BAMIDBAR

PALAVRAS CHAVES: função do homem, conectar espiritual ao físico, klipot, brit milah, Adam, olamót, desequilíbrio universal, três patriarcas, retidão, elevação, avodát b’ithapcha, dirá b’tachtonim.

tzedakah

 

5 pensamentos sobre “BAMIDBAR

  1. SHALOM RABINO AVRAHAM E AMIGOS.

    Novamente venho pedir a licença ao Sr. Rabino Avraham e aos amigos para trazer um comentário mínimo sobre a aula “Bamidbar ” https://beitarizal.org.br/2013/03/10/bamidbar/ sobre o Bamidbar (Números) 1:1 da parashá Bamidbar.

    O Mestre Rabino Avraham traz nesta aula ensinos profundos sobre a criação, falando de uma citação no Zohar em que Rabi Aba(escriba de Rabi Shimon Bar Yochai) fala baseado em Números 1:1 que D-us criou o homem a sua própria imagem, a imagem de D-us Ele os criou, nos lembrando de Genesis 1:27, onde é relatado a criação do homem. O Mestre explica que o homem é o objetivo final da criação Divina, portanto tudo existe para o homem e foi criado em função dele. O Mestre fala que o homem foi criado para ser um conector entre o físico e o espiritual, e entendo minimamente que ele tinha que trazer santidade ao mundo físico elevando toda a existência física deste mundo, ou seja, espiritualizando a matéria física deste mundo. O Mestre fala do trabalho que D-us deu a Adam, o primeiro homem, cuja tarefa consistia em remover todos os espinhos do vinhedo, que está ligado a ideia de separar o bem do mal. Adam tinha que trabalhar elevando espiritualmente o mundo físico cumprindo a sua função de conector, pois os anjos não foram criados com esta capacidade de conectar o espiritual com o físico e os animais também não podem conectar o físico com o espiritual e por isso, como explica o Mestre, animais e anjos viviam em espanto com Adam devido a sua função tão singular e privilegiada e esta é a função do homem na criação, por isso o homem é único, pois só ele foi criado para conectar o mundo material com os mundo espirituais, elevando este mundo para ser uma morada para D-us. Antes de sua queda Adam gozava de um privilégio enorme e fora da nossa compreensão, pois ele tinha a capacidade de perceber a Divindade como nós percebemos o físico, e ele não tinha uma consciência dividida entre consciente e subconsciente como nós temos, mas após sua queda ele perdeu essa capacidade de percepção da Divindade e sua queda afetou toda a criação, uma vez que tudo foi criado em função dele, e sendo ele este conector único, agora danificado, também trouxe dano desequilibrando todo o universo. Explica o Mestre que Adam privilegiou o lado racional ao comer do fruto proibido e com isso a sabedoria Divina o abandonou. O Mestre então explica que ao longo da história houve grandes justos que vieram para buscar recuperar este equilíbrio perdido do universo. Logo na primeira geração de filhos de Adam esta tentativa de restabelecer o equilíbrio foi frustrada com o assassinato de Abel, morto pelo irmão Cain, depois veio Shet, outro filho de Adam que através da sua justiça trouxe um certo grau de equilíbrio para o mundo, mas com os patriarcas o mundo encontrou um restabelecimento de equilíbrio ainda maior, com Avraham conectando o mundo com Chéssed(bondade), Yitzchak conectando com Guevuráh( severidade, temor,etc) e Yacov conectando a Tiféret(Beleza), sendo este último considerado o Patriarca perfeito que trouxe grande equilíbrio espiritual para o mundo, pois Yacov teve 12 filhos justos, mas de Avraham veio Ismael e de Yitzchak veio Esaú, que foram filhos perversos. O mundo então estava encontrando possibilidade de alcançar mais equilíbrio com o povo de Israel que recebeu a Torá e também com o estabelecimento do Mishcan(Santuário) que o Mestre explicou que era uma miniatura do universo, assim como o homem foi criado tendo refletido em sua alma a semelhança dos mundos espirituais. Entendo minimamente através do Mestre que este trabalho de buscar equilíbrio espiritual em nossas vidas e para o mundo requer de nós um conhecimento cada vez melhor de nossa má inclinação através das nossas características individuais, pois em cada pessoa existem diferentes fraquezas que a má inclinação aproveita para nos deixar numa vida caída, longe da santidade. O verdadeiro arrependimento, explica o Mestre, tem que ser por atos, não por palavras da boca pra fora, mas da mente e do coração, possibilitando uma mudança emocional e comportamental na pessoa. Como Adam tinha que remover os espinhos do vinhedo, devemos buscar remover as klipot(cascas) que bloqueiam a nossa percepção sobre a Divindade fazendo o trabalho espiritual de nos separarmos do mal, assim um homem que foi viciado em bebidas por exemplo deve se manter longe dos bares para não cair novamente no antigo vício. Outro trabalho espiritual mais difícil e muito importante, explica o Mestre, é transformar o mal em bem, ligado a ideia de trazer luz da escuridão, pois luz verdadeira é aquela que vem da escuridão, como ensina o Mestre, assim se uma pessoa vive tendo relações sexuais ilícitas, e quer se retificar, deveria procurar somente ter relações sancionadas pela Torá, juntamente com seu cônjuge, através de um casamento sancionado pela Torá, transformando o mal em bem. Entendo que devemos individualmente buscar conhecer melhor nossas fraquezas particulares, e honestamente fazer esses trabalhos espirituais, através de esforços diários e ininterruptos e rezo para que todos nós que estamos ligados ao Mestre alcance esses objetivos santos e dignos. Agradeço a D-us e ao Mestre por estas lições muito preciosas de Torá, e peço ao Mestre que me perdoe por quaisquer erros aqui presentes, obrigado a todos e tudo de bom.

    Respeitosamente, Emerson

  2. Pela Graça de D’us.

    Caro Sr. Rabino Avraham,

    Venho pedir permissão para trazer algumas palavras em relação a Parashá Bamidbar, conforme aula do Mestre Rab Avraham em site Beit Ari”zal:https://beitarizal.org.br/2013/03/10/bamidbar.

    Como de praxe, adianto um pedido de desculpas pelo erros de entendimento cometido durante o comentário.

    O Mestre Rab Avraham inicia a aula trazendo um comentário do santo Zohar, de onde é citado um excerto das palavras do Rabbi Aba ( escriba do Mestre Rabbi Shimon Bar Yochai, que trouxe o Zohar para o mundo), relativo a criação do homem, sendo que, o Mestre Rab Avraham passa a explicar essa passagem relacionando-a com o primeiro pasúk do Livro de Bamidbar, Parashá Bamidbar: “ E Falou o S-nhor a Moshé no deserto do Sinai, na Tenda da Revelação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída dos filhos de Yisrael da terra do Egito…”. Partido daí, o Mestre explica que o homem foi criado para ser um “conector” entre o espiritual e físico, sendo que toda a Criação sem completa nele, tendo-o como o “objetivo final da Criação” (citando passagem do Talmud). Sendo que o Mestre chama a atenção de que o Homem tem por “capacidade, obrigação e por desígnio” realizar essa conexão entre esses aspectos.

    Confesso que os ouvir essas palavras do Mestre Rab Avraham, fiquei pensando em como estamos nós distantes deste entendimento, querendo dizer, a maioria de nós entende de forma equivocada a expressão “ criado à imagem de D’us”, pois se “traduz” isso, ou melhor, se corrompeu isso, dando ao Homem um status de ele não tem. Dentro do “secularismo fundamentalista” que o Mestre Avraham nos ensina estar vivendo a maioria do mundo, isso ganha força para elevar o ego do Homem, que D’us não permita, quando deveria, ao menos assim entendo, mostrar que ele foi criado com uma grande responsabilidade, que sua capacidade, representa uma obrigação e um desígnio de D’us, como o Mestre Avraham explica, permitindo através dela cumprir seu papel na Criação que o Mestre fala: “remover os espinhos do vinhedo”, querendo dizer, separar o mal do bem e, através disto, “cuidar do Jardim”.

    Segue o Mestre Avraham explicando que para o desempenhar desta função de “jardineiro”, Adam deveria preservar o sua ligação /Devekut com Hashem, mantendo sua consciência íntegra e conectada aos graus mais elevados, de forma constante e natural. Pois como explica o Sr. Rab Avraham, para Adam não existia separação entre o físico e espiritual, nada lhe era oculto, sua consciência percebia tudo de forma revelada. Neste sentido, lembro sempre das palavras do Mestre Avraham que nos orienta a tentar buscar essa percepção, obviamente em níveis muito menos elevados do que trazido nesta aula, mas o papel de buscar reconhecer que estamos sempre diante do Criador, dentro daquele nível que possamos estar, um trabalho para toda a vida como o Mestre sempre diz.

    As palavras do Mestre Avraham, fizeram pensar em relação a tão grande estatura espiritual de Adam, algo que como diz o Mestre não podemos nem imaginar, mas ao mesmo tempo desempenhando um trabalho de retificação deste mundo, querendo dizer, alguém com estatura tão grande dedicado a algo relacionado à matéria também, o que em meu pequeno entender, fez lembrar como um traço de humildade, não sei se caberia isso em relação a Adam, mas trazendo para o nosso mundo, quantas vezes deixamos o ego crescer por desempenharmos uma função tida como importante, perdendo noção completamente que desempenhamos tão somente nossa obrigação, não estamos fazendo nada além daquilo que seria esperado de nós. E olhando para o “quadro” que o Mestre Avraham pintou para nos mostrar os instantes iniciais da Criação, fico espantado com nossa arrogância com homens, cabendo baixar a cabeça e procurar trabalhar para o crescimento da humildade e do temor e amor a D’us.

    Segue o Mestre Rab Avraham explicando que o Adam era como um “centro de gravidade…centro de equilíbrio”, conectando os mundos físico e espiritual, sendo que Hashem criou Adam de forma que “as semelhanças dos mundos espirituais fossem refletidas na sua própria alma”, querendo dizer, que “a alma do homem espelha a maneira com D’us criou os mundos espirituais e o mundo físico também”. Explica o Rab Avraham, correlacionando o mundo de Atzilut à consciência de Adam e o seu desejo de ligação com D’us, o mundo de Beryiá à sua mente e pensamentos, o mundo de Yetzirá às suas emoções e por fim o mundo de Assyá às suas ações retificadas, sendo então que Adam “correspondia a toda um estrutura infinita”, fazendo dele um “gigante espiritual”, tendo representado nele mesmo todos os aspectos da Criação.

    Obviamente aqui fogem todas as infinitas apreensões que podem derivar das palavras do Mestre Rab Avraham, afinal, traz uma estrutura que fica muito além daquilo que posso apreender, contudo, reforça o espanto a D’us e a Sua Criação, pois revela, ao menos em meu entender, que existem correlações/conexões entre os mundos mais elevados e alma do homem/Adam, revelando infinitos aspectos que só fazem o Homem hoje ver sua pequenez diante à Sabedoria de D’us, bem como, Sua Misericórdia em permitir que mesmo pessoas que cresceram tão distantes da Tora, como eu mesmo, possam em algum nível, mesmo que mínimo, ter acesso a tão extraordinária Sabedoria e dela querer, humildemente aos poucos ir se aproximando, dentro daquilo que seja permitido, para um dia, que D’us assim permita, tornar-se consciente Dele continuamente, tanto quanto possível.

    Caro Mestre Rab Avraham, fico por aqui na introdução da aula do Mestre, tentando seguir a linha de um comentário mais curto e focado nas impressões trazida pela audição da aula. Reforço o pedido de desculpas pelos erros de entendimento e agradeço ao Mestre e amigos pela leitura.

    Que Hashem permita crescermos todo juntos em amor e temor a Ele cada vez mais.
    Tudo de bom,
    Diego Malheiros.

  3. Pela Graça de D’us!
    Sugiro humildemente aos não-judeus que participem da segunda aula da Parashá Bamidbar contida neste áudio, baseada no livro do Mestre, A Bondade para Avraham, e que se inicia no minuto 00:40:09.
    Que sejamos abençoados com coragem e força para continuar!
    Tudo de bom ao Mestre, Família, Equipe e Alunos.
    Alex

  4. Shalom caro Rabino Avraham e amigos do Beit Arizal,

    Peço a licença para comentar o primeiro shiur deste link, com a ajuda de D-us.

    De fato o homem foi criado de forma singular, somente ele pode ser esse precioso conector entre o mundo físico e os mundos espirituais, pois ele é o objetivo final da criação como explica o Mestre, então tudo existe em função do homem, e por isso anjos e animais viviam em grande espanto de Adam. Entendo que por ele ter sido criado de maneira tão elevada, a sua queda causou um grande prejuízo para o universo e para todas as gerações posteriores.

    Devido a queda de Adam o homem pode se apegar tanto ao material encarando o mesmo como um deus, que D-us nos livre disso. Por isso entendo que a Torá foi entregue ao homem e só Ela através das Suas leis pode ajudar o homem a sair da sua baixeza de consciência, de seu subconsciente obscuro que o bombardeia com tantas influências estranhas á Torá. Após a queda de Adam a humanidade se tornou cega em sua limitação racional e por isso entendo a razão da ênfase do Rabino Avraham em ensinar a importância de despertar o aspecto intuitivo do intelecto que permite ao homem ter insights sobre as verdades espirituais que o possibilita a enxergar além desse mundo grosseiro.

    Hoje me vejo num grande desafio para me retificar e não cair nas ciladas do mal, como um homem que lida com comercio preciso lutar para ganhar meu sustento de forma honesta mesmo numa sociedade onde a honestidade parece estar em extinção, que D-us não permita. Assim ao lidar com a materialidade nunca posso me esquecer que todo o meu sustento vem de D-us, a Origem absoluta de tudo, entendo que sem essa consciência o homem não pode ter devecut, ficando incapaz de crer no espiritual. Busco encarar o desafio de contribuir para termos uma comunidade noética abençoada junto aos meus amigos de jornada e assim desta forma sermos parceiros do povo santo de Israel, usando toda a materialidade com responsabilidade espiritual no cumprimento das leis da Torá para apressarmos juntos a vinda do único e verdadeiro Mashiach quando aquilo que nos falta, a saber, a cura completa chegue para que sejamos redimidos e capazes de passar a enxergar o espiritual como enxergamos o físico, que D-us permita. Graças á D-us por mais um shiur iluminado de nosso Mestre, o Rabino Avraham, tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Emerson

  5. Shalom Rabino Avraham e amigos da comunidade

    É um shiur revelador e, se me for permitido trazer algumas reflexões sobre ele, gostaria de registra-las.

    A mim foi revelador porque o Rabino nos permite vislumbrar qual o horizonte de consciência que devemos almejar. Se falamos em retificação do recipiente, quer dizer, de nós mesmos para receber a luz que D´us derrama sobre sua criação, este shiur nos indica qual o potencial do recipiente humano, quer dizer, o que deveríamos ser originalmente e o que devemos buscar reconquistar, porque o grau de consciência que nasceu com Adam foi perdido com a queda.

    No que posso compreender, quando o Rabino nos fala da capacidade de Adam ver de um lado ao outro do universo, da capacidade de Adam de acessar todos os níveis, materiais e espirituais, está nos dizendo sobre o alcance da consciência do homem quando da criação de Adam.

    Vivemos, todavia, sob uma restrição de consciência. Até mesmo falar de consciência, para a nossa concepção secular, implica numa ideia de restrição, de foco. É dizer: não podemos falar de consciência senão contraposta a um inconsciente. Mas a consciência de Adam que nos relata o shiur ultrapassa esta divisão. É uma consciência que engloba o inconsciente, quer dizer, é o fim da divisão entre o consciente e o inconsciente. É algo grande demais porque ultrapassa o limite do homem e o coloca em unidade com o todo, com o infinito, com D´us, porque se entendemos o inconsciente como tudo que está além da consciência, o inconsciente é um sem fim, um ilimitado, é todo o universo que nos circunda e o além dele. E uma unidade do que chamamos de consciência com o inconsciente é lançar o homem numa visão que chega a causar medo quando se tenta imaginar o tamanho e alcance de um tal estado de consciência, se é que se pode falar de consciência aqui.

    O Rabino nos explica que o homem era o ponto de ligação do plano espiritual, que entendo ser o sem limites, para o material, o limitado e restrito. Assim, ao que consigo entender, a mente do homem, em Adam, poderia funcionar acessando o todo, o infinito, mas focalizando no restrito, de sorte a exatamente interagir o infinito com o finito, quer dizer, operar o plano material com vistas a dar vazão ao espiritual e, deste modo, construir uma morada de D´us neste plano finito.

    Então o homem recebia de cima e aplicava em baixo, usando a capacidade objetiva de sua mente para operacionalizar o material de sorte a dar guarida ao espiritual que recebia de cima. Esta era a função de Adam, como conector dos dois mundos, dos dois planos.

    Mas Adam limitou esta onisciência e restringiu sua mente à consciência, vale dizer, à mente objetiva, perdendo a conexão com o infinito. Como resultado, deixou de usar a mente objetiva como um instrumento de efetivação do espiritual no material e passou a ter na mente objetiva um fim em si mesmo.

    Assim, ao invés de ser um “escultor do mundo” transformando o material para receber o espiritual, passou a ser sujeitado pelo material, quer dizer, ao invés de usar a sua mente objetiva para transformar o mundo, a matéria, passou a remodelar a si mesmo para adaptar-se ao material, rejeitando o espiritual.

    Esta a rebeldia em que vive o homem, preocupado exclusivamente com o material e o seu bem estar no mundo, o que o coloca presa de sua yetzer hará.

    Reconectar com o infinito, o espiritual, o inconsciente na sua abrangência sem limites passa a ser o objetivo que penso só será inteiramente realizado pelo Mashiach. Enquanto isso, temos que nos dedicar para retificar e avançar até que a era do Mashiach chegue.

    Shalom

    Rubens

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