KIDUSH HASHEM

O Midrash ensina que, “Enquanto Avraham e Sarah estavam em Charan – ele convertia os homens e ela convertia as mulheres” (Bereshit Rabah 39:14). O nome ChaRaN (הרן) tem as mesmas letras de ChaRoN [‘raiva’], a ira Divina despertada pela transgressão. Portanto, Avraham e Sarah lutaram para mitigar a raiva Divina através de trazer pessoas para o serviço a D-us. O mundo sem consciência Divina vive em transgressão perene. Por isso vemos as tragédias – os decretos severos que recaem sobre o mundo causados pela ira Divina em resposta a um mundo idólatra, arrogante e apático às leis espirituais. O trabalho Abrâmico com seres humanos é vital, pois “adoça” os decretos Divinos ao retrair a idolatria no mundo enquanto ensinando como se ligar a Hashem. E quando Yitrô veio e desejou se converter na fé de Israel, então o Nome do Sagrado Um foi glorificado. Veja, quando alguém distante da kedusha/santidade vem e louva a Hashem, esta manifestação engendrada se estende espiritualmente para todos os mundos, mesmo os mais remotos e baixos. E isto é kidush Hashem (“a santificação do Nome de D’us”). Verdadeiramente, Yitrô se ligou com grande força e alegria a Torá e ao Povo de Israel, e assim glorificou o “Meu Nome”* (em Hebraico, Shemi: shin-mem-yud = 300 + 40 + 10 = 350). E como está escrito: ויחד יתרו על כל-הטובה אשר-עשה ה’ לישראל Vayichad Yitro al kol-hatova asher-assa Hashem le-Israel, “E Yitrô se alegrou por toda a bondade que o Hashem havia feito para Israel” (Shemot 18:9, Yitrô). E a guemátria ordinal deste verso também é 350.

 

* “E Hashem disse a Moshe… Este é o ‘Meu Nome’ [Shemi] para sempre, este é o Meu memorial
para todas as gerações” (Shemot 3:15).

 

tzedakah

Um pensamento sobre “KIDUSH HASHEM

  1. Num mundo pós-moderno, onde impera tantos ruídos que buscam nos afastar de D-us, é um milagre poder falar de Hashem para alguém e, principalmente, alertar, com amor e respeito, o quão importante é se afastar da idolatria e proclamar: só Hashem é D-us e Ele é UM.
    Se nós não falarmos de Torá, quem falará? Quem sabe, a pessoa não converte seu coração ao Eterno…É uma esperança que deve nos motivar.
    Não sabia que o efeito de tal fato era tão amplo e que se “estende espiritualmente para todos os mundos, mesmo os mais remotos e baixos”.
    Obrigado, Rabino Avraham por este ensinamento.
    Shalom! E tudo de bom.

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