VAET’CHANÁN

PALAVRAS CHAVES:  Elevação espiritual ao acordar de manhã, eliminação das klipót, talit e tefilin, os corbanót (“oferendas”) da tefilá (“orações”), estágios da tefilá, a Amidá (“a oração silenciosa”), profeta Ezequiel e a merkavá, função das halachót (“leis da Torá”), comportamentos elevados, orações em humildade, “tempo de chegada” da oração, matrizes de sefirót, poder Divino para elevação da tefilá, Nome Divino Kah forma os olamót, várias características angelicais, a necessidade de “andarmos” espiritualmente, a súplica de Moshé é a ideal.

tzedakah

2 pensamentos sobre “VAET’CHANÁN

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Nesta aula é fornecida uma forte dose de energia para que cumpramos todos os rituais que iniciam o dia, as orações e em especial a amidá, com mais ânimo e força. Como mostrado na aula existe todo um encadeamento que se incia desde o despertar até o ápice que é a oração de amidá, semelhante a iniciar uma viagem, só que neste caso uma viagem pelos quatro mundos espirituais. Como é ensinado que a oração é o serviço divino do coração é vital aulas como essa que provém informações que tornarão a oração mais significativa e compreensível do ponto de vista mais elevado de sua dinâmica espiritual.

    Idealmente deveríamos usar a tefilá como forma de meditação, e cada parte, bircot hashachar, pessukei dezimrá, kriát shemá e amidá, nos levaria a um nível maior de consciência. Nas bençãos matinais os aspectos mais básicos do nosso corpo e mundo são enfatizados, sendo portanto relativo ao mundo de Assiá. Já nos louvores entramos no mundo de Ietzirá dos anjos que apenas louvam a D-us e nada pedem, nos tornando mais espiritualizados e propícios a entrar mais em contato com D-us e posteriormente fazer pedidos. No kriat shemá entramos no mundo de Briá e fazemos uma declaração de unicidade, e no auge na amidá estamos em Atzilút e fazemos nossos pedidos pelo povo todo e particulares.

    Como o rabino Avraham ensina devemos nos comportar durante a oração conforme os habitantes do mundo relativo a parte da oração que nos encontramos, e a idéia de parecer anjos é muito pertinente pois os anjos são chamados Baal Shaliach, pois têm como único objetivo cumprir a vontade de D-us. Mas os homens diferentemente dos anjos cumprem a vontade de D-us mas podem não cumpri-la também, e por isso são seres que caminham, podem caminhar em direção a D-us ou se afastando Dele, e o reflexo no mundo físico desse fato é que o ser humano possui pernas e dobráveis (não retas). A explicação do porquê na visão de Ezequiel os anjos terem apenas uma perna e reta é incrível e lógica ao mesmo tempo, pois anjos não caminham no sentido espiritual.

    Tendo estas informações todas como pano de fundo chegamos ao ápice da aula, que é o significado da palavra que Moshe usou para orar à D-us, Vate’chanan, que significa suplicar. Esta de acordo com os sábios é o arquétipo da oração perfeita, e uma alusão a isso está no seu valor numérico de 515, que conforme ensinado na aula refere-se aos 500 canais de sefirót que se ramificam das 5 principais midót mais 15, que é a guemátria do nome de D-us (yod-kei) responsável pela criação dos mundos, esse conjunto (500+15) que possibilita as orações dos humanos ascenderem aos céus. Só não compreendo ainda a diferença entre os 4 mundos e os 7 céus, mas como aluno devo ter humildade e aceitar que nem tudo pode ser compreendido de uma só vez.

    Agradeço ao rabino Avraham disponibilizar esse conhecimento tão raro e sagrado, que possibilitará que minhas orações e espero de todos que assistirem esta aula, ascendam e sejam aceitas mais facilmente.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Shavua Tov, Moshe

  2. Shalom, Rabino Avraham Chachamovits e amigos da comunidade,

    Solicito licença para expor breves comentários sobre o shiur Vaet’chanan publicado em: https://beitarizal.org.br/2013/04/14/vaetchanan/
    O shiur inicia-se pela explicação de que todo o procedimento ritualístico realizado pelo Bnêi Israel de limpeza, desde o acordar, sua higiene, etc, é um processo de eliminação das klipots (cascas externas).
    Se compreendi minimamente, esse processo de limpeza antecede o da vestimenta casher e da própria tefilá. Sendo que este procedimento tem conexão com a retificação dos elementos e, ainda, com outros olamot/dimensões/mundos. Algo como uma “escada” ascendente de oração que atravessa diversas dimensões da existência. Em suma, algo santo e próprio do povo santo.
    O que despertou muita atenção foi o ensinamento de que há uma parte da Tefilá denominada korbanot/sacrifícios. E que o Talmud “explica que a pessoa que faz os korbanot na oração da manhã com a intenção de quem realmente está fazendo oferendas no Templo, isso tem o valor igual […]”. Dentro da minha ignorância, destaca-se a questão da intenção como sendo o cerne da tefilá. Entretanto, esse processo das rezas não se limita a isso.
    Caso eu tenha compreendido algo, o judeu começa sua rotina por abandonar as impurezas e klipots, se limpa, veste-se como quem enfrentará uma guerra (que é espiritual), inicia suas rezas e vai ascendendo numa escala de intenções, passa pelo korbanot, até atingir um nível meditativo ímpar, no qual até mesmo o falar é proibido, neste, mediante foco/concentração mental, alcança o mundo de yetzirah (eu não localizei a transliteração correta no site Beit Arizal, daí adotei a que se apresenta, logo, passível de censura pelo rabino).
    Mais uma vez, na minha limitação, percebo que há uma ascensão do estágio mental/espiritual na tefilá do qual o “desejo próprio” – no sentido egoístico – é cada vez mais afastado até atingir o domínio único de olam Atziluht (transliteração – idem). Esse momento é tão elevado, mas tão elevado que a pessoa…fica de pé. Como nos é revelado o Zohar afirma que deve-se permanecer quieto, com os pés juntos, isto é, como os anjos.
    Algo me diz que muito está sendo revelado – num nível íntimo com Hashem – e ao mesmo tempo outros tantos pontos são contidos em razão do mérito de quem ouve.
    Se entendi algo minimamente, mediante os procedimentos de limpeza, vestimenta e a tefilá, e, ainda, mitigar o ego, a voz do ego, permanecer firme e sustentado por uma vida reta (como os anjos vistos por Ezequiel) e, ainda, sendo humilde e tendo uma kavaná alinhada, o bnêi Israel conecta olamot/mundos. Noutros termos, os pés estão na terra, mas seu estágio contemplativo está em dimensões superiores. Algo extraordinário, certamente!
    E este abandono intencional da impureza logo pela manhã e sua caminhada (alichot) até o estágio de alta elevação da oração é coroado quando, bnêi Israel e os anjos, ao final da tefilá proclamam a uma só voz: Kadosh, Kadosh, Kadosh.
    Se compreendi algo, humildemente, entendo que se trata de um momento muito santo e no qual a pessoa entrega tanto a sua kavaná quanto seus pedidos ao Juiz do Universo, o Criador.
    E o mestre avança nas revelações e, pela graça dos Céus, nos ensina que todas as orações são ouvidas. Todas. Mas, o atendimento delas é outra revelação. Contudo, o fato é que há um tempo para essas rezas serem ouvidas. Se entendi minimamente as lições do rabino, a oração sai de uma dimensão e “viaja” até outras dimensões nas quais há outras variáveis de tempo, espaço, e tantos outros elementos que sequer tendo ideia. Estou fazendo uma simplificação do tema, pois há dimensões complexas de sefirá, midot, assuntos quantitativos para qualitativos, etc., que estão nas revelações do mestre, mas que são muito elevadas para serem comentadas, principalmente, o aspecto de elevação de nível a nível pelo Nome Divino. Sem delongas, algo sublime e muito lindo o qual eu apenas capto emocionalmente um fiozinho.
    Curiosamente, não posso deixar de comentar que no domingo que iríamos estudar essa parashá, eu e meu filho, pela manhã, subimos a Serra do Curral em BH para ver a vista e eu aproveitei para rezar alguns Salmos (com diversas intenções) lá de cima. Depois tive acesso ao shiur https://beitarizal.org.br/2016/05/22/o-temer-das-montanhas/ no qual há a palavra הרי Harêi, que significa montanha, mas, se tirarmos o reish no meio, temos o Nome Divino de elevação de níveis da oração, escrito yud e hêi. Algo muito bonito e que só o mestre Avraham pode nos revelar a interconexão entre elevação (montanha), com formação (rocha), talvez com a letra a mais ou a menos reish. Enfim. É apenas um comentário lateral.
    Ademais, tenho uma dúvida: para o noético a oração seria algo inferior ao agir, no sentido, de atuar difundindo as Sete Leis, etc?
    E o mestre nos revela que o Nome Divino citado está presente no pasuk de Isaías 26:4. Sendo kah a Rocha Eterna. E rocha é tzur. Tzur é formar. Ou seja, formar mundos. Como revela o rabino, devemos confiar em D-us eternamente, pois com yud e hêi formou os mundos.
    E Moshê em sua súplica alinha esses mundos, numa condição de reto como um anjo, e “soma” a dimensão do tempo de 500 anos com o Nome Divino (15) em sua tefilá (515). Assim, Moshê uniu mundo e “encurtou” o tempo, pois ele como um “quase anjo” possibilitou conectar mundos e formação. Se entendi minimamente o grande “padrão” da reza do bnêi Israel é a súplica de Moshê. Algo espantoso e extraordinário, se é que compreendi de forma correta.
    Fico com “algo no ar” me dizendo que muito foi revelado e mais ainda guardado para outro momento de mérito.
    Agradeço as lições reveladas de um assunto tão importante e tão profundo.
    Obrigado, rabino.
    Gustavo de Belo Horizonte

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