SUCÓT

Um shiur místico do Rabino Avraham sobre a festa de Sucót, baseado no seu livro: “A Bondade para Avraham”, pág. 500. O grande zelo e amor do Rabino Avraham pelos ba’alei teshuva – judeus fazendo seu retorno espiritual a uma vida digna de Torá e mitsvót – se revela mais ma vez nesta aula de luz intensa.

PALAVRAS CHAVES: O Nome Divino Shak-dai, a águia e seus filhotes, o limite da apreciação da realidade, o mundo que o homem construiu, Elokim tem o valor numérico de HaTevah (“A Natureza”), o resgate da espiritualidade, a “Cortina”, erros no julgar da realidade, tsimtsumim (“restrições e ocultações da luz”), a “sensação” de independência de Hashem, o sublinhar – as causas e essências – da realidade é Ele somente, a fagulha Divina que tudo sustenta, a deficiência na fé, o prazer espiritual, felicidade na Torá, matê ve’ló maté (tocar, mas não tocar), a oscilação da consciência, desejo de retorno à santidade, “erguendo” a cortina espiritual, a busca interior por ligação com Hashem, o vazio existencial do “consumismo”, os disfarces da sociedade sem Hashem, emulando Hashem através da “inversão do seu desejo”, o altruísmo, se submetendo a kedusha (“santidade”).

tzedakah

2 pensamentos sobre “SUCÓT

  1. Shalom Rabino Avraham e amigos estudantes deste portal santo. Peço permissão para um humilde comentário acerca dessa aula tão fundamental para o caminho da retidão.

    Graças a D-us esta aula nos trás a oportunidade de fazermos uma auto avaliação sobre a nossa verdadeira condição espiritual. Diante de um mundo cheio de escuridão – ausência de percepção da Luz Divina – onde a grande maioria das pessoas sufocam suas almas com uma sociedade, cujo estilo de vida está cada vez mais focado no consumismo como forma de preenchimento de seu vazio interior, temos aqui neste espaço santo, a bênção de encontrar uma chance de trilhar um caminho reto em direção à nossa origem que é Hashem.

    O Rabino nos ensina por exemplo que, o distanciamento do homem do mundo que D-us cria – as montanhas, florestas, vales, etc, e em contrapartida, a aproximação com o mundo caótico transformado pelo homem com pobreza, sujeira, ostentações e toda forma de ilusão, trás uma grande cortina que “tapa” a Luz Divina e faz com que o ser humano seja cada vez mais ludibriado pelo sofisma de que ele é auto suficiente e de que não existe um Criador. Certamente esta escuridão é cada vez mais alimentada pela yetser hará, cuja função é manter a frieza espiritual em todo homem, mesmo naqueles que conseguiram algum lampejo de Luz, ao fazer com que se afastem de tudo que os liguem a Hashem .

    Tudo que ocorre para atrapalhar a dedicação de uma pessoa que deseja se retificar e se ligar a D-us através do estudo de Torá, da realização de atos de bondade – como Tzedaká, ou seja, o compromisso de fazer a Vontade Divina, e incentiva a realização da vontade do ego que emana principalmente dos desejos do corpo – consumismo, realização de desejos baixos, preguiça, autocomiseração, rebeldia, etc – é o que mais ocorre hoje em dia e torna cada vez mais difícil a percepção de Luz trazendo o consequente distanciamento do homem de sua felicidade verdadeira.

    Que possamos cada vez mais ser como cita o Rabino Avraham, mais altruístas consigo mesmos, no sentido de dar a oportunidade através de nos aproximarmos de D-us – através de nossos estudos de Torá, orações, recitação dos Salmos, atos de bondade, viver mais próximo à natureza, agir com caráter e retidão – podermos ter erguida esta cortina que nos impede de ver a verdade de fato, e assim podermos perceber que tudo que ocorre ao longo de nossas vidas, seja de qual forma for, ocorre para o Bem de tudo e de todos, pois tudo está sublinhado pelo Criador, Baruch Hashem.

    Agradeço ao Rabino Avraham por esta aula tão importante e pela oportunidade de registrar este breve comentário. Peço perdão por algum equívoco de escrita ou entendimento neste escrito.

    Shalom e tudo de bom.

    Respeitosamente,

    Robson Cleber

  2. Shalom Rabino Avraham e amigos que frequentam este canal santo de Torá. Peço permissão para expor um humilde entendimento acerca dessa aula preciosa.

    Neste ensinamento, o Rabino Avraham nos esclarece que, a contração da Luz Divina chamada de Tzim-Tzum é uma condição necessária para a existência da criação neste mundo, o mundo de Malchut. Esta contração no entanto, faz com que o homem tenha a ilusão de que sua existência independe de D-us e que o mundo existe em torno de suas expectativas. Mais ainda, traz a percepção que ele mesmo é o responsável por seu sustento, pelos eventos que se passam em sua vida e que portanto, ele depende apenas de seu próprio esforço e escolhas. Lamentavelmente este estado de escuridão, pode se estender até o fim de sua vida neste mundo, caso não saia dessa ilusão, preso nas garras do domínio de seu corpo físico em satisfazer suas vontades, desejos e a um modo de vida estabelecido por uma sociedade consumista e portanto divorciada do Criador.

    Esta condição distante do homem com relação a D-us no entanto, pode ser mudada caso ele consiga resgatar a fagulha Divina – alma – que existe dentro de si, pois todo homem tem sua alma que, certamente clama para a ligação deste com a Santidade, com a Presença Divina. Ocorre que a vida secular cada vez mais sufoca essa voz da alma, tornando-a num sussurro. Toda via, o homem pode sim em algum momento de sua vida, principalmente quando ocorrem situações em que a materialidade não seja suficiente para o salvar ou quando sua introspecção revela seu vazio interior e então, ele poderá buscar e talvez encontrar um caminho que possa resgatar essa ligação com o Criador.

    Graças a D-us, minha experiência foi a de alcançar este caminho através dos ensinamentos da Torá para os B’nei Nôach com o Mestre Rabino Avraham. Sei que aqui, temos a oportunidade de conhecer o que é necessário para realizar nosso trabalho espiritual, de aperfeiçoamento de caráter e de retificação necessários para conseguir levantar essa ‘cortina’ – essa força espiritual que tende a restringir a Luz Divina – , e que em tempo, pela Misericórdia de D-us, este aprendizado nos leva a emular ao Criador, ao altruísmo com nossa própria alma, como ensina o Mestre, que nos faz entender que tudo vem de Hashem, que tudo é para o Bem e que temos que ser humildes aceitando os ensinamentos e aperfeiçoando nosso recipiente para receber mais Luz a cada avanço e poder sentir a felicidade não em possuir coisas e bens de consumo mas sim na percepção da alegria em fazer a vontade de Hashem, praticando nossas Mitzvot, atos de bondade com uma medida de fé, e assim termos certeza que um dia, se D-us quiser, poderemos perceber com nossos próprios olhos que a realidade da Providência Divina precede toda a existência, e que isso seja muito em breve Amém.

    Agradeço ao Rabino Avraham por todo bondade em nos conceder estes ensinamentos santos que nos ajudam a sair da escuridão.
    Peço perdão por algum erro de escrita ou de entendimento por mim aqui expressos.

    Tudo de bom.

    Respeitosamente,

    Robson Cleber

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