados à “dormência espiritual”, gerando, também, dificuldade de compreensão, entendimento, sensibilidade e percepção sobre a sua vida.

    O que posso dizer sobre o meu histórico? Para perseguir o meu “sonho de sucesso na música”, não me formei, portanto não tenho um emprego, no sentido secular da palavra – advogado ou médico, por exemplo, as duas profissões de maior status social neste país, desde o Brasil Colônia. Poderia estar na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, como solista e, quem sabe, formado pela UFRGS em Música, mas, devido aos meus erros, acabei, ao longo desses últimos anos, provendo para a mãe do meu filho e para o meu filho, o que me fez mudar de cidade, e também deixando para trás essa possibilidade, literalmente me anulando. Jamais me arrependi: fiz o que julguei ser o correto. Porém, sem dúvida, isso tudo abalou, e muito, o meu ego, pois eu costumava ser mais arrogante e pretensioso do que sou hoje. Quando penso nisso, me sinto um sobrevivente. Na verdade, é isso o que eu sou: um sobrevivente, lutando para manter um pouco de sanidade mental, e viver uma vida menos doentia. E, segundo o que aprendi nesta aula, sempre fui um subproduto dos desejos do meu corpo, utilizando até mesmo o cérebro para satisfazê-los (segundo aprendi em outro shiur do Rav), invertendo totalmente a ordem das coisas, controlado pela animalidade e pelo ego, com o espírito constrito em algum lugar do meu subconsciente. Se essas foram as lições que eu tive que aprender, até aqui, baruch Hashem, sou grato, por mais revolta interna que eu ainda tenha, pois tudo foi pela mão de D’us, que é o Ribono Shel Olam, nas palavras do mestre. Foi o Eterno que, em meus descaminhos, teve misericórdia e me levou ao Rabino Avraham, para me conduzir por este terreno acidentado, que são a minha psique não retificada e espírito atribulado. Em suma, só me sobrou tentar evoluir espiritualmente, pois acredito cada vez menos nas coisas deste mundo, tamanho o meu desencanto. Mais uma aula preciosa do Rav, que está me ajudando a entender o porquê dos meus comportamentos não retificados, e os seus “gatilhos” desencadeadores. O desafio é sempre o mesmo: lutar para pôr os ensinamentos do mestre em prática, se D’us quiser.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham e a todos os amigos.

    Márcio

  2. Shalom Rabino Avraham

    Gostaria de pedir licença e apresentar um breve comentário acerca da Parashá Angelologia Judaica 4.
    O Rabino inicia comentando como é difícil para as pessoas não são ligadas a Torá, é acreditar primeiro que a Torá de D-us, é um mapa, a planta absoluta de toda a criação.
    No momento que a pessoa percebe o valor espiritual da Torá, percebe também que a Parashá é o próprio seguimento de sua vida. Melhor dizendo, a pessoa deve seguir sua vida conforme o desenrolar da Parashá.

    Foi atribulada a formação do Povo de Yisrael, a partir do cativeiro espiritual e físico estruturada pelo faraó que neste caso é o próprio Samech Mem ( Satan ). A libertação da população judaica , só foi possível após as 10 pragas impostas por Hashem e acrescida de um milagre na ocasião da abertura do mar, resultando no afogamento de toda a armada do faraó, sendo ele o único que se salvou. Dessa forma foi mostrado para o faraó que existe um D-us todo poderoso e único e que todos devem ter temor a Ele.

    O Rabino faz um paralelo entre aquele tempo e nossa atualidade, demonstra como também vivemos num cativeiro hoje em dia, a diferença está que o cativeiro no Egito era explícito, revelado, as pessoas estavam lá como escravos, trabalhos forçados, e agora através de um processo de ilusão bem elaborada nosso cativeiro é de uma outra ordem, muito perigosa que pode ser deflagrada através de um “crash” no sistema financeiro mundial, uma revolução da religião, direcionando os incautos para uma visão totalmente distorcida de D-us, como ocorre atualmente.

    O mundo atual já vive uma grande tribulação, primeiro porque as pessoas não se entendem, uma grande confusão entre todos. O que parece o inicio de uma praga, já está ocorrendo em todo o País, no mundo em geral, há mais de um ano, o sol a pino, não dá trégua no calor, os rios secando… A violência presente, se mata por motivo mais torpe, incompreensível, ninguém faz nada para transformar tudo isso, costumam falar “está se cumprindo a Bíblia” verdade, mas poderiam parar para meditar, rezar e pedir a D-us uma mudança de tudo isso. Acontece que a arrogância parece ser mais forte que todas essas consequências…a superficialidade é a tônica da maioria, quase ninguém sabe que direção toma sua vida, explica o Rav.

    As pessoas já vivem um “apocalipse psicológico”, onde a inversão de valores é frequente, onde ‘verdades se tornam mentiras e mentiras se tornam verdades’…continua o Rabino. Hoje as pessoas vivem um “cativeiro”, uma prisão dissimulada pela máscara da ilusão. Ao chegar na outra vida a primeira pergunta é se a pessoa descobriu seu propósito nesse mundo, muitos passam a vida sem o menor interesse de crescer, sem nenhuma noção do sentido que tem sua vida, ficam na distração, distração da compreensão de um objetivo espiritual. Tudo isso devido à toda uma grande Klipá, não permite uma luz na vida da pessoa.

    Então a pessoa pensa e os anjos guardiões?
    Como entra os anjos guardiões em toda essa situação? Como fica nosso direcionamento em frente à toda essa realidade difícil? Relata o Rabino que ao contrário do que as pessoas podem imaginar, os anjos guardiões, eles existem como mensageiros de D-us, exercem diversas tarefas como a manutenção das leis da natureza, além de influenciar como é conhecido, da mente e corações humanos. Os anjos influenciam os humanos de forma nefasta, instigam os seres humanos às adversidades. Basta ver os comportamentos inapropriados das pessoas, que as vezes passam despercebidos devido à permissividade da sociedade. Muitos ficam com algum grau de doença mental, ai quando a pessoa atinge o fundo do poço, ela vai se lembrar de pedir socorro a Hashem, se lembrar que ficou para trás porque esqueceu de fazer Teshuvá (retorno a D-us), tudo isso programado pelos anjos Malachim.

    Desejo agradecer ao Rabino Avraham, esta oportunidade de estudar este assunto tão importante, um ensinamento especial que vem para orientar nossa vida.

    Tudo de bom,

    Francisco Fernando Sousa.

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