2 pensamentos sobre “PECUDÊ: “QUE SOBRE NÓS POUSE TUA GRAÇA”

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Esta aula sobre a parashá Pecudê é muito importante pois mostra os requisitos fundamentais para servir e se ligar à D-us. Não adianta servir apenas com o coração ou apenas com a mente, na verdade entendo hoje que é impossível na verdade, pois os sentimentos precisam ser domesticados pela mente e a mente deve vir por sua vez acompanhada de emoção. Como o senhor cita na aula ” as emoções são a medida do homem”, já que o que nos atinge emocionalmente é o que de fato estamos ligados, logo não adianta apenas estudar friamente a Torá como se estuda filosofia. A exigência para uma pessoa ser um recipiente apropriado para as bençãos/iluminação de D-us é viver com integridade, pois a falta de integridade é o caos que significa imaturidade que é sinônimo do mal.

    Esses assuntos todos para mim são muito reais e compreensíveis, pois vivencio eles como todo ser humano vivencia ou algum dia vivenciará, pois o caminho em direção a integridade é difícil pois é contrário a natureza primitiva humana regida pelos instintos básicos que bloqueiam tudo que transcenda a realidade sensível. D-us através de Sua Torá da sentido à vida, isto é, através da dimensão moral que rege acima da natureza básica do homem. Entendo que por isso frequentemente estamos pronunciando o viduí e tachanun, pois a todo momento somos testados e é fácil errar, sejam nas ações ou intenções. E a partir do momento que nos habituamos a realizar essa contabilidade pessoal com esforço e honestidade será possível viver como se fossemos nós mesmos um tabernáculo de D-us.

    Entendo cada vez mais o dito de que ” de acordo com o esforço é a recompensa”, pois ser integro requer domar nossas paixões e trabalhar para adquirir temor e amor ao Criador. E nesse trabalho, onde unicamente é possível exercitar o livre-arbítrio, que as forças contrárias mais lutarão contra, forças internas e externas. Mas “a recompensa por uma mitsvá é uma mitsvá e por uma averá é outra averá”, indicando que quanto mais nos habituarmos a fazer o certo mais fácil será nas outras vezes e vice-versa, nesse sentido as ações são o que importam para se aproximar do Criador.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Chodesh Tov e Shabat Shalom, Moshe

  2. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço respeitosamente a licença para comentar o presente shiur:

    O Mestre traz assuntos muito sublimes aqui, falando das 370 luzes da Kedushá, e busco entender que a mente, o recipiente mais elevado do homem, precisa aprender com esforços constantes a recepcionar corretamente estas luzes de maneira que o aspecto emocional seja positivamente afetado até induzi-lo a agir, pois como é ensinado aqui, as ações são o estágio final da luz de D-us no mundo.

    O Mestre explica que as emoções são a medida do homem, por isso entendo que todo o meu serviço à D-us precisa ser feito com a mente unida ao coração, pois quando não há um envolvimento emocional da pessoa no seu serviço à D-us, então esse serviço será sempre frio deficiente podendo levar a pessoa a se iludir achando que está recebendo alguma coisa, quando na verdade não está, que D-us não permita.

    Busco entender que ao atingir um nível maior de pureza a pessoa não fica mais dividida entre o entendimento de agir corretamente e a baixeza emocional que antes a levava até a se sentir mal após cumprir uma mitsvá. O Mestre cita o exemplo da tsedaká, onde a pessoa depois de fazê la pode achar que o dinheiro usado pra essa mitsvá poderá fazer falta a ela, e entendo que isso vale para outras situações onde parece haver uma aparente perda ou desvantagem por cumprir uma mitsvá, pois existe o risco da pessoa perder o mérito de uma mitsvá que ela já fez se ela se arrepende de tê-la cumprido, que D-us não permita. (assunto do shiur ” Testes e mais testes “- Parashá Chaiyê Sarah)

    Assim é fundamental que eu aprenda a agir com temimut (pureza, simplicidade e integridade ), sempre grato à D-us pela oportunidade de cumprir Suas Leis, e apesar de eu almejar ser um Beinoni/intermediário, o que já não é fácil segundo Mestre ensina em suas obras, tento em algum nível ínfimo emular a pureza dos justos perfeitos que agem sempre sem intenções impuras no coração deles, assim entendo que preciso purificar meu coração para me preparar pra ser um tabernáculo para D-us, que Ele permita. Entendo que há um longo caminho a ser percorrido que demandará muitos esforços para eu alcançar níveis de maior pureza. Agradeço à D-us e ao Mestre por essa rica oportunidade de aprendizado, tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Emerson.

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