A proibição de falar lashón hará existe mesmo quando a pessoa é pressionada a falar.
Mussar (ética e moral):
“Hashem disse: ‘Se você deseja escapar da punição do Guehinôm [Inferno], se distancie da lashón hará, e você merecerá ambos este mundo e o mundo vindouro'” (Midrash Tanchuma, Metsora).
Comentário do Rabino Avraham: Tofteh, o conhecido “apelido” para o Guehinôm, já explica algo importante sobre este domínio espiritual: “MiTafteh significa ‘se abrir’ para a sua iêtser hará [‘má inclinação’]; e vocês [que permitem este ‘acesso’ dela] são aqueles que caem lá” (Rabi Yehuda Fatiyah, Minchat Yehudah, Yeshayah, siman lamed, pêi bet, pg. 123. Ver Ráshi no Talmud, Eruvin 19a). É preciso entender que ser pressionado a transgredir as proibições de lashón hará é algo que inclui a incrível “pressão interior” que a má inclinação exerce quando uma “oportunidade” se abre para que se transgride assim. É como se as palavras criassem vida, e subissem do fôlego dos pulmões, passando para a garganta, crescendo na boca e língua e chegando até os dentes da pessoa, como a lava quente que sobe de um vulcão. No entanto, saiba que é por isso que a língua é cercada dos dentes, para que estes sirvam como uma barreira para a lashón hará.
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