PINCHAS

PALAVRAS CHAVES: Seguindo os atributos Divinos, Chéssed (“Bondade”), Guevurá (“Severidade”), blocos fundamentais da realidade, combinação de atributos, inter-inclusão, desequilíbrio sefirótico/psíquico, passagem por testes, ausência de Nêstach, oportunidades para fazer o certo, forças espirituais antagônicas, bondade retificada, a providência Divina e as chances de retificação, tecnologia espiritual, tsimtsúm, manchas na alma, lutas espirituais interiores, as sefirót coordenam a realidade, ressurreição dos mortos, corpos translúcidos, era de Mashiach, um tempo de conexão com D-us.

tzedakah

6 pensamentos sobre “PINCHAS

  1. Shalom Rabino
    É difícil olhar diretamente para o que somos e encarar nossas limitações porque o ego quer ver apenas confirmada a sua plenitude.
    Encarar-se imperfeito, imaturo, deficiente, falho, incompleto, deficiente ou qualquer juízo que me faça encarar minha falência é doloroso porque borra a macula a imagem no espelho.
    Mais difícil ainda é ter humildade para admitir a necessidade de buscar a retificação necessária e desenvolver o que me falta porque o que me falta é sempre aquilo que o Eu não se identifica e, portanto, não gosta.
    Sair da zona de conforta, portanto, é o que urge e o que mais evitamos.
    Do pouco que consigo refletir em minhas limitações, consigo ver uma enorme dificuldade com a guevura. É fácil – e até doce – limitar a leitura de chessed em bondade, mas a bondade degenerada esconde, na verdade, uma imaturidade, uma verdadeira infantilidade de quem não consegue impor limites a si mesmo e ao mundo que o cerca. Um ser que quer ser apenas amado e gratificado e que tem na generosidade um instrumento fácil de aceitação de sua pessoa sem precisar levar a efeoto auto restrições. Um mecanismo que quer comprar nos que cercam a aceitação de sua infantilidade e a condescendência da satisfação de suas exigências sem entrar em conflito jamais, consigo mesmo e com o mundo.
    Então percebo que a bondade degenerada é demasiadamente egocêntrica e covarde porque no fundo busca satisfazer apenas ao seu próprio titular e preservar o comodismo de sua imaturidade .
    Shalom

  2. Graças a D-us por mais esta aula do Rabi Avraham Chachamovits. Peço ao Rabi permissão para expor um breve comentário.

    O episódio em que Pinchás transpassa com uma lança o israelita que mantinha uma relação com uma mulher moabita, apesar de ser um assassinato, e portanto passível de punição, na verdade foi aceito por Hashem, inclusive dando mérito ao ato, pois imediatamente a praga que estava sobre o povo de Israel cessou, salvando assim os israelitas da ira de D-us que ocorrera devido ao profeta profano Bilam armar uma cilada contra os israelitas, falando a Balak para instruir as mulheres moabitas a se relacionarem com os homens de Israel para levá-los a participar da idolatria aos deuses de Moab.

    Então aprendemos com o Mestre que, Pinchás foi levado a esta ação através de seu lado intuitivo (divino), lado direito do cérebro, e não racional (intelectual) lado esquerdo do cérebro. Talvez se ele tivesse agido apenas pelo lado racional ele até não tivesse matado o casal, mas certamente isto traria a morte de muitos israelitas devido a idolatria que estava acontecendo nesse episódio, e que certamente traria a vitória de Moab frente a Israel, o que levaria também a não conquista da terra prometida por Hashem.

    Vemos então a importância da inter-inclusão dos atributos divinos, dentre estes os atributos de Chessed (bondade, benevolência) e Guevurá ( severidade, limite) pois sem essa inter-inclusão (combinação) não alcançamos o equilíbrio, o caminho do meio, da Torá, e portanto da realização da vontade de D-us, assim compreendi em minha limitação.

    O equilíbrio é sim necessário, mas deve ter sempre a inter-inclusão dos atributos divinos dosados de acordo com a Torá (vontade de D-us), pois somente assim poderemos nos retificar bem como ao mundo, para que, se D-us quiser muito em breve, venha a era Messiânica, onde todo mal será expurgado do mundo.

    Muito obrigado Rabi Avraham por mais este ensino tão importante para nosso caminhar para cima e para o alto. Peço perdão por algum equívoco cometido neste humilde comentário.

    Shalom e tudo de bom.
    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva

  3. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar o presente shiur com a ajuda dos Céus:

    O Mestre ensina sobre a fundamental necessidade de haver equilíbrio entre os canais espirituais/sefirót para que a pessoa seja reta em suas ações. Ao ouvir este shiur lembro-me de momentos da minha vida aonde fui muito inclinado a ajudar pessoas sem o cuidado com um restringir maduro. Assim cheguei a conclusão graças á D-us depois de errar muito que me faltava guevurá para impor limites em minhas ações.

    E assim traz o Mestre que a pessoa que tem muito chéssed vai atrair pessoas que tem muita guevurá para ela e pessoas que tem muita guevurá vai atrair que tem muito chéssed, e essa é a maneira da providência Divina dar a oportunidade da pessoa vencer seu desequilíbrio para que ela faça aquilo que ela deve fazer para alimentar o atributo que lhe falta.

    O Mestre também fala da ilusão que existe da aparente independência das criaturas do Criador, isso acontece porque nosso corpo é um grande bloqueio que naturalmente impede a pessoa de perceber a luz de D-us. Por isso entendo que a luta entre os aspectos mais elevados da alma e a néfesh é muito árdua quando a pessoa busca retificação, pois não é fácil subjugar os desejos do corpo principalmente num mundo com tantos estímulos sensoriais que precisam ser evitados ao máximo em nosso dia a dia, que D-us permita.

    O Mestre explica que a pessoa que faz teshuvá sem precisar passar por dificuldades e aflições acaba por fazer melhor do que alguém que precisa passar por essas coisas para retornar á D-us, assim entendo que a pessoa precisa servir á D-us motivado pela alegria, ela precisa ser equânime no seu serviço á D-us, algo que busco alimentar em minhas forças limitadas.

    Por fim o Mestre explica que na era de Mashiach os corpos das pessoas atingirão o status da alma, os homens voarão como águias, algo muito sublime. Para isso entendo que hoje é o tempo de retificar meus pensamentos, fala e ações, subjugando os desejos não retificados do corpo de modo que eu consiga vencer esse grande bloqueio e se ligar á D-us pela fé, que Ele permita. Agradeço á D-us e ao Mestre por mais um grande shiur, tudo de bom!

    Respeitosamente, Emerson

  4. Shalom rabino Avraham! Permita-me mestre tecer um breve comentário sobre o shiur.

    No presente shiur é explicada a beleza da descida da alma que sofre várias influências na sua descida e que encontra o desafio de se encontrar em um corpo que a limita e que se encaixa em um nível espiritual tão baixo “onde a criatura pode negar a existência do Criador”. O desafio de se encontrar em um nível tão baixo está no vencer as dificuldades que lhes são impostas e por meio disto buscar o refinamento do seu caráter alcançando o equilíbrio necessário e o crescimento espiritual que é a principal expectativa antes de sua descida espiritual.

    O shiur também mostra a sorte de se encontrar um Mestre em vida. Um rabino que saiba dosar a Guevurá e a bondade com o intuito de trazer à tona os pontos da personalidade de seu aluno que merece refinamento é uma providência divina para poucos e portanto pautada de grande benção oriunda do mundo celestial.

    Por fim, o ponto final do shiur traz reflexões sobre a era de Mashiach e de como o estudo da Torá e a busca de um caminho reto trará benefícios incríveis para todos aqueles que buscaram se aproximar do Eterno em meio as dificuldades impostas neste mundo tão baixo.

    Respeitosamente,

    Davi

  5. Shalom Rabino Avraham e amigos que procuram a este santo canal.
    Gentilmente peço licença para humildemente compartilhar um minimo entendimento que tive acerca dessa aula da Parashá Pinchas.
    O Mestre sempre nos ensina acerca da fundamental necessidade de haver o equilíbrio entre os canais espirituais na arvore sefirótica, para que a pessoa alcançe o verdadeiro equilibrio nas mais diversas áreas da vida. Na aula de hoje o Rabino nos alerta, de forma contundente que se a pessoa que tem muito Chéssed (Bondade) vai atrair pessoas que tem muita guevurá( julgamento) para ela e pessoas que tem muita guevurá fatalmente irão atrair que tem muito chéssed, enfim essa é a maneira, a nós ilustrada da providência Divina em dar a oportunidade da pessoa vencer seus desafios/desequilíbrios para que ela faça aquilo que ela deve fazer, para alimentar justamente aquele atributo que lhe falta.
    Me espanta em como o Mestre nos esclarece, e mais difícil ainda é, na minha humanidade em ter humildade, é duro de admitir a necessidade de eu buscar a retificação necessária e de me desenvolver no que me falta, porque o que me falta é sempre aquilo que o Eu, não me identifico e, portanto, não gosto e facilmente aponto justamente isso no outro.
    Então equilíbrio é a palavra de ordem ensinada pelo Rabino , É ter Guevurá e Chessed – ambas forças, trabalhando em conjunto, definindo assim a interação de D-us para com esse mundo, entendi minimamente que é tipo como um puxar / empurrar, tanto para a direita / esquerda para o caminho do meio em tudo, r assim devemos procurar ser em tudo. sempre admitir a necessidade de buscar da retificação necessária e assim desenvolver o que me falta porque o que me falta, reitero é sempre aquilo que o Eu não me identifico, e portanto, não gosto.
    Pra finalizar, internalizo que devo sempre estudar, ajudar e trilhar a todos quanto possivel no caminho do meio, do equilibrio, no caminho de Torá aqui a nós ensinado de modo absolutamente Casher e santo.
    Obrigado Mestre por cuidar de nós.
    Atenciosamente
    Fabricio Capelletti

  6. Shalom Rabino Avraham e a todos que estudam neste canal santo de Torá. Peço permissão para registrar um breve comentário sobre esta aula tão profunda e reveladora.

    Graças a D-us esta aula traz uma desmistificação sobre a razão da descida das almas que vêm a este mundo e, têm a possibilidade de se retificarem e também elevar as fagulhas Divinas que aqui se encontram presas nas klipot. Aprendemos que as forças espirituais que regem este mundo, nas dez sefirot, os dez atributos que também regem o homem, estão presentes em suas almas e podem revelar sua “raiz de alma”, ou seja, quem realmente ele é – suas tendências intrínsecas – e o que precisa ser retificado para alcançar o equilíbrio – o Caminho do meio -, necessário para elevar o patamar espiritual da alma e que, para ser alcançado se faz necessário o trabalho espiritual de retificação.

    Em minha limitada compreensão, percebi o quão importante é estar inserido num aprendizado honesto e verdadeiro como o que encontramos neste site do Rabino Avraham. Como cada um que chegou até aqui tem o privilégio de poder conhecer a si próprio – suas tendências, suas necessidades de retificação, etc -.. Mais do que isso, ter as ferramentas necessárias para uma auto avaliação muito bem fundamentada e saber o que fazer e como fazer. Tudo está na Torá. É verdade. Mas é preciso também um Mestre que norteie o seu caminhar, como por exemplo, quais “Mitzvot” seu grupo deve conhecer e praticar, o que deve ser corrigido em suas características de personalidade, quais traços de caráter devem ser melhorados, “hora pela falta de um atributo, ora pela sobra de outro atributo” como explica o Rabino.

    Mas é preciso também o aluno ser honesto consigo quando descobre ou é ajudado a descobrir sobre si mesmo. Sobre seu estágio de desenvolvimento espiritual e, ter humildade de aceitar o que deve melhorar ou seja, quais atributos necessitam serem reequilibrados e aí realmente escolher agir. Aí entra o trabalho espiritual como estudar Torá com consistência e amor, praticar as Mitzvot realmente, corrigir o que o Rabino fartamente te alerta e, também em algum os amigos verdadeiros que estão em caminhada de retificação com a pessoa e buscam ajuda-la com honestidade e sinceridade. Aí realmente o contexto sai da vontade e passa para a ação. Pois como o Rabino Avraham ensina “somente você querer e ter vontade, flertar com a Torá, não basta; você pode querer o quanto você quiser, isto nunca vai bastar para sua retificação, você tem que agir de acordo com os ensinamentos de Torá, você é o que você faz, e não o que você fala que faz”.

    Que todos nós consigamos nos conhecer através de um caminho santo como o que temos a oportunidade aqui e seguir em frente com nosso trabalho de retificação. Essa busca consistente de conseguir trilhar o caminho do meio e que enquanto estivermos neste mundo, deveremos nos esmerar em prevalecer a vontade da alma em relação à do corpo, à da nefesh cuja origem está na Klipá Nogá.

    Agradeço pela oportunidade de fazer este comentário ao Rabino Avraham e peço perdão por algum erro de escrita ou entendimento que eu possa ter cometido.

    Shalom. Tudo de bom.

    Respeitosamente,

    Robson Cleber

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