PURIM

A generosidade com os mais necessitados é particularmente importante em Purim, pois nada é mais agradável aos olhos de D-us. Nossos sábios ensinam que não existe maior mandamento da Torá do que ajudar os pobres e necessitados. E aquele que traz alegria aos outros é comparado ao próprio D-us, que revive o espírito dos oprimidos e restaura seus corações. E na primeira aula, o Rabino Avraham Chachamovits trata com profundidade o assunto da pobreza, redefinindo-a como sendo o estado de carência de qualquer coisa de uma pessoa. E rico sendo aquele que provê exatamente o que a pessoa necessita. A aula prossegue com insights de Cabalá sobre a sabedoria (chochmah) e a benevolência (chésed), explicando o conceito inovador de que a sabedoria de uma pessoa depende diretamente dela revelar a sua capacidade de benevolência. Portanto, existe uma relação intrínseca de fazer o bem e ser sábio (este conceito é trabalhado sob outros aspectos no shiur: “Conversas Místicas 3“). Vários outros insights complementares são trazidos nesta aula muito especial. A segunda aula trata de conceitos esotéricos sobre o Gán Éden Tachtón (“Paraíso Inferior”) e a “vestimenta espiritual” do Haluká d’Rabanán (“Manto Rabínico” ou “Corpo Astral”) e a busca do Rabi Shimon Bar Yochai (quem trouxe o Zohar para o mundo) para descobrir se à parte de Adam e Chava no Gán Éden, alguém mais teria tido o mérito de se vestir com esta vestimenta espiritual gloriosa de modo revelado, aqui mesmo no mundo físico. Uma aula fascinante da Cabalá do Zohar e do Tikunêi Zohar sobre a rainha Estér e seu nível extraordinário de santidade, além de explicações sobre as sefirót entre outros segredos aqui revelados pela primeira vez na língua portuguesa. Certamente esta obra inspirará alegria em Torá e crescimento na fé em D-us, condições fundamentais para uma vida elevada e que ajuda a revelar o verdadeiro Mashiach em breve, se D-us quiser.

tzedakah

Um pensamento sobre “PURIM

  1. Shalom Rabino Avraham,

    Uma aula muito especial que toca em um ponto essencial para o desenvolvimento espiritual de qualquer pessoa, e que o senhor frisa bastante, que é a capacidade de alguém ser benevolente e a consequente relação com a sabedoria. É comum avaliarmos a sabedoria pelas coisas que falamos ou lemos, mas tratando-se de uma sabedoria superior de vida como é a Torá, se esta sabedoria não produz frutos, isto é, alterações no caráter que resultem em ações bondosas, então a sabedoria da pessoa não é verdadeira.

    Fundamental o aprendizado de que uma das coisas mais importantes para D-us é a sensibilidade em relação ao que o próximo pode estar carecendo, pois num nível mais profundo somos todos proveniente da mesma raiz e não é justo se satisfazer com o que se tem enquanto outros sofrem com a necessidade, além do que D-us possui o atributo de “Pai”/bondade e devemos procurar imitá-Lo fazendo continuamente bondades e generosidades, mas também é “Rei”/severo e devemos ser severos contra o mal que existe no mundo e em nós mesmos, o mal da indiferença. Como o senhor sempre ensina deve-se ser generoso, e nesta aula é explicado o sentido mais profundo disto, pois além do sentido óbvio que devemos ser generosos, a própria generosidade trás sabedoria pois provém da sefirá de Chochmá, por isso ser generoso significa ser sábio e ser sábio deve produzir um sentimento de querer fazer o bem, satisfazendo na medida do possível as carências nos outros principalmente se as temos satisfeitas.

    É também um sinal de fé pois as pessoas que são materialistas, egoístas e inseguras nunca poderão fazer tsedaká com a intenção correta, pois apenas farão esperando um retorno ou quando julgarem ser possível fazer, querendo utilizar seus próprios critérios em detrimento de uma sabedoria que transcende a razão. Aprendi nesta aula a relação intrínseca entre fé, sabedoria e generosidade, assuntos que muitas vezes são tratados separadamente erroneamente, pois fica claro que é impossível separá-las.

    Espero colocar em prática os ensinamentos desta aula nesta época tão propícia de Purim, pois é uma data que incentiva a união do povo judeu contra um inimigo que ataca de maneira irracional, que é Amalek, e portanto requer uma resposta positiva além da lógica, e o antídoto que D-us quer que usemos, como tão bem explanado nesta aula e pelos sábios nas diversas halachót sobre o tema, é a união apesar das diferenças de costumes e origens geográficas dentro do povo, concretizando-a no aliviar imediato do sofrimento alheio e no aumentar das alegrias do próximo.

    Desejo saúde e felicidades ao senhor e a família.

    Shavua Tov, Moshe

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