SENTANDO PARA ANDAR

“Disse o Rabi Shimon… ואשב בהר ארבעים יום וארבעים לילה לחם Vaeshev bahar arbaim yom vearbaim laila lechem, ‘E então eu habitei na montanha [har em Hebraico] por quarenta dias a quarenta noites’ [Devarim 9:9]. Verdadeiramente, sabedoria não se assenta sobre o homem que anda, mas somente quando ele apenas se senta… como dito, ‘Eu habito’ de fato ‘sento/yeshev’. Agora devemos repousar. E todos sentaram” (Zohar 223a, Vayechi). Eu sempre busco ensinar sobre a importância de lutar contra a inquietude e como ela é um “termômetro” sobre a superficialidade. Contudo, se sentar é algo elevado quando na realização de uma mitsvá. Por exemplo, ישראל וישב על-המטה Yisrael vayeshev al-hamita, “Israel [Ya’acov] se sentou na cama” (Bereshit 48:2, Vayechi), para abençoar Yossêf. E וישבו לאכל-לחם Vayeshvu leechol-lechem, “E eles [os irmãos de Yossêf] se sentaram para comer pão” (Bereshit 37:25), etc. Agora, quando o sentar é vão e fútil, ele é considerado como se sentar em julgamento. Veja, a palavra para montanha é har, escrita hêi-rêish. E sua guemátria absoluta é 205. E este é o mesmo valor numérico da regressão do “Nome Elokim” (alef-lamed-hei-yud-mem): alef, alef-lamed, alef-lamed-hei, alef-lamed-hei-yud, alef-lamed-hei-yud-mem. E vemos que o valor numérico desta regressão então é: 1 + (1 + 30) + (1 + 30 + 5) + (1 + 30 + 5 +10) + (1 + 30 + 5 + 10 + 40) = 5(1) + 4(30) + 3(5) + 2(10) + 1(40) = 5 + 120 + 15 + 20 + 40 = 200. Por fim, somamos mais 5, para o valor das cinco letras do Nome Elokim, e temos o total de 205. Como é sabido, o Nome Elokim é sempre associado a guevurah (o atributo Divino do julgamento e severidade), e a sua “remoção” (implicada pela regressão do próprio Nome), significa uma situação especialmente negativa, na qual a beneficência Divina é severamente limitada. A consciência Divina sugerida por tal situação não é suficiente para “civilizar” a realidade (pois se a pessoa não faz nada pela retificação/adoçamento da realidade, ela é então dominada por ela), portanto deixa a realidade fora de seu próprio domínio, a saber, como em um deserto que é então completamente vazio da consciência Divina. Isso é fazer nada, sentado. Portanto, se sentar sem fazer algo para fomentar a consciência Divina que civiliza a realidade – para cumprir uma mitsvá – ou cuidar do corpo (uma mitsvá também) etc., faz a pessoa “se sentar na montanha”, ou seja, se sentar diante da regressão do Nome Elokim: do julgamento severo. Toda ação que contribui para a elevação da realidade tem o poder de “adoçamento” dela mesma. Ainda que sentado, a pessoa pode e deve elevar a realidade, ou seja, erguer as 288 fagulhas Divinas das sefirot de Tohu que caíram e se aprisionaram nos mundos inferiores (o assunto do Shevirat HaKelim). A guemátria ordinal de Vaeshev bahar arbaim yom vearbaim laila lechem, “E então eu habitei na montanha por quarenta dias a quarenta noites” é 288. Algo que precisa ser mais explicado em outra oportunidade, se D-us quiser.

tzedakah

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