2 pensamentos sobre “VAYECHI: “O NOME DE YA’ACOV”

  1. Que o Eterno te abençoe. Esta parashá é muito profunda. Agradeço pelos ensinamentos. Eu venho na Internet do governo quase todos os dias só pra ouvir e ler os ensinamentos do sr. Rabino
    Wellington Rodrigues Marques

    Date: Wed, 31 Dec 2014 03:59:39 +0000 To: maffinmontveis@hotmail.com

  2. Shalom Rabino Avraham,

    Desculpe o atraso em enviar meu comentário essa semana. Ontem na parte da manhã estudei este vórt sobre a parashá Vayechi, uma aula complexa, profunda e com muitas contas.

    O que posso apreender desta maravilhosa aula em essência é a importância do equilíbrio em todas as esferas, espiritual mental e físico, sendo o equilíbrio espiritual primordial e que se reflete nos âmbitos psicológico e físico. Como o senhor já ensinou em outras aulas, tudo o que é retificado (equilibrado) possui a característica da inter-inclusão, isto é, forças opostas agindo em sintonia. Por isto a sefirá de tiféret que representa o equilíbrio entre chesed e guevurá é o símbolo de Ya’akov, sendo este a união da bondade de Avraham e da restrição de Itshak.

    Um ponto muito importante da aula é o fato de sempre que algo ou alguém não for perfeitamente equilibrado parte da força vital ou da kedushá será tomado pelas forças da impureza, gerando sub-produto, no caso Yshmael e Essav. Por isso a necessidade de estar constantemente refinando-se e fazendo reshbon néfesh, evitando assim que os ganhos em santidade sejam perdidos em parte ou totalmente.

    E o equilíbrio é uma necessidade universal e aludida nas primeiras palavras da Torá como tão bem detalhado na aula, pois “No início..” pode ser lido como “Através de Israel..” e Israel por sua vez está relacionado com Li rosh, mostrando assim que Israel é tanto a causa primeira como produto final da criação. Mas como tudo na criação existe uma contrapartida a Luz que desce tem de ser refletida pelo homem, então D-us cria o mundo e irradia sua Luz e o ser humano por sua vez deve revelar esta luz de “baixo para cima”, através do revelar de D-us oculto neste mundo. Mas para realizar esta função é necessário estar equilibrado usando todas as faculdades da alma em harmônia, como Ya’akov faz, sendo “o produto final e a causa inicial” realizando o propósito de D-us.

    O senhor ensina que a forma que cada um pode emular Ya’akov e assim ser considerado um rei, um rei sobre seu próprio corpo e alma, é seguir a seguinte ordem de prevalência ao agir neste mundo, primeiro o cérebro (neshamá) deve comandar, para então as emoções surgirem (ruach) e o sangue/fígado (nefésh) vitalizar as ações corretas, que permitirão que a ocultação de D-us no mundo e o atual exílio tenham fim, assim como o exílio pessoal de cada um.

    O senhor ensina na aula a relação entre o rio Yaabók, onde ocorreu a luta entre Ya’akov e o anjo de Essav, e os nomes divinos, pois a luta do bem contra o mal é a principal luta que ocorre no mundo e a origem de todos os conflitos interiores e exteriores ao homem, estando intimamente ligada ao reconhecimento de D-us pela humanidade e aos sofrimentos que o povo judeu passou e passa. Creio que por isto após esta luta Ya’akov teve seu nome modificado para Israel, um nível maior e relacionado com o poder intelectual enquanto que Yakov (com váv) relaciona-se com o poder emocional, já que para vencer o anjo de Essáv o intelecto deve governar as emoções. “Dê a verdade para Ya’akov” e passou a ser Israel.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor.

    Shabat Shalom, Moshe

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