SHAVUÓT

Um dia santo Judaico é um dia (ou série de dias) observados por Judeus como uma comemoração santa determinada por D-us na Torá ou também de um importante evento na história Judaica. Em Hebraico, os dias santos Judaicos, dependendo de sua natureza, podem ser chamados de Yom Tov (“dia bom”) ou Hag/Chag (“festival”), ou também de Ta’anit/Tsom (“jejum”). Nesta aula, o Rabino Avraham Chachamovits aborda com insights místicos o Yom Tov de Shavuót que celebra a entrega física e espiritual da Torá para o Povo de Israel no Monte Sinai. Assim, é uma festa que marca o “casamento” do Povo com D-us.

PALAVRAS CHAVES: Importância dos 2 primeiros mandamentos, razões para a Torá ter começado com a letra bet ( a segunda do alfabeto Hebraico), Torá do Olam HaBeriyah, a voz é um instrumento de revelação, a revelação no Sinai veio com 5 vozes/sons, 4 letras do Nome de D-us, 4 olamót (“mundos espirituais”), a missão espiritual do povo judeu na terra, várias considerações profundas, as leis judaicas vieram com o recebimento da Torá, o costume de comer produtos de leite em Shavuót, a Torá foi entregue no Shabat, os 49 dias de Ômer, retificações alcançadas através da contagem do Ômer, preparo espiritual para Shavuót, a Klal Israel (“Comunidade Judaica”) é a “noiva” que casa com Hashem em Shavuot, a Torá é o “anel” de casamento, estado de pureza em Shavuót, através da união do Povo Judeu com Hashem criou-se um canal de acesso às verdades espirituais.

tzedakah

Um pensamento sobre “SHAVUÓT

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Espero que o senhor esteja bem. Como forma de preparação para Shavuót ouvi e ouvirei novamente a aula do senhor sobre esta data. Cada chag tem sua importância, mas Shavuót para mim é o chag mais misterioso dentre os três, pois sinto falta por assim dizer da grande quantidade de leis que existem nos outros dois, sendo esse mais abstrato, relativo à um processo muito espiritual na minha visão que foi o recebimento da Torá. Os costumes pertinentes á Shavuót auxiliam nesse processo de reviver aquela realidade espiritual do Sinai como o senhor explica tão vividamente nesta aula. Os ensinamentos aqui expostos são as ferramentas para se “agarrar” a festa concretamente e interiorizar a energia da data.

    Como tudo nesse mundo material teve um início, a Torá alude à isso iniciando com a letra bêt de Bereshit, mas ao mesmo tempo todo esse universo tetra dimensional do espaço-tempo não existiria se não fosse pela vontade de D-us, bendito seja, que criou e recria continuamente tudo que existe. O senhor explica claramente esse conceito ao enfatizar que o primeiro mandamento inicia-se com a letra alêf, e por isso seria até mais fundamental do que o bêt de no início..Refletindo um pouco, transporto isto para a minha realidade, notando que minha vida física teve um início, um bêt, mas sem o alêf de D-us a vida é como uma casca vazia e nesse caso nada faz sentido, portanto o processo de teshuvá é a ponte entre o material e o espiritual, o nascimento físico e o nascimento espiritual.

    Em nível comunitário como o senhor tão inspiradamente e didaticamente ensinou, o nascimento físico do povo se deu em Pêssach, relacionado ao sangue. Já o nascimento espiritual, quando o brilho da alma divina de um judeu começou a surgir se deu em Shavuót, relacionado ao leite e seus derivados como o queijo. E nesse ínterim o processo de teshuvá do povo se deu nas 7 semanas em que cada aspecto das midót foi retificado. Como sempre as datas judaicas relacionam-se sempre com o povo em geral como com cada indivíduo em particular e por isso o tempo no judaísmo ser circular sempre retornando ao ponto inicial e revivendo os acontecimentos passados, e sem a Cabalá não seria possível crescer efetivamente ao revivermos essas datas, pois ela que nos trás o significado profundo de todas as halachót.

    Como o senhor sempre ensina viver uma vida de forma espiritual resume-se em ser reto, não se desviando nem para a direita nem para esquerda dos caminhos (halichót) de D-us, estudando as halachót com humildade e intenção de se ligar à D-us, unindo assim o físico e o espiritual, santificando a montanha da base ao topo conforme explicado na aula. Cabe notar que todas as demais religiões e filosofias de vida ou mergulham na matéria de cabeça ou a renegam totalmente, sendo o judaísmo o único a fazer essa conexão com ações bem definidas.

    Creio que o fato de D-us ter criado universo e tirado o povo judeu da escravidão foi um ato de puro amor e acima da lógica, e talvez se relacione com a primeira retificação do Ômer que é chesed shebe chesed. Já na outra ponta um dia antes da entrega da Torá, o objetivo de D-us é estabelecer o seu reinado na Terra, através da santificação de Seu povo, e daí a última retificação ser malchút shebe malchút.

    O caminho que leva à D-us já disseram é espinhoso no início porém doce no final como o leite e o mel são, e a chave para superar os desafios e as dificuldades o rabino Avraham dá ao final da aula, é a alegria, capaz de quebrar qualquer barreira e kelipá. A alegria em saber que existe uma Torá e D-us a tornou possível de ser acessada. Alegria é tanto uma pré-condição para se interiorizar a Torá como uma consequência desta interiorização numa crescente sem fim.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor e a família.

    Shabat Shalom e Chag Sameach, Moshe

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