AMÉM!

E está escrito nesta parashá santa: וחרה אפי בו ביום-ההוא ועזבתים והסתרתי פני מהם והיה לאכל ומצאהו רעות רבות וצרות ואמר ביום ההוא הלא על כי-אין אלקי בקרבי מצאוני הרעות האלה “Então Meu furor crescerá contra ele naquele dia, e o abandonarei, e esconderei o Meu rosto dele, e será por presa, e o alcançarão muitos males e angústias, de sorte que dirá naquele dia: ‘Certamente, por meu D-us não estar no meio de mim, me alcançaram estes males.’ E Eu, certamente, esconderei o Meu rosto naquele dia por todo o mal que fizera, por se haver voltado para outros deuses” (Devarim 31:17-18, Vayêlech).

Agora, se voltar aos “outros deuses” é um código para qualquer desligamento de Hashem. Isto pode ocorrer na forma mais revelada de qualquer espécie de idolatria – uma perversão da consciência sobre D-us – ou do desdenhar das leis, ordenamentos e orientações d’Ele. Tudo conta, nada é deixado de ser contabilizado. Cada ato, emoções e pensamentos são anotados no Alto. Cada aspecto do ser é visto e julgado pelos seus méritos e deméritos. E a balança celestial é perfeita, pois Ele é o Juiz da Verdade. Mesmo um “simples” Amém* tem peso incalculável. Veja, “Aprendemos que todo aquele que descende até אבדון Avadón, o local [no Guehinom/Inferno] também chamado de תחתית Tachtit, ‘o fundo’, nunca mais sobe novamente. E este homem é chamado de ‘o homem que foi destruído e perdeu todos os mundos’. E aprendemos que para este lugar terrível são baixados aqueles homens que desprezam dizer Amém [quando ouvem uma brachá/bênção legítima da Torá]. Tal homem é punido no Guehinom pelos tantos Améns que eles perdeu, os quais ele não considerou, e ele é então baixado para o compartimento mais inferior, que não tem abertura alguma. E ele é perdido para nunca mais se erguer de lá” (Zohar 286a, Vayêlech). E eu vi que a guemátria de Avadón (alef-bet-dálet-vav-nun, ou 1 + 2 + 4 + 6 + 50) é igual a 63, sendo este valor numérico das letras sámech e guímel (60 + 3). Estas duas letras juntas formam a raiz da palavra “refugo” [SiGuim], como no verso, “Todos são refugo, completamente sujos” (Tehilim 53:4).

Agora, é o chamado gas ruach (“espírito grosseiro”) do indivíduo que faz ele desprezar Hashem e Sua Torá, portanto o fundamental ato de testemunho e santificar o Seu Nome que é dizer Amém para uma brachá. E o Zohar é tão contundente sobre isso, que podemos inferir que negar dizer Amém para uma brachá é a quintessência do espírito baixo de um orgulhoso. O orgulhoso se prostra aos outros deuses, principalmente ao o maior de todos: seu “deus interior”. Daí sua punição ser tão severa, como descrita neste verso atemorizante da Torá. E veja: o único tsêruf/anagrama de SaG é GaS; e a guemátria albam de Avadón mais o kolel é igual a 214, a mesma guemátria de ruach (rêish-vav-chet = 200 + 6 + 8 = 214) que significa espírito. Avadón é sim o lugar dos que têm um gas ruach. E para aqueles que ousam a descrer que estas punições venham a persegui-lo até mesmo depois da vida – o tempo de retribuições- a Torá revela que não é assim de forma alguma. Sendo uma mensagem Divina, cada letra e verso da Torá são infinitos portais de entendimento. Todas as verdades do universo são lá encontrados. O passúk/verso verso afirma sobre os que ignoram a Hashem, que ומצאהו רעות רבות וצרות umetsauhu raót rabót vetsarót, “e o alcançarão muitos males e angústias”, com guemátria albam 728: o mesmo valor numérico da expressão חיים אחר המות chayim achar hamót “vida depois da morte”. Mesmo depois da vida física existe vida, e o acerto de contas seguirá como prometido na Torá. E ainda quando tratamos de algo que parece ser tão “menor”, como um simples Amém, se este for desprezado, então “o alcançarão muitos males e angústias”, incrivelmente, com guemátria katán 91: o valor numérico da palavra Amém (alef-men-nun, 1 + 40 + 50 = 91); e a guemátria atbash de é 1309, a mesma de מהתחתנות mehaTachtonot, “do fundo”. É tempo de despertar!

* Amém é um acróstico de א-ל מלך נאמן KEl Mélech Ne’emán, “D-us é o Rei Fiel” (Talmud Shabat 119b).

tzedakah