ETS CHAYIM 8 (final)

Um shiur chassídico do Rabino Avraham, verdadeiramente, um profundo chizuk (“para dar força”) aos Ba’alei Teshuva sobre o assunto de Cabalát Ól Malchut Shamáyim (“Recebimento do Jugo Divino”) e assuntos místicos relacionados.  Na segunda parte deste shiur (aos 38 min), o foco são as Shéva Mitsvót Shel Bnîe Nôach (“As Sete Leis para os Filhos de Noé”).

Ver resenha na aula 1.

tzedakah

Um pensamento sobre “ETS CHAYIM 8 (final)

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Como sempre as aulas do senhor são sempre tão propícias e dirigidas à todos que as ouvem de maneira geral e à cada um individualmente em particular. Nesse período de proximidade com Rosh Hashaná nada mais importante do que interiorizar a ideia de “recebimento do jugo divino”, pois em Rosh Hashaná seremos todos julgados e D-us analisará se estamos vivendo de acordo, pois o homem foi criado para que reconhecesse o Criador, e reconhecer passa principalmente por seguir Suas leis em pensamento fala e ação.

    O grande problema do homem, como já ensinado em tantas aulas do rabino Avraham, é o abismo entre mente e coração, temos uma alma animal que requer ser satisfeita e usa os atributos emocionais para comandar o intelecto, e uma alma divina na qual a razão através do intelecto tenta domar as emoções. E nós humanos ficamos no meio desta guerra, ora tendo lampejos de sabedoria e ora tento impulsos animais. O caminho a ser trilhado não me parece difícil de ser compreendido, pois como explicado nesta série Ets Chayim, o nível mais alto intelectual de Chochmá não é afetado pelo mal, então apesar de existirem as cascas que obscurecem o bem podemos ter dentro de nós insights puros e verdadeiros e ter uma consciência intuitiva do caminho a ser seguido ou ao menos capacidade de identificá-lo como verdadeiro quando apresentado.

    O corpo reage e luta para não ser domado e cria racionalizações, mas cedendo à esta situação estaríamos numa situação de escravidão interior eternamente e jamais seria possível viver a vida plenamente. Por isso o rabino Avraham ensina que a limitação imposta por D-us através de suas leis constituem um ato de amor, pois a alma anseia por se anular totalmente no Divino e o corpo deseja mergulhar nos prazeres físicos, o caminho proposto no Monte Sinai é viver o material de forma espiritual, isto é interagindo com o mundo do jeito correto, pois se D-us tem um desejo todo aspecto da criação e da forma como interagimos com ela deve ser de tal forma que reflita esse desejo.

    No meu ver a maior barreira para que não obtenhamos sucesso na ligação com D-us é a falta de auto anulação, pois a identificação com o corpo para alguém que vive a anos na Terra e não foi treinado e sensibilizado desde pequeno com essas verdades espirituais é muito forte, como ensinado na aula a linha do tempo desde a entrega da Torá e de uma época em que existiam profetas é muito grande, e a tendência é que essa energia espiritual vá tornando-se mais fraca. Por isso é imperativo nos dias de hoje mais do que nunca talvez o estudo da parte intima da Torá, a qual tem o poder de trazer essa luz com mais intensidade.

    A anulação do ego é o que permitirá a pessoa viver de acordo com a Torá e vencer os pseudos questionamentos, já que é impossível conhecer D-us sem vivenciá-lo através de Seus caminhos. Vivendo de acordo com as leis será possível aprofundar-se intelectualmente e emocionalmente. Nessa véspera de fim de ano eu vejo que a melhor resolução que posso fazer é investir na minha auto anulação para que tanto a sabedoria de D-us quanto as emoções retificadas das sete midót fluam em minha alma, canalizando todos os poderes da alma para o conhecimento do Criador, que é equivalente a se auto aperfeiçoar e retificar todos os dez poderes da alma.

    Como o rabino Avraham frisou nesta aula, a criação está em permanente recriação e sob a providência divina, portanto também devemos estar constantemente nos renovando e nunca desistindo de ascender, mesmo apesar das caídas.

    Graças a bondade do rabino Avraham aulas como estas estão disponíveis de maneira sem igual, apresentando conteúdo original e transmitindo-o de forma única, e desta forma realizando o ensinamento de que o patriarca Avraham personificava como ninguém o atributo de amor ao próximo incondicional.

    Desejo ao senhor e família um ano bom e doce e com muitas retribuições abundantes por todo o bem que o senhor faz pelos judeus e não judeus.

    Shabat Shalom, Moshe

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