ROSH HASHANÁ

Rósh Hashaná, comemorado no primeiro e segundo dias do mês hebraico de Tishrei, é diferente de todas as outras festividades judaicas. Todas as demais marcam uma experiência significativa na história de nosso povo, enquanto que Rósh Hashaná celebra um evento universal: a criação do primeiro homem e da primeira mulher. Rósh Hashaná não é, portanto, apenas uma data sagrada para o judaísmo, mas uma celebração universal, que enfatiza a necessidade de que cada ser humano tenha plena consciência de sua missão nesta vida.

Neste shiur o Rabino Avraham Chachamovits oferece insights sempre pertinentes ao período de teshuvá – o retorno a uma vida alinhada a D-us. Somente através da teshuvá é possível obter a consciência do propósito da vida e o apressar da era do único Mashiach.

tzedakah

3 pensamentos sobre “ROSH HASHANÁ

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Em um momento como esse de véspera de Rosh Hashaná uma aula como essa é vital, pois ajuda muito na kavaná nas orações e na compreensão do que estará acontecendo nos próximos dias. O julgamento afinal refere-se ao ano que passou, se estamos nos dirigindo ou não a merecer ter uma porção no mundo vindouro, e no que se refere ao ano seguinte serão definidas nossas condições de vida, como saúde e sustento.

    Independente do que está sendo avaliado o fator básico no meu ver é a data requerer de todos nós uma reavaliação e uma tomada de medidas concretas em direção à santidade. Somos julgados o ano inteiro todas as noites, todos os anos e após essa vida física também, somos constantemente avaliados, e as condições de vida a cada instante refletem o resultado dessas avaliações, mesmo que não podemos reconhecer as causas e seus efeitos.

    A Torá trás uma receita inesperada para ter sucesso nesse julgamento anual de Rosh Hashaná, surpreendente no fato de não enfatizar algo que a pessoa deva melhorar no seu serviço à D-us, mas sim no relacionamento com o próximo mais especificamente com alguém que nos fez mal. Devemos procurar relevar o máximo o que as pessoas possam ter nos feito de negativo e assim imitar o comportamento de D-us para conosco, que sempre sustenta o mundo e todas as pessoas apesar de todos os erros que cometem sempre a espera do arrependimento. Esse ensinamento da Torá trazido nessa aula vai ao encontro do que senhor sempre passa em todas as aulas que é a necessidade de deflacionamento do ego, pois alguém com o ego inflado além de se ofender com facilidade não é capaz de perdoar com facilidade.

    Gostaria de aproveitar e pedir desculpas ao senhor pelas falhas que cometi ao longo do ano com tanta frequência e agradecer ao senhor que tão pacientemente as tem relevado.

    Desejo saúde e felicidade ao senhor e a família.

    Um ano novo bom e doce, Moshe

  2. Shalom Rabino Avraham e amigos que frequentam este portal de ensinos santos. Peço permissão ao Sr. para expor um breve comentário desse shiur.

    Pela graça de D-us mais uma aula extraordinária que nos trás revelações importantíssimas sobre Rosh Hashaná, o ano novo que inicia-se, o julgamento em que Hashem contabiliza como está caminhando cada homem: se para ser inscrito no livro da Vida ou se para ser inscrito no Livro da morte.

    Compreendi em minha limitação que, com relação à contabilidade sobre nosso julgamento Divino somente Hashem em sua infinita misericórdia e justiça sabe como avaliar se estamos seguindo a um caminho ou outro, a cada Rosh Hashaná até o dia do Yom HaDin, ou seja o dia em que partiremos deste mundo e, aí sim, seremos selados para a vida no Olam Habá ou para a morte.
    Não sabemos como é computado o “peso” de cada Mitzvot cumprida, cada ato de bondade, cada erro, enfim… somente o Criador faz a exata conta disso, mas aprendi com o Rabino Avraham nesta aula, algo que certamente é de suma importância e tem grande validade para adoçar nossos julgamentos: ser um homem que perdoa a quem peca contra nós, ou quem nos prejudica em alguma instância, pois aquele que assim o faz, alcança a misericórdia de D-us em seu julgamento.

    Agradeço muito ao Rabino Avraham por mais este valioso ensino, pela bondade e paciência do Sr. em nos passar mais este precioso Shiur.

    Que D-us traga bênçãos ao Sr e família e um ano novo com tudo de bom e doce.

    Shaná Tová Umetuká.

    Respeitosamente,

    Robson Cleber Garcia da Silva

  3. Shalom Rabino Avraham, boa noite.

    Uma aula com muitos detalhes e aprofundamentos, mas que Graças a D-us pude refletir e expressar algum entendimento e gostaria da permissão do senhor para expor aqui.

    “… três livros são abertos em Rosh Hashaná: um livro dos completamente perversos, Um Livro dos completamente Justos, e um é o livro das pessoas intermediárias…”

    De acordo com os ensinamentos do Mestre na aula da parasha-shofetim-2-5771, nos é ensinado que apesar de termos nascido nos níveis mais rebaixados da materialidade e mesmo vivendo em locais “distantes” da Santidade, é preciso pelo menos nos considerar como intermediários. Neste pequeno ponto de vista, compreendo que em Rosh Hashaná é para nós, o início de um processo decisivo em nossas vidas. A determinação e persistência são atitudes determinantes, pois durante este período “as pessoas intermediárias ficam em estado suspense de Rosh Hashaná e Yom kipur,…”.

    Para todos nós é muito complicado esta afirmação de “… se tiverem mérito são inscritos para a vida, se não tiverem mérito, eles são inscritos para a morte …”, pois logo nos vemos questionando sobre como isso pode ocorrer se na prática, o que nossos olhos da carne podem ver não parece sustentar o que é dito. Mas logo segue o Mestre detalhando que há infinitos ângulos sobre o assunto. Pois Hashem é o Juiz Supremo, e somos incapazes de compreender a forma com que Ele executa os julgamentos sobre nós. Então, quem garante que a vida concedida a um perverso ano após ano, seja realmente uma medida de vida? Talvez seja apenas uma oportunidade para que ele opte pela vida. Ou que dele venha um que opte pela vida fazendo o que é certo aos olhos de Hashem, e a seus semelhantes. Como cita o Mestre, “… a morte do perverso e a vida do justo… é na verdade algo … sobre o mundo vindouro…”.

    Continua o Mestre explicando que apesar de Rosh Hashaná não ser exatamente um juízo final sobre nossas vidas, é no mínimo uma forma de estabelecer o estado e posição em que estamos (espiritualmente falando).

    Me tocou a parte em que o Mestre nos dá esperanças mencionando que mesmo diante de dificuldades e obstáculos, possivelmente (se nestes casos tomarmos proveito em ações retas), estes mesmos obstáculos na verdade se transformam em uma ponte que nos levará em direção ao olam rabá, se D-us quiser, o que para nós pode significar que estejamos sendo inscritos para a vida, assim entendo minimamente.

    Falando por mim mesmo, vejo como algo incrível, pois em nosso mísero entendimento poderíamos pensar que tantos infortúnios e dificuldades sejam juízos severos/”morte” para nós (D-us nos livre), já que por outro lado, vemos perversos agindo de má fé e ao mesmo tempo sendo “beneficiados” enquanto vivos neste mundo. Quando na verdade “… o que está sendo analisado aqui é se através das suas ações … a pessoa está se encaminhando para o olam rabá…”.

    Prossegue o Mestre esclarecendo que independente de qualquer caso, todos precisamos tentar melhorar ao máximo possível nossas chances para um julgamento positivo através deste ensinamento “Maavir ol midosov” (nos dispondo a poupar os que fizeram algo de errado conosco). É exemplificado com a história verídica do Rav Huna, que a beira da morte teve a vida poupada por tolerar os erros dos outros. Desejo expressar aqui o pedido insistente que nos é ensinado a fazer antes de dormir: “S-nhor do Universo! Por meio desta declaração eu perdoo quem quer que tenha me enfurecido ou irritado, ou que pecou contra mim, física ou financeiramente, contra minha honra ou qualquer outra coisa que for minha, seja acidental ou intencionalmente, inadvertida ou deliberadamente, mediante palavras ou atos, nesta encarnação ou qualquer outra. Eu especialmente perdoo todo Filho de Israel. Que nenhuma pessoa, seja ela quem for, seja castigada por minha causa. Que seja a Tua vontade, Ado-nai, meu D-us e D-us de meus pais, que eu não peque mais nem repita meus pecados, que tampouco volte a despertar Tua ira, nem faça o que seja mal aos Teus Olhos. Os pecados que cometi, apaga-os em Tua abundante misericórdia, mas não com sofrimentos ou enfermidades graves. Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração sejam aceitos perante Ti, Ado-nai, minha Fortaleza e meu Redentor”.

    O Mestre ensina que o zelo nesta oração antes de dormir é uma das maiores formas de assumir este compromisso (tolerar/perdoar os erros que outros cometem conosco).

    E que Ele perdoe a todos nós, e converta nossos erros em luz, nos guiando para sempre neste caminho de retidão, se D-us quiser.

    Obrigado Rabino Avraham por mais esta aula tão iluminada.

    Tudo de bom e doce a todos.

    Edson Bertoldo

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